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IPC-ESTeSC - Dissertações de mestrado

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  • Marcadores eletroencefalográficos da recuperação funcional em doentes com acidente vascular cerebral
    Publication . Pereira, André Filipe Martins; Soares, Joana Isabel; Coelho, Paulo José Simões Carvalho de Paiva; N’zwalo, Hipólito José da Silva
    Contextualização: O acidente vascular cerebral (AVC) constitui uma disfunção neurológica aguda de etiologia vascular com rápida evolução e uma duração superior a 24 horas ou que conduza à morte. Globalmente, representa a segunda maior causa de morte. O prognóstico é influenciado por diversos fatores, nomeadamente a extensão e localização da lesão e o tempo decorrido até à intervenção terapêutica. O eletroencefalograma (EEG) por avaliar a função cortical pelas caraterísticas da atividade elétrica cerebral observada, pode auxiliar no diagnóstico e prognóstico do AVC. Objetivo: Descrever os padrões eletroencefalográficos registados em fase aguda e crónica após a ocorrência de AVC e correlacioná-los com a clínica do doente, a fim de definir os marcadores eletroencefalográficos que podem configurar preditores de pior prognóstico para a recuperação funcional do doente. Metodologia: Estudo observacional prospetivo com doentes admitidos na Unidade Local de Saúde do Algarve – Unidade Hospitalar de Faro com diagnóstico de AVC. Foram realizados dois momentos de avaliação: o primeiro momento (fase aguda), até 12 horas desde o início dos sintomas; o segundo momento (fase crónica), 6 meses após a data do AVC. Todos os doentes realizaram EEG em fase aguda, com provas pela abertura e oclusão ocular ou estimulação sensorial e a gravidade do AVC e avaliação dos défices neurológicos foi obtida pela aplicação da National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) à admissão. Na fase crónica, foi realizado um novo EEG e determinação do grau de incapacidade funcional pela Modified Rankin Scale (mRS). A análise de EEG foi realizada pela inspeção visual e por métodos quantitativos. Resultados: Foram incluídos 21 doentes com idades entre 41 e 92 anos. Verificou-se o óbito de 6 doentes e 13 realizaram uma segunda avaliação por EEG. Na abordagem ao AVC, a atividade eletroencefalográfica variou de acordo com a gravidade da lesão e a frequência do ritmo dominante posterior mostrou correlacionar-se negativamente com o valor de NIHSS. Na avaliação por EEG quantitativo, as alterações verificadas na reatividade, extensão e “power score” mostraram-se como marcadores da gravidade do AVC. Na determinação do prognóstico, a inspeção visual do EEG em fase aguda evidenciou diferenças de acordo com o grau de incapacidade funcional crónica. O processamento do sinal de EEG permitiu demonstrar que a extensão e “power score”, constituem marcadores eletroencefalográficos robustos da capacidade de recuperação funcional após-AVC. Conclusões: O EEG constitui uma ferramenta útil como complemento ao diagnóstico e prognóstico do AVC. Pela mortalidade e morbilidade associadas a esta patologia, a gestão de expetativas do doente e família relativamente à capacidade de recuperação é fundamental e o EEG providencia informação valiosa para a orientação e investimento clínico no doente. A sensibilização para o potencial e maior uso desta técnica, assim como o processamento de sinal, expande as capacidades do EEG convencional e permite ultrapassar algumas limitações.
