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ESSA - DF - Dissertações (orientações em curso e trabalhos concluídos)

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  • A atividade física e a função sexual da mulher
    Publication . Miranda, Beatriz Soares Lopes Aragonês; Sancho, Maria de Fátima Batista; Sá, Cristina dos Santos Cardoso de
    Introdução: A disfunção sexual (DS) feminina tem sido um problema crescente nos últimos anos. Esta ocorre quando uma mulher sente algum tipo de dificuldade ou mudança no seu comportamento sexual habitual e pode caracterizar-se por uma alteração sexual. Um estilo de vida sedentário está associado a resultados adversos para a saúde. A atividade física (AF) pode ser um elemento crucial na prevenção de DS feminina. Existem investigações que sustentam o exercício como uma boa abordagem no tratamento da DS, mas que permanecem pouca esclarecedoras, necessitando de mais pesquisas. Objetivo: Verificar a associação da AF em mulheres com e sem DS. Método: Estudo observacional transversal com uma amostra de 348 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, com e sem DS. Para garantir a representatividade, a amostra do estudo foi realizada pelo método de seleção não probabilístico, por conveniência pela técnica de bola de neve. A recolha de dados foi realizada através de um questionário de caracterização que engloba a informação sociodemográfica e clínica das participantes, e dois instrumentos de medida: Female Sexual Function Index (FSFI) para avaliar a função sexual feminina e International Physical Activity Questionnaire – Short Form (IPAQ-SF) para avaliar o nível de atividade física (AF). Foram realizadas estatísticas descritivas para a caracterização da amostra, incluindo frequências absolutas e relativas para variáveis categóricas e medidas de tendência central e dispersão para variáveis contínuas. A associação entre DS e os níveis de AF foi avaliada através do teste do Qui-quadrado. Resultados: A análise da associação entre DS e os níveis de AF, revelou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, conforme evidenciado pelo teste do Qui quadrado. Entre as mulheres sem DS, a maioria reportou níveis moderados ou altos de AF. Nas mulheres com DS, uma proporção maior apresentou baixos níveis de AF, contrastando com percentagens menores nos níveis moderado e alto. Conclusão: Os dados obtidos oferecem contributos importantes para a prática clínica, ao demonstrar que baixos níveis de AF estão associados a uma maior ocorrência de DS. Neste contexto, torna-se essencial promover a adoção de hábitos regulares de AF como parte integrante das abordagens terapêuticas. A incorporação da AF nos cuidados de saúde pode constituir uma estratégia eficaz, acessível e não invasiva para melhorar a saúde sexual da mulher, bem como para prevenir ou reduzir quadros de DS.
  • Validação do Questionário – Atitudes e Crenças dos utentes de Fisioterapia relativamente à Abordagem da Saúde Sexual
    Publication . Mesquita, Joana Maria Plácido; Sancho, Maria de Fátima; Antunes, Andreia
    Introdução: A saúde sexual é uma dimensão essencial do bem-estar, mas ainda pouco abordada em contexto de fisioterapia. A avaliação das perceções dos utentes requer instrumentos psicometricamente validados. Objetivo: Validar o Questionário – Atitudes e Crenças dos Utentes de Fisioterapia relativamente à Abordagem da Saúde Sexual e recrutar uma amostra superior à do estudo original. Metodologia: Estudo metodológico com amostragem por conveniência, envolvendo 299 participantes adultos que realizaram fisioterapia nos últimos dois anos em Portugal. O instrumento incluiu itens sociodemográficos e 22 questões em escala de Likert. Foram analisadas validade de construto (AFE), consistência interna (alfa de Cronbach), fiabilidade temporal e intercontextos (ICC e Kappa), sensibilidade (teste t, correlação de Pearson) e praticabilidade (tempo de preenchimento e taxa de respostas válidas). Resultados: A análise fatorial exploratória identificou uma estrutura bifatorial explicando 50,5% da variância. A consistência interna foi elevada (α ≥ 0,80) para a escala total e subescalas. A fiabilidade temporal e intercontextos apresentou valores de adequada a excelente. A sensibilidade demonstrou diferenças de pequena magnitude por género e associação fraca com a idade. A praticabilidade foi confirmada pelo tempo médio de preenchimento (~10 minutos) e elevada taxa de respostas válidas. Conclusão: O questionário apresentou propriedades psicométricas robustas, confirmando validade, fiabilidade e exequibilidade. Trata-se do primeiro instrumento validado em Portugal para avaliar perceções de utentes de fisioterapia relativamente à abordagem da saúde sexual, contribuindo para a investigação e prática clínica nesta área.
