EM - IUEM - Psicologia Clínica e da Saúde
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- Adaptation and psychometric properties evaluation of the intimate partner violence severity scale (WHO VAW-M) in spanish for the believe battery targeting cisgender spanish women victims of partner or ex-partner violencePublication . Chauffour, Loreleï; Querido, Luís; Daugherty, JuliaIntimate partner violence (IPV) remains a major public health problem in Spain, despite a progressive legislative framework. National data confirm a high prevalence and serious consequences for women's mental health. However, there is a lack of recent psychometric tools specifically adapted and validated for the Spanish population that can measure the severity of the violence suffered in detail. The main objective of this study was to adapt and evaluate the psychometric properties of the Intimate Partner Violence Severity Scale (WHO VAW-M) for the Spanish female population, with a view to its integration into the BELIEVE transnational assessment battery. Specific objectives included assessing its reliability (internal consistency) and validity (convergent and predictive) by exploring its links with symptoms of anxiety, depression, and post-traumatic stress disorder (PTSD) and even complex post-traumatic stress disorder (C-PTSD). A sample of 157 Spanish female volunteers was asked to complete the WHO VAW-M scale, adapted into Spanish, as well as validated measures of anxiety (GAD-7), depression (PHQ-9), and PTSD/C-PTSD (PCL-5, ITQ). Internal consistency was assessed using Cronbach's alpha. Convergent validity was tested using Spearman's correlations, and predictive validity was tested using linear regression analyses. The main scale of the WHO VAW-M demonstrated excellent reliability (a > .95), and the pregnancy subscale also showed acceptable to good reliability (a > .71). Strong convergent validity was established, with positive and significant correlations between violence severity and anxiety (ρ = .39), depression (ρ = .39), complex PTSD (ITQ, ρ ranging from .31 to .33), and, most notably, PTSD (PLC-5, ρ = .47, p < .001). Furthermore, the severity of violence proved to be a significant predictor of PTSD symptoms (potentially explaining 24% of their variance) and complex PTSD (explaining 11.2% of the variance). The Spanish adaptation of the WHO VAW-M scale is a psychometric instrument that has proven to be robust, reliable, and valid for assessing the severity of intimate partner violence in light of the current study and the analyses applied. Its integration into the BELIEVE battery is relevant, thus providing an interesting tool for clinical practice and future research on gender-based violence in Spain.
- Al Haouz earthquake (Morocco, 2023) : analysis of the long-term psychological impact and coping strategies among residents of the region according to their environment and experiencePublication . Touhami, Hiba; Reis, Marta SofiaThe present study examined the long-term psychological consequences of the Al Haouz earthquake (September 8, 2023) by assessing the prevalence of posttraumatic stress disorder (PTSD) and the coping strategies adopted by affected populations. Using a mixed-methods design, data were collected from 394 participants through a structured questionnaire—including the PCL-5—and from 20 semi-structured interviews conducted in highly exposed rural areas. Quantitative analyses indicated that 35.3% of participants met criteria for probable PTSD. Higher symptom severity was observed among women, rural residents, individuals with low educational attainment, and those who experienced major material damage or bereavement. Problem-focused and positive spiritual/religious coping strategies were associated with lower PTSD symptoms, whereas avoidance and dysfunctional strategies were linked to elevated distress. Qualitative findings highlighted the roles of spiritual meaning-making, community solidarity, and shifting life priorities in supporting resilience, while structural inequalities and limited access to mental health services contributed to ongoing psychological vulnerability. Taken together, the results underscore the need for culturally grounded, community-based psychosocial interventions that integrate local cultural and spiritual resources. This study provides one of the first systematic examinations of post-disaster mental health in the Al Haouz region and contributes to a broader understanding of trauma recovery in low-resource and culturally diverse contexts.
