EM - IUEM - Psicologia Clínica e da Saúde
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Recent Submissions
- Impacto das experiências de infância e da regulação emocional nos sintomas obsessivo-compulsivosPublication . Caramelo, Gonçalo João Martins; Almeida, Telma; Castro, Elisa Kern deO desenvolvimento humano está, desde cedo, sujeito à influência de experiências que podem influenciar significativamente os indivíduos. Tanto experiências positivas como adversas durante a infância, podem ter efeitos com repercussões ao longo da vida adulta. A literatura tem demonstrado que as experiências adversas na infância podem potenciar a sintomatologia psicopatológica, como os sintomas obsessivo-compulsivos. Em contrapartida, as experiências positivas na infância podem manifestar um efeito protetor no desenvolvimento de psicopatologia. Adicionalmente, as dificuldades de regulação emocional poder ter também impacto no desenvolvimento de sintomas obsessivo-compulsivos. O presente estudo teve o objetivo de analisar a relação entre experiências positivas e adversas na infância, sintomas obsessivo-compulsivos e dificuldades de regulação emocional. A amostra foi composta por 206 adultos (168 mulheres e 38 homens) que responderam ao questionário sociodemográfico, à Benevolent Childhood Experiences Scale, ao Adverse Childhood Experiences Questionnaire, a Difficulties in Emotion Regulation Scale – Short Form e ao Obsessive-Compulsive Inventory-Revised. Os resultados evidenciaram relações significativas entre as variáveis em estudo e diferenças entre sexos nos sintomas obsessivo-compulsivos. As análises de regressão demonstram o papel preditor do sexo, idade, experiências positivas na infância e negligência emocional nos sintomas obsessivo-compulsivos. As dificuldades de regulação emocional apresentaram-se como um mediador parcial da relação entre experiências positivas na infância e sintomas obsessivo-compulsivo, como também na relação entre negligência emocional e sintomas obsessivo-compulsivo. As experiências positivas na infância apresentaram um poder de moderação na relação entre negligência física e sintomas obsessivo-compulsivo. Estes resultados destacam a importância das experiências positivas e adversas na infância para o desenvolvimento de sintomas obsessivo-compulsivos, tal como o papel mediador das dificuldades de regulação emocional.
- Preditores do prazer sexual : dificuldades na regulação emocional e aborrecimento sexualPublication . Descalço, Ana Sofia da Silva; Cardoso, Jorge; Querido, LuísO prazer sexual é uma componente essencial da saúde e bem-estar sexual, sendo influenciada por fatores emocionais, relacionais e sociodemográficos. Este estudo transversal teve como objetivo explorar os preditores do prazer sexual, com ênfase nas dificuldades na regulação emocional e no aborrecimento sexual, analisando também o impacto das variáveis sociodemográficas (género, idade, orientação sexual, estatuto relacional) e do consumo de pornografia. A amostra foi composta por 535 adultos (M = 27,34; DP = 10,74), maioritariamente mulheres (71,4%). A recolha de dados foi realizada online através de questionários de autorrelato, incluindo a Escala de Prazer Sexual (SPS), a Escala de Dificuldades na Regulação Emocional – Formato Curto (DERS-SF) e a Escala de Aborrecimento Sexual (SBS). Os resultados indicaram níveis elevados de prazer sexual, níveis moderados de dificuldades na regulação emocional e baixos níveis de aborrecimento sexual. Verificaram-se correlações negativas significativas entre o prazer sexual, as dificuldades na regulação emocional (r = -.16) e o aborrecimento sexual (r = -.12). O modelo de equações estruturais confirmou que as dificuldades emocionais foram o preditor mais forte (β = -.25), seguidas pelo aborrecimento sexual, idade e dificuldades sexuais. Observaram-se ainda diferenças significativas em função do género, orientação sexual e estatuto relacional. Estes resultados sublinham a importância das competências de regulação emocional e da prevenção do aborrecimento sexual, bem como a relevância de uma abordagem contextualizada e interseccional na promoção do bem-estar sexual.
