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ESSA - DTO - Dissertações (orientações em curso e trabalhos concluídos)

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  • Escala Sensorial de Problemas Alimentares
    Publication . Silva, Ana Catarina Ladeira da Silva; Ferreira, Isabel Maria Damas Brás Dias
    Introdução: A alimentação é uma necessidade básica de todos os seres humanos integrada nas atividades da vida diária. As crianças com disfunção sensorial podem apresentar comprometimento na alimentação. Objetivo: Estudar a fidedignidade e validade da versão portuguesa do instrumento Escala Sensorial de Problemas Alimentares (ESPA) em crianças com três anos de idade. Método: Neste estudo metodológico usou-se uma técnica de amostragem não probabilística de conveniência, sendo a amostra constituída por 136 crianças com 3 anos de idade, 122 sem dificuldades de alimentação (típicas) e 14 com dificuldades de alimentação (atípicas). A consistência interna foi analisada utilizando o alfa de Cronbach. A consistência temporal foi avaliada através do teste-reteste, com o Coeficiente de Correlação Intra-classe (ICC) aplicado aos domínios quantitativos e o Coeficiente de Kappa. Para a validade convergente foram usadas as correlações de Spearman entre os domínios da ESPA e o domínio de Processamento Sensorial Oral do Perfil Sensorial 2 – A criança. Para estudar a validade discriminativa da ESPA utilizou-se o teste não paramétrico de Mann-Whitney, devido à ausência de uma distribuição normal nos dois grupos em todos os domínios, além de desvios severos à normalidade. Resultados: O alpha de Cronbach total da escala é de 0.873 e os alphas das 6 subescalas do ESPA são praticamente todos acima de 0.70 revelando uma boa consistência interna. A consistência temporal da ESPA, avaliada através do ICC e Kappa, é globalmente boa; revelando valores de ICC praticamente todos acima de 0.75 e Kappa entre 0.41 e 0.80 revelando uma concordância moderada a boa. As correlações do processamento oral da PS2 com as subescalas da ESPA oscilam entre 0.190 e 0.455, verificando-se assim correlações fracas a moderadas, referentes à validade convergente. Os resultados revelam que a ESPA possui uma boa validade discriminativa, pois diferencia significativamente entre crianças com e sem problemas alimentares na maioria dos domínios. Conclusão: Através do processamento de dados estatísticos, é seguro concluir que a ESPA demonstra ser uma escala fidedigna, existindo diferenças significativas na maioria dos domínios. Foi também possível apurar a existência de uma correlação moderada entre as subescalas do ESPA e o domínio processamento oral do PS 2.
  • Escala Sensorial de Problemas Alimentares (ESPA)
    Publication . Pires, Sofia Maria Simões; Ferreira, Isabel Maria Damas Brás Dias
    Introdução: Para um desempenho ocupacional satisfatório na alimentação devem estar desenvolvidas várias competências, seja do ponto de vista percetivo, motor e/ou sensorial. Para uma intervenção especializada na área da Terapia Ocupacional, baseado na teoria de Integração Sensorial, deverá haver uma avaliação especializada. Objetivo: Estudar a fidedignidade e validade do instrumento Escala Sensorial de Problemas Alimentares (ESPA) em crianças com idades compreendidas entre os 6 e 7 anos e 11 meses. Método: Neste estudo metodológico usou se uma técnica de amostragem não probabilística por conveniência, sendo a amostra constituída por um grupo de crianças com desenvolvimento neurotípico (n=39) e um grupo de crianças com desenvolvimento neuroatípico (n=21). Recorreu-se aos instrumentos de avaliação Questionário Sociodemográfico, ESPA e Perfil Sensorial 2 – A criança (PS2). A estatística do estudo foi realizada através do programa de software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 28.0. Resultados. A avaliação da consistência interna da ESPA, utilizando o alpha de Cronbach, revelou que a escala total e a maioria dos seus domínios apresentam uma confiabilidade interna robusta, confirmando a adequação da ESPA como uma ferramenta confiável para a avaliação de dificuldades alimentares sensoriais. Esta fiabilidade é essencial para garantir a precisão e a consistência das medições, permitindo uma avaliação eficaz e coerente dos problemas alimentares sensoriais em diferentes contextos. Em relação à validade discriminativa, o estudo evidenciou diferenças significativas entre crianças normativas e não normativas em todos os domínios da ESPA. Estas diferenças sublinham a importância de considerar as particularidades dos grupos não normativos na avaliação e intervenção, reconhecendo as necessidades específicas e os desafios enfrentados por essas crianças. A análise da validade convergente demonstrou uma correlação significativa entre os domínios da ESPA e o domínio do processamento sensorial oral do PS2, indicando que dificuldades no processamento sensorial oral estão intimamente ligadas a problemas alimentares sensoriais. Conclusão. Os resultados deste estudo validam a ESPA como uma ferramenta eficaz para a avaliação de comportamentos alimentares sensoriais e evidenciam a importância de considerar as diferenças no processamento sensorial ao abordar problemas alimentares em crianças com Perturbação de Espetro do Autismo (PEA) e outras condições não normativas. As implicações para a prática clínica incluem a necessidade de avaliações abrangentes e intervenções personalizadas que integrem ambos os aspectos sensoriais e comportamentais, visando promover o bem-estar e o desenvolvimento saudável das crianças.
