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ESSA - DF - Dissertações (orientações em curso e trabalhos concluídos)

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  • Tradução, Adaptação Cultural e Validação do Epidemiology Of Prolapse and Incontinence Questionnaire (EPIQ) para o Português Europeu
    Publication . Dias, Vera Filipa Ferreira Baldaia; Sá, Cristina dos Santos Cardoso de
    Introdução: As disfunções do pavimento pélvico (DPP) afetam um elevado número de mulheres adultas e reduzem significativamente a sua qualidade de vida (QV), mas devido à falta de padronização dos estudos, é difícil determinar a sua real prevalência. Investigadores e clínicos direcionam a sua atenção para as DPP de apenas um compartimento da pélvis, perdendo a visão holística da saúde pélvica das mulheres, que podem apresentar em simultâneo Incontinência Urinária de Esforço (IUE), Bexiga Hiperativa (BH), Prolapso de Órgãos Pélvicos (POP) e/ ou Incontinência Anal (IA). A utilização de questionários abrangentes pode facilitar este processo. Este estudo teve como objetivo realizar a tradução, adaptação transcultural e validação do Epidemiology of Prolapse and Incontinence Questionnaire (EPIQ para o português europeu. Métodos: A primeira fase incluiu a tradução e adaptação cultural, determinação de validade de conteúdo por um painel de 7 peritos e teste piloto com 20 mulheres (10 com DPP e 10 sem DPP). Na segunda fase, 100 mulheres (50 com DPP e 50 sem DPP) responderam à versão final do EPIQ e testaram-se as propriedades de medida. A análise de dados foi realizada com recurso ao Microsoft Excel e ao SPSS. Resultados: Oito dos 69 itens do EPIQ obtiveram IVC < 0,80. Em relação a características sóciodemográficas, os dois grupos amostrais revelaram-se relativamente homogéneos, exceto no índice de massa corporal (IMC). Foram excluídas 45 mulheres. Validade de diagnóstico: o teste de Mann-Whitney U demonstrou diferenças estatisticamente significativas e clinicamente relevantes entre grupos (p>0,01), com a dimensão do efeito r a variar entre 0,308 e 0,849. O domínio com maior prevalência foi a IUE (74%). Validade de construto: os índices indicam qualidade de ajustamento excelente (χ² (1) = 0,064; p = 0,800), χ²/gl = 0,064. Os índices CFI (1,000), IFI (1,009) e TLI (1,058) superam os valores de referência recomendados (≥ 0,95) e as cargas fatoriais padronizadas revelaram-se positivas e estatisticamente relevantes para todas as dimensões: BH (β = 0,839), IUE (β = 0,747), POP (β = 0,507) e IA (β = 0,341). Validade de critério: verificou-se correlação de Pearson forte e positiva entre a “QV” do EPIQ e a “Função da Bexiga” do APFQ (r = 0,678, p < 0,001), bem como entre “DD” e “Função Intestinal” (r = 0,704, p < 0,001). Verificou-se correlação elevada entre os domínios de prolapso de ambos os instrumentos (r = 0,838, p < 0,001), e entre “IA” e “Função Intestinal” (r = 0,711, p < 0,001). O teste-reteste foi realizado com um intervalo médio de 13,87±4,02 dias no grupo com DPP e verificou-se uma elevada consistência temporal das dimensões do EPIQ, com CCI a variar entre 0,664 e 0,957 (p<0,001). Consistência interna: o Alpha de Cronbach foi elevado para os domínios QV (0,921), DD (0,839), IUE (0,838), BH (0,787) e total do EPIQ (0,820). Conclusão: A versão portuguesa do EPIQ demonstra adequada validade e Vera Filipa Ferreira Baldaia Dias IV fiabilidade para ser usado na prática clínica e investigação como um instrumento de triagem e determinação de prevalência de DPP em mulheres adultas.