- A experiência de sobreviver ao cancro : o papel da rede de apoio e o medo da recorrênciaPublication . Bartier, Lauriane; Castro, Elisa Kern de; Binet, MichelA presente dissertação visa explorar a experiência vivida por mulheres sobreviventes de cancro da mama, com especial enfoque no medo da recidiva e no papel do apoio social na adaptação à vida pós-doença. O estudo segue um desenho qualitativo exploratório. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas a seis mulheres portuguesas em remissão há, pelo menos, um ano, com o objectivo de compreender como experienciam o medo da recidiva e de que forma a sua rede de apoio influencia o percurso de sobrevivência. As entrevistas, conduzidas online, foram gravadas e analisadas através de análise de conteúdo, com o apoio do software ELAN. A análise revelou dois temas centrais, medo da recidiva e apoio social, com quatro subtemas cada. No medo da recidiva emergiram: 1) insegurança face ao futuro; 2) hipervigilância e necessidade de controlo; 3) ansiedade perante exames de rotina; 4) influência do sistema de saúde neste medo. No apoio social, os subtemas foram: 1) apoio familiar; 2) apoio de amigos; 3) apoio de profissionais de saúde; 4) apoio de outras mulheres sobreviventes. Os resultados mostram que o medo da recidiva é vivido de forma intensa e persistente, influenciado tanto por factores individuais como contextuais. O apoio social revelou-se um recurso crucial na resiliência das participantes. Os apoios da família, dos amigos, dos profissionais de saúde, especialmente psicólogos, e dos pares desempenham papéis complementares na adaptação emocional e na reconstrução da identidade pós-cancro. Conclui-se que a sobrevivência ao cancro da mama não marca o fim do processo, mas sim o início de uma nova fase que exige acompanhamento contínuo. Recomenda-se a criação de intervenções psicológicas específicas para a gestão do medo da recidiva e o fortalecimento de redes de apoio, reconhecendo e valorizando a complexidade da vivência das sobreviventes.
- Cancro da mama em mulheres sobreviventes : a relação entre distress, suporte social e qualidade de vidaPublication . Afonso, Laura Filipa Oliveira; Castro, Elisa Kern deO cancro da mama é o tipo de cancro mais prevalente entre as mulheres, e tanto a experiência da doença como do seu tratamento constituem fontes significativas de sofrimento e preocupação. Os avanços científicos têm contribuído para um aumento substancial das taxas de sobrevivência, contudo, é fundamental que o período pós-doença seja acompanhado por uma boa qualidade de vida. Ainda assim, a preocupação com a saúde, mesmo após o fim do tratamento, pode originar níveis elevados de distress psicológico, os quais podem ser atenuados mediante um suporte social adequado. A presente dissertação, de natureza observacional e transversal, teve como objetivo descrever a relação entre o distress psicológico, o suporte social e a qualidade de vida em mulheres sobreviventes de cancro da mama. Para além disso, pretendeu-se analisar o possível papel preditivo do suporte social, bem como de variáveis sociodemográficas e clínicas, relativamente ao distress psicológico. A amostra foi composta por 101 participantes, com idades compreendidas entre os 29 e os 65 anos. A recolha de dados foi realizada através de um questionário sociodemográfico, do Kessler Psychological Distress Scale (K10), do Medical Outcomes Study Social Support Survey (MOS-SSS) e do European Organisation for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire (EORTC-QLQ-C30). Os resultados evidenciaram uma associação significativa entre o distress psicológico e a qualidade de vida, sendo o distress um preditor relevante de todas as suas dimensões. Verificou-se que o distress psicológico persiste no período de sobrevivência ao cancro da mama, com impactos em todas as áreas da qualidade de vida, o que sublinha a importância de um acompanhamento especializado que promova uma vivência mais positiva após a experiência oncológica.
- Sexual, relational and bodily satisfaction in young parents : perinatal issues and needsPublication . Bourdon, Katell Anne; Reis, Marta SofiaThe transition to parenthood is a period of profound psychological and relational transformation, often accompanied by changes in sexual and body-related satisfaction. This study investigates these dimensions among young French heterosexual parents, with particular attention to the perceived quality of perinatal support. Based on a cross-sectional, predominantly quantitative methodology, the research collected data from 52 participants through validated psychometric tools and open-ended questions. Results highlight a significant decrease in sexual satisfaction during pregnancy, persisting moderately postpartum, while relationship satisfaction remains high. Body satisfaction appears more variable, with mixed attitudes among mothers. Importantly, over 60% of participants reported receiving little or no information from healthcare providers about sexuality, couple dynamics, or bodily changes, and expressed a clear need for better guidance. These findings underline a critical gap in French perinatal care and point to the necessity of integrating relational, sexual, and body-related support into existing health systems.
