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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Introdução: Sendo a lesão cápsulo-ligamentar do tornozelo a lesão mais comum no mundo do desporto, em geral, e do basquetebol, em especial, a sua recorrência, a persistência de sintomas e a reduzida funcionalidade, fazem com que a instabilidade crónica do tornozelo seja uma consequência daquele tipo de lesão. Os dois métodos profiláticos mais comuns para reduzir o risco de lesão no tornozelo são a ortótese e a ligadura funcional. O objetivo deste estudo é compreender a diferença entre o uso da ortótese de tornozelo, ankle brace, o uso da ligadura funcional e a ausência de um método profilático, no que diz respeito à amplitude máxima de inversão, à velocidade angular do movimento de inversão, ao tempo de reação do músculo longo peronial assim como à perceção subjetiva de instabilidade em jogadores adolescentes de basquetebol com instabilidade crónica do tornozelo.
Metodologia: 14 atletas adolescentes praticantes de basquetebol com instabilidade crónica do tornozelo (8 sexo masculino, 6 sexo feminino; idade = 15,5 ± 1,6 anos; altura = 1,83 ± 0,13 m; peso = 74,6 ± 19,3 kg), recrutados por conveniência.
Resultados: Os resultados deste estudo indicam que, em comparação com a ausência de um método profilático, a ligadura funcional apresenta diferenças estatisticamente significativas na amplitude máxima de inversão (p<0,05) e na perceção subjetiva de instabilidade (p<0,05), enquanto a ortótese de tornozelo (ankle brace) revela diferenças estatisticamente significativas na velocidade angular de inversão (p<0,05).O tempo de reação do longo peronial foi maior nos métodos profiláticos, com diferenças estatisticamente significativas destes comparativamente à ausência de profilaxia (p<0,05). A ligadura funcional tende a apresentar valores médios mais favoráveis relativamente à ortótese, exceto no tempo de reação do longo peronial. No entanto, não foram encontradas quaisquerdiferenças estatisticamente significativas entre os dois métodos.
Conclusão: Tanto a ligadura funcional como o ankle brace parecem possuir uma maior capacidade protetora relativamente à ausência de método profilático, com uma tendência superior relativamente aos valores médios da ligadura funcional. No entanto, a ausência de profilaxia promove uma maior reação do músculo longo peronial de modo a contrariar o mecanismo de inversão. Recomenda-se a realização de mais estudos com amostras maiores, diferentes plataformas, diferentes tipos de ortótese do tornozelo, bem como, outras técnicas de confeção de ligaduras funcionais.
Descrição
Palavras-chave
Basquetebol atletas juvenis instabilidade crónica do tornozelo dispositivos profiláticos músculos peroneais ortóteses ligaduras funcionais
