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ESSA - TF - Dissertações (orientações em curso e trabalhos concluídos)

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  • Perceção dos cuidadores formais sobre as dificuldades de deglutição em crianças com paralisia cerebral institucionalizadas em Maputo
    Publication . Vânia Sílvia Samuel Nhantumbo; Rodrigues, Inês Tello R. M.; Ramalho, Ana Margarida
    Introdução: As perturbações da deglutição estão presentes numa percentagem elevada de crianças com Paralisia Cerebral (PC). Pela gravidade das alterações motoras e cognitivas associadas às perturbações de deglutição, o acompanhamento de um cuidador é indispensável. É importante que o cuidador tenha conhecimento sobre as perturbações da deglutição das crianças que acompanha e quais as melhores estratégias para garantir a eficácia e a segurança da alimentação. Objetivo: O objetivo primário foi analisar a perceção dos cuidadores sobre as perturbações da deglutição em crianças moçambicanas institucionalizadas com PC. O objetivo secundário foi analisar a relação entre os fatores demográficos (idade e escolaridade) e as perceções dos cuidadores sobre as perturbações de deglutição. Método: O estudo foi dividido em três fases: a primeira fase consistiu na adaptação linguístico-cultural do questionário intitulado "Questionário para cuidadores de pacientes com sequelas de AVC", em português do Brasil para o português europeu, a segunda fase consistiu no rastreio das perturbações da deglutição nas crianças com PC institucionalizadas, e a terceira fase consistiu na aplicação do questionário a cuidadores formais. A recolha de dados foi realizada em dois orfanatos em Maputo que acolhem a crianças com PC. Resultados: Participaram 51 cuidadores (50 do sexo feminino), com idades compreendidas entre 42 e 55 anos, que atendiam 67 crianças diagnosticadas com PC, com idades compreendidas entre 5 e 16 anos. A totalidade dos participantes já tinha recebido informações quanto aos cuidados a ter na alimentação das crianças com PC, mediante formações e orientação de colegas profissionais das áreas de nutrição, reabilitação e dos cuidadores mais experientes. A maioria eram cuidadores formais com o ensino básico de escolaridade (86,2% são auxiliares de ação educativa). A maioria dos participantes (41,2%) considerou a administração de alimentos líquidos mais difícil quando comparada com sólidos (27,5%). A estratégia de bater nas costas (100%) e de bater no peito (65%) foram as mais utilizadas pelos cuidadores em situações de engasgamento. Encontraram-se correlações estatisticamente significativas (p0,05) entre fatores demográficos (idade e escolaridade) e as perceções dos cuidadores relativamente à identificação de sintomas, atitudes a adotar aquando da deglutição e perante o engasgamento, início da alimentação e dificuldades específicas como cuidador. Conclusão: Os cuidadores formais de ambos orfanatos tem conhecimentos sobre as perturbações da deglutição na PC, contudo, muitas das suas práticas para contornar as dificuldades na alimentação destas crianças não são adequadas. O estudo demonstra, ainda, que a qualidade da perceção está relacionada com o nível de escolaridade e com a idade dos cuidadores formais dos orfanatos. Os cuidadores ainda necessitam de apoio para a melhoria dos cuidados prestados ao nível da alimentação de crianças com PC de modo a minimizar os riscos de aspiração e a garantir um processo de deglutição mais seguro.