  • Programa em grupo e em circuito de treino orientado para tarefas específicas – efeito sobre o equilíbrio e mobilidade funcional em indivíduos pós acidente vascular cerebral
    Publication . Correia, Carla Sofia Lopes; Sá, Cristina dos Santos Cardoso e
    Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade adquirida em adultos, sendo as limitações no equilíbrio e na mobilidade funcional determinantes para a perda de autonomia e participação nas atividades diárias. A reabilitação pós-AVC deve basear-se em intervenções intensivas, específicas para a tarefa e orientadas para objetivos funcionais. O treino em grupo e em circuito (TGC) tem emergido como uma estratégia promissora, ao combinar prática repetida de atividades funcionais, com interação social e estímulo motivacional. Objetivos: Avaliar os efeitos de um programa em grupo e em circuito de treino orientado para tarefas específicas no equilíbrio e na mobilidade funcional de indivíduos pós-AVC e verificar se o tempo decorrido desde o AVC e o nível de desempenho funcional inicial influenciam os ganhos obtidos. Métodos: Foi conduzido um estudo retrospetivo, observacional e transversal, com análise de dados clínicos de indivíduos pós-AVC que completaram um programa de 14 sessões de TGC no Hospital Beatriz Ângelo entre junho de 2023 e setembro de 2024. As avaliações incluíram a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o Timed Up and Go (TUG) e o Five Times Sit to Stand (5xSTS), aplicados antes e após a intervenção. Resultados: Verificaram-se melhorias estatisticamente significativas em todas as medidas analisadas (p < 0,001), sugerindo o impacto positivo do programa no equilíbrio e na mobilidade funcional. Observou-se uma correlação negativa significativa entre o desempenho inicial e a evolução funcional, indicando que os participantes com maior limitação de base apresentaram ganhos mais expressivos. O tempo decorrido desde o AVC não influenciou significativamente os resultados, sugerindo que o programa poderá ser eficaz em diferentes fases da recuperação. Conclusão: O TGC orientado para tarefas específicas está associado a melhorias significativas no equilíbrio e na mobilidade funcional de indivíduos pós-AVC, reforçando o seu potencial enquanto abordagem terapêutica centrada na funcionalidade e aplicável em contexto clínico.
  • Efeito do treino de marcha com Dispositivos Robóticos Motorizados Móveis, associado à Fisioterapia Convencional, na marcha e no equilíbrio em indivíduos na fase subaguda após Acidente Vascular Cerebral
    Publication . Duarte, Gonçalo Daniel da Paz; Batista, Isabel Baleia; Brandão, Rita Filipe Almeida
    Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade, frequentemente associado a défices de marcha e de equilíbrio que comprometem a autonomia funcional. A utilização de Dispositivos Robóticos Motorizados Móveis (DRMM) tem emergido como uma estratégia promissora na reabilitação da marcha, por permitir treino intensivo, repetitivo e orientado para a tarefa em ambiente funcional. No entanto, os resultados reportados na literatura relativamente aos efeitos destes dispositivos no equilíbrio e no padrão de marcha não são consistentes, persistindo dúvidas sobre o seu impacto efetivo quando integrados na fisioterapia convencional (FC). Objetivo: Analisar o efeito do treino de marcha com DRMM, como complemento à FC, na marcha e no equilíbrio de indivíduos em fase subaguda após AVC. Métodos: Seis indivíduos do sexo masculino (idade média 55,8 ± 10,5 anos; tempo após AVC 3 ± 0 meses) em fase subaguda de recuperação participaram no estudo. Todos realizaram um protocolo de quatro semanas, composto por 12 sessões de 45 minutos de treino de marcha assistido por um DRMM, em combinação com 20 sessões de 90 minutos de FC, que incluía exercício terapêutico e treino específico de tarefas. Foram avaliadas, antes e após o protocolo, a mobilidade funcional (TUG), a velocidade da marcha (TM10M), a endurance (TM6M), o padrão