- Além do cuidado : crescimento pós-traumático, desgaste do cuidador e qualidade da relação em cuidadores informais de doentes oncológicosPublication . Santos, Maria Inês Cerqueira; Ramos, Ana CatarinaObjetivo: Os cuidadores informais de doentes oncológicos encontram-se expostos a inúmeros desafios durante esta experiência potencialmente traumática. O desgaste do cuidador, associado às novas responsabilidades que advêm do cuidado, pode apresentar níveis elevados nesta população. No entanto, é possível reconhecer que existe a possibilidade de emergirem mudanças positivas em situações adversas. Desta forma, o presente estudo procura avaliar a relação entre o crescimento pós-traumático (CPT), o desgaste do cuidador, o suporte social, a ruminação e a qualidade da relação em cuidadores informais de doentes oncológicos. Método: A amostra, resultante de uma de amostragem não probabilística por conveniência, do tipo bola de neve, foi constituída por 81 cuidadores informais (M = 46,8; DP = 14,4) de doentes oncológicos. A recolha de dados foi realizada através da plataforma Qualtrics. Resultados: Verificou-se, através dos modelos de regressão linear múltipla hierárquica que, tanto com o CPT como com as suas dimensões se revelaram significativos e apresentaram a subescala das Gratificações e da Ruminação Deliberada como as variáveis com maior poder explicativo, à exceção da dimensão Novas Possibilidades, onde as variáveis com maior poder explicativo foram a subescala das Gratificações e a Ruminação Intrusiva. Conclusão: Os resultados sugerem que o CPT nos cuidadores depende sobretudo de recursos internos, destacando a importância de promover experiências gratificantes e processos reflexivos para favorecer a adaptação positiva.
- Ansiedade, pensamentos positivos, regulação emocional e qualidade de vida em mulheres com e sem endometriosePublication . Correia, Ana Rita Duarte; Almeida, Telma; Castro, Elisa Kern deEnquadramento: A endometriose é uma doença crónica debilitante com impacto negativo na saúde física e mental das mulheres que sofrem desta patologia. A ansiedade, que apresenta alta prevalência nesta população, assim como as dificuldades de regulação emocional, pode estar relacionada com o aumento da dor crónica, um dos sintomas mais debilitantes e com maior impacto na vida das mulheres com endometriose, o que se traduz numa diminuição da qualidade de vida. Há uma lacuna de estudos que avaliem a relação entre pensamentos positivos e endometriose. No entanto, estes pensamentos podem reduzir os níveis de ansiedade e a utilização de estratégias adaptativas de regulação emocional. Objetivos: O presente estudo teve como objetivos analisar a relação entre ansiedade, dificuldades de regulação emocional, pensamentos positivos e qualidade de vida em mulheres com e sem endometriose; verificar diferenças entre mulheres com e sem endometriose nas variáveis em estudo e analisar os preditores da ansiedade em mulheres com endometriose. Participantes: A amostra foi composta por 243 mulheres (107 com endometriose e 136 sem endometriose). Métodos: As participantes responderam ao questionário sociodemográfico, ao The Endometriosis Health Profile-30, ao Difficulties in Emotion Regulation Scale – Short Form, ao Brief Symptom Inventory 18 e ao Positive Thinking Skills Scale. Resultados: Os resultados evidenciaram relações significativas entre as variáveis em estudo e diferenças entre mulheres com e sem diagnóstico de endometriose, sendo possível observar que as mulheres com endometriose apresentam mais dificuldades de regulação emocional, mais ansiedade e menos pensamentos positivos. As análises de regressão demonstram o papel preditor das dificuldades de acesso a estratégias de regulação e de bem-estar emocional nos sintomas de ansiedade. Conclusão: Estes resultados realçam a complexidade da doença e a necessidade de abordagens multidisciplinares que promovam a qualidade de vida das mulheres com endometriose, fornecendo orientações para a sua intervenção psicológica.
- Assédio sexual em estudantes do ensino superior : prevalência, caracterização e impacto psicossocialPublication . Ramos, Margarida da Mota Cardoso; Cardoso, Jorge; Reis, Marta SofiaNa União Europeia, desde os 15 anos de idade, uma em cada duas mulheres experienciou assédio sexual, pelo menos uma vez ao longo da sua vida. Este fenómeno complexo, ainda que globalmente reconhecido, apresenta muitas lacunas relativamente às suas dinâmicas e diversidade de impactos, particularmente na realidade portuguesa. O presente estudo visa promover uma melhor compreensão do assédio sexual no contexto do Ensino Superior em Portugal, bem como de alguns dos fatores psicossociais que lhe estão associados, designadamente: distress, pensamentos negativos intrusivos, investimento académico e resiliência. Recorreu-se a uma amostra de 541 estudantes do Ensino Superior público e privado (M = 22,57; DP = 4,71), tendo-se utilizado os seguintes instrumentos de autorrelato: Questionário de Experiências Sexuais, Escala de Atitudes face ao Assédio Sexual, Escala de Distress, Escala de Pensamentos Negativos Intrusivos, Questionário de Investimento Académico e Escala de Resiliência. Verificaram-se correlações positivas entre as experiências sexuais não desejadas e o distress, os pensamentos negativos intrusivos e o investimento académico. Foi encontrada uma prevalência de 14,4% referente a experiências de assédio sexual, sendo 89,3% das vítimas mulheres, tendo como principal agente de perpretação colegas do sexo masculino, e destacando-se as festas no recinto da instituição e as salas de aula/laboratórios como os contextos onde mais frequentemente ocorreram estes comportamentos indesejados. Os resultados encontrados alertam para a necessidade de desenvolver políticas eficazes de prevenção do assédio sexual no contexto do Ensino Superior, bem como de implementar programas de intervenção psicológica orientados para as vítimas deste fenómeno.