  • Contributo para a validação do índice pediátrico de desvantagem da fala em crianças de 6 e 7 anos com perturbação dos sons da fala
    Publication . Esteves, Ana Teresa; Guimarães, Isabel
    Objetivos: Contribuir para a validação da versão pediátrica portuguesa do Speech Handicap Index (SHI) em crianças dos seis e sete anos. Métodos: Para a adaptação do instrumento utilizou-se a técnica de Delphi e pré-teste. Na segunda etapa, estudo transversal, no qual 90 pais de crianças de seis e sete anos preencheram o questionário SHI pediátrico (pSHI), as crianças foram avaliadas por terapeutas da fala (TF) e, consoante os resultados, distribuídas em dois grupos (com e sem perturbação dos sons da fala, PSF). Após aproximadamente sete a 14 dias, 30% dos pais das crianças com PSF preencheram o questionário novamente. Foram estudadas as propriedades clinimétricas do pSHI, especificamente: (i) fidedignidade (consistência interna e teste-reteste); (ii) validade de conteúdo, validade convergente e validade discriminante. Resultados: A análise de conteúdo do pSHI, por três peritos, obteve na primeira ronda uma concordância superior a 75% em 16 das 29 questões e uma concordância de 100% na segunda ronda. Desta análise resultou a reformulação e redução do questionário inicial, de 29 para 24 itens (12 relacionados com a fala e 12 com fatores psicossociais). No estudo transversal com 90 crianças, (51.1% do sexo masculino) o questionário foi preenchido por mães (87.8%), com idade média de 40 anos, casadas (65.6%) e com curso superior (50%). Através do alfa de Cronbach, revelou uma excelente consistência interna do instrumento (>0.80), o teste-reteste demonstrou uma excelente reprodutibilidade (ICC>0.90). Na validade de conteúdo, verificou-se uma correlação significativa positiva forte (Spearman rho>0.70) entre o pSHI total e as duas subescalas. Quanto à validade convergente verificou-se uma correlação significativa moderada a forte com os instrumentos de avaliação do TF e a opinião das mães. Na validade discriminante, obtiveram-se diferenças estatisticamente significativas nos valores do pSHI (p<0.05), entre crianças sem e com PSF, com valores superiores nas crianças com PSF. Conclusão: O pSHI demonstrou ser um instrumento fidedigno e válido para ser utilizado como rastreio em crianças dos seis e sete anos de idade, constituindo uma mais-valia na identificação das dificuldades e impacto da PSF no quotidiano das crianças (na visão dos pais).
  • Perceção do risco de disfagia e impacto na qualidade de vida por adultos moçambicanos pós-acidente vascular cerebral
    Publication . Mavie, Aniceto; Guimarães, Isabel
    Introdução: Considerando a alta incidência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a escassez de estudos sobre disfagia e qualidade de vida nesta população em Moçambique. Objetivo: O objetivo primário foi determinar o risco de disfagia e seu impacto na qualidade de vida percecionado por adultos com lesão cerebral decorrente de AVC atendidos no Hospital Provincial da Matola em Moçambique. Os objetivos secundários foram: (i) Determinar as diferenças de acordo com a condição (pós-AVC e controlos); (ii) Relacionar o impacto mais negativo da disfagia na qualidade de vida em pessoas pós-AVC com os resultados da avaliação clínica oromotora. Métodos: Estudo com duas etapas: (i) Estudo metodológico de adaptação linguístico-cultural das versões portuguesas do Índice de Desvantagem da Deglutição (DHI) e do Eating Assessment Tool 10 (EAT-10) para a língua changana; (ii) Estudo caso-controlo com recurso à avaliação através do EAT-10, DHI, Escala Funcional de Ingestão por via Oral (FOIS) e Frenchay Dysarthria Assessment – versão 2 (FDA). Para comparação entre e dentro dos grupos, foram utilizados os testes não paramétricos Mann-Whitney U e Kruskal-Wallis e a relação entre variáveis foi avaliada com a correlação de Spearman. Resultados: Participaram no estudo 94pessoas, 45 pessoas pós-AVC e 49 sem AVC (grupo de controlo). Os sintomas referidos pelas pessoas pós-AVC foram a sialorreia (55.6%), tosse ou engasgo (37.8%), dor ou dificuldade ao engolir (4.4%), regurgitação (2.2%) e dificuldades de mastigação (22.2%). Os pacientes pós-AVC não percecionaram risco significativo de disfagia (P-EAT-10<3), mas relataram impacto negativo físico e funcional na qualidade de vida. A diferença entre os grupos foi significativa. Verificou-se correlação forte (>0.70) a fraca (<0.50) entre os itens físico e funcional do DHI com impacto mais negativo e a função oromotora (FDA-2). Conclusão: As pessoas pós-AVC não percecionaram risco de disfagia, mas demonstram impacto negativo significativo na qualidade de vida nos domínios físico e funcional. Existiu relação forte entre o impacto da disfagia na qualidade de vida e a função oromotora.
