ESSNorteCVP - Dissertação
Permanent URI for this collection
Browse
Recent Submissions
- Felicidade no Trabalho e Saúde Mental: um Estudo Descritivo e CorrelacionalAna Margarida Santos Monteiro da CruzEnquadramento: a felicidade no trabalho é cada vez mais relevante para a promoção da saúde mental e para o bem-estar do indivíduo. Objetivos: O estudo atual tem como objetivo principal investigar a correlação entre as componentes sociodemográficas, a felicidade no local de trabalho e a saúde mental. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e correlacional de caráter quantitativo. A recolha de dados foi efetuada por meio da aplicação de um questionário sociodemográfico, da aplicação da escala SHAWS e pela aplicação do MHI-5, a uma amostra de 153 enfermeiros a exercer funções em Portugal, com mais de 2 anos de exercício profissional. Resultados: Com base nos resultados do estudo, constatou-se que a felicidade no trabalho tem uma correlação positiva com a saúde mental, influenciando-se mutuamente. Da aplicação da escala SHAWS, constatou-se que a dimensão que apresenta um valor estatisticamente mais significativo é o comprometimento organizacional, seguida do compromisso organizacional afetivo, sendo que o valor que apresentou uma pontuação mais baixa, mas ainda assim positiva, foi a satisfação no trabalho. Da aplicação da escala MHI-5, constatou-se que os enfermeiros apresentam um sofrimento psicológico leve a moderado., com potenciais sinais de tristeza e ansiedade. Em relação às correlações com as características sociodemográficas, verificou-se que os enfermeiros se encontram muito insatisfeitos face à carreira profissional e bastante insatisfeitos em relação à satisfação global com a enfermagem (mas não tanto, quanto o item anterior). Outro aspeto a salientar deste estudo, é o impacto que a prática de exercício físico tem na saúde mental, influenciando-a positivamente. O estado civil também tem impacto direto na saúde mental e na felicidade no trabalho, ou seja, enfermeiros casados apresentam uma melhor saúde mental e maior felicidade no trabalho, talvez devido ao suporte familiar. A presença de assédio é um item que apresenta uma correlação negativa quer com a felicidade no trabalho, quer com a saúde mental. Conclusões: Importa compreender a felicidade dos trabalhadores no local de trabalho por forma a que sejam desenvolvidas práticas que promovam também a saúde mental. Os resultados encontrados poderão ser relevantes para o desenvolvimento de intervenções promotoras da felicidade como fator protetor da saúde mental. Felicidade; Enfermeiros; Saúde Mental; Local de Trabalho; Enfermagem Psiquiátrica
- Intervenções de enfermagem em adolescentes com ansiedade: uma scoping reviewAna Filipa dos Santos MarquesEnquadramento: A adolescência é uma fase de desenvolvimento marcada por transformações biológicas, emocionais, cognitivas e sociais. É um processo de transição entre a infância e avida adulta, sendo frequentemente acompanhado por sintomas de ansiedade. A ansiedade nesta faixa etária pode comprometer o bem-estar, o desempenho académico, as relações interpessoais e o desenvolvimento psicossocial, com possíveis repercussões na vida adulta. Objetivos: Mapear a evidência científica relativa às intervenções realizadas por enfermeiros junto de adolescentes com ansiedade. Metodologia: Scoping Review com base na estratégia metodológica do Instituto Joanna Briggs: população (adolescentes), conceito (intervenções de enfermagem para diminuir a ansiedade) e contexto (qualquer contexto clínico e área geográfica). A pesquisa foi realizada nas bases de dados CINAHL®Complete, MEDLINE Complete via EBSCOhost, Cochrane Library, SciELO. Para a literatura cinzenta recorreu-se ao RCAAP. Foram incluídos estudos publicados em qualquer idioma e sem limite temporal. Resultados: Com a elaboração desta scoping review foi possível identificar as intervenções de enfermagem que contribuem para a diminuição da ansiedade em adolescentes. O corpo da análise de scoping review foi de 11 artigos, os quais cumpriam os critérios de elegibilidade propostos. Foram mapeadas as seguintes intervenções: psicoeducação, hipnose, estratégias de coping, relaxamento muscular progressivo e programas de terapia cognitivo-comportamental. Os resultados foram apresentados em tabelas próprias desenvolvidas pela equipa de investigação. Conclusão: Os resultados relevam para a melhoria da prática dos enfermeiros e uma eventual definição de programas de intervenção de enfermagem sobre a temática em causa, contribuindo assim para a redução da ansiedade em adolescentes. Espera-se que esta revisão sustente o desenvolvimento de intervenções e revisões sistemáticas futuras que potenciem a eficácia dos cuidados prestados ao adolescente com ansiedade.
