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ESSA - DTO - Dissertações (orientações em curso e trabalhos concluídos)

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  • Participação ocupacional em crianças de 1º ciclo
    Publication . Corredoura, Beatriz Duarte Fernandes; Pinto, Élia Maria Carvalho Pinheiro; Silva, Cristina Maria Magalhães de Oliveira Vieira da
    Resumo: Introdução: Ao longo do 1.º ciclo do ensino básico, as crianças enfrentam novas rotinas e exigências que desafiam a sua participação nas ocupações diárias. A forma como a criança processa os estímulos que recebe do exterior tem impacto no seu comportamento e a forma como usa o seu tempo tem impacto no seu desenvolvimento, na sua saúde e bem-estar. Atualmente os meios digitais são uma presença incontornável no nosso dia a dia, com impacto no que fazemos e como fazemos. Objetivo: Analisar a relação entre a participação ocupacional, o processamento sensorial e o tempo de exposição a ecrãs em crianças do 1.º ciclo do ensino básico, com desenvolvimento típico. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, correlacional e transversal. A amostra foi constituída por 58 crianças com idades entre os 6 e os 10 anos. Foram utilizados três instrumentos: o Questionário de Participação nas Ocupações da Infância (PICO-Q), o Perfil Sensorial 2 – a criança, e um questionário sociodemográfico com foco na exposição a ecrãs. A análise estatística foi realizada com recurso ao SPSS (v.30), recorrendo à correlação de Spearman. Resultados: Os resultados indicaram uma participação ocupacional globalmente positiva, com altos níveis de frequência e satisfação relatados pelos cuidadores. No entanto, emergiram dificuldades mais evidentes nas atividades de vida diária, hábitos e rotinas e tarefas académicas — domínios que exigem maior autorregulação e planeamento. Verificaram-se correlações estatisticamente significativas entre estas dificuldades e padrões sensoriais menos funcionais, como registo sensorial reduzido, evitamento e sensibilidade aumentada. Relativamente ao tempo de exposição a ecrãs, observou-se que todas as crianças da amostra utilizavam dispositivos digitais. Verificaram-se associações estatisticamente significativas entre maior tempo de ecrã e maiores dificuldades ao nível da atenção e regulação emocional, assim como padrões de registo sensorial reduzido e maior sensibilidade. Conclusão: Os dados obtidos destacam a importância de reconhecer precocemente sinais de disfunção sensorial em crianças com desenvolvimento típico, dada a sua influência direta na participação funcional. A necessidade de limitar o tempo de ecrã e de promover experiências ocupacionais ricas, estruturadas e sensorialmente significativas mostra-se igualmente relevante. Estes resultados sugerem que a colaboração entre profissionais de saúde, famílias e escolas pode potenciar o envolvimento das crianças nas suas rotinas diárias, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado e autónomo.
  • Participação ocupacional, processamento sensorial e práxis de crianças com perturbação do espectro do autismo, entre os seis e os dez anos
    Publication . Machado, Irene Maria Barros; Trigueiro, Maria João Ribeiro Fernandes; Silva, Cláudia Sofia Gois Ribeiro da
    Resumo: Com a prevalência da Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) a aumentar, aumenta a necessidade de compreender melhor as dinâmicas que influenciam a qualidade de vida de crianças com PEA e suas famílias. Este estudo observacional contribui para compreender como a saúde sensorial se relaciona com a participação em diferentes contextos em Portugal. Objetivo: Avaliar o processamento sensorial, a práxis e a participação ocupacional em crianças com PEA, com idades entre os 6 e os 10 anos, e explorar relações entre estes domínios. Metodologia: Seguiu-se uma abordagem quantitativa, de desenho transversal, envolvendo 64 crianças com PEA, com idades entre os 6 e os 10 anos, de todo o território português, com predominância da região Norte. Foram aplicados instrumentos padronizados – Sensory Processing Measure (SPM) e The Participation in Childhood Occupations Questionnaire (PICO-Q) – para avaliar processamento sensorial, práxis e participação ocupacional segundo a perceção dos cuidadores, além de um questionário sociodemográfico para caracterizar participantes. As análises incluíram testes inferenciais, como correlações estatísticas e análises de regressão linear múltipla, com o objetivo de