  • Screening Assessment Sensory Integration V.2.2 Contributo para a validação de critério e relação com o sucesso escolar em alunos do 1.º ano de escolaridade
    Publication . Delgado, Alba Benítez; Melo, Bruno Bastos Vieira de; Serrano, Paula de Jesus Mendes
    Desde o início da Teoria de Integração Sensorial, Ayres desenvolveu instrumentos de avaliação válidos, objetivos e fiáveis, pela importância dos mesmos para evolução clínica dos casos e para o desenvolvimento científico da profissão. Nesse sentido, contemplou se a Screening Assessment Sensory Integration (SASI) como um bom instrumento de avaliação de integração sensorial, pelas suas características. Devido à relação direta entre as capacidades de integração sensorial e a aprendizagem, considerou-se o sucesso escolar como uma boa variável externa, para contribuir para a validação de instrumentos. Objetivos: pretende-se contribuir para a validação de critério da SASI V.2.2, utilizando como variável externa o sucesso escolar de crianças do 1.º ano do 1.º ciclo. Como objetivos específicos pretende-se identificar os resultados dos domínios da SASI; identificar os resultados das disciplinas académicas e correlacionar os resultados dos domínios da SASI com os resultados das disciplinas académicas. Métodos: estudo metodológico, transversal, visa contribuir para a validade de critério da SASI, amostra não probabilística, por conveniência, 64 participantes que concluem o 1.º ano de escolaridade no ano letivo 2022/2023; com idades compreendidas entre os 6 anos e os 7 anos e 11 meses, sem medidas de suporte à aprendizagem seletivas ou adicionais (previstas no Decreto-Lei 54/2018), nem diagnóstico clínico. Resultados: o total da SASI apresenta correlações moderadas e forte com os resultados académicos dos alunos em quatro disciplinas, todos os domínios da SASI (com exceção do Domínio III Discriminação Tátil) e todas as disciplinas académicas apresentam correlações moderadas. Conclusão: apesar de não se poder afirmar o valor preditivo da SASI no sucesso escolar, os resultados observados tendem a ser coerentes com a literatura científica atual, sendo esta relação expectável do ponto de vista do desenvolvimento.
  • O processamento sensorial e a participação ocupacional das crianças dos 3 aos 5 anos em contexto pré-escolar
    Publication . Andrade, Patrícia Isabel Figueiredo; Pinto, Élia Maria Carvalho Pinheiro da Silva; Ferreira, Isabel Maria Damas Brás Dias
    O desenvolvimento da criança é crucial para o futuro e o contexto pré-escolar deve oferecer estímulos que promovam o desenvolvimento neurológico e a integração sensorial, essenciais para a participação ocupacional. Objetivo: Verificar a relação entre o processamento sensorial e a participação ocupacional das crianças dos 3 aos 5 anos em contexto pré-escolar. Métodos: Estudo quantitativo, transversal, descritivo e correlacional, com uma amostra 64 crianças neuro típicas. A recolha de dados foi realizada através de dois questionários: Perfil Sensorial 2 – Acompanhamento Escolar, versão em português europeu (Chambel, 2021) e o Questionário Participação Ocupacional da Criança no Jardim de Infância (Dias, 2021). Resultados: Identificamos alterações no processamento sensorial e comportamental que impactaram negativamente a participação ocupacional. Verificou-se que maiores dificuldades sensoriais estavam associadas a uma menor participação nas atividades. Conclusões: Existe relação entre processamento sensorial e participação ocupacional. Constatamos que os comportamentos de hiperresponsividade diminuem a participação ocupacional
  • O processamento sensorial, as aptidões funcionais e o nível da assistência do cuidador em crianças dos 3 aos 5 anos
    Publication . Gomes, Tânia; Figueiredo, Marta
