| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.47 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Introdução: Para um desempenho ocupacional satisfatório na alimentação devem estar
desenvolvidas várias competências, seja do ponto de vista percetivo, motor e/ou sensorial. Para
uma intervenção especializada na área da Terapia Ocupacional, baseado na teoria de Integração
Sensorial, deverá haver uma avaliação especializada. Objetivo: Estudar a fidedignidade e
validade do instrumento Escala Sensorial de Problemas Alimentares (ESPA) em crianças com
idades compreendidas entre os 6 e 7 anos e 11 meses. Método: Neste estudo metodológico usou se uma técnica de amostragem não probabilística por conveniência, sendo a amostra constituída
por um grupo de crianças com desenvolvimento neurotípico (n=39) e um grupo de crianças com
desenvolvimento neuroatípico (n=21). Recorreu-se aos instrumentos de avaliação Questionário
Sociodemográfico, ESPA e Perfil Sensorial 2 – A criança (PS2). A estatística do estudo foi
realizada através do programa de software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS)
versão 28.0. Resultados. A avaliação da consistência interna da ESPA, utilizando o alpha de
Cronbach, revelou que a escala total e a maioria dos seus domínios apresentam uma
confiabilidade interna robusta, confirmando a adequação da ESPA como uma ferramenta
confiável para a avaliação de dificuldades alimentares sensoriais. Esta fiabilidade é essencial
para garantir a precisão e a consistência das medições, permitindo uma avaliação eficaz e
coerente dos problemas alimentares sensoriais em diferentes contextos. Em relação à validade
discriminativa, o estudo evidenciou diferenças significativas entre crianças normativas e não
normativas em todos os domínios da ESPA. Estas diferenças sublinham a importância de
considerar as particularidades dos grupos não normativos na avaliação e intervenção,
reconhecendo as necessidades específicas e os desafios enfrentados por essas crianças. A análise
da validade convergente demonstrou uma correlação significativa entre os domínios da ESPA e o
domínio do processamento sensorial oral do PS2, indicando que dificuldades no processamento
sensorial oral estão intimamente ligadas a problemas alimentares sensoriais. Conclusão. Os
resultados deste estudo validam a ESPA como uma ferramenta eficaz para a avaliação de
comportamentos alimentares sensoriais e evidenciam a importância de considerar as diferenças
no processamento sensorial ao abordar problemas alimentares em crianças com Perturbação de
Espetro do Autismo (PEA) e outras condições não normativas. As implicações para a prática
clínica incluem a necessidade de avaliações abrangentes e intervenções personalizadas que
integrem ambos os aspectos sensoriais e comportamentais, visando promover o bem-estar e o
desenvolvimento saudável das crianças.
Descrição
Palavras-chave
Terapia Ocupacional Alimentação Escala Sensorial de Problemas Alimentares (ESPA) Consistência interna Validade discriminativa Validade convergente
