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Relação entre o processamento sensorial e a alimentação em crianças prematuras dos 12 aos 35 meses

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Resumo(s)

Introdução: Atendendo ao número crescente de prematuros em Portugal e ao impacto que esta condição causa na família importa aos terapeutas ocupacionais que trabalham nos diversos locais de saúde, perceber de que forma as variáveis prematuridade, processamento sensorial e alimentação se interligam. Objetivo: Analisar a relação entre o processamento sensorial e a alimentação em crianças prematuras dos 12 aos 35 meses. Metodologia: Realizou-se um estudo quantitativo, observacional descritivo correlacional, numa amostra com 21 crianças prematuras com idades entre os 12 e os 35 meses. Para avaliar a relação entre o processamento sensorial e a alimentação nestas crianças foram utilizados o Sensory Profile 2 – A criança dos 7 aos 35 meses e o Pediatric Eating Assesment Tool, foi também utilizado um questionário sociodemográfico para caracterizar a amostra. Para a análise estatística descritiva dos resultados, recorreu-se à utilização do programa de software IMB Statistical Package for the Social Sciences 28 (SPSS28). Resultados: Com os resultados obtidos através do SP2 – A criança dos 7 aos 35 meses percebeu-se que os comportamentos sensoriais observados nas crianças não definem, necessariamente, uma disfunção do processamento sensorial, mas percebemos que apresentam padrões que exigem vigilância contínua e intervenções contextualmente adequadas. De forma geral, a pontuação total do Pedi-EAT mostrou que 71,4% das crianças não apresentaram preocupação clínica relevante, mas ainda assim, 28,5% das crianças (somando preocupação e preocupação elevada) demonstraram dificuldades que justificam uma atenção especial no contexto alimentar. Ainda que algumas das correlações moderadas não tenham alcançado significância, estas associações assumem relevância no contexto desta amostra de crianças prematuras, destacando-se sobretudo o papel das respostas comportamentais e de alguns perfis sensoriais específicos (auditivo, visual e tátil) nas dificuldades alimentares observadas. Conclusão: Reforça-se a hipótese de que as dificuldades alimentares em crianças prematuras não podem ser compreendidas apenas por uma ótica motora ou fisiológica, mas devem ser analisadas dentro de um modelo biopsicossocial que inclui a modulação sensorial e as respostas comportamentais individuais, reforçando a necessidade de um acompanhamento especializado.

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Palavras-chave

Prematuridade Processamento sensorial Alimentação

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