explorar as relações entre os domínios estudados e identificar possíveis preditores de participação ocupacional. Os dados foram analisados através do software SPSS (v28.0, α=0,05). Resultados: No SPM, a maior percentagem de “Disfunção Estabelecida” ocorreu no domínio Planeamento Motor e Ideação (40,6%), enquanto o Total dos Sistemas Sensoriais (TSS) apresentou a maior proporção combinada de “Disfunção Provável” e “Disfunção Estabelecida” (86,0%). No PICO-Q, os cuidadores descreveram maiores dificuldades de desempenho nas Atividades Académicas, Atividades da Vida Diária e Competências Sociais, onde "Manter a segurança" (87,5%), "Preparação de refeições simples" (84,4%) e "Ser responsável pelos trabalhos de casa" (84,4%) surgem com maior valor percentual de dificuldades de desempenho. Embora vários domínios do SPM tenham mostrado correlações significativas com as dificuldades de desempenho em diferentes domínios do PICO-Q, o Planeamento Motor e Ideação destacou-se por, no geral, apresentar os maiores valores (r = 0,7; p < 0,001). O nível de satisfação no domínio Hábitos e Rotinas apresentou correlações fortes e negativas com todos os domínios do SPM, com valores variando entre -0,5 e -0,6 (p < 0,001). A regressão mostrou 3 que o Planeamento Motor e Ideação foi o principal preditor das dificuldades de desempenho em todos os domínios ocupacionais, com coeficientes a variar entre 0,3 (p = 0,025) e 0,5 (p < 0,001). Adicionalmente, os domínios Visão, Tato, Audição e Consciência do Corpo, também se associaram significativamente a dificuldades em domínios como Hábitos e Rotinas, Atividades da Vida Diária e Competências Sociais, com coeficientes a variar entre 0,2 (p = 0,049) e 0,5 (p < 0,001). Conclusões: Compreender as relações entre processamento sensorial, práxis e participação ocupacional em crianças com PEA evidencia as funções sensoriais e o planeamento motor e ideação como áreas prioritárias de avaliação e intervenção.
  • Relação entre o processamento sensorial e a alimentação em crianças prematuras dos 12 aos 35 meses
    Publication . Vieira, Joana Filipa Oliveira; Reis, Helena Isabel da Silva
    Introdução: Atendendo ao número crescente de prematuros em Portugal e ao impacto que esta condição causa na família importa aos terapeutas ocupacionais que trabalham nos diversos locais de saúde, perceber de que forma as variáveis prematuridade, processamento sensorial e alimentação se interligam. Objetivo: Analisar a relação entre o processamento sensorial e a alimentação em crianças prematuras dos 12 aos 35 meses. Metodologia: Realizou-se um estudo quantitativo, observacional descritivo correlacional, numa amostra com 21 crianças prematuras com idades entre os 12 e os 35 meses. Para avaliar a relação entre o processamento sensorial e a alimentação nestas crianças foram utilizados o Sensory Profile 2 – A criança dos 7 aos 35 meses e o Pediatric Eating Assesment Tool, foi também utilizado um questionário sociodemográfico para caracterizar a amostra. Para a análise estatística descritiva dos resultados, recorreu-se à utilização do programa de software IMB Statistical Package for the Social Sciences 28 (SPSS28). Resultados: Com os resultados obtidos através do SP2 – A criança dos 7 aos 35 meses percebeu-se que os comportamentos sensoriais observados nas crianças não definem, necessariamente, uma disfunção do processamento sensorial, mas percebemos que apresentam padrões que exigem vigilância contínua e intervenções contextualmente adequadas. De forma geral, a pontuação total do Pedi-EAT mostrou que 71,4% das crianças não apresentaram preocupação clínica relevante, mas ainda assim, 28,5% das crianças (somando preocupação e preocupação elevada) demonstraram dificuldades que justificam uma atenção especial no contexto alimentar. Ainda que algumas das correlações moderadas não tenham alcançado significância, estas associações assumem relevância no contexto desta amostra de crianças prematuras, destacando-se sobretudo o papel das respostas comportamentais e de alguns perfis sensoriais específicos (auditivo, visual e tátil) nas dificuldades alimentares observadas. Conclusão: Reforça-se a hipótese de que as dificuldades alimentares em crianças prematuras não podem ser compreendidas apenas por uma ótica motora ou fisiológica, mas devem ser analisadas dentro de um modelo biopsicossocial que inclui a modulação sensorial e as respostas comportamentais individuais, reforçando a necessidade de um acompanhamento especializado.