  • Teste de articulação verbal (TAV): aplicabilidade ao português moçambicano
    Publication . Germano, Rodrigues; Guimarães, Isabel
    Objetivos: Esta pesquisa pretendeu analisar a aplicabilidade do Teste de Articulação Verbal (TAV), versão portuguesa, para português moçambicano e determinar o inventário consonântico de crianças moçambicanas dos 3 aos 5 anos e 11 meses de idade. Metodologia: Estudo de carácter metodológico, observacional e transversal. A aplicabilidade dos estímulos do TAV ao português moçambicano foi realizada através de um painel de peritos e pré-teste com crianças da faixa etária acima mencionada. O critério utilizado para o estímulo ser considerado aplicável foi quando 55% ou mais das crianças o nomearam. No estudo observacional foi analisado o inventário consonântico, com o TAV, de crianças com desenvolvimento normal. Foi usado o Rastreio de Linguagem e Fala (RALF) e o TAV. Resultados: Participaram no estudo 85 crianças, 53% eram do sexo feminino. Aos 3 anos de idade 75,7% dos estímulos do TAV foram fáceis de nomear enquanto aos 4 anos foram 94,6% e aos 5 anos 91,9%. Os estímulos „trator‟, „grávida‟ e „cruz‟ foram de difícil nomeação (<55%) em todas as faixas etárias. Aos três anos, a percentagem de produção correta das consoantes do TAV foi superior a 85,7%, enquanto aos 4 e 5 anos, todas as consoantes iniciais foram produzidas corretamente em 100% dos casos. O maior predomínio de „erros‟, de acordo com a idade foram as omissões/reduções de grupos consonânticos e as substituições. Conclusões: A maioria (>75%) dos estímulos do TAV foram aplicáveis a crianças moçambicanas dos três aos cinco anos e 11 meses. O inventário consonântico está globalmente dominado a adquirido pelas crianças moçambicanas nas faixas etárias estudadas.
  • Efeitos da manobra de flexão anterior da cabeça na prevenção da penetração/aspiração em adultos com disfagia: revisão sistemática
    Publication . Ramos, Tatiana; Rodrigues, Inês Tello
    Introdução: A flexão anterior da cabeça é utilizada como uma medida compensatória destinada a prevenir a aspiração laríngea em pessoas com disfagia, no entanto, os seus efeitos e critérios de aplicação permanecem ambíguos. Objetivo: Analisar os efeitos da manobra de flexão anterior da cabeça na prevenção da penetração/aspiração laríngea em adultos com disfagia mecânica ou neurogénica. Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática seguindo as diretrizes do Preferred Reported Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis (PRISMA) e registada na base de dados PROSPERO. Foram efetuadas pesquisas nas bases de dados PubMed-Central, SciELO, Cochrane Library, Lilacs e via EBSCOHost, por dois investigadores independentes. Os estudos primários incluíram artigos em português, espanhol, inglês e francês sem restrições temporais. A triagem da literatura, extração e análise de dados foram realizadas utilizando o programa RayyanÒ. A literatura incluída foi avaliada criticamente recorrendo a ferramentas de análise de viés metodológico do Instituto Joanna Briggs (JBI) e pelos níveis de evidência definidos pelo Oxford Centre for Evidence-Based Medicine (OCEBM). Resultados: Foram incluídos 16 estudos, dos quais 13 estudos transversais analíticos, dois ensaios clínicos aleatorizados e um estudo de coorte. O risco de viés dos estudos incluídos variou de baixo a alto. Os resultados sugerem que a manobra de flexão anterior da cabeça pode ser útil na eliminação da aspiração em pessoas com disfagia, no entanto verificou-se que não existe consenso relativamente às alterações específicas da biomecânica da deglutição que podem beneficiar do uso desta manobra. A sua eficiência diminui em casos de aspiração de pequenos volumes, alterações cognitivas e quadros de disfagia com aspiração grave. Conclusão: A literatura existente não é consensual relativamente aos efeitos da manobra de flexão anterior da cabeça na prevenção da penetração/aspiração laríngea e a sua utilização não deve generalizada. Recomenda-se a realização de exames instrumentais antes da sua implementação.