de marcha (G.A.I.T.) e o equilíbrio (Escala de Equilíbrio de Berg e posturografia). A análise estatística foi realizada através do teste de Wilcoxon (p < 0,05). Resultados: Observaram-se melhorias estatisticamente significativas na mobilidade funcional (TUG: 25,8 ± 24,6 s para 21,2 ± 22,6 s; p = 0,042; r = 0,83), na velocidade da marcha (TM10M: 0,58 ± 0,27 m/s para 0,82 ± 0,41 m/s; p = 0,028; r = 0,99), na endurance (TM6M: 181,7 ± 89,3 m para 290,3 ± 169,2 m; p = 0,028; r = 0,90), no padrão de marcha (G.A.I.T.: 39,3 ± 8,3 para 24,8 ± 12,3; p = 0,027; r = 0,90) e no equilíbrio clínico (EEB: 47,2 ± 10,8 para 52,5 ± 6,1; p = 0,042; r = 0,83). Não se observaram diferenças significativas no equilíbrio laboratorial avaliado por posturografia (p > 0,05). Conclusão: Apesar do reduzido tamanho amostral e da ausência de grupo controlo, os resultados sugerem que a integração do treino com DRMM na FC pode potenciar ganhos na mobilidade funcional, velocidade e endurance da marcha, bem como melhorias qualitativas no padrão de marcha em indivíduos com AVC subagudo. Embora não tenham sido observadas diferenças significativas no equilíbrio avaliado por posturografia, verificaram-se tendências de melhoria nas medidas clínicas. Estes resultados sugerem que a integração do DRMM na FC pode potenciar ganhos funcionais, justificando estudos futuros com amostras maiores e seguimento a longo prazo.
  • Treino de marcha no solo com suspensão de peso na marcha de utentes com doenças neurológicas
    Publication . Luís, Adriana Mateus Seco; Batista, Isabel Baleia; Brandão, Rita
    Introdução: As doenças neurológicas representam uma das principais causas de incapacidade a nível global, frequentemente associadas a alterações da marcha com impacto na funcionalidade e qualidade de vida. O treino de marcha com suporte de peso corporal tem vindo a ganhar relevância na fisioterapia neurológica, sendo o treino ao nível do solo ainda pouco explorado. Objetivo: Mapear e sintetizar a evidência existente sobre a aplicação desta intervenção em populações neurológicas, descrevendo protocolos, resultados e lacunas na literatura. Metodologia: Pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed, PEDro, CENTRAL, EBSCO e Web of Science, sem restrição de data. Incluíram-se estudos que analisassem o treino de marcha ao nível do solo com suporte de peso corporal em pessoas com doenças neurológicas. A seleção e extração de dados foram realizadas por revisores independentes, e a qualidade metodológica dos estudos foi avaliada com as ferramentas de avaliação crítica do Joanna Briggs Institute (JBI), de acordo com o desenho de cada estudo. Resultados: Foram incluídos sete estudos metodologicamente heterogéneos, envolvendo participantes com acidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral (PC), lesão medular (LM) e doença de Parkinson (DP). No AVC, o treino no solo com suporte de peso promoveu melhorias na independência, velocidade, tolerância ao esforço e simetria da marcha. Na PC destacou-se por ganhos superiores em velocidade, cadência e função motora. Na DP reduziu a severidade, o risco de queda e o freezing, aumentando a tolerância ao esforço. Na LM mostrou efeitos positivos na marcha e força muscular, sem diferenças face ao treino em passadeira. Conclusão: A evidência sobre esta intervenção é escassa, heterogénea e metodologicamente limitada. Apesar dos ganhos observados em diferentes patologias a diversidade de protocolos, amostras reduzidas e outcomes pouco uniformes impedem conclusões robustas. Assim, são necessários ensaios clínicos randomizados de elevada qualidade metodológica, com amostras de maior dimensão, critérios de inclusão e protocolos padronizados, que comparem o treino no solo com suporte de peso corporal com outras modalidades habitualmente utilizadas (como treino em passadeira ou marcha convencional), de forma a consolidar a evidência e clarificar o papel desta intervenção na reabilitação da marcha em neurologia.