- Autoestima e o risco de depressão pós-parto : um estudo quantitativo com mulheres grávidasPublication . Moura, Luísa Negrão de; Reis, Marta SofiaO período pós-parto é caracterizado por intensas transformações físicas, emocionais e psicológicas, podendo culminar no desenvolvimento de Depressão Pós-Parto (DPP), uma condição que compromete não apenas a saúde da mãe, mas também o bem-estar da criança e a dinâmica familiar. Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre os níveis de autoestima durante a gravidez e o risco de DPP, considerando fatores emocionais, sociais e culturais que influenciam a autopercepção materna. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal e de natureza correlacional, com amostragem por conveniência. A recolha de dados foi realizada online, por meio de questionários autoaplicados. Participaram 250 mulheres grávidas, maiores de 18 anos e residentes em Portugal, sendo excluídas aquelas com barreiras cognitivas ou linguísticas. Foram utilizados a Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES), a Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo (EPDS) e um questionário sociodemográfico. A análise dos dados foi realizada com recurso ao software SPSS, incluindo procedimentos descritivos, correlação de Pearson (r = -0,545; p < 0,001) e regressão linear, cujo modelo explicou 36,6% da variância da DPP (R² = 0,366). Partiu-se da hipótese de que níveis mais baixos de autoestima estariam associados a maior vulnerabilidade à DPP, enquanto níveis mais elevados funcionariam como fator protetor. Os dados obtidos fornecem contributos relevantes para o desenvolvimento de intervenções clínicas e políticas públicas em saúde mental, destacando a importância de reforçar a autoestima materna como estratégia preventiva ao longo do período gravídico-puerperal.
- Cancro da mama em mulheres sobreviventes : a relação entre distress, suporte social e qualidade de vidaPublication . Afonso, Laura Filipa Oliveira; Castro, Elisa Kern deO cancro da mama é o tipo de cancro mais prevalente entre as mulheres, e tanto a experiência da doença como do seu tratamento constituem fontes significativas de sofrimento e preocupação. Os avanços científicos têm contribuído para um aumento substancial das taxas de sobrevivência, contudo, é fundamental que o período pós-doença seja acompanhado por uma boa qualidade de vida. Ainda assim, a preocupação com a saúde, mesmo após o fim do tratamento, pode originar níveis elevados de distress psicológico, os quais podem ser atenuados mediante um suporte social adequado. A presente dissertação, de natureza observacional e transversal, teve como objetivo descrever a relação entre o distress psicológico, o suporte social e a qualidade de vida em mulheres sobreviventes de cancro da mama. Para além disso, pretendeu-se analisar o possível papel preditivo do suporte social, bem como de variáveis sociodemográficas e clínicas, relativamente ao distress psicológico. A amostra foi composta por 101 participantes, com idades compreendidas entre os 29 e os 65 anos. A recolha de dados foi realizada através de um questionário sociodemográfico, do Kessler Psychological Distress Scale (K10), do Medical Outcomes Study Social Support Survey (MOS-SSS) e do European Organisation for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire (EORTC-QLQ-C30). Os resultados evidenciaram uma associação significativa entre o distress psicológico e a qualidade de vida, sendo o distress um preditor relevante de todas as suas dimensões. Verificou-se que o distress psicológico persiste no período de sobrevivência ao cancro da mama, com impactos em todas as áreas da qualidade de vida, o que sublinha a importância de um acompanhamento especializado que promova uma vivência mais positiva após a experiência oncológica.
- Complex realities : the impact of parental psychopathological disorders on the child-parent attachment through two case studiesPublication . Charot, Marie; Gouveia, Patrícia; Reis, Marta SofiaThis dissertation addresses the complex issue of attachment in parents with psychopathology, through the analysis of two different case studies. Its main objective is to explore the impact of psychopathological disorders on the quality of parent-child attachment. A literature review was carried out focusing on the effects of a specific psychopathological disorder on the parent-child bond, highlighting the observable manifestations of the bond and the possible disturbances resulting from the psychopathological condition. The results of this analysis provided an in-depth insight into how these parents manage to establish and maintain emotional bonds with their children, despite the challenges inherent in their mental health condition. The two case studies provide a more nuanced understanding of this complex relationship and were analyzed using the systemic model. The conclusions drawn from this research contribute to a better understanding of family dynamics, guidelines for early intervention or the development of policies and support programs, useful for mental health professionals, social workers and researchers working in the field of parenting and psychopathology.