  • O impacto da inteligência artificial na qualidade de imagem em estudos de joelho por ressonância magnética de 3 Tesla
    Publication . Lopes, José Carlos Andrade; Tavares, Óscar; Cabrita, Tiago da Costa; Pereira, Rui Miguel da Silva Castro
    A ressonância magnética constitui uma modalidade imagiológica fundamental no diagnóstico, particularmente na área músculo-esquelética devido à ausência de radiação ionizante e à sua elevada resolução de contraste. Todavia os tempos de aquisição de ressonância magnética são prolongados e representam uma limitação relevante podendo comprometer o conforto do doente e aumentar a suscetibilidade a artefactos de movimento. O aparecimento da inteligência artificial, nomeadamente os algoritmos baseados em deep learning como o Deep Resolve Boost ®, surgem como uma solução para acelerar a aquisição, mantendo ou melhorando a qualidade de imagem, mas necessitam de validação com estudos em contextos clínicos. O presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto de algoritmos de inteligência artificial na qualidade de imagem em exames de ressonância magnética de joelho em equipamentos de 3 Tesla. Desenvolveu-se um estudo prospetivo, observacional e comparativo dividido em duas fases: fase experimental, onde foi utilizado um fantoma, e a fase clínica observacional que envolveu 40 participantes. Na fase experimental avaliou-se objetivamente a relação sinal-ruído e a uniformidade da intensidade do sinal, enquanto que na fase clínica observacional, foi realizada uma avaliação objetiva e subjetiva da qualidade de imagem, recorrendo a escalas de Likert por observadores experientes. Os resultados demonstram que a utilização do algoritmo de inteligência artificial permite reduzir o tempo de aquisição, mantendo ou melhorando a qualidade de imagem em contexto clínico. Na fase experimental, a análise objetiva verificou uma pequena redução da relação sinal-ruído e da uniformidade da intensidade de sinal comparativamente à não utilização do Deep Resolve Boost ®. Contudo em contexto real clínico, a avaliação objetiva evidenciou efeito significativo do Deep Resolve Boost ® na uniformidade da intensidade do sinal (p=0,034), mas não em tecido ósseo (p=0,255), enquanto o fator GRAPPA apresentou efeito significativo na uniformidade da intensidade do tecido ósseo (p < 0,001). Na avaliação subjetiva, a utilização do algoritmo demonstrou efeito estatisticamente significativo na definição de estruturas (p < 0,001), no ruído percebido (p < 0,001) e na qualidade global da imagem (p < 0,001). Estes resultados sugerem que o benefício do algoritmo foi mais evidente na perceção clínica da qualidade de imagem do que nas métricas objetivas isoladas. Conclui-se então que o Deep Resolve Boost® representa uma ferramenta promissora em ressonância músculo-esquelética, nomeadamente no estudo do joelho em equipamentos de 3 Tesla, permitindo aquisições mais rápidas sem comprometer a qualidade de imagem diagnóstica, mas necessita sempre que esta seja implementada cuidadosamente e integrada de forma crítica na prática clínica para garantir que os ganhos tecnológicos se traduzem efetivamente em benefícios clínicos reais.
  • Análise dos valores de exposição do hospital internacional de Omã
    Publication . Calafate, Carolina Brites; Santos, Joana; Paulo, Graciano
    Introdução: A imagem médica desempenha um papel fundamental no diagnóstico e tratamento de diversas patologias, sendo essencial garantir a qualidade das imagens e a segurança dos doentes. O uso de radiação ionizante exige uma abordagem baseada nos princípios da proteção radiológica (justificação, otimização e limitação de dose). Os níveis de referência de diagnóstico (NRD) surgem como ferramentas essenciais para a monitorização e para o controlo da dose, permitindo identificar discrepâncias e promover a otimização dos protocolos institucionais. Objetivo: Avaliar e analisar os valores de exposição radiológica praticados no Hospital Internacional de Omã, nas modalidades de radiologia geral, mamografia e tomografia computorizada (TC), e comparar os mesmos com os níveis de referência de diagnóstico estabelecidos a nível internacional e local. Métodos: Realizou-se um estudo observacional, retrospetivo, quantitativo e descritivo, com base em dados de exames realizados entre junho de 2024 e junho de 2025. A amostra incluiu 310 doentes adultos, correspondendo a 660 procedimentos nas três modalidades em estudo. Os parâmetros de aquisição e os indicadores de dose analisados variaram de acordo com a modalidade de imagem. Os dados foram