  • O processamento sensorial e as aptidões de aprendizagem escolar em crianças com 6 e 7 anos
    Publication . Cardoso, Raquel Filipa Pinto; Teixeira, Liliana da Conceição; Silva, Claúdia Sofia Góis Ribeiros
    Introdução: A escola é a principal área de participação e produtividade para as crianças e jovens, onde jogam, aprendem, fazem trabalhos artísticos e manuais, fazem desportos e estabelecem relações sociais, estando num processo contínuo de aprendizagem. Esta aprendizagem necessita de um processamento adequado e bem-sucedido de informações sensoriais, contribuindo assim para o desenvolvimento das competências necessárias para a atenção, compreensão e organização dos diversos inputs sensoriais. Objetivo: O presente estudo assume como objetivo analisar a relação entre o processamento sensorial e as aptidões de aprendizagem escolares. Método: O estudo é classificado como um método de investigação quantitativo, de caráter transversal, descritivo, correlacional. Os participantes deste estudo foram obtidos através de uma amostra não probabilística por conveniência e incluem crianças a partir dos seis anos e com máximo de sete anos e 11 meses; a frequentar o primeiro ciclo no ensino público ou privado nos distritos de Setúbal e Leiria, que não apresentassem patologias que comprometessem a compreensão e resposta, às questões colocadas e exclui-se crianças a frequentar o primeiro ciclo com cinco, oito ou mais anos. Para avaliar o processamento sensorial foi utilizada a Sensory Assessment of Sensory Integration (SASI) v.2.2; para avaliar as aptidões académicas, recorreu-se à Bateria de Aptidões para a Aprendizagem Escolar (BAPAE). Foi ainda aplicado um questionário sociodemográfico, e obtido o consentimento informado dos encarregados de educação. Resultados: As análises de correlação evidenciaram uma relação forte e consistente entre o desempenho sensório-motor (avaliado pela SASI) e as competências cognitivas (avaliadas pela BAPAE), sendo que o total da SASI mostrou correlações moderadas e significativas com Compreensão Verbal (r = 0,435; p = 0,011), com Constância da Forma (r = 0,425; p = 0,014), e com Orientação Espacial (r = 0,406; p = 0,019), além de correlação forte com Conceitos Quantitativos (r = 0,548; p < 0,001) e com o total da BAPAE (r = 0,714; p < 0,001). Conclusões: Foram encontradas correlações moderadas e fortes entre os domínios sendo que quando comparando o total da SASI com o total da BAPAE a correlação mostrou-se forte. Estes resultados corroboram com evidência de outros estudos, ajudam a fomentar a prática da terapia ocupacional e a encaminhar a avaliação e acompanhamento das crianças.
