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Autoestima e o risco de depressão pós-parto : um estudo quantitativo com mulheres grávidas

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Moura, Luísa Negrão de.pdf2.96 MBAdobe PDF Download

Abstract(s)

O período pós-parto é caracterizado por intensas transformações físicas, emocionais e psicológicas, podendo culminar no desenvolvimento de Depressão Pós-Parto (DPP), uma condição que compromete não apenas a saúde da mãe, mas também o bem-estar da criança e a dinâmica familiar. Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre os níveis de autoestima durante a gravidez e o risco de DPP, considerando fatores emocionais, sociais e culturais que influenciam a autopercepção materna. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e de natureza correlacional, com amostragem por conveniência. A recolha de dados foi realizada online, por meio de questionários autoaplicados. Participaram 250 mulheres grávidas, maiores de 18 anos e residentes em Portugal, sendo excluídas aquelas com barreiras cognitivas ou linguísticas. Foram utilizados a Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES), a Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo (EPDS) e um questionário sociodemográfico. A análise dos dados foi realizada com recurso ao software SPSS, incluindo procedimentos descritivos, correlação de Pearson (r = -0,545; p < 0,001) e regressão linear, cujo modelo explicou 36,6% da variância da DPP (R² = 0,366). Partiu-se da hipótese de que níveis mais baixos de autoestima estariam associados a maior vulnerabilidade à DPP, enquanto níveis mais elevados funcionariam como fator protetor. Os dados obtidos fornecem contributos relevantes para o desenvolvimento de intervenções clínicas e políticas públicas em saúde mental, destacando a importância de reforçar a autoestima materna como estratégia preventiva ao longo do período gravídico-puerperal.
The postpartum period is marked by intense physical, emotional, and psychological changes, which may culminate in the development of Postpartum Depression (PPD), a condition that affects not only the mother's health but also the child's well-being and family dynamics. This study aimed to investigate the relationship between self-esteem levels during pregnancy and the risk of PPD, considering emotional, social, and cultural factors that influence maternal self-perception. This is a quantitative, cross-sectional, and correlational study, based on a convenience sample. Data were collected online through self-administered questionnaires. A total of 250 pregnant women, over 18 years old and residing in Portugal, participated in the study, with cognitive or language barriers as exclusion criteria. The Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES), the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS), and a sociodemographic questionnaire were used. Data analysis was conducted using SPSS software and included descriptive procedures, Pearson correlation (r = -0.545; p < 0.001), and linear regression, with the final model explaining 36.6% of the variance in PPD (R² = 0.366). It was hypothesized that lower self-esteem levels would be associated with increased vulnerability to PPD, while higher levels would serve as a protective factor. The findings offer relevant contributions to the development of clinical interventions and public mental health policies, highlighting the importance of promoting maternal self-esteem as a preventive strategy throughout the perinatal period.

Description

Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Universitário Egas Moniz

Keywords

Autoestima Depressão pós-parto Saúde mental materna Gravidez Fatores de risco

Pedagogical Context

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