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ISEC Lisboa - Mestrado em Educação Pré-Escolar

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  • A Relação de Vinculação entre o Educador de Infância e a Criança. Estudo de Caso.
    Publication . Tavares, Bruna; Brito, Rita
    O presente Relatório Final, realizado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar, é o resultado de uma Investigação Qualitativa em Educação, mais concretamente um Estudo de Caso, com a problemática: “De que forma o comportamento da criança é influenciado pela Relação de Vinculação com o seu Educador de Infância”. Durante um ano letivo, o comportamento de uma Criança (ao longo deste trabalho será denominada por A. devido a questões de anonimato) com 3 anos de idade, foi observado e registado em notas de campo e foram realizadas entrevistas a sete adultos que fizeram parte da vida desta mesma criança, durante o mesmo período de tempo. A observação e registo dos factos e as considerações dos entrevistados, todos analisados posteriormente tendo como orientação três questões de investigação, teve como objetivo compreender se o comportamento da criança se transformou ao longo do tempo e se essa transformação esteve diretamente relacionada com a Relação de Vinculação entre a própria criança e a sua Educadora de Infância. Os dados recolhidos foram alvo de uma análise de conteúdo e, após a sua análise, foi possível constatar que houve uma relação direta entre: i) a construção de uma Relação de Vinculação entre a Educadora de Infância e a Criança e ii) o comportamento desta mesma Criança consigo própria, os seus pares e com o ambiente educativo, esta Relação de vinculação demonstrou ser um elemento crucial para o desenvolvimento socio emocional da criança, influenciando positivamente a sua capacidade de estabelecer laços de confiança e explorar o meio que a rodeia. À medida que a Educadora de Infância e a Criança se tornaram mais próximas, com uma relação mais coesa e afetiva, a criança sentiu-se mais segura e confiante na relação consigo própria e com os outros, na capacidade de expressão e comunicação e na participação nas atividades do quotidiano e nas atividades pedagógicas.
  • Gestão de conflitos na Educação pré-escolar - Um estudo com Educadoras de Infância
    Publication . Gago, Matilde; Ferreira, Marco
    O estudo em questão foi desenvolvido como parte do relatório final de Mestrado em Educação Pré-escolar e tem como objetivo investigar os métodos e estratégias utilizadas pelos educadores de infância na gestão de conflitos. O estudo visa identificar as melhores práticas para ajudar as crianças a resolver conflitos de forma autónoma. Além disso, explora-se o conceito de conflito, suas origens e as formas de mediação no contexto da educação infantil, destacando a importância do desenvolvimento socioemocional das crianças, essencial para a regulação de emoções. Optou-se por uma investigação do âmbito qualitativo onde o instrumento de recolha de dados foi uma entrevista semiestruturada realizada a dez educadoras de infância. Foi realizada uma análise temática dos dados apurados, sendo a informação organizada em quatro temas principais: 1. Ação da criança e da educadora; 2. Perceções sobre conflitos; 3. Métodos e estratégias de resolução de conflitos; 4. Aprendizagem socioemocional e desenvolvimento profissional. O estudo permitiu constatar a importância do diálogo e da relação pedagógica entre a educadora e as crianças como promotora de uma boa gestão de conflitos, bem como a necessidade de formação e desenvolvimento profissional nesta temática por parte das educadoras.
  • O Brincar Heurístico - conceções de um grupo de educadores de infância
    Publication . Guerra, Ana; Brito, Rita
    Este relatório foca-se no brincar heurístico como forma de aprendizagem em contexto de creche. O objetivo principal deste estudo foi perceber como os educadores integram o brincar heurístico no quotidiano da creche. Procurou-se compreender que tipos de materiais são utilizados, em que momentos a prática é promovida e de que forma esta respeita os interesses, ritmos e capacidades das crianças, promovendo a sua autonomia e criatividade. Optou-se por uma metodologia de natureza qualitativa, recorrendo a um questionário composto por perguntas abertas e fechadas. A recolha de dados foi feita a utilizar a técnica de bola de neve, o que reuniu 38 respostas de educadoras que trabalham na valência de creche. Para analisar os dados, procedeu-se à técnica análise de conteúdo apresentados por Bardin (2011) e Amado (2014). Os resultados obtidos sugerem o facto que para os educadores inquiridos, o brincar heurístico está ligado à autonomia das crianças, sendo importante deixar que explorem materiais simples e variados, como objetos naturais, como folhas, conchas, pedaços de madeira, entre outros tipos de materiais. Revela-se, ainda, que no Brincar Heurístico os educadores destacam o seu papel de observadores participantes, sem interferir com a exploração das crianças para que estas possam examinar o espaçolivremente e ao seu ritmo. Por fim, os educadores consideram que o brincar heurístico contribui para aprendizagens mais ricas, auxiliando no desenvolvimento infantil. Por isso, defendem mais formação nesta área e maior valorização do brincar, tanto em creche como no jardim de infância.