  • Perceived risk of drowning in Parkinson's Disease
    Publication . Soeiro, Ana Beatriz Costa; Bouça-Machado, Raquel
    Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa que compromete de forma significativa a funcionalidade dos pacientes. A evidência sugere que a DP prejudica a capacidade para nadar, aumentando assim, o risco de afogamento. Um estudo relatou que 49,9% dos pacientes com DP experienciaram um episódio de afogamento (não fatal), contudo, a investigação sobre este tema permanece limitada. Objetivo: Explorar as perceções de risco de afogamento e as estratégias de segurança entre pessoas com DP, cuidadores e profissionais de saúde (PS). Métodos: Foi realizado um inquérito, com participantes recrutados através do CNS – Campus Neurológico, associações nacionais de pacientes e redes sociais. O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética do CNS, e todos os participantes forneceram consentimento informado antes de qualquer procedimento do estudo. Resultados: De um total de 228 participantes (115 pessoas com DP; 57 cuidadores; 56 PS) foi reconhecido um risco aumentado de afogamento por 96,4 % (n = 54) dos PS, por 80,7% (n = 46) dos cuidadores e por 57,4% (n=66) das pessoas com DP. Em piscinas de maior profundidade, 55,7% (n=64) dos pacientes dizem sentir-se muito confiantes ou com confiança e 58,3% (n=67) consideram ter um risco baixo ou moderado de afogamento, necessitando apenas de supervisão ocasional. Contextos sem supervisão são apoiados por 42,1% (n = 24) dos cuidadores. As alterações da capacidade de nadar não são discutidas com um PS em 83,4% (n=96) dos pacientes. Entre as medidas de segurança identificadas, a mais reportada por todos os grupos foi supervisão constante (Pessoas com DP: 41,7%, n = 48; Cuidadores: 59,6%, n = 34; PS: 80,4%, n = 45). Em seguida, destaca-se o uso de dispositivos de flutuação referido pelos pacientes (21,7%, n=25) e cuidadores (21,1%, n=12) e a permanência em águas menos profundas mencionada pelos PS (33,9%, n=19). Conclusões: A perceção de risco de afogamento nas pessoas com DP é inferior à dos cuidadores e PS. Além disso, alguns pacientes e cuidadores demonstraram preferência por ambientes aquáticos associados a um maior risco de afogamento, acreditando que apenas uma supervisão ocasional é necessária, não sendo este um tema discutido frequentemente com os PS. As medidas de segurança mais sugeridas foram supervisão constante, dispositivos de flutuação e atividades em águas menos profundas.
  • Adaptação cultural e validação do Dual-Task Impact on Daily-Living Activities Questionnaire (DIDA-Q) para a realidade portuguesa, na população com Esclerose Múltipla
    Publication . Figueiredo, Ana Raquel Calhão; Sá, Cristina
    Introdução: As atividades da vida diária (AVD’s) exigem frequentemente a execução de dupla tarefa (DT), o que pode representar um desafio adicional, associado a uma fadiga motora e cognitiva maior, diminuição da funcionalidade e aumento do risco de queda. A maior parte dos estudos realizados, decorrem no contexto clínico, o que limita a compreensão real do impacto da DT no quotidiano. Assim, instrumentos de autorrelato (PROMs), são fundamentais por integrarem a perceção individual dos efeitos da DT na avaliação. Entre os instrumentos existentes, o Dual-Task Impact on Daily-living Activities Questionnaire (DIDA-Q) validado para indivíduos com Esclerose Múltipla (EM), destaca-se pelas suas robustas propriedades psicométricas. O presente estudo teve como objetivo traduzir e adaptar culturalmente o DIDA Q para a população portuguesa e avaliar as suas propriedades psicométricas. Método: A adaptação cultural seguiu as Guidelines for the Process of Cross-Cultural Adaptation of Self Report Measures propostas por Beaton et al. (2000). O processo incluiu a tradução e retrotradução feita por tradutores que obedeceram às características recomendadas, e a avaliação da validade de conteúdo por um painel de 11 peritos com perfis heterogéneos e realização de um pré-teste numa amostra da população alvo (n = 30). Posteriormente, foram avaliadas a consistência interna e a fiabilidade teste–reteste. Resultados: O DIDA-Q apresentou uma excelente validade de conteúdo, com um S-IVC global de 0,99 e I-IVC superiores a 0,91 para todos os itens. Mostrou uma elevada consistência interna com α de Cronbach = 0,931. A dimensão de interferência motora-motora (IMM), revelou uma consistência interna excelente (α = 0,930), e a dimensão de interferência cognitiva-motora (ICM) muito boa (α = 0,849). A fiabilidade teste–reteste, avaliada num intervalo de 10 a 25 dias (média = 18,57 dias), evidenciou valores de Kappa entre 0,475 (moderado) e 0,941 (quase perfeito). Apresentou um ICC de 0,972 (IC 95% = 0,943–0,987), indicando excelente fiabilidade. A dimensão IMM obteve um ICC de 0,976 (IC 95% = 0,949–0,989; p < 0,001) e a dimensão ICM um ICC de 0,946 (IC 95% = 0,889 0,974; p < 0,001), confirmando fiabilidade muito elevada em ambas as dimensões. Discussão: A versão portuguesa demonstrou adequada equivalência cultural, e obteve bons resultados na validação das propriedades psicométricas propostas sem necessidade de revisões adicionais. Os resultados corroboram os reportados pelo estudo da versão original, reforçando a validade do DIDA-Q. Conclusão: A versão portuguesa do DIDA-Q mostrou equivalência à versão original, sendo uma ferramenta válida e fiável para caracterizar o impacto percecionado da DT no desempenho das AVD’s em pessoas com EM, podendo ser utilizada na prática clínica e na investigação científica.