  • Escala Sensorial de Problemas Alimentares
    Publication . Silva, Ana Catarina Ladeira da Silva; Ferreira, Isabel Maria Damas Brás Dias
    Introdução: A alimentação é uma necessidade básica de todos os seres humanos integrada nas atividades da vida diária. As crianças com disfunção sensorial podem apresentar comprometimento na alimentação. Objetivo: Estudar a fidedignidade e validade da versão portuguesa do instrumento Escala Sensorial de Problemas Alimentares (ESPA) em crianças com três anos de idade. Método: Neste estudo metodológico usou-se uma técnica de amostragem não probabilística de conveniência, sendo a amostra constituída por 136 crianças com 3 anos de idade, 122 sem dificuldades de alimentação (típicas) e 14 com dificuldades de alimentação (atípicas). A consistência interna foi analisada utilizando o alfa de Cronbach. A consistência temporal foi avaliada através do teste-reteste, com o Coeficiente de Correlação Intra-classe (ICC) aplicado aos domínios quantitativos e o Coeficiente de Kappa. Para a validade convergente foram usadas as correlações de Spearman entre os domínios da ESPA e o domínio de Processamento Sensorial Oral do Perfil Sensorial 2 – A criança. Para estudar a validade discriminativa da ESPA utilizou-se o teste não paramétrico de Mann-Whitney, devido à ausência de uma distribuição normal nos dois grupos em todos os domínios, além de desvios severos à normalidade. Resultados: O alpha de Cronbach total da escala é de 0.873 e os alphas das 6 subescalas do ESPA são praticamente todos acima de 0.70 revelando uma boa consistência interna. A consistência temporal da ESPA, avaliada através do ICC e Kappa, é globalmente boa; revelando valores de ICC praticamente todos acima de 0.75 e Kappa entre 0.41 e 0.80 revelando uma concordância moderada a boa. As correlações do processamento oral da PS2 com as subescalas da ESPA oscilam entre 0.190 e 0.455, verificando-se assim correlações fracas a moderadas, referentes à validade convergente. Os resultados revelam que a ESPA possui uma boa validade discriminativa, pois diferencia significativamente entre crianças com e sem problemas alimentares na maioria dos domínios. Conclusão: Através do processamento de dados estatísticos, é seguro concluir que a ESPA demonstra ser uma escala fidedigna, existindo diferenças significativas na maioria dos domínios. Foi também possível apurar a existência de uma correlação moderada entre as subescalas do ESPA e o domínio processamento oral do PS 2.
  • Escala Sensorial de Problemas Alimentares (ESPA)
    Publication . Pires, Sofia Maria Simões; Ferreira, Isabel Maria Damas Brás Dias
    Introdução: Para um desempenho ocupacional satisfatório na alimentação devem estar desenvolvidas várias competências, seja do ponto de vista percetivo, motor e/ou sensorial. Para uma intervenção especializada na área da Terapia Ocupacional, baseado na teoria de Integração Sensorial, deverá haver uma avaliação especializada. Objetivo: Estudar a fidedignidade e validade do instrumento Escala Sensorial de Problemas Alimentares (ESPA) em crianças com idades compreendidas entre os 6 e 7 anos e 11 meses. Método: Neste estudo metodológico usou se uma técnica de amostragem não probabilística por conveniência, sendo a amostra constituída por um grupo de crianças com desenvolvimento neurotípico (n=39) e um grupo de crianças com desenvolvimento neuroatípico (n=21). Recorreu-se aos instrumentos de avaliação Questionário Sociodemográfico, ESPA e Perfil Sensorial 2 – A criança (PS2). A estatística do estudo foi realizada através do programa de software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 28.0. Resultados. A avaliação da consistência interna da ESPA, utilizando o alpha de Cronbach, revelou que a escala total e a maioria dos seus domínios apresentam uma confiabilidade interna robusta, confirmando a adequação da ESPA como uma ferramenta confiável para a avaliação de dificuldades alimentares sensoriais. Esta fiabilidade é essencial para garantir a precisão e a consistência das medições, permitindo uma avaliação eficaz e coerente dos problemas alimentares sensoriais em diferentes contextos. Em relação à validade discriminativa, o estudo evidenciou diferenças significativas entre crianças normativas e não normativas em todos os domínios da ESPA. Estas diferenças sublinham a importância de considerar as particularidades dos grupos não normativos na avaliação e intervenção, reconhecendo as necessidades específicas e os desafios enfrentados por essas crianças. A análise da validade convergente demonstrou uma correlação significativa entre os domínios da ESPA e o domínio do processamento sensorial oral do PS2, indicando que dificuldades no processamento sensorial oral estão intimamente ligadas a problemas alimentares sensoriais. Conclusão. Os resultados deste estudo validam a ESPA como uma ferramenta eficaz para a avaliação de comportamentos alimentares sensoriais e evidenciam a importância de considerar as diferenças no processamento sensorial ao abordar problemas alimentares em crianças com Perturbação de Espetro do Autismo (PEA) e outras condições não normativas. As implicações para a prática clínica incluem a necessidade de avaliações abrangentes e intervenções personalizadas que integrem ambos os aspectos sensoriais e comportamentais, visando promover o bem-estar e o desenvolvimento saudável das crianças.