  • A Creche à Descoberta da Matemática em Contextos Indoor e Outdoor
    Publication . Vieira, Graça; Oliveira, Ricardo
    O presente estudo investiga a influência de ambientes indoor e outdoor para aprendizagens matemáticas de crianças de 2 e 3 anos. A motivação para aprendizagens matemáticas desde cedo é reconhecida como essencial para desenvolver habilidades futuras, como pensamento lógico e resolução de problemas (Ginsburg, Lee, & Boyd, 2008). Este estudo visa demonstrar como diferentes contextos podem enriquecer a aprendizagem matemática, combinando atividades indoor e outdoor para estimular competências cognitivas, sociais e emocionais de maneira harmoniosa. Adotando uma abordagem construtivista participativa qualitativa, o estudo observou um grupo de crianças durante atividades matemáticas projetadas para ambientes indoor e outdoor. As atividades incluíram exploração sensorial, contagem de objetos, classificação e reconhecimento de padrões nos ambientes supracitados. O estudo reforça a importância do ambiente no planeamento de atividades matemáticas na primeira infância, destacando que ao adaptar práticas pedagógicas para aproveitar os benefícios de ambos os ambientes, os profissionais da área da Educação, podem criar experiências de aprendizagem mais enriquecedoras. Os resultados destacam a importância da diversidade de experiências para uma aprendizagem eficaz. Atividades ao ar livre proporcionaram estímulos sensoriais ricos, promovendo curiosidade e descoberta, enquanto atividades indoor ofereceram um ambiente estruturado para a prática e repetição dos conceitos aprendidos. As crianças mostraram maior entusiasmo e compreensão durante as atividades ao ar livre, com a exploração sensorial e a interação com o ambiente natural estimulando a curiosidade. Já as atividades indoor permitiram a consolidação das aprendizagens. Uma abordagem integrada, alternando entre ambientes outdoor e indoor, pode potencializar o desenvolvimento matemático das crianças, enriquecendo a aprendizagem e estimulando capacidades cognitivas, sociais e emocionais.
  • Contar histórias como estímulo ao desenvolvimento linguístico e exploração da imaginação na Educação pré-escolar
    Publication . Teixeira, Tânia; Araújo, Luísa
    O presente estudo de mestrado teve como objetivo investigar o impacto de contar histórias no desenvolvimento linguístico, criativo e social de crianças em idade infantil. O problema central deste estudo reside na necessidade de compreender como crianças de diferentes faixas etárias respondem às histórias e quais estratégias pedagógicas são mais eficazes para estimular seu envolvimento e aprendizagem, incluindo a exploração da imaginação. O projeto foi conduzido ao longo de um mês e meio na instituição de ensino onde a estagiária atuava como educadora e investigadora, envolvendo 23 crianças com idades entre três e seis anos. A metodologia adotada foi um estudo de caso, fundamentado no paradigma interpretativo, e incluiu a realização de 11 intervenções, consistindo em sessões de narração de histórias e atividades correlatas. As questões de investigação que orientaram este estudo: • Existem diferenças na capacidade de compreensão e retenção de histórias entre crianças de 3 a 6 anos? • As crianças de 5 e 6 anos demonstram maior imaginação ao recontar e criar histórias em relação às de 3 e 4 anos, durante e após atividades de leitura? • De que forma as técnicas de narração de histórias influenciam o envolvimento das crianças? Os objetivos da investigação: • Analisar e contrastar a expressão criativa das crianças dos 3 aos 6 anos durante e após atividades de narração de histórias. • Compreender as diferenças por faixa etária quanto à participação das crianças em diferentes atividades relacionadas com a leitura de histórias. Para atingir esses objetivos, foram selecionados quatro livros do Plano Nacional de Leitura (PNL) e organizados em uma minibiblioteca, além de outros cinco livros do mesmo plano para atividades livres. As intervenções foram planeadas para promover a expressão oral e a criatividade das crianças por meio de atividades sensoriais e artísticas, integradas com áreas curriculares como matemática, português e ciências. A coleta de dados foi realizada por meio de observações diretas, conversas informais e gravações em áudio e vídeo das interações durante as sessões. Adicionalmente, foi aplicado um inquérito ao final do projeto com as crianças para sondar o que mais gostaram e com o que mais se identificaram. A análise qualitativa desses dados, incluindo a transcrição dos registros e a identificação de padrões emergentes, revelou que as atividades baseadas em histórias aumentaram a motivação, a segurança e a participação das crianças. O estudo demonstrou que a narração de histórias, combinada com atividades criativas, efetivamente promoveu a expressão oral e estimulou a criatividade, proporcionando um ambiente de aprendizagem participativo e envolvente. Os resultados reforçam a importância da utilização de histórias como uma ferramenta eficaz para o desenvolvimento linguístico e imaginativo. A ampliação dos conhecimentos imaginativos refere-se ao desenvolvimento da capacidade das crianças de criar e visualizar cenários, personagens e eventos, o que está intimamente ligado ao aumento de seu vocabulário e habilidades de comunicação. Contudo, o desenvolvimento linguístico não se resume apenas à ampliação do vocabulário. Inclui também a melhoria da capacidade de compreensão, a articulação de pensamentos de forma coesa e coerente, e a habilidade de participar de interações sociais complexas. O estudo sublinhou a necessidade de adaptar as técnicas de narração de histórias para atender às necessidades específicas das diferentes faixas etárias.