    O desenvolvimento da autonomia nas crianças em idade pré-escolar é influenciado por múltiplos fatores, incluindo o processamento sensorial, que é crucial para a interação com o ambiente e a participação nas atividades diárias. Objetivos: O presente estudo visa analisar a relação entre o processamento sensorial, as aptidões funcionais e o nível de assistência do cuidador nas áreas da autonomia pessoal, mobilidade e socialização em crianças dos 3 aos 5 anos. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, observacional, transversal e descritivo correlacional. A amostra incluiu 66 crianças entre os 3 anos e os 5 anos e 11 meses, sem diagnóstico de perturbação de desenvolvimento. Foram utilizados um questionário sociodemográfico, o Sensory Processing Measure – Preschool (SPM-P) e o Inventário Pediátrico de Avaliação das Incapacidades (IPAI). Resultados: A maioria das crianças apresentou um desempenho típico no processamento sensorial e autonomia dentro do esperado para a idade. Verificou-se que dificuldades sensoriais influenciam diretamente a autonomia das crianças, sendo que subescalas como a participação social, visão e planeamento motor revelaram uma relação significativa com a necessidade de assistência dos cuidadores, sobretudo em tarefas de mobilidade e socialização. Fatores sociodemográficos e a alteração das rotinas durante a pandemia de COVID-19, mostraram um impacto significativo na autonomia das crianças. Conclusão: Foi encontrada relação entre o processamento sensorial e a autonomia das crianças, bem como com a assistência do cuidador.
  • O processamento sensorial e as competências de escrita em crianças a frequentar o 3.º ano do 1.º ciclo do ensino básico
    Publication . Santos, Cláudia; Pinto, Élia
    Introdução: A educação é uma das principais ocupações nas atividades quotidianas das crianças, sendo esperado que durante a idade escolar consigam desenvolver as competências de escrita manual. Estas competências são o resultado da integração de diversos sistemas sensoriais, a este processo denomina-se de integração sensorial. Ao longo do pré-escolar e ao longo 1.º Ciclo do Ensino Básico é esperado que as crianças adquiram as competências de escrita manual, é também neste período que começam a surgir alterações e necessidade de encaminhamento para Terapia Ocupacional. Objetivo: Verificar a influência do processamento sensorial nas competências de escrita de crianças que frequentam o 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Métodos: Foi utilizado um método quantitativo de carácter descritivo, correlacional e transversal. A amostra foi constituída por 65 crianças com idades compreendidas entre os oito e os 10 anos que frequentavam o 3.º ano de escolaridade do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Para a recolha de dados foram usados o Sensory Processing Measure (SPM) – Forma Sala de Aula e o Protocolo de Aferição de Dificuldades em Leitura e Escrita (PADLE) – Vol.1 Escrita. Resultados: Os resultados obtidos mostraram que as crianças apresentaram maiores dificuldades sensoriais no “Tato” e a “Visão” do SPM-Forma Sala de Aula e através do PADLE – Escrita as observaram-se mais dificuldades ao nível do “Ditado após Leitura e Cópia” e na “Escrita de Frases com Palavras Dadas”. Verificou-se a existência de correlações muito fracas na correlação entre “Equilíbrio e Movimento” e “Cópia pós Leitura” RSpearman=-0.209 e p=0.094, que sugere que crianças que tenham maiores dificuldades ao nível do “Equilíbrio e Movimento” tendem a ter um desempenho inferior ao nível da tarefa de “Cópia Após Leitura”, assim como menor desempenho no “Equilíbrio e Movimento” pode influenciar a “Identificação de Erros Ortográficos” com RSpearman =0.217 e p=0.082. Conclusão: Com isto, concluiu-se que as correlações sugerem uma potencial relação entre problemas sensoriais e o desempenho das crianças ao nível das tarefas de leitura e de escrita.