recolhidos a partir do Picture Archiving and Communication System (PACS) e da plataforma Teamplay™ (Siemens Healthineers), sendo posteriormente analisados no software International Business Machines Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS) Statistics®, com o cálculo de medidas estatísticas descritivas. Foram analisados os principais descritores de dose por modalidade, nomeadamente o Kerma-Area Product (KAP) na radiologia geral, a Average Glandular Dose (AGD) na mamografia e, na tomografia computorizada, o Computed Tomography Dose Index (CTDI), o Dose Length Product (DLP) e a Size Specific Dose Estimate (SSDE), sendo, posteriormente, comparados com os NRD disponíveis. Resultados: Na radiologia geral, os valores médios de KAP variaram por região anatómica, tórax (0,14 Gy.cm²), coluna cervical (0,15 Gy.cm² em ântero-posterior (AP) e 0,22 Gy.cm² em lateral (LAT)), coluna lombar (3,04 Gy.cm² em AP e 3,83 Gy.cm² em LAT), joelhos em carga (0,17 Gy.cm²), seios perinasais (0,54 Gy.cm²), pés (0,03 Gy.cm² em AP e 0,04 Gy.cm² em oblíquo (OBL)) e mãos (0,03 Gy.cm² em PA e OBL). Na mamografia, a AGD por tipo de aquisição foi de 1,26 mGy para a crânio-caudal direita, 1,24 mGy para a crânio-caudal esquerda, 1,39 mGy para a oblíqua medio-lateral direita e 1,37 mGy para a oblíqua medio-lateral esquerda, correspondendo a AGD total de 5,26 ± 1,04 mGy. Na tomografia computorizada, nas fases de aquisição, os valores médios de CTDI foram de 36,32 mGy para o crânio, 19,95 mGy para os seios perinasais, 6,05 mGy para o tórax e 6,32 mGy para as vias urinárias. O DLP total apresentou valores médios de 682,02 mGy.cm para o crânio, 308,46 mGy.cm para os seios perinasais, 214,32 mGy.cm para o tórax e 291,45 mGy.cm para as vias urinárias. A SSDE apresentou valores médios de 40,28 mGy para o crânio, 18,99 mGy para os seios perinasais, 8,81 mGy para o tórax e 10,18 mGy para as vias urinárias. Conclusão: Os valores de exposição radiológica praticados no Hospital Internacional de Omã encontram-se, de forma geral, em conformidade com os NRD, evidenciando uma prática segura e alinhada com os princípios da proteção radiológica. Estes resultados irão potenciar a otimização dos procedimentos reduzido a exposição dos doentes, e consequentemente os riscos inerentes.
  • Humanização e autocontrolo emocional na tomografia computorizada cardíaca: o técnico de radiologia como agente de ensino e colaboração do utente
    Publication . Gomes, Sónia Margarida Simões; Santos, Rute; Patrão, Tiago Dinis Morais
    A humanidade, a ciência e o setor da saúde atravessam uma era de transformação marcada pela integração de Inteligência Artificial e algoritmos de reconstrução de nova geração na Imagiologia, em particular na Tomografia Computorizada Cardíaca. Este relatório de estágio, desenvolvido na Diaton – Centro de Tomografia Computorizada, S.A., em Coimbra, demonstra que a otimização da imagem cardiovascular não depende exclusivamente da tecnologia, mas da articulação entre a precisão algorítmica e a estabilização psicofisiológica do utente. Embora os avanços tecnológicos permitam reduzir o ruído e corrigir movimentos residuais, a mediação humana e a relação terapêutica estabelecida pelo Técnico de Radiologia são determinantes para garantir a colaboração necessária à aquisição de imagens de qualidade. Neste contexto, a comunicação inclusiva e a acessibilidade assumem-se como condições essenciais para a concretização do direito à proteção da saúde, permitindo ultrapassar barreiras sensoriais e cognitivas que possam comprometer a segurança e a eficácia diagnóstica. O projeto desenvolvido centra-se na construção de uma estratégia de literacia em saúde orientada para a pessoa, baseada na implementação de ferramentas pedagógicas e guiões comunicacionais que promovem a autoeficácia do utente. A intervenção foca-se na regulação do sistema nervoso autónomo, no controlo da variabilidade da frequência cardíaca e na execução adequada da mecânica respiratória, fatores determinantes para a redução de artefactos de movimento e para a aplicação rigorosa do princípio ALARA. Como contributo prático, foi implementada uma intervenção pedagógica destinada a capacitar o utente para uma participação ativa no exame, reforçando o papel do Técnico de Radiologia como agente de ensino e facilitador da colaboração. Assim, a excelência do diagnóstico cardiovascular resulta da integração entre tecnologia avançada e cuidado humanizado, onde a relação profissional–utente se assume como elemento central para a qualidade diagnóstica e a segurança radiológica.