- Relações entre experiências adversas na infância, funcionamento cognitivo e doença de Alzheimer : o papel da reserva cognitivaPublication . Madaleno, Maria Maravilha; Querido, LuísO envelhecimento populacional a nível mundial está a aumentar e com ele aumentam também os casos de demência. A demência é muito comum nas pessoas com idade mais avançada, sendo a DA uma das mais prevalentes. Na literatura, têm-se vindo a identificar fatores de risco associados à DA, estando entre eles, e mais recentemente, as EAI. A literatura tem demonstrado uma relação entre as duas e, apesar da evidência ainda escassa, os resultados disponíveis, são consistentes e corroboram esta relação. A RC é considerada um fator protetor, podendo ter um papel importante nesta relação enquanto protetora do declínio cognitivo. O presente estudo visou analisar a relação entre as EAI, a demência/declínio cognitivo, o funcionamento cognitivo e a RC. Recorreu-se a uma amostra constituída por 49 mulheres idosas integradas em dois grupos, mulheres saudáveis (n = 31) e mulheres com demência/declínio cognitivo (n = 18) com idades compreendidas entre os 65 e 99 anos. Os dados foram recolhidos através do questionário sociodemográfico, o MoCA, o DRS-2, o CTQ-SF, o CRS, o TeLPI, a EDG-15 e, por fim, a EAA-10. Os resultados evidenciaram que houve diferenças entre os grupos em relação ao funcionamento cognitivo, no entanto, não houve diferenças entre os grupos em relação às EAI e à RC. Além disso, verificou-se que a subescala da RC relativa à idade adulta tardia, as EAI e a negligência emocional foram um preditor significativo do funcionamento cognitivo. Os resultados destacam a importância de continuar a investigar a relação entre as EAI e a demência/declínio cognitivo, incluindo a RC como variável mediadora.
- Al Haouz earthquake (Morocco, 2023) : analysis of the long-term psychological impact and coping strategies among residents of the region according to their environment and experiencePublication . Touhami, Hiba; Reis, Marta SofiaThe present study examined the long-term psychological consequences of the Al Haouz earthquake (September 8, 2023) by assessing the prevalence of posttraumatic stress disorder (PTSD) and the coping strategies adopted by affected populations. Using a mixed-methods design, data were collected from 394 participants through a structured questionnaire—including the PCL-5—and from 20 semi-structured interviews conducted in highly exposed rural areas. Quantitative analyses indicated that 35.3% of participants met criteria for probable PTSD. Higher symptom severity was observed among women, rural residents, individuals with low educational attainment, and those who experienced major material damage or bereavement. Problem-focused and positive spiritual/religious coping strategies were associated with lower PTSD symptoms, whereas avoidance and dysfunctional strategies were linked to elevated distress. Qualitative findings highlighted the roles of spiritual meaning-making, community solidarity, and shifting life priorities in supporting resilience, while structural inequalities and limited access to mental health services contributed to ongoing psychological vulnerability. Taken together, the results underscore the need for culturally grounded, community-based psychosocial interventions that integrate local cultural and spiritual resources. This study provides one of the first systematic examinations of post-disaster mental health in the Al Haouz region and contributes to a broader understanding of trauma recovery in low-resource and culturally diverse contexts.
- Autoestima e o risco de depressão pós-parto : um estudo quantitativo com mulheres grávidasPublication . Moura, Luísa Negrão de; Reis, Marta SofiaO período pós-parto é caracterizado por intensas transformações físicas, emocionais e psicológicas, podendo culminar no desenvolvimento de Depressão Pós-Parto (DPP), uma condição que compromete não apenas a saúde da mãe, mas também o bem-estar da criança e a dinâmica familiar. Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre os níveis de autoestima durante a gravidez e o risco de DPP, considerando fatores emocionais, sociais e culturais que influenciam a autopercepção materna. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e de natureza correlacional, com amostragem por conveniência. A recolha de dados foi realizada online, por meio de questionários autoaplicados. Participaram 250 mulheres grávidas, maiores de 18 anos e residentes em Portugal, sendo excluídas aquelas com barreiras cognitivas ou linguísticas. Foram utilizados a Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES), a Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo (EPDS) e um questionário sociodemográfico. A análise dos dados foi realizada com recurso ao software SPSS, incluindo procedimentos descritivos, correlação de Pearson (r = -0,545; p < 0,001) e regressão linear, cujo modelo explicou 36,6% da variância da DPP (R² = 0,366). Partiu-se da hipótese de que níveis mais baixos de autoestima estariam associados a maior vulnerabilidade à DPP, enquanto níveis mais elevados funcionariam como fator protetor. Os dados obtidos fornecem contributos relevantes para o desenvolvimento de intervenções clínicas e políticas públicas em saúde mental, destacando a importância de reforçar a autoestima materna como estratégia preventiva ao longo do período gravídico-puerperal.