  • Perfil sensorial 2 - acompanhamento escolar: estudo da consistência temporal e validade de constructo em crianças dos 3 anos aos 14 anos e 11 meses
    Publication . Santos, Inês; Melo, Bruno
    Introdução: A utilização de instrumentos de avaliação validados auxilia na credibilidade e objetividade das intervenções, como também possibilitam o aumento de conhecimento específico da área, contribuindo para o reconhecimento científico e clínico da Terapia Ocupacional. Objetivos: Contribuir para a validação do instrumento de avaliação, Perfil Sensorial 2 - Acompanhamento Escolar. Métodos: Foi utilizada uma amostra total de 55 crianças, através de uma recolha não probabilística, por conveniência, para o estudo da consistência temporal e validade de constructo. Para a análise da fidedignidade ao nível da consistência temporal foi usado o teste-reteste, e recorreu-se ao coeficiente de correlação intraclasse (CCI) para as dimensões e total. Para análise do teste-reteste ao nível dos itens foi usado o coeficiente de Kappa. O tratamento estatístico dos dados foi efetuado com recurso ao programa de software IMB Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) Statistics 28.0. Resultados: Os valores de CCI (variaram entre 0,563 e 0,843) observados para as diferentes secções, quadrantes e fatores indicam, de modo geral, uma boa consistência temporal, apresentando valores que variam de moderados a elevados. Ao nível da validade de constructo são evidenciadas diferenças significativas entre o grupo com desenvolvimento típico e atípico em diversos domínios relacionados ao processamento sensorial e às respostas comportamentais. As análises realizadas, tanto através do teste t de Student e d de Cohen (variaram entre 0,592 a 1,185), quer a nível das frequências categorizadas, revelam padrões consistentes que reforçam a existência de desafios específicos enfrentados pelo grupo com desenvolvimento atípico. Os itens mostram boa consistência ao nível do teste-reste com valores de Kappa a variar de 0,166 a 0,579. Conclusões: Os resultados obtidos revelaram evidências que suportam a consistência temporal e a validade de constructo do Perfil Sensorial 2 - Acompanhamento Escolar.
  • Perfil Sensorial 2 – A criança dos 3 anos aos 14 anos e 11 meses: estudo da validade convergente
    Publication . Tomás, Eliana; Pinto, Élia
    Introdução: A teoria de integração sensorial inclui a aplicação de instrumentospadronizados, sendo importante assegurar a sua credibilidade e fidedignidade científica. Em Portugal os terapeutas ocupacionais estão limitados na avaliação das perturbações de processamento sensorial nos contextos de casa e escolar, devido à escassez de instrumentos padronizados, traduzidos e validados para a população portuguesa. Objetivo: Pretendeu-se estudar a validade convergente relacionando o Perfil Sensorial 2 – A criança dos 3 anos aos 14 anos e 11 meses em crianças dos 6 aos 10 anos com o Sensory Processing Measure (SPM) – Forma Sala de Aula. Métodos: Trata-se de um estudo metodológico, com uma amostra não probabilística por conveniência, composta por 78 participantes, com desenvolvimento típico, na faixa etária dos 6 aos 10 anos. A recolha da amostra foi efetuada com recurso aos instrumentos Perfil Sensorial 2 – A criança dos 3 anos aos 14 anos e 11 meses e SPM – Forma Sala de Aula. A validade convergente foi analisada através da correlação de Pearson. Resultados: Verificou-se muitas correlações significativas positivas, moderadas a altas entre os domínios dos dois instrumentos, destacando-se o processamento do movimento e da posição corporal com a maioria das dimensões do SPM – Forma Sala de Aula (r de Pearson variou entre 0,312 e 0,874), quadrante evitamento com a Consciência do Corpo (CC; R = 0.258, p = 0.023), secção comportamental conduta com o Equilíbrio e Movimento (EQM; R = 0.270, p = 0.017) e secções comportamentais socioemocionais e de atenção com o Planeamento e Ideias (PLI; R = 0.263, p = 0.020; R = 0.280, p = 0.013). Conclusão: Os objetivos do estudo foram alcançados, na medida em que se obteve 11 correlações moderadas e três fortes entre os domínios dos testes. Estes resultados revelaram evidências que suportam a validade do Perfil Sensorial 2 – A criança dos 3 anos aos 14 anos e 11 meses na avaliação das crianças portuguesas.