  • Como é que as Educadoras podem promover a Expressão Musical em Contexto Creche
    Publication . Graça, Carolina; Artiaga, Maria José
    O presente relatório foi realizado no âmbito da Unidade Curricular do Relatório Final. A problemática do presente relatório tem como finalidade perceber a forma como as educadoras podem promover a expressão musical em contexto de creche, compreender e analisar os pontos de vista de cada educadora e as suas diferentes perspetivas relativamente às atividades musicais, em particular, os instrumentos musicais que utilizam com as crianças. Para a investigação em causa, optei pelo paradigma interpretativo de natureza qualitativa. O instrumento utilizado no presente estudo foi o questionário. Este trabalho é constituído por um primeiro capítulo em que será apresentada a revisão da literatura, o segundo capítulo trata da problematização, dos objetivos e das questões de investigação, no terceiro capítulo serão apresentados os resultados do estudo e a sua análise.
  • Vou cantar-te uma história:
    Publication . Mussolovela, Samwa; Artiaga, Maria José
    Este estudo, intitulado "Vou Cantar-te uma História: A Música como Indutora de Aprendizagem", investiga a potencialidade da integração da Música e das histórias no contexto da educação pré-escolar. Partindo da premissa de que a Música é um estímulo tanto cognitivo como emocional, esta pesquisa explora como a combinação da Música e da narrativa pode enriquecer a experiência educativa das crianças. A relevância do estudo reside na lacuna de investigação existente sobre o impacto da Música quando associada ao conto e nas aprendizagens que podem ser promovidas através desta integração. A investigação foi desenvolvida numa turma de jardim de infância com 25 crianças, pertencente a um agrupamento de escolas. O problema de investigação centra- se nos benefícios da aliança entre Música e narrativa, residindo a questão principal nos benefícios que podem surgir ao se integrar a canção às histórias no contexto educativo. Os objetivos do estudo foram: examinar como a Música pode complementar e aprofundar a compreensão das histórias pelas crianças; avaliar os impactos cognitivos, emocionais e sociais da abordagem musical na arte de contar histórias; e identificar as estratégias mais eficazes para integrar Música e narrativa, promovendo aprendizagens significativas e duradouras. A metodologia adotada foi a investigação-ação. Os resultados mostram que a integração da Música nas histórias pode efetivamente enriquecer a compreensão e o envolvimento das crianças, promovendo um ambiente de aprendizagem mais dinâmico e significativo.
  • A brincadeira com materiais semiestruturados e não estruturados - experiência em contexto de Creche
    Publication . Ferreira, Rita; Araújo, Luísa
    O presente relatório é resultado de uma investigação realizada no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar, intitulada: A Brincadeira com materiais semiestruturados e não estruturados- experiência em contexto de creche. Numa perspetiva metodológica, o presente estudo foi desenvolvido segundo o paradigma interpretativo da investigação qualitativa baseado na investigação-ação. Procurou-se responder às seguintes questões de investigação: Que tipos de brincadeiras que surgem a partir do brincar com materiais semi estruturados e não estruturados; que possibilidades de exploração surgem quando se disponibilizam às crianças este tipo de materiais e quais os domínios de aprendizagem se identificam no brincar das crianças com este tipo de materiais. Os 15 participantes desta investigação compreenderam crianças na faixa etária de 2 anos, na sala onde a investigadora estagiou durante o último estágio de Mestrado. A recolha de dados foi realizada de maneira abrangente, envolvendo observações diretas, notas de campo e recolha de dados através de fotografias. A análise dos dados recolhidos realizou-se com recurso às notas de campo durante ou após o decorrer das atividades realizadas bem como através da análise das fotografias durante os diversos momentos de exploração. Os resultados mostram que os materiais disponibilizados permitiram que as crianças explorassem diferentes brincadeiras e tivessem um papel ativo na construção do seu conhecimento, satisfizessem a sua criatividade e, no processo desenvolvessem o seu conhecimento e a sua criatividade. Dos vários tipos de brincadeiras com materiais semiestruturados e não estruturados é possível destacar o brincar exploratório. Foi notória a participação ativa de todo o grupo embora, algumas crianças tivessem uma participação mais ativa do que outras.