  • Tempo de intervenção em fisioterapia num serviço de medicina interna
    Publication . Custódio, Ricardo Daniel Simões; Costa, Daniela Sofia Albino
    Resumo: Enquadramento e objetivos: A fisioterapia nas pessoas internadas envolve intervenções a pessoas com uma variedade de distúrbios que necessitam de reabilitação. A dificuldade com esta variabilidade é alocar adequadamente o tempo para cada uma destas pessoas. Globalmente os tempos médios por sessão divergem entre si e os métodos de distribuição da carga de trabalho são variados. Sendo assim este estudo teve como objetivos, obter dados sobre a duração atual das sessões de fisioterapia em pessoas internadas num Serviço de Medicina Interna (SMI), compreender se o tempo atual seria o tempo ótimo de tratamento na ótica dos fisioterapeutas e perceber que fatores poderiam influenciar o tempo de duração do tratamento. Metodologia: Este é um estudo de coorte longitudinal, que envolveu fisioterapeutas e pessoas internadas no SMI de um Hospital de Agudos. As pessoas internadas e referenciadas para fisioterapia foram avaliadas com o Índice de Barthel pelo investigador principal, os fisioterapeutas registaram através do questionário de registo de sessões (QRS), na 1ª, 2ª e 3ª sessão com a pessoa. O QRS avaliou as variáveis: Tempo atual médio por sessão (TAMS); Tempo ótimo médio na ótica do fisioterapeuta por sessão (TOMS); Tempo por sessão para triagem; Intervenções realizadas; Intervenções que realizaria com mais tempo; Objetivos por sessão. Para analisar os resultados utilizou-se a Subescala do Índice de Barthel Mobilidade (SIBM), que só comtempla a soma dos itens das transferências (0 a 15 pontos), mobilidade (0 a 15 pontos) e subir e descer escadas (0 a 10 pontos). Foram realizados modelos de regressão linear para as variáveis dependentes tempos de sessão de fisioterapia (1ª sessão, TAMS e TOMS). Resultados: Foram incluídas um total de 38 pessoas. A média do SIBM foi 20.9±12.5 pontos. O tempo atual médio por sessão foi de 20.60±6.19 minutos, o tempo ótimo considerado pelos fisioterapeutas foi de 32.58±8.47 minutos, mais 11.98±2.28 minutos do que o tempo médio atual. Nos modelos de regressão ser mais velho e ter melhor pontuação no SIBM demonstraram-se como preditores de um menor tempo TAMS e TOMS, e o Número Total de Comorbilidades não demonstrou associação significativa nos modelos. Conclusão: Ficou demonstrado que no SMI do Hospital Portimão existe uma discrepância entre a duração atual das sessões de Fisioterapia e o tempo ótimo percecionado pelas FTs de 11.98±2.28 minutos. E que as FTs têm plena noção do tempo ótimo por sessão que deveria ser praticado, mas atualmente não o conseguem realizar o que pode comprometer a eficácia dos tratamentos de fisioterapia.