  • Conhecimentos e atitudes dos profissionais de saúde acerca da utilização de suplementos de vitamina D na prevenção e/ou tratamento do cancro da mama
    Publication . Marques, Beatriz Valadão; Balteiro, Jorge; Lima, João; Rocha, Maria Clara da Silva Pereira
    Introdução: O cancro da mama, em Portugal, destaca-se pela sua elevada prevalência e mortalidade, exigindo, por isso, estratégias eficazes para a prevenção, diagnóstico e tratamento. A vitamina D tem sido associada como possível fator preventivo ou como tratamento coadjuvante neste tipo de cancro. Apesar do crescente interesse científico, o conhecimento dos profissionais de saúde e as suas atitudes neste tema, ainda permanecem pouco exploradas. Objetivo: O principal objetivo ao realizar este estudo foca-se na avaliação do conhecimento e das atitudes e práticas dos profissionais de saúde relativamente à suplementação da vitamina D, na prevenção e/ou tratamento do cancro da mama. Os objetivos específicos pretendem comparar estes dados com as características sociodemográficas, de forma a identificar possíveis diferenças significativas. Metodologia: O presente estudo observacional, transversal e correlacional foi desenvolvido mediante um questionário, que avaliou o conhecimento geral sobre a vitamina D, o conhecimento sobre a influência da vitamina D no cancro da mama e as atitudes e práticas dos profissionais. A recolha de dados foi realizada entre janeiro e abril de 2024, permitindo obter uma amostra de 186 profissionais das diferentes áreas de saúde. Resultados: Os profissionais de saúde em estudo apresentaram um conhecimento geral sobre a vitamina D moderado (Q2=7), e em contrapartida, o conhecimento específico sobre a influência da vitamina D no cancro da mama foi inferior (Q2=3). As habilitações académicas influenciaram significativamente o desempenho dos profissionais, dado que os licenciados destacaram-se nas questões de conteúdo básico e os pós-graduados nas questões de conteúdo fisiológico e clínico. As atitudes e práticas foram globalmente positivas (Q2=13,5), sobretudo nos profissionais que prescrevem e/ou aconselham suplementos. Discussão: Os resultados obtidos refletem um padrão semelhante ao observado nos estudos já existentes, indicando que, embora exista consciência da importância da vitamina D, o conhecimento técnico ainda é insuficiente para a prática de um aconselhamento seguro. A discrepância entre o conhecimento geral e o conhecimento da influência da vitamina D no cancro da mama, reforça a necessidade da formação contínua e da maior integração da evidência científica na prática clínica. As atitudes favoráveis observadas demonstram a predisposição para uma orientação adequada dos doentes, mas falta o domínio técnico, limitando, assim, a qualidade do aconselhamento. Conclusão: A realização deste estudo destaca a importância de reforçar a literacia dos profissionais de saúde sobre a influência da vitamina D na prevenção e/ou tratamento no cancro da mama. Conclui-se que a prática clínica mais alinhada com evidência científica, contribui para um cuidado mais consciente e centrado nas necessidades dos doentes oncológicos.
  • Tratamento da degenerescência macular da idade: passado, presente e futuro
    Publication . Silva, Cátia Filipa Marques; Fernandes, Rosa; Martins, Beatriz; Viana, Sofia
    A degenerescência macular da idade (DMI) é uma das principais causas de perda visual irreversível na população idosa, com impacto significativo na autonomia, qualidade de vida e nos sistemas de saúde. Nas últimas décadas, registaram-se avanços relevantes na compreensão da fisiopatologia e no tratamento desta doença multifatorial. Esta revisão tem como objetivo oferecer uma visão abrangente da evolução terapêutica da DMI, destacando as principais abordagens atualmente disponíveis e perspetivas promissoras para o futuro. Historicamente, as opções terapêuticas para a DMI eram limitadas e pouco eficazes na contenção da progressão da doença. A introdução dos agentes anti-fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF) constituiu um marco no tratamento da forma neovascular da DMI, traduzindo-se em melhorias significativas na acuidade visual. No entanto, a necessidade de injeções intravítreas frequentes, os custos elevados e a resposta variável entre os doentes permanecem como desafios consideráveis. Acresce que, até ao momento, não existem tratamentos curativos para a atrofia geográfica, forma avançada da DMI seca, apenas terapias que podem retardar a sua progressão e ajudar a controlar a doença. Este trabalho revê as terapias farmacológicas atualmente aprovadas, assim como os tratamentos em investigação clínica e pré-clínica. Entre as estratégias emergentes, destacam-se a terapia génica mediada por vetores virais e as terapias celulares, especialmente aquelas que utilizam células do epitélio pigmentado da retina (EPR) derivadas de induced pluripotent stem cells (iPSC). Estas abordagens visam não apenas travar a progressão da doença, mas também restaurar a função retiniana comprometida, com potencial aplicação nas formas neovascular e atrófica. Apesar do grande potencial destas terapias inovadoras, a sua translação para a prática clínica exigirá evidência robusta quanto à sua segurança, eficácia e custo-benefício a longo prazo. Em conclusão, embora persistam desafios significativos, o panorama terapêutico da DMI encontra-se em rápida evolução. As intervenções emergentes poderão oferecer opções mais eficazes, duradouras e personalizadas, com potencial para redefinir os cuidados prestados e melhorar substancialmente o prognóstico dos doentes.