- A regulação das emoções no quotidiano dos adolescentes institucionalizados : relação entre estratégias regulatórias e problemas de internalizaçãoPublication . Cordes, Raquel de Azevedo Vieira e; Gouveia, Patrícia; Castro, Elisa Kern deOs jovens em situação de acolhimento residencial passam por diversas situações negativas e geradoras de stress, como a retirada da família, maus-tratos, abusos físicos e psicológicos, entre outras. A literatura tem apontado que, perante estas situações, os jovens em instituições de acolhimento tendem a recorrer a estratégias de regulação emocional desadaptativas, influenciando assim o surgimento e desenvolvimento de problemas de internalização (e.g., sintomas depressivos e ansiosos). O principal objetivo deste estudo, foi examinar a relação entre a adequação da regulação emocional, as estratégias de regulação emocional utilizadas no dia-a-dia, e os problemas de internalização (e.g., sintomas depressivos e ansiosos), em jovens portugueses institucionalizados. Um total de 18 participantes responderam às escalas E.R.I.C.A, AERSQ-E, e EADS-C, seguindo o Método de Amostragem por Experiência (ESM) ao longo de três momentos de avaliação. Os resultados indicaram que existe correlação negativa entre a adequação da regulação emocional e a expressão criativa (r= -,61; p ≤ ,01), o suporte social (r= -,58; p ≤ ,01), a reação agressiva (r= -,65; p ≤ ,001), os sintomas de ansiedade (r= -,68; p ≤ ,01) e os sintomas de depressão (r= -,72; p ≤ ,001). Os adolescentes institucionalizados utilizaram com maior frequência as estratégias de regulação emocional reorganização positiva (M (T1)= 2,19; M (T2)= 2,18; M (T3)= 2,25), distração (M (T1)= 2,07; M (T2)= 2,20; M (T3)= 2,12) e ruminação/pensamentos negativos (M (T1)= 2,06; M (T2)= 2,09; M (T3)= 2,15). A adequação da regulação emocional e os problemas de internalização não apresentaram variações significativas no decorrer dos três momentos, ao passo que as estratégias de regulação emocional foram alvo de variação, relativamente ao recurso a cada estratégia. Nas comparações entre géneros, os rapazes apresentaram maior utilização das estratégias reorganização positiva em T1 (p= ,04; Posto Médio =13,00) e distração em T3 (p= ,02; Posto Médio = 13,33), enquanto as raparigas apresentaram maior utilização da estratégia suporte social em T2 (p= ,01; Posto Médio = 11,58).
- Validação transcultural : adaptação do instrumento PTGI-X para avaliar o crescimento pós-traumático na população normativa francesaPublication . Baret, Fabien Henri Georges; Ramos, Ana Catarina; Almeida, TelmaO objetivo deste estudo foi realizar uma adaptação transcultural da versão alargada do Post-Traumatic Growth Inventory (PTGI-X) para a população francesa, avaliando as suas propriedades psicométricas. A amostra foi composta por 470 participantes, com média de idades de 31,16 anos (DP = 13,50), e com a experiência de um evento traumático. Foi realizada uma análise fatorial exploratória com um subgrupo de 235 participantes e uma análise fatorial confirmatória com os outros 235 participantes para validar a estrutura fatorial do instrumento, inicialmente composta por cinco dimensões. Quanto à fiabilidade, os valores do alfa de Cronbach variaram entre 0,80 para a subescala Apreciação da Vida e 0,89 para Novas Possibilidades, indicando uma boa consistência interna. A fiabilidade composta apresentou valores entre 0,64 e 0,76. A estrutura fatorial escolhida manteve-se em cinco fatores na amostra, com a maioria dos itens apresentando pesos fatoriais acima de 0,50, o que confirma sua adequação à estrutura proposta. Em termos de validade convergente, os resultados da variância média extraída ficaram aquém do recomendado, com valores entre 0,25 e 0,37, sugerindo a necessidade de melhorias, especialmente na dimensão Mudança Espiritual. A validade discriminante também foi limitada devido à elevada correlação entre certas subescalas, como Novas Possibilidades e Apreciação da Vida. Embora o PTGI-X tenha demonstrado uma boa consistência interna, são necessárias adaptações culturais, sobretudo na dimensão espiritual, para melhorar a validade do instrumento na população francesa.
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