  • Concurrent validity of a portable force plataform (PLUX) for measuring center of pressure displacement in posturography
    Publication . Carrapato, Francisco Miguel Pereira; Esteves, José; Castro, António
    Contexto: Posturografia é o método mais comum para testar o controlo postural, através da medição da trajetória do centro de pressão. As plataformas de força laboratoriais gold standard usadas em posturografia são consideradas dispendiosas e de difícil acesso. Nós pretendemos validar a plataforma de forças portátil da PLUX através de validade concorrencial comparando com a plataforma de forças gold standard da BERTEC. Métodos: Participaram neste estudo setenta e cinco estudantes universitários voluntários sem sintomatologia. A distância, velocidade, amplitude e área média da trajetória do centro de pressão foram avaliadas em três posições estáticas (Bilateral, Direita, Esquerda) usando a plataforma de forças PLUX e BERTEC. O coeficiente de correlação intraclasse foi usado para determinar a concordância entre plataformas. Para detetar a presença de erros sistemáticos usámos o teste t-student para amostras emparelhadas. Foram usados os gráficos Bland-Altman para visualizar a variabilidade e as diferenças médias entre as plataformas. Resultados: A maioria das variáveis demonstraram uma excelente concordância (ICC ≥ 0,75) e apenas algumas mostraram uma concordância moderada. A maioria das variáveis demonstrou diferenças estatisticamente não significativas (valor de p > 0,2) ou magnitudes de efeito pequenas (D de Cohen < 0,5). Os gráficos Bland-Altman apresentaram uma baixa embora persistente percentagem de valores discrepantes apontando para alguma variabilidade transversal a todos os testes. Conclusão: A Plataforma de forças PLUX na generalidade demonstrou uma boa concordância com a plataforma gold standard. Não houve qualquer erro sistemático significativo, apenas alguma variabilidade transversal à maioria dos testes e variáveis analisadas. Consideramos que a plataforma de forças PLUX é um instrumento válido em testar o controlo postural de indivíduos.
  • Identificação das necessidades em Fisioterapia dos cuidadores portugueses de indivíduos com Esclerose Lateral Amiotrófica
    Publication . Carreira, Joana Alexandra Fernandes; Casaca, João Diogo; Gonçalves, Filipe
    Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença progressiva, neurodegenerativa e inevitavelmente fatal associada à perda de neurónios motores superiores e inferiores. Em Portugal não existem registos suficientemente abrangentes de indivíduos com ELA, inclusive no contexto da Fisioterapia. Os cuidadores de indivíduos com ELA precisam de aconselhamento, educação e formação prática dos Fisioterapeutas para a otimização e capacitação dos cuidados prestados pelos cuidadores, levando à prevenção de complicações e à prevenção de internamentos hospitalares dos doentes com ELA. Objetivo: Identificar quais as principais necessidades que atualmente os cuidadores portugueses apresentam de forma aprofundada, nomeadamente no que respeita ao acompanhamento em Fisioterapia para melhorar a efetividade da intervenção nos doentes. Métodos: Estudo qualitativo, abordagem fenomenológica com entrevistas semi estruturadas realizadas através do ZOOM® audiogravadas, realizadas através de contactos da APELA – Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica e da ULSASI – Unidade Local de Saúde de Amadora/ Sintra. As entrevistas foram transcritas e analisadas através do recurso ao software de análise qualitativa MAXQDA®, seguindo a teoria da análise temática de 6 fases de Braun e Clarke para identificar temas salientes. Adicionalmente foi utilizada a checklist de verificação SRQR (Standards for Reporting Qualitative Research). Resultados: Um total de 6 participantes foram entrevistados. Quatro temas foram derivados: Representações d´ELA (Tema 1), Percurso com ELA (Tema 2), Percurso da Fisioterapia n´ELA (Tema 3) e Envolvimento na Fisioterapia (Tema 4). Conclusões: A Fisioterapia é reportada como fundamental na vida dos indivíduos com ELA e dos seus cuidadores. Os cuidadores revelaram necessitar que os doentes tenham uma intervenção direcionada, individualizada, com tempo de qualidade e contínua ao longo da trajetória da doença. Confirmaram a importância de serem envolvidos no plano de Fisioterapia com empatia através da receção do feedback das sessões e da educação de estratégias para serem realizadas no domicílio. Estudos futuros deverão avaliar as sugestões dos Fisioterapeutas portugueses que seguem estes doentes para um maior envolvimento dos cuidadores no seu plano de cuidados, bem como avaliar se estes Fisioterapeutas têm formação específica para trabalhar no contexto desta patologia