  • Tocar e mexer para aprender: A Organização do Espaço em Creche
    Publication . Guedes, Ana; Brito, Rita
    O presente trabalho final de mestrado teve como objetivo a criação de um espaço mais estimulante e propício às necessidades e interesses das crianças, numa sala de creche. A investigação procurou responder a três questões fundamentais: Qual o impacto da organização do espaço no desenvolvimento das crianças? Que estratégias podem ser implementadas para otimizar o espaço educativo? Quais são as mudanças observadas após a implementação das intervenções? Para alcançar os objetivos propostos, foram utilizadas diversas técnicas de recolha de dados, incluindo observação direta, notas de campo, registos fotográficos e entrevistas à educadora, complementadas pelo instrumento ECERS-R (Early Childhood Environment Rating Scale-Revised). Estas ferramentas permitiram uma avaliação abrangente e detalhada dos efeitos das intervenções realizadas. As principais áreas de melhoria focaram-se na acessibilidade dos materiais, na promoção da interação social, na organização das atividades e no estímulo ao desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças. Entre os resultados mais significativos, destacam-se a melhor exposição e acessibilidade dos materiais relacionados com as crianças, a reconfiguração do mobiliário para facilitar os cuidados de rotina, brincadeiras e aprendizagens, e a adaptação do espaço às necessidades e interesses das crianças. Esta investigação revelou a importância de uma organização espacial cuidadosa e dinâmica, capaz de proporcionar experiências significativas e enriquecedoras para as crianças. A investigação não só contribuiu para a melhoria do ambiente educativo, mas também reforçou a prática pedagógica baseada na observação atenta e na adaptação constante às necessidades das crianças. Assim, este trabalho evidencia o impacto positivo que a organização do espaço pode ter no desenvolvimento das crianças, destacando a necessidade de intervenções intencionais e bem planeadas para criar um ambiente de aprendizagem mais acolhedor e eficaz.
  • Testemunhos de integração: Desafios linguísticos e culturais de um jovem Cabo-verdiano em Portugal
    Publication . Oliveira, Maria José; Boléo, Ana
    A presente investigação incide sobre a forma como as crianças oriundas de Cabo Verde se adaptam ao contexto escolar português, nomeadamente no que se refere ao domínio da língua portuguesa. Neste sentido, procurou-se analisar as vivências de um jovem cabo-verdiano, imigrante e que foi inserido no 1º ciclo, sem dominar a língua portuguesa, bem como os fatores que identifica como protetores e de risco, na fase de adaptação. Para a coleta de dados, utilizou-se o método Storytelling, que permite ao participante narrar a sua experiência e as emoções associadas a esse período de adaptação. No mesmo sentido, foi permitido ao participante narrar a história na sua língua materna, o crioulo, o que proporciona um relato mais autêntico e confortável. Apesar de atualmente dominar a língua, o participante revelou desconforto em falar português, pois é no crioulo que encontra a sua identidade linguística e cultural. Durante a investigação, foram identificadas pessoas e atitudes que contribuíram para a integração tanto na cultura quanto no sistema de ensino. Professores que adotaram uma abordagem acolhedora e colegas que demostraram empatia e amizade foram fatores protetores importantes. Em contraste, situações que provocaram sentimentos de não pertença e inferioridade, como preconceito linguístico e culturais, foram identificados como fatores de risco. Embora o número de crianças oriundas de Cabo Verde esteja a diminuir e, atualmente, as crianças descendentes de cabo-verdianos sejam de segunda ou terceira geração, isto é, já nascidas em Portugal, a influência do crioulo continua muito marcada nos contextos informais, nas relações familiares, na comunidade e na transmissão oral da cultura. Assim, o imperativo de uma escola intercultural que, não só respeite e valorize, mas também que promova o conhecimento da língua e cultura dos alunos. Este continua a ser um dos objetivos a atingir no contexto educacional.