  • O processamento sensorial e as rotinas familiares das crianças com e sem disfunção de integração sensorial em idade pré-escolar
    Publication . Silva, Anabela; Reis, Helena
    As rotinas da família têm uma relevância fundamental na intervenção terapêutica, pois ocorrem no contexto natural da criança representando um leque de oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento. Crianças com disfunção do processamento sensorial terão maiores dificuldades de participação e envolvimento ocupacional nas rotinas diárias representando maiores desafios para as famílias. Objetivo: Compreender a influência das disfunções de integração sensorial nas rotinas familiares de crianças com disfunção do processamento sensorial. Metodologia: Realizou-se um estudo quantitativo, transversal e observacional, numa amostra de 64 crianças em idade pré-escolar, sendo 43 com desenvolvimento neurotípico e 21 com DIS. Para avaliar o impacto da DIS nas rotinas familiares, foram utilizados o Sensory Processing Measure - Preschool (SPM-P) e a Entrevista Baseada nas Rotinas (EBR). Para a análise dos dados recorreu-se ao software Statistical Package for Social Sciences, comparando os grupos de crianças com e sem DIS nas rotinas e nos domínios sensoriais, com recurso aos testes t de Student e Mann-Whitney. Realizaram-se correlações de Spearman, analisando a relação entre as dimensões do processamento sensorial e o nível de satisfação dos cuidadores com as rotinas familiares em cada grupo. Resultados: Os resultados indicaram diferenças significativas entre os grupos. Crianças com DIS apresentaram dificuldades acentuadas em rotinas como vestir-se, alimentação e preparação para sair, refletindo-se numa menor satisfação dos cuidadores nessas atividades. A análise sensorial revelou que crianças com DIS demonstraram dificuldades na visão, audição, toque e participação social, que se correlacionaram negativamente com a satisfação dos cuidadores nas rotinas familiares. Conclusões: Reforça-se a importância de uma abordagem sensório-integrativa na intervenção precoce, usando a EBR para identificar desafios específicos das famílias. As disfunções sensoriais, estando associadas a dificuldades de participação nas rotinas familiares, reforçam a necessidade de práticas terapêuticas adaptativas para melhorar a qualidade de vida de crianças com DIS e de suas famílias.
  • Escala sensorial de problemas alimentares: fidedignidade e a validade da versão portuguesa, em crianças com idades compreendidas entre os 8 anos e os 9 anos e 11 meses
    Publication . Carvalho, Ana Carolina; Ferreira, Isabel
    Introdução: A alimentação é uma atividade essencial para a manutenção da vida, tratando-se de um processo complexo de desenvolvimento, que envolve múltiplas dimensões físicas, cognitivas, sensoriais e sociais. No contexto da terapia ocupacional, a avaliação adequada das habilidades e dificuldades relacionadas à alimentação é fundamental para a intervenção clínica. A ESPA é uma escala que permite avaliar e compreender a relação entre comportamentos alimentares e sensibilidades sensoriais. Objetivo: Estudar a fidedignidade e validade da versão portuguesa da Escala Sensorial de Problemas Alimentares (ESPA) em crianças com idades compreendidas entre os 8 anos e os 9 anos e 11 meses. Método: Estudo metodológico cuja amostra, selecionada através de um processo de amostragem não probabilístico e por conveniência é constituída por 491 crianças dos 8 aos 9 anos e 11 meses. Recorreu-se ao preenchimento de um questionário sociodemográfico, da ESPA e do Perfil Sensorial 2. O tratamento estatístico dos dados foi efetuado através do software Statistical Package for the Social Sciences, versão 28.0. Resultados: Na amostra total, o alpha de Cronbach apresentou um valor aceitável (0.740), para o grupo de crianças com necessidades especiais foi excelente (0.850), e apresentou também um valor aceitável para o grupo de crianças sem necessidades especiais (0.727). Os resultados sugerem que a consistência interna da escala é geralmente mais elevada para o grupo de crianças com necessidades especiais, enquanto alguns domínios, como ‘Aversão ao Toque Alimentar’ e ‘Enchimento Excessivo’, mostram-se mais fiáveis neste grupo em comparação com o grupo de crianças sem necessidades especiais e a amostra total. A consistência temporal da ESPA é boa ou excelente, especialmente para os domínios com ICC’s superiores a 0.75, tais como ‘Foco Alimentar Único’ e ‘Enchimento Excessivo’. Nos restantes domínios, a consistência temporal varia de moderada a pobre, sendo que tende a ser melhor para o grupo sem necessidades especiais em alguns domínios. Quanto ao estudo da validade convergente, a ESPA demonstrou diferentes níveis de correlação, variando de fracas a muito fortes, sendo que foram observadas correlações de Pearson mais fortes em várias subescalas, especialmente entre crianças com necessidades especiais. Tendo em conta os valores do t de Student e do d de Cohen, no estudo da validade discriminativa, revelaram diferenças significativas entre os grupos com e sem problemas alimentares em quase todos os domínios e na escala total. Conclusão: A partir dos resultados obtidos e das análises realizadas, é possível concluir que a ESPA apresentou resultados heterogéneos, quanto aos parâmetros psicométricos estudados, sendo que em geral, apresentou valores mais fidedignos no grupo de crianças com necessidades especiais. Para estudos futuros sugere-se uma amostra com uma maior homogeneidade quanto aos participantes com necessidades especiais, tal como no estudo original.