  • Avaliação do ajuste postural, equilíbrio e instabilidade de tornozelo em indivíduos praticantes e não praticantes de ballet clássico: um estudo transversal
    Publication . Souza, Gabriela Teixeira Penedo; Cavalheiro, Luís
    Introdução: Entre as várias atividades físicas praticadas por adolescentes, o Ballet Clássico destaca-se como uma modalidade que promove o desenvolvimento integrado das capacidades motoras, com ênfase no controlo postural, equilíbrio e coordenação corporal. Objetivo: Avaliar a estabilidade tíbio-társica em bailarinas em comparação com não bailarinas e analisar a relação entre o ajuste postural e a estabilidade do tornozelo. Metodologia: O estudo foi realizado em sujeitos do sexo feminino, com idades entre 18 e 30 anos, divididas em dois grupos: um grupo de bailarinas e um grupo controle. As avaliações incluíram a avaliação da estabilidade de tornozelo através da versão portuguesa da Cumberland sobre Instabilidade de Tornozelo (CAIT), a análise postural por meio de fotografias e software especializado (SAPO), e o equilíbrio através da escala de Berg. Resultados: Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos relativamente à estabilidade do tornozelo esquerdo (p = 0,131) e do tornozelo direito (p = 0,177). Também não se verificou associação estatisticamente significativa entre a estabilidade do tornozelo e a altura dos sujeitos (p = 0,40). Observaram-se ainda tendências descritivas entre os grupos, que deverão ser exploradas em estudos com maior dimensão amostral. Conclusão: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na estabilidade do tornozelo entre bailarinas e não bailarinas. Relativamente aos objetivos específicos, as bailarinas apresentaram melhor ajuste e controlo postural, embora sem associações estatisticamente significativas entre as variáveis analisadas.
  • Relatório de estágio em ultrassonografia vascular
    Publication . Francisco, Elizabete Stelvia Domingos; Pereira, Telmo; Soares, Maria de Fátima
    Introdução: A ultrassonografia vascular é um exame de imagem não invasivo que utiliza ondas de ultrassom para a avaliação da estrutura vascular e hemodinâmica do fluxo sanguíneo em tempo real. Quando aplicada à neurologia, permite tanto o diagnóstico, acompanhamento e estratificação de risco de doenças cerebrovasculares. Objetivo: Consolidar competências técnicas em ultrassonografia vascular, com foco em EcoDoppler Triplex cerebrovascular, bem como discutir dois relevantes casos clínicos, entre os exames realizados no Hospital de Santa Maria (Lisboa). Resultados: Relativamente à casuística do estágio a amostra é constituída por 244 doentes. Foram recolhidos os dados referentes aos achados ultrassonográficos de 216 EcoDoppler dos grandes vasos do pescoço mais transcraniano, 9 EcoDoppler transcraniano mais Sinais Microembólicos, 7 EcoDoppler das artérias temporais, 7 EcoDoppler das artérias oftálmicas e 5 EcoDoppler transcraniano. Deste conjunto, observaram-se ainda, na sala de EcoDoppler cerebrovascular, 3 exames de ultrassonografia vascular dos membros inferiores em doentes com pesquisa positiva de microêmbolos sistémicos, identificados com utilização do Doppler trancraniano e soro agitado. Foram ainda analisados 2 casos clínicos com utilização do EcoDoppler como meio complementar de diagnóstico e como técnica de apoio na monitorização do tratamento e seguimento: uma mulher de 34 anos de idade com quadro de Acidente Isquémico Transitório em território vertebro-basilar por dissecção vertebral; uma mulher de 76 anos de idade com Acidente Vascular Cerebral isquémico no território da artéria cerebral média. Conclusão: O EcoDoppler constitui atualmente uma ferramenta indispensável na avaliação hemodinâmica cerebral e na prevenção do acidente vascular cerebral. A experiência adquirida durante o estágio permitiu consolidar competências técnicas relevantes e compreender o contributo clínico do EcoDoppler no diagnóstico e no seguimento das doenças cerebrovasculares, tal como demonstrado nos dois casos clínicos apresentados.