  • Screening Assessment Sensory Integration V.2.2 Contributo para a validação de critério e relação com o sucesso escolar em alunos do 1.º ano de escolaridade
    Publication . Delgado, Alba Benítez; Melo, Bruno Bastos Vieira de; Serrano, Paula de Jesus Mendes
    Desde o início da Teoria de Integração Sensorial, Ayres desenvolveu instrumentos de avaliação válidos, objetivos e fiáveis, pela importância dos mesmos para evolução clínica dos casos e para o desenvolvimento científico da profissão. Nesse sentido, contemplou se a Screening Assessment Sensory Integration (SASI) como um bom instrumento de avaliação de integração sensorial, pelas suas características. Devido à relação direta entre as capacidades de integração sensorial e a aprendizagem, considerou-se o sucesso escolar como uma boa variável externa, para contribuir para a validação de instrumentos. Objetivos: pretende-se contribuir para a validação de critério da SASI V.2.2, utilizando como variável externa o sucesso escolar de crianças do 1.º ano do 1.º ciclo. Como objetivos específicos pretende-se identificar os resultados dos domínios da SASI; identificar os resultados das disciplinas académicas e correlacionar os resultados dos domínios da SASI com os resultados das disciplinas académicas. Métodos: estudo metodológico, transversal, visa contribuir para a validade de critério da SASI, amostra não probabilística, por conveniência, 64 participantes que concluem o 1.º ano de escolaridade no ano letivo 2022/2023; com idades compreendidas entre os 6 anos e os 7 anos e 11 meses, sem medidas de suporte à aprendizagem seletivas ou adicionais (previstas no Decreto-Lei 54/2018), nem diagnóstico clínico. Resultados: o total da SASI apresenta correlações moderadas e forte com os resultados académicos dos alunos em quatro disciplinas, todos os domínios da SASI (com exceção do Domínio III Discriminação Tátil) e todas as disciplinas académicas apresentam correlações moderadas. Conclusão: apesar de não se poder afirmar o valor preditivo da SASI no sucesso escolar, os resultados observados tendem a ser coerentes com a literatura científica atual, sendo esta relação expectável do ponto de vista do desenvolvimento.
  • O processamento sensorial e a participação ocupacional das crianças dos 3 aos 5 anos em contexto pré-escolar
    Publication . Andrade, Patrícia Isabel Figueiredo; Pinto, Élia Maria Carvalho Pinheiro da Silva; Ferreira, Isabel Maria Damas Brás Dias
    O desenvolvimento da criança é crucial para o futuro e o contexto pré-escolar deve oferecer estímulos que promovam o desenvolvimento neurológico e a integração sensorial, essenciais para a participação ocupacional. Objetivo: Verificar a relação entre o processamento sensorial e a participação ocupacional das crianças dos 3 aos 5 anos em contexto pré-escolar. Métodos: Estudo quantitativo, transversal, descritivo e correlacional, com uma amostra 64 crianças neuro típicas. A recolha de dados foi realizada através de dois questionários: Perfil Sensorial 2 – Acompanhamento Escolar, versão em português europeu (Chambel, 2021) e o Questionário Participação Ocupacional da Criança no Jardim de Infância (Dias, 2021). Resultados: Identificamos alterações no processamento sensorial e comportamental que impactaram negativamente a participação ocupacional. Verificou-se que maiores dificuldades sensoriais estavam associadas a uma menor participação nas atividades. Conclusões: Existe relação entre processamento sensorial e participação ocupacional. Constatamos que os comportamentos de hiperresponsividade diminuem a participação ocupacional.