  • Protocolo de avaliação fonoaudiológica da respiração com escores (PAFORE): Contributo para a adaptação ao português europeu e fidedignidade em crianças de idade pré-escolar
    Publication . Silva, Ana Catarina; Guimarães, Isabel
    Introdução: A respiração é uma das funções mais importantes para a manutenção do equilíbrio do sistema estomatognático (SE). É crucial que o terapeuta da fala disponha de instrumentos de avaliação que permitam identificar possíveis obstruções nasais, alterações das estruturas orofaciais e determinar o impacto nas restantes funções do SE. Existem instrumentos de avaliação oromotora traduzidos e validados para a população portuguesa, no entanto para avaliar o modo respiratório e a sua influência nas estruturas adjacentes, não existem. Objetivos: Como primários: (i) realizar a adaptação linguístico cultural do Protocolo de Avaliação Fonoaudiológica da Respiração com Escores –PAFORE e (ii) contribuir para o estudo da fidedignidade. Como objetivos secundários com crianças dos 4 aos 5 anos e 11 meses: (i) caraterizar o modo respiratório, (ii) caraterizar o funcionamento oromotor (domínios estrutura e mobilidade) e (iii) identificar as relações entre o modo respiratório e as variáveis em estudo. Métodos: O estudo foi dividido em duas fases: a primeira enquadra-se num estudo do tipo metodológico de adaptação linguístico-cultural de um instrumento em Português do Brasil para o Português Europeu (PE) e de contributo para a fidedignidade do mesmo. A segunda fase enquadra-se num estudo descritivo, comparativo e correlacional, de caráter transversal e quantitativo com a aplicação do PAFORE e do Protocolo de Avaliação Orofacial - versão 2 (PAOF-2). Foi realizada uma análise estatística, inferencial e correlacional, com os testes Mann-Whitney (U) e Spearman (rhô). Foi considerado o nível de significância p < 0,05. Resultados: A adaptação linguístico-cultural foi realizada com um painel de cinco peritos e duas rondas tendo-se obtido uma versão do PAFORE em Português Europeu. O PAFORE foi aplicado a 25 crianças (56% do sexo masculino) entre os 4 e os 5 anos e 11 meses. Obtiveram-se níveis de consistência interna do instrumento adequados (Alfa de Cronbach=0,9995 e 1) e coeficientes de correlação intraclasse recomendados (ICC= 0,975-0,99 e 1). O modo respiratório nasal foi o predominante (64%). O modo respiratório correlacionou-se significativamente com as estruturas orofaciais e as suas posturas em repouso, especificamente, desvio do septo nasal, postura labial, postura mandibular, músculo mentoniano, configuração do palato e postura da língua. Conclusão: A versão PE do PAFORE mostrou ser fidedigna. O modo respiratório relaciona-se com as estruturas nasal e orais em repouso.