- Comunicação com doentes crónicos e familiares : perceção da satisfação e empatiaPublication . Pinto, Inês da Silva; Castro, Elisa Kern deA satisfação com a comunicação na saúde reflete a qualidade dos atendimentos prestados, contribui para uma adequada utilização dos serviços, para a adesão ao tratamento de doentes e para o aumento do bem-estar do paciente e da sua família. A comunicação requer treino para que o profissional de saúde possa agir de forma que atenda as necessidades do utente, de forma ética e correta. O presente estudo teve como objetivo avaliar a satisfação com a comunicação na saúde, a partir da perspetiva de doentes crónicos e familiares, e a sua relação com a perceção de empatia demonstrada pelos profissionais de saúde. A amostra foi constituída por 69 participantes, 33 doentes crónicos e 36 familiares de doentes crónicos com idade igual ou superior a 18 anos, que cumpriram os critérios de inclusão previamente definidos. Os dados foram recolhidos através de um questionário sociodemográfico e questões acerca da doença crónica, o Questionário de Avaliação da Satisfação do Utente na Comunicação com Profissionais de Saúde e a “Scale of Patient Perceptions of Physician Empathy – Versão Portuguesa”. Os resultados mostraram que não houve diferenças significativas entre os pacientes e familiares em relação à satisfação com a comunicação (U = 1172,000, p = 0,285) e a empatia, (U = 1082,500, p = 0,768). Além disso, a empatia mostrou-se significativamente correlacionada com a satisfação da comunicação (Comunicação Verbal: r = 0,639, p = 0,001; Comunicação não verbal: r = 0,547, p = 0,001; Empatia: r = 0,645, p = 0,001; Respeito: r = 0,555, p = 0,001; Resolução de Problemas: r = 0,407, p = 0,019; Material de apoio: r = 0,536, p = 0,001). Conclui-se que pacientes e familiares têm perceções semelhantes sobre a comunicação e a empatia dos profissionais de saúde, e essas duas variáveis (satisfação com a comunicação e suas dimensões e empatia), o que pode indicar que existe uma evolução nas habilidades aprendidas pelos profissionais de saúde.
- Crescimento pós-traumático e variáveis psicológicas em profissionais de primeira resposta com trauma vicariantePublication . Azevedo, Daniel Patrício de; Ramos, Ana Catarina; Gouveia, PatríciaA experiência de um evento traumático é algo comum, com potencial de ser experienciado por qualquer indivíduo no mundo. Os profissionais de primeira resposta, são uma população que experiencia eventos traumáticos de forma recorrente. Estes profissionais podem experienciar, por exemplo, um trauma vicariante como resultado do seu envolvimento empático com indivíduos que tenham experienciado trauma. Não obstante, a experiência de um trauma vicariante, pode possibilitar a ocorrência de mudanças positivas resultantes do distress do evento, denominadas por crescimento pós-traumático. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação do crescimento pós-traumático com a disrupção de crenças centrais, dificuldades de regulação emocional, flexibilidade psicológica e o trauma vicariante. A amostra foi composta por 222 (M = 41,93; DP = 0,56) profissionais de primeira resposta (157 homens e 65 mulheres) que responderam ao questionário sociodemográfico, questões acerca do acontecimento traumático, à Escala de Trauma Vicariante, ao Inventário de Crenças Centrais, Difficulties in Emotion Regulation Scale – Short Form, Multidimensional Psychological Flexibility Inventory e Posttraumatic Growth Inventory – Expanded. Os resultados permitiram a observação de relações significativas entre as variáveis psicológicas em estudo, nas quais se destaca a flexibilidade psicológica, que se relacionou com o CPT e com as suas dimensões. As análises de regressão evidenciaram o papel preditor de dimensões da flexibilidade psicológica e da disrupção de crenças no crescimento pós-traumático. Estes resultados elucidam o papel facilitador que a flexibilidade psicológica pode ter no crescimento pós-traumático destes profissionais de primeira resposta, assim como a sua possível inclusão no modelo de CPT, em estudos futuros.
