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INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO NA GESTÃO DO REGIME TERAPÊUTICO DA PESSOA COM PATOLOGIA CARDÍACA

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Tese de mestrado final 08-07-2025.pdf1.26 MBAdobe PDF Download

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Enquadramento: O desenvolvimento e progressão da doença cardiovascular está associado a fatores de risco cardiovascular que a precipitam ou agravam, sendo os programas de reabilitação cardíaca uma resposta de prevenção secundária que deve ser utilizada. Os programas de reabilitação cardíaca incluem a componente educacional, controlo de fatores de risco cardiovascular, para além do treino de exercício e atividade física, intervenção psicossocial, entre outros. O enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação tem um papel preponderante no controlo dos fatores de risco cardiovascular discutindo as práticas de risco com a pessoa e concebendo planos para a redução do risco de alterações da função cardíaca. Objetivos: Melhorar conhecimento relativamente aos fatores de risco cardiovascular e seu controlo, implementar um programa educacional pelo enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação; e avaliar o impacto do programa educacional na adesão ao regime de exercício. Metodologia: Estudo de abordagem quantitativa, com uma metodologia descritiva de grupo único do tipo pré e pós intervenção. A amostra são as pessoas que se deslocam à consulta de cardiologia de uma clínica privada localizada no centro de Portugal. A intervenção iniciou se no dia da consulta de cardiologia e teve continuidade nos dois meses subsequentes, sendo composta por intervenções de natureza educacional. Foi aplicado um questionário sobre os fatores de risco cardiovascular e os níveis de atividade física, assim como foi realizada a mensuração de passos e a avaliação da capacidade funcional no pré e pós intervenção. Os dados recolhidos foram sistematizados em tabelas e gráficos através do software Microsoft Office Excel 2020.Resultados: Foram incluídos no estudo 15 participantes maioritariamente do género masculino (67%), com uma média de idades de 73,13 anos e que na sua maioria (73%)apresentam risco cardiovascular muito elevado. Antes da intervenção apresentaram uma média de “respostas certas” de 13,13, enquanto no final apresentaram uma média de “respostas certas” de 18,87, num total de 20 perguntas. Na prova de marcha de 6 minutos apresentaram ganhos médios de 61,94 metros no pós-intervenção. Na mensuração de passos observou-se um aumento médio de 1217,152 passos comparativamente ao início da intervenção. Após implementação do questionário internacional da atividade física no pré e pós intervenção verificou-se que houve incremento dos níveis de atividade física, passando de uma maioria insuficientemente ativa (80%) para uma maioria moderadamente ativa(67%).Conclusões: Este estudo mostra que a implementação de programas educacionais empessoas com patologia cardíaca, parece ter ganhos a nível de conhecimento e interferir deforma positiva na capacidade funcional e na gestão do regime de exercício. Neste sentido espera-se que mais programas educacionais sejam implementados em pessoas com patologia cardíaca em contexto comunitário e que sejam incluídas também mais componentes dos programas de reabilitação cardíaca com o objetivo de minimizar um dos problemas de saúde pública.

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Fatores de Risco Cardiovascular Reabilitação Cardíaca Enfermagem em reabilitação Regime Terapêutico Atividade Física

Pedagogical Context

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