  • Doença de Machado-Joseph: impacto da disfagia na qualidade de vida
    Publication . Mota, Joana; Rodrigues, Inês Tello
    Introdução: A doença de Machado-Joseph (DMJ) ou ataxia espinocerebelosa do tipo 3 (SCA3) é uma doença neurodegenerativa autossómica dominante de manifestação tardia, que exibe uma prevalência elevada no arquipélago dos Açores (Portugal). O sinal cardinal da doença é a ataxia da marcha, mas outras manifestações são frequentes, nomeadamente a disfagia. Por sua vez, a presença da disfagia é associada à perda de peso, a alterações no aporte nutricional e da hidratação, bem como a um risco aumentado de pneumonia de aspiração. Objetivo: Estudar o impacto da disfagia na qualidade de vida relacionada com a deglutição de portadores da mutação da DMJ. Métodos: Realizou-se um estudo observacional, transversal e correlacional com 41 portadores da mutação da DMJ (sete pré-atáxicos e 34 doentes) de origem açoriana. De forma a analisar o impacto da disfagia na qualidade de vida relacionada com a deglutição dos portadores da mutação da DMJ foram aplicados os instrumentos Swallowing Quality-of-Life Questionnaire (SWAL-QOL), Eating Assessment Tool-10 (EAT-10) e Functional Oral Intake Scale (FOIS). Os participantes que obtiveram no EAT-10 uma pontuação igual ou superior a 3 foram também avaliados pelo instrumento Volume-Viscosity Swallow Test (V-VST). A gravidade das manifestações cerebelosas (ataxia) e das manifestações não cerebelosas foram avaliadas pelos instrumentos Scale for the Assesment and Rating of Ataxia (SARA) e Inventory of Non-Ataxia Signs (INAS), respetivamente, sendo que o questionário Activities of Daily Living (ADL) também foi aplicado. Resultados: Os portadores da mutação da DMJ (n=34) apresentaram, em média, uma ataxia moderada (mediana SARA: 13; intervalo inter-quartil [IIQ]: 8,50 – 21). A disfagia foi confirmada em 14 portadores da mutação da DMJ (40%), sendo que 21 participantes não apresentavam disfagia à data de observação (6 participantes não realizaram o teste V-VST). Os portadores da mutação da DMJ com disfagia (mediana: 56,77 [IIQ: 52,47 – 83,16]) apresentaram pior qualidade de vida relacionada com a deglutição comparativamente aos portadores da mutação da DMJ sem disfagia (mediana: 88,16 [IIQ: 71,99 – 93,65]), sendo esta diferença estatisticamente significativa (p=0,001; teste Kruskal-Wallis). Como esperado, os portadores da mutação da DMJ com pior qualidade de vida relacionada com a deglutição demonstraram maior risco para ter disfagia (EAT; rho= -0,875, p<0,01), pior ingestão oral e funcional de alimentos e líquidos (FOIS; rho= 0,716, p<0,01) e uma ataxia mais grave (SARA; rho= -0,677, p<0,01). Também foi observado, em portadores da mutação da DMJ com pior qualidade de vida relacionada com a deglutição, maior gravidade da disfagia no INAS (INAS-item da disfagia; rho= -0,624, p<0,01), que é obtida por inquérito ao participante, e maior frequência de alterações da deglutição, autopercecionadas pelo participante (ADL-item da deglutição; rho=0,642, p<0,01). Discussão: Neste estudo, alguns participantes, considerados sem disfagia, poderão apresentar alterações da deglutição a sólidos, uma vez que esta consistência não foi avaliada. A frequência da disfagia, obtida neste estudo, foi menor do que a observada em estudos anteriores. Conclusão: O SWAL-QOL demonstrou que a disfagia tem impacto negativo na qualidade de vida relacionada com a deglutição dos portadores da mutação da DMJ, confirmando-se a necessidade do seu acompanhamento por técnicos especializados. De forma a minimizar o impacto negativo da disfagia nesta população, sugere-se que esse encaminhamento seja realizado sempre que os portadores da mutação da DMJ obtenham pontuação igual ou superior a 1 no (i) INAS-item da disfagia e no (ii) ADL-item da deglutição.
  • Adaptação linguístico-cultural e validação do Radboud Oral Motor Inventory for Parkinson’s Disease - Deglutição
    Publication . Soldador, Salomé; Guimarães, Isabel
    OBJETIVO: contribuir para a validação linguístico cultural da subescala de deglutição da Radboud Oral Motor Inventory for Parkinson’s Disease (ROMP), que já havia sido traduzida para Português do Brasil (PB) e que agora procurámos transpor para Português Europeu (PE). MÉTODO: Estudo de natureza metodológica de adaptação linguístico-cultural do ROMP - subescala deglutição e transversal para validação em pessoas com DP. Foram utilizadas as seguintes escalas: ROMP; Swallowing Disturbance Questionnaire (SDQ) e a Functional Oral Intake Scale (FOIS). RESULTADOS: A amostra é constituída por 128 sujeitos repartidos em dois grupos distintos: um grupo composto por 59 sujeitos com Doença de Parkinson (DP), com idades compreendidas entre os 50 e os 92 anos e um grupo de controlo composto por 69 sujeitos, com idades compreendidas entre os 52 e os 94 anos e sem DP. A consistência interna foi de 0.954 para o total e de 0.905 para a subescala da deglutição. Os coeficientes de correlação intra-classe para reprodutibilidade foram 0.998 para o ROMP total e 0.998 para a subescala deglutição. A subescala-deglutição teve uma correlação significativa moderada com a escala SDQ (0.567) e a FOIS (0.670). CONCLUSÃO: versão portuguesa da ROMP-subescala deglutição possui boas características psicométricas.