  • O processamento sensorial, as aptidões funcionais e o nível da assistência do cuidador em crianças dos 3 aos 5 anos
    Publication . Gomes, Tânia; Figueiredo, Marta
    O desenvolvimento da autonomia nas crianças em idade pré-escolar é influenciado por múltiplos fatores, incluindo o processamento sensorial, que é crucial para a interação com o ambiente e a participação nas atividades diárias. Objetivos: O presente estudo visa analisar a relação entre o processamento sensorial, as aptidões funcionais e o nível de assistência do cuidador nas áreas da autonomia pessoal, mobilidade e socialização em crianças dos 3 aos 5 anos. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, observacional, transversal e descritivo correlacional. A amostra incluiu 66 crianças entre os 3 anos e os 5 anos e 11 meses, sem diagnóstico de perturbação de desenvolvimento. Foram utilizados um questionário sociodemográfico, o Sensory Processing Measure – Preschool (SPM-P) e o Inventário Pediátrico de Avaliação das Incapacidades (IPAI). Resultados: A maioria das crianças apresentou um desempenho típico no processamento sensorial e autonomia dentro do esperado para a idade. Verificou-se que dificuldades sensoriais influenciam diretamente a autonomia das crianças, sendo que subescalas como a participação social, visão e planeamento motor revelaram uma relação significativa com a necessidade de assistência dos cuidadores, sobretudo em tarefas de mobilidade e socialização. Fatores sociodemográficos e a alteração das rotinas durante a pandemia de COVID-19, mostraram um impacto significativo na autonomia das crianças. Conclusão: Foi encontrada relação entre o processamento sensorial e a autonomia das crianças, bem como com a assistência do cuidador.
  • O processamento sensorial e as competências de escrita em crianças a frequentar o 3.º ano do 1.º ciclo do ensino básico
    Publication . Santos, Cláudia; Pinto, Élia
    Introdução: A educação é uma das principais ocupações nas atividades quotidianas das crianças, sendo esperado que durante a idade escolar consigam desenvolver as competências de escrita manual. Estas competências são o resultado da integração de diversos sistemas sensoriais, a este processo denomina-se de integração sensorial. Ao longo do pré-escolar e ao longo 1.º Ciclo do Ensino Básico é esperado que as crianças adquiram as competências de escrita manual, é também neste período que começam a surgir alterações e necessidade de encaminhamento para Terapia Ocupacional. Objetivo: Verificar a influência do processamento sensorial nas competências de escrita de crianças que frequentam o 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Métodos: Foi utilizado um método quantitativo de carácter descritivo, correlacional e transversal. A amostra foi constituída por 65 crianças com idades compreendidas entre os oito e os 10 anos que frequentavam o 3.º ano de escolaridade do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Para a recolha de dados foram usados o Sensory Processing Measure (SPM) – Forma Sala de Aula e o Protocolo de Aferição de Dificuldades em Leitura e Escrita (PADLE) – Vol.1 Escrita. Resultados: Os resultados obtidos mostraram que as crianças apresentaram maiores dificuldades sensoriais no “Tato” e a “Visão” do SPM-Forma Sala de Aula e através do PADLE – Escrita as observaram-se mais dificuldades ao nível do “Ditado após Leitura e Cópia” e na “Escrita de Frases com Palavras Dadas”. Verificou-se a existência de correlações muito fracas na correlação entre “Equilíbrio e Movimento” e “Cópia pós Leitura” RSpearman=-0.209 e p=0.094, que sugere que crianças que tenham maiores dificuldades ao nível do “Equilíbrio e Movimento” tendem a ter um desempenho inferior ao nível da tarefa de “Cópia Após Leitura”, assim como menor desempenho no “Equilíbrio e Movimento” pode influenciar a “Identificação de Erros Ortográficos” com RSpearman =0.217 e p=0.082. Conclusão: Com isto, concluiu-se que as correlações sugerem uma potencial relação entre problemas sensoriais e o desempenho das crianças ao nível das tarefas de leitura e de escrita.