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Orientador(es)
Resumo(s)
Introdução: A alimentação é uma necessidade básica de todos os seres humanos
integrada nas atividades da vida diária. As crianças com disfunção sensorial podem
apresentar comprometimento na alimentação. Objetivo: Estudar a fidedignidade e
validade da versão portuguesa do instrumento Escala Sensorial de Problemas
Alimentares (ESPA) em crianças com três anos de idade. Método: Neste estudo
metodológico usou-se uma técnica de amostragem não probabilística de conveniência,
sendo a amostra constituída por 136 crianças com 3 anos de idade, 122 sem dificuldades
de alimentação (típicas) e 14 com dificuldades de alimentação (atípicas). A consistência
interna foi analisada utilizando o alfa de Cronbach. A consistência temporal foi avaliada
através do teste-reteste, com o Coeficiente de Correlação Intra-classe (ICC) aplicado aos
domínios quantitativos e o Coeficiente de Kappa. Para a validade convergente foram
usadas as correlações de Spearman entre os domínios da ESPA e o domínio de
Processamento Sensorial Oral do Perfil Sensorial 2 – A criança. Para estudar a validade
discriminativa da ESPA utilizou-se o teste não paramétrico de Mann-Whitney, devido à
ausência de uma distribuição normal nos dois grupos em todos os domínios, além de
desvios severos à normalidade. Resultados: O alpha de Cronbach total da escala é de
0.873 e os alphas das 6 subescalas do ESPA são praticamente todos acima de 0.70
revelando uma boa consistência interna. A consistência temporal da ESPA, avaliada
através do ICC e Kappa, é globalmente boa; revelando valores de ICC praticamente todos
acima de 0.75 e Kappa entre 0.41 e 0.80 revelando uma concordância moderada a boa.
As correlações do processamento oral da PS2 com as subescalas da ESPA oscilam entre
0.190 e 0.455, verificando-se assim correlações fracas a moderadas, referentes à
validade convergente. Os resultados revelam que a ESPA possui uma boa validade
discriminativa, pois diferencia significativamente entre crianças com e sem problemas
alimentares na maioria dos domínios. Conclusão: Através do processamento de dados
estatísticos, é seguro concluir que a ESPA demonstra ser uma escala fidedigna, existindo
diferenças significativas na maioria dos domínios. Foi também possível apurar a
existência de uma correlação moderada entre as subescalas do ESPA e o domínio
processamento oral do PS 2.
Descrição
Palavras-chave
Avaliação Escala Sensorial de Problemas Alimentares PS 2 - Processamento oral Fidedignidade Validade