  • Relação entre o modo respiratório e as competências oromotoras em crianças de seis anos com dentição mista
    Publication . Matias, Ana Isabel; Guimarães, Isabel
    Introdução: O fluxo inspiratório deve ocorrer preferencialmente por via nasal para que se processe a purificação, aquecimento e humidificação do ar antes de chegar aos pulmões. O modo respiratório nasal é crucial para o crescimento, desenvolvimento e funcionamento adequados do sistema estomatognático e das estruturas da face e do crânio. Objetivos: Determinar a relação entre o modo respiratório e as competências oromotoras em crianças com seis anos e dentição mista. Métodos: Estudo exploratório, correlacional, quantitativo e comparativo, com fase prévia metodológica e transversal de adaptação linguístico-cultural de um instrumento. Adaptação linguístico-cultural ao Português Europeu do PAFORE com painel de cinco juízes com duas rondas para análise e concordância (>75%). Aplicação do PAOF-2 e PAFORE adaptado para português europeu. Foram criados grupos com e sem alterações do modo respiratório e da oclusão dentária. A análise descritiva realizou-se através da aplicação do Teste de U Mann Whitney e do coeficiente de correlação não-paramétrico Rho de Spearman. Resultados: Foram avaliadas 30 crianças com idades compreendidas entre os 6;00 e 6;11 com dentição mista. A frequência mais prevalente do modo respiratório em repouso foi o oronasal (36,7%). O modo respiratório relacionou-se significativamente: (i) com correlação positiva e forte com os resultados gerais do PAFORE; (ii) com correlação positiva e moderada com amigdalites/adenoidites e postura habitual dos lábios; (iii) com correlação positiva e fraca com ressonar, congestão nasal e tamanho das amígdalas; e (iv) com correlação negativa e fraca com a oclusão dentária anterior. As crianças com modo respiratório nasal em repouso apresentaram menos alterações na oclusão dentária (57,9%), comparativamente às crianças com modo respiratório oronasal (27,3%). Conclusão: É aconselhável a validação do PAFORE, visto já ter sido iniciada a adaptação linguístico-cultural. O presente estudo identificouvariáveis das competências oromotoras que comprometem o modo respiratório, sendo necessários estudos futuros com uma amostra de maior dimensão e mais diversificada para relacionar estas alterações oromotoras com a dentição mista e oclusão dentária.
  • Adaptação ao português e validação da subescala da fala do Radboud Oral Motor Inventory
    Publication . Dias, Vanessa; Guimarães, Isabel
    O Radboud Oral Motor Inventory (ROMP) é um questionário de autoavaliação que mede o impacto da Doença de Parkinson (DP) nas áreas da fala, deglutição e controlo oral da saliva. Objetivo: O objetivo primário deste estudo é realizar a adaptação linguístico – cultural da subescala da fala do questionário ROMP bem como a sua validação para o português europeu em pessoas com DP. O objetivo secundário é determinar as suas qualidades clinimétricas de fidedignidade e validade. Métodos: O estudo foi desenvolvido com um grupo de pessoas com DP e um grupo de controlo composto por pessoas sem DP. Foram utilizadas as versões traduzidas do ROMP, Speech Handicap Index (SHI-15), Sialorrhea Clinical Scale for Parkinson’s Disease (SCS-PD) e Swallowing Disturbance Questionnaire (SDQ). Resultados: A amostra foi constituída por 128 pessoas (59 do grupo estudo e 69 do grupo de controlo). A subescala de fala do questionário ROMP apresentou uma consistência interna excelente, demonstrando também validade convergente e discriminativa significativas. Conclusão: A versão final em PE do questionário ROMP – subescala de fala demonstrou ser um instrumento fidedigno e válido para medir o impacto da disartria na pessoa com DP.