ESEP - Escola Superior de Enfermagem - Universidade do Porto
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A Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto (ESEP) é uma instituição de ensino superior de referência, a nível nacional e internacional, na formação de enfermeiros, destacando-se pelo compromisso com a excelência, inovação e humanização dos cuidados de saúde.
Integrada na Universidade do Porto, a ESEP alia tradição e modernidade no ensino da enfermagem, oferecendo uma formação sólida e atualizada, sustentada em práticas pedagógicas inovadoras e num forte envolvimento com a comunidade e as instituições de saúde.
A ESEP proporciona aos seus estudantes um percurso académico exigente e enriquecedor, combinando ensino teórico, prática clínica e investigação científica.
A forte aposta na investigação e desenvolvimento reflete-se na participação em projetos nacionais e internacionais, contribuindo para o avanço do conhecimento na área da enfermagem e para a melhoria dos cuidados de saúde.
Mais do que uma instituição de ensino, a Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto é um centro de conhecimento e inovação, preparando os enfermeiros do futuro para responderem aos desafios de um setor em constante evolução.
Para mais informações sobre a ESEP, poderá ser consultado o respetivo site institucional, disponível em: www.up.pt/esep/
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The Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto (ESEP) is a higher education institution of national and international reference in the training of nurses, recognized for its commitment to excellence, innovation, and the humanization of healthcare.
As part of the University of Porto, ESEP combines tradition and modernity in nursing education, offering a solid and up-to-date training programme supported by innovative teaching practices and strong engagement with the community and healthcare institutions.
ESEP provides its students with a rigorous and enriching academic journey that integrates theoretical teaching, clinical practice, and scientific research.
Its strong focus on research and development is reflected in the participation in national and international projects, contributing to the advancement of nursing knowledge and the improvement of healthcare delivery.
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- A pessoa com demência e o familiar cuidador: problemáticas de natureza éticasPublication . Antão, Sabine João; Abreu, Wilsondemência é caracterizada por um declínio significativo nas funções cognitivas e, consequentemente, por uma perda da funcionalidade e da capacidade de autodeterminação da pessoa afetada. O cuidador familiar, ao atender às necessidades da pessoa com demência, pode enfrentar decisões complexas durante o processo de cuidado. O objetivo principal deste trabalho foi identificar os principais dilemas éticos que surgem ao familiar cuidador no cuidado à pessoa com demência, a partir da perspetiva dos profissionais de saúde e dos próprios cuidadores. A investigação seguiu um paradigma qualitativo, utilizando grupos focais para recolher dados aos cuidadores e profissionais de saúde. A análise dos dilemas éticos foi realizada por meio da análise de conteúdo e focou-se em questões como a autodeterminação e a autonomia, a beneficência e a não-maleficência, o consentimento informado e a justiça, e identificaram-se, também, desafios relacionados com a preservação da dignidade. Os resultados revelaram discrepâncias significativas nas perspetivas dos cuidadores e dos profissionais, principalmente nas áreas de preservação da autonomia e segurança, obrigações familiares de cuidar, institucionalização, investimento terapêutico e acesso a cuidados. No entanto, observou-se maior consenso nas questões relacionadas com as diretivas antecipadas de vontade, intimidade, privacidade e gestão do dinheiro. Percebe-se que o cuidador familiar toma decisões mais baseadas nas emoções, com uma inclinação para o paternalismo, devido à falta de conhecimento e de literacia em saúde mental, enfrentando situações de grande incerteza. Os profissionais de saúde abordam os dilemas éticos de forma mais objetiva e baseada no conhecimento, dando mais ênfase à autonomia da pessoa com demência. Enfatizam a capacitação dos familiares cuidadores, de forma a apoiar tomadas de decisões informadas e éticas. Concluindo, é essencial melhorar a literacia em saúde e desenvolver intervenções que ajudem a melhorar a autoeficácia ética, de forma a ajudar as pessoas com demência e os seus cuidadores a lidar com dilemas éticos, destacando a necessidade de uma prática centrada na pessoa.
- Ansiedade e somatização em pessoas em isolamento social e profilático devido ao COVID-19: Um estudo qualitativoPublication . Garlet, Juliana Manuela Simão; Abreu, WilsonEm dezembro de 2019, proveniente de Wuhan, China, surge o novo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, responsável pela doença Covid-19, que se pode manifestar por um Síndrome Respiratório Agudo Grave. Num contexto de emergência em saúde pública, em março de 2020, a Organização Mundial de Saúde declara a existência de uma pandemia, devido a um crescente número de infeções. Este cenário, caraterizado por uma doença facilmente transmissível e progressiva, vem assolar os alicerces das populações, com questões preocupantes sobre o impacto económico, social e em saúde, e pela merecida atenção que as problemáticas em saúde mental têm suscitado. O presente estudo tem como finalidade descrever os fenómenos desencadeadores de ansiedade e de processos de somatização ao longo do período de distanciamento social. Esta investigação apresenta como objetivos: avaliar a presença de sintomas de ansiedade e sintomas de somatização nas pessoas em isolamento social ou profilático devido ao COVID-19; identificar fatores de risco para a ansiedade e processos e somatização nas pessoas em isolamento social ou profilático devido a COVID-19; analisar a forma como as pessoas vivenciam os períodos de isolamento social e profilático e as problemáticas de saúde mental associadas; identificar estratégias pessoais que as pessoas desenvolvem para lidar com o isolamento e/ou sinais e sintomas; identificar focos de atenção em enfermagem de saúde mental e psiquiatria que permitam definir uma estratégia de ajuda às pessoas em isolamento social ou profilático devido ao COVID-19 e que vivenciem processos de ansiedade e de somatização. Optou-se por uma abordagem qualitativa de natureza exploratória, na qual participaram doze indivíduos que vivenciaram períodos de isolamento social devido à infeção diagnosticada por SARS-CoV-2 ou à suspeita de doença, em regime domiciliário, num período mínimo de dez dias. A recolha de dados foi efetuada através de entrevista semiestruturada. Os resultados obtidos permitiram verificar que existe um impacto negativo significativo nos participantes que vivenciaram períodos de privação social
- Bem-estar espiritual e satisfação com a vida em utentes portadores de doenças mentais