  • Relatório de Estágio Hospital Beatriz Ângelo
    Publication . Morais, Carolina de Sousa; Almeida, Patrícia Maria Duarte de; Abreu, Cláudia Clérigo de
    Introdução: Este relatório foi elaborado com vista à obtenção do grau de Mestre em Fisioterapia em Saúde Pélvica e da Mulher. O estágio foi realizado no Hospital de Loures, com a duração de 300 horas. Objetivos: Realizar uma análise dos modelos de gestão e intervenção do local de prática, desenvolver um projeto de melhoria, um plano de desenvolvimento pessoal e pôr em prática o processo da fisioterapia, em função da melhor evidência científica. Relatório: A primeira parte contém a caracterização da unidade de estágio, o projeto de melhoria e o contrato de aprendizagem. Na segunda parte encontra se descrito o estudo de caso de uma utente com dupla incontinência, na pós-menopausa, e a terceira parte consiste numa reflexão das duas primeiras. Resultados: A análise da amostra de utentes, acompanhados no hospital, possibilitou a caracterização da população existente durante o estágio. O projeto de melhoria revelou como proposta de valor o controlo dos valores da glicémia na diabetes gestacional, promovendo a diminuição do risco de complicações e tempos de internamento. O estudo de caso apresentou resultados positivos na função dos músculos do pavimento pélvico, gravidade dos sintomas e qualidade de vida. O estágio e o relatório possibilitaram um desenvolvimento pessoal e profissional significativo. Conclusão: A prática clínica orientada permitiu o desenvolvimento de competências de avaliação, intervenção e raciocínio clínico. A elaboração do relatório potenciou o desenvolvimento de competências na seleção e análise crítica da literatura, para fundamentar o processo da fisioterapia e consolidar a aprendizagem desenvolvida no primeiro ano do mestrado.
  • Relatório de Estágio Hospital CUF Cascais
    Publication . Lobo, Maria Teresa; Almeida, Patrícia Maria Duarte; Almeida, Patrícia de Barros Pessoa de
    Introdução: O presente trabalho visa à obtenção do grau de Mestre em Fisioterapia, com especialização em Saúde Pélvica e da Mulher, realizado no âmbito da unidade curricular Estágio com Relatório. Foram cumpridas 300 horas de estágio, no hospital CUF Cascais e contactou-se com utentes com disfunção do pavimento pélvico, pré e pós-parto. Objetivos: Realizar uma reflexão acerca do modelo de gestão do local de prática e desenvolver uma prática baseada na evidência científica. Trabalho desenvolvido: Na primeira parte, descreveu-se detalhadamente o local de estágio e realizou-se uma análise crítica com base nos padrões de qualidade em fisioterapia. Posteriormente, apresentou-se uma proposta de melhoria, uma análise SWOT e um contrato de aprendizagem, tendo em conta a análise de si própria e as competências a adquirir propostas pela instituição de ensino e pelo orientador. Na segunda parte elaborou-se um estudo de caso, descrevendo uma intervenção realizada em casa durante 4 semanas, numa utente de 65 anos, com incontinência urinária de esforço. Resultados: Na primeira parte, destaca-se como proposta de valor a criação de novos serviços como complemento às sessões de fisioterapia pélvica, de forma a adquirir novos clientes, reter os existentes após a alta e melhorar a oferta do serviço. Quanto ao desenvolvimento da aluna, a maioria dos objetivos foram cumpridos e acrescentados novos consoante as necessidades que foram surgindo. No estudo de caso, verificou-se melhorias na função dos músculos do pavimento pélvico, número de perdas de urina e qualidade de vida. Conclusão: A aluna apresenta maior capacidade de análise com base em modelos de gestão, aumento do conhecimento dos padrões de qualidade em fisioterapia, das componentes teóricas e práticas sobre as disfunções do pavimento pélvico, pré e pós-parto, assim como na seleção e análise crítica da informação relevante para fundamentar o processo da fisioterapia.
  • Processamento sensorial e os hábitos de defecação de crianças dos 3 aos 6 anos com Perturbação do Espetro do Autismo
    Publication . Santos, Alice; Ferreira, Isabel Maria Damas Brás Dias; Silva, Claúdia Sofia Góis Ribeiro da
    Introdução: A Integração Sensorial é fundamental para o desenvolvimento infantil e autonomia nas atividades da vida diária. A maioria das crianças com PEA apresentam alterações no processamento sensorial que impacta em todas as áreas do desenvolvimento infantil e pode influenciar a defecação. É necessário aprofundar esta relação, de forma a contribuir para um enquadramento mais claro e completo das dificuldades e aprimorar as intervenções em Terapia Ocupacional promovendo maior qualidade de vida às crianças e cuidadores. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre o processamento sensorial e os hábitos de defecação em crianças dos 3 aos 6 anos de idade com PEA. Metodologia: Foi utilizado um método de investigação quantitativo, transversal de carácter descritivo correlacional. A amostra foi constituída por 23 crianças entre os 3 e 6 anos de idade com diagnóstico de Perturbação do Espetro do Autismo, residentes na região de Lisboa. Para a recolha de dados, utilizou-se um questionário sociodemográfico, o “Perfil Sensorial 2 – A criança dos 3 anos aos 14 anos 11 meses” e a escala Toileting Habit Profile Questionnaire Revised (THPQ-R). Resultados: Foram observadas correlações significativas entre os domínios e os quadrantes referentes ao processamento sensorial e as áreas referentes aos hábitos de defecação através da correlação de Pearson. Os domínios com resultados significativos foram ao nível sensorial o “Auditivo” e “Oral”; comportamental “Conduta” e “Socioemocional” e quadrantes “Evitamento” e “Sensibilidade”. Conclusão: As alterações no processamento sensorial, nomeadamente, auditivo e oral com comportamentos de evitamento e sensibilidade sensorial parecem traduzir-se em dificuldades de defecação em crianças com PEA acompanhadas de possíveis alterações emocionais, alimentares e de comunicação.
  • Diástase abdominal e distância inter-retos. Efeito de uma variante do exercício push crunch em comparação ao crunch tradicional
    Publication . Ventura, Natália Domingues; Pascoal, Augusto Gil; Sancho, Maria de Fátima
    Introdução: A diástase dos retos abdominais (DRA) caracteriza-se pelo aumento da distância inter-retos (DIR). Apesar das lacunas da literatura, exercícios crunch demonstram benefícios. Este estudo comparou os efeitos imediatos do crunch e do push crunch na DIR, além da influência de duas posições distintas de repouso na DIR. Métodos: A DIR foi medida por ultrassonografia, em 25 puérperas, 2 cm acima do umbigo, em duas posições de repouso e contração, durante o crunch e push crunch. Resultados: O push crunch mostrou uma redução significativamente maior da DIR comparando ao crunch, na amostra total (Diferença Média = 1,63, p = 0,04) e no subgrupo de puérperas no pós-parto inicial (≤ 12 semanas) (Diferença Média = 3,45, p = 0,00). Não houve diferenças significativas entre as posições de repouso. Conclusão: O push crunch é mais eficaz na redução imediata da DIR, especialmente em puérperas num pós-parto inicial, podendo ser mais benéfico na abordagem à DRA assim como nessa fase pós-parto.
  • Caracterização da prática dos fisioterapeutas no Continuum dos cuidados prestados ao sobrevivente de cancro de mama em Instituições Hospitalares Portuguesas
    Publication . Marques, Beatriz Cardeira; Duarte, Nuno Miguel de Faria Bento; Martins, Maria Elisabete da Silva
    Introdução: Em Portugal, registaram-se 8.954 novos casos de cancro da mama (CdM) e 2.211 óbitos em 2022. Os avanços na deteção precoce do CdM aumentaram as taxas de sobrevivência, mas os sobreviventes enfrentam comorbilidades que comprometem a qualidade de vida (QdV). O Modelo de Vigilância Prospetiva (MVP), gold standard na reabilitação oncológica, visa otimizar funcionalidade e QdV através de deteção precoce de comorbilidades e intervenções personalizadas. Apesar das diretrizes internacionais, verificou-se uma escassez de dados sobre a sua implementação deste modelo no sobrevivente de CdM em Portugal. Objetivo: Caracterizar a prática dos fisioterapeutas no continuum dos cuidados prestados ao sobrevivente de CdM, em instituições hospitalares (IHs) portuguesas. Metodologia: Estudo descritivo de natureza transversal, com uma amostra não probabilística por conveniência, composta por 34 IHs. A recolha de dados foi realizada num único momento, mediante a aplicação de um questionário desenvolvido pelos autores. Este instrumento, previamente submetido a pré-teste e validado por 11 especialistas, foi estruturado em quatro secções: a primeira dedicada à caracterização das IHs e as três subsequentes centradas na caracterização da intervenção do fisioterapeuta ao longo do continuum de cuidados prestados ao sobrevivente de CdM de acordo com as fases estabelecidas no MVP. Os dados foram analisados com recurso a estatística descritiva para caracterização sociodemográfica. Resultados: O estudo incluiu 34 IHs portuguesas, das quais 88,2% pertenciam ao setor público. Verificou-se que 82,4% das IHs prestavam cuidados na fase de diagnóstico e terapias neoadjuvantes (1.ª fase), 82,4% na fase pós-cirúrgica (2.ª fase), e 91,2% na fase de terapias adjuvantes, fase prolongada/permanente de sobrevivência e nas fases de doença avançada (3.ª fase). No entanto, a presença de fisioterapeutas alocados às três fases do MVP revelou-se limitada: apenas 17,6% das IHs disponibilizavam fisioterapeutas na 1.ª fase, em contraste com 79,4% na 2.ª fase e 88,2% na 3.ª fase. Globalmente, apenas 17,6% das instituições integravam fisioterapeutas de forma transversal em todas as fases do modelo. Conclusão: Em Portugal, as IHs asseguram cuidados aos sobreviventes de CdM em consonância com as fases definidas no MVP. Contudo, persistem lacunas relevantes, nomeadamente a inexistência de Planos de Vigilância Funcional em todas as IHs, a escassa alocação de fisioterapeutas na fase inicial do percurso terapêutico, bem como a falta de sistematização na educação para as comorbilidades associadas e para a deteção precoce de disfunções. Os resultados sublinham a necessidade de implementação de protocolos padronizados e de uma abordagem verdadeiramente multidisciplinar, visando a otimização da qualidade dos cuidados prestados a esta população. Palavras-chave: Cancro da Mama; Modelo de Vigilância Prospetiva; Instituições Hospitalares; Fisioterapia; Pré- Habilitação; Reabilitação; Equipa Multidisciplinar; Comorbilidades; Linfedema; Gestão de Peso; Atividades da Vida Diária; Programa de Exercícios
  • Red-flag indicators of concussion for physiotherapy practice
    Publication . Moita, Alice Margarida Cruz; Almeida, Patrícia; Ferreira, António Cruz
    Objective: To systematically evaluate international literature on clinical red-flags and diagnostic tools used to identify concussion in the neurocognitive, sensorimotor, vestibular, and visual/oculomotor domains, thereby informing physiotherapists who act as first-contact healthcare providers. Design: Diagnostic systematic review of empirical studies and grey literature. Data Sources: Nine databases and grey literature were searched from inception dates to January 2025. Eligibility criteria for selecting studies: English- or Portuguese-language publications involving adults (≥18 years) with suspected concussion that assessed red flags or diagnostic tools in the target domains. Four quality-appraisal instruments were applied, and reporting followed PRISMA guidelines. Results: From 222 424 records, 222 383 were excluded at title/abstract screening. Forty full texts were assessed and 17 met inclusion criteria: cross-sectional (n = 6), longitudinal (n = 7), reviews (n = 3), and one validation study. Five analytical domains emerged— neurocognitive (n = 7), sensorimotor (n = 3), vestibular (n = 3), visual/oculomotor (n = 4), and general (n = 3). Some studies contributed to more than one domain; therefore, domain counts exceed the total number of included articles. One single tool was applied consistently within the general domain, being the only one, highlighting substantial heterogeneity. Frequently examined red flags were emotional symptoms, memory deficits, postural instability, vestibulo-ocular reflex dysfunction and visual disturbances and instruments included the Graded Symptom Checklist, SCAT, BESS, SOT, ImPACT, ANAM, SDMT, VOMS, and KDT. Conclusions: Evidence supports a multimodal strategy that blends subjective symptom inventories with objective performance measures to flag concussion. Although many tools have international validation, none is culturally adapted for Portuguese-speaking populations, and none is universally adopted within any domain, limiting comparability across studies. Data on long-term outcomes and return-to-play decisions remain sparse. Physiotherapists are well positioned for early triage, but validated, context-specific tools are needed to optimise care pathways. Future research should prioritise cultural adaptation, psychometric validation, and integration of domain-specific assessments into physiotherapy-led concussion management
  • Lesões auto-reportadas pelos atletas do andebol sénior português: um estudo descritivo
    Publication . Araújo, Pedro; Costa, Daniela
    Introdução: O andebol é um desporto de elevada intensidade, caracterizado por ações dinâmicas e contactos físicos, com elevado número de praticantes federados a nível mundial e em crescimento em Portugal. Apesar de a literatura indicar uma elevada incidência de lesões neste desporto, em Portugal, não há dados epidemiológicos sobre lesões no andebol, limitando a avaliação da necessidade e adequabilidade de estratégias preventivas baseadas na evidência científica. Objetivos: O objetivo principal deste estudo é determinar a proporção de atletas com lesão no andebol sénior português ao longo da época desportiva. Secundariamente, pretende-se caracterizar os atletas que reportam e não reportam lesão e explorar a associação de fatores sociodemográficos e desportivos associados ao reporte de lesão. Metodologia: A amostra do estudo observacional de coorte prospetivo com análise descritiva, foi de 82 atletas de andebol sénior (≥18 anos) em Portugal com domínio da língua. Os dados foram recolhidos no fim da fase regular do campeonato (março/abril 2024) e no fim da fase final (junho de 2024). Foram recolhidas informações sobre a presença de lesão- e respetivas classificações por tipo, mecanismo, severidade, recorrência e localização-características sociodemográficas, perceção de rendimento (QPRD) e motivação (QOMD-TEOSQ). Foi utilizada estatística descritiva para avaliar a proporção de atletas com lesão e modelos de regressão logística para explorar associações entre variáveis e o auto-reporte de lesão. Resultados: A proporção de atletas com lesão em Portugal variou entre 46,4% e 59,7% ao longo da época desportiva 2023/2024. Nos últimos três meses da fase regular, apenas se verificou diferenças significativas entre o grupo que teve e o que não teve lesão, na média da perceção de rendimento desportivo. Os atletas do grupo com lesão apresentaram valores menores de perceção de rendimento desportivo. Já na fase final, verificaram-se diferenças significativas entre o grupo que teve e não teve lesão, nas variáveis “sexo”, ”IMC” e “competição”. No grupo com lesão havia mais participantes do sexo feminino, valores mais elevados de IMC e mais atletas com “sobrepeso” e “obesidade”. Os atletas com lesão nesta fase estavam inscritos maioritariamente no Campeonato Placard 1. De todas as lesões identificadas, entre 40% a 46,2% de todas as lesões são recorrentes. As lesões identificadas, são sobretudo traumáticas (entre 66,6% e 76,9%), ocorrendo, na sua maioria por mecanismo de contacto (entre 52,5% e 61,5%). Entre 40% a 46,2% destas lesões são recorrentes. As regiões mais afetadas por lesão nos últimos três meses da fase regular foram o joelho (32,5%) e pé (30%), enquanto na fase final foram o ombro (19%), pé (19%) e antebraço (23,8%). Quanto à severidade últimos três meses da fase regular, 27,5% das lesões apresentaram valores severos (> 28 dias), 22,5% minor (1-3 dias), 20% média (4-7 dias) e 30% moderada (8-28 dias). Já na fase final, 46,2% das lesões apresentaram valores de severidade moderada (8-28 dias), 38,5% severa (> 28 dias), 7,7% minor(1-3 dias) e 7,7% média (4-7 dias). Entre 15% e 38,5% dos atletas em estudo reportaram mais do que uma lesão. Atletas com pontuações elevadas de perceção de rendimento desportivo apresentam 51,4% menor probabilidade pertencer ao grupo que reportou lesão na nos últimos três meses da fase regular (OR=0,486; 95% IC:0,271-0,870) independentemente da idade e sexo. Conclusão: Este é o primeiro estudo a realizar uma análise epidemiológica dos atletas de andebol sénior em Portugal. Os seus resultados realçam a necessidade de implementação de programas de prevenção de lesões sobretudo em lesões traumáticas de mecanismo de contacto nas regiões anatómicas identificadas de forma a diminuir a elevada severidade das lesões. Futuramente, a investigação deverá procurar comprovar as conclusões da presente análise através de estudos mais robustos, com amostras maiores e mais representativas da população alvo.
  • Caracterização dos cuidados de fisioterapia a utentes com síndrome da dor patelo-femoral em Portugal. Exploração de barreiras e facilitadores associados à prática informada pela evidência
    Publication . Calvinho, Joana; Oliveira, Raúl
    Introdução: A dor patelofemoral (DPF) tem uma prevalência entre os 23%-29% na população adulta e adolescente com impacto em diversas atividades diárias. Existem diretrizes atuais em termos de critérios de diagnóstico, avaliação e intervenção para esta condição específica. A prática clínica dos fisioterapeutas noutros países, não corresponde ao recomendado nessas diretrizes, incluindo o uso excessivo de intervenções ineficazes. Objetivo: Caracterizar o tipo de cuidados de Fisioterapia em Portugal reportam praticar em utentes com dor patelofemoral e analisar em que medida esses cuidados seguem as guidelines mais atuais. Pretende-se ainda explorar quais as barreiras e facilitadores auto-reportados pelos fisioterapeutas, que são as mais impactantes em relação à implementação de uma prática baseada na melhor e mais atual evidência na população com esta condição especifica. Metodologia: É um estudo quantitativo, transversal em formato survey, online, através de um questionário na plataforma Microsoft Teams, sobre a prática clínica auto reportada dos fisioterapeutas em Portugal que intervêm em utentes com DPF. Entre junho de 2024 e outubro de 2024 foram recrutados 49 fisioterapeutas (idade média = 28,0 ± 6,6 anos), registados na Ordem dos Fisioterapeutas. No mesmo questionário foram exploradas barreiras e facilitadores que os fisioterapeutas percecionam para a implementação de uma prática informada pela melhor evidência e mais atual nesta população. Resultados: Os fisioterapeutas eram na sua maioria do sexo feminino (63,3%), possuíam licenciatura em Fisioterapia de 4 anos (91,8%), com 69,4% apresentando experiência clínica inferior a 5 anos. Em relação ao diagnóstico destaca-se a dor retropatelar ou peripatelar como critério chave durante atividades funcionais, sendo 79,6% dos fisioterapeutas reportaram realizar diagnóstico diferencial para exclusão de outras condições que causem dor anterior no joelho. A maioria dos fisioterapeutas valoriza a aplicação de medidas de resultados auto-reportadas (73,5%) para obter uma avaliação subjetiva da dor e da funcionalidade do joelho em pacientes com DPF. A abordagem terapêutica foca a educação do paciente e terapia pelo exercício como intervenções primárias, destacado pela maioria dos fisioterapeutas (87,8% e 75,5%, respetivamente). O sucesso da intervenção foi definido através da funcionalidade e performance do paciente (46,9%) e da autonomia na autogestão da condição do mesmo (44,9%), mas sem grande destaque. As principais barreiras à prática baseada em evidências foram organizacionais/comunicativas (61,3%) e relacionadas com a adaptação dos resultados (42,8%), enquanto os facilitadores mais citados foram a perceção das competências individuais e culturais (85,8%) e o tempo para explorar literatura científica (81,7%). Conclusão: Os resultados mostram que a prática clínica dos fisioterapeutas em Portugal não está claramente alinhada com as recomendações mais atuais e de melhor qualidade, abrangendo o uso excessivo de intervenções ineficazes onde a evidência sugere pouco (ou nenhum) benefício. Isso sugere a necessidade de reforçar a educação contínua sobre a melhor evidência disponível para garantir intervenções mais eficazes e individualizadas, alinhadas com as melhores e mais atuais evidências.
  • Diástase abdominal e distância inter-retos. Efeito cumulativo do exercício na morfologia da parede abdominal feminina
    Publication . Santos, Ana Rita; Pascoal, Augusto Gil
    Introdução: A diástase dos retos abdominais (DRA) está associada a problemas como instabilidade postural e dor lombar. Exercícios abdominais são recomendados para reduzir a DRA, especialmente após o parto, mas há falta de consenso sobre os protocolos mais eficazes e poucos estudos analisam o impacto cumulativo do exercício na morfologia da parede abdominal. Objetivo: Comparar a distância inter-retos (DIR) em repouso e contração abdominal em mulheres nulíparas com diferentes níveis de atividade física (atletas, ativas e sedentárias), avaliando o efeito cumulativo do exercício na morfologia da linha alba. Metodologia: Estudo observacional transversal com amostra de conveniência, composta por mulheres nulíparas saudáveis, divididas em três grupos com diferentes níveis de intensidade de treino (BodyBuilder, n=15; Fitness, n=15; Controlo, n=15). A distância inter-retos (DIR) foi medida por ultrassonografia em duas localizações (2 cm, DIR-AB2; 5 cm, DIR-AB5) e em duas condições (repouso e contração abdominal, posição final do exercício curl-up). Os dados de DIR (AB2 e AB5) foram analisados separadamente por meio de ANCOVA de dois fatores para medidas repetidas, com a condição (repouso vs. contração) como fator intra-sujeito e o grupo (BodyBuilders, Fitness e Controle) como fator inter-sujeito. As covariáveis idade e IMC foram incluídas para controlar suas influências nos resultados, garantindo maior precisão na análise. Resultados: A análise de ANCOVA revelou que a variável condição (repouso vs. contração abdominal) não teve efeitos significativos na DIR em ambas as localizações. No entanto, os níveis de treino mostraram diferenças significativas na DIR em DIR-AB2 (p = 0,001) e DIR-AB5 (p < 0,001). O grupo BodyBuilders apresentou menor DIR em comparação com os outros grupos, com diferenças médias significativas em ambas as localizações de medição. Conclusões: Os resultados indicam que o treino de alta intensidade, característico do grupo BodyBuilders, está associado a menores valores de DIR nas duas localizações analisadas. Isso sugere maior coesão da parede abdominal em comparação com os outros grupos, destacando o potencial do treino intenso no fortalecimento da musculatura abdominal e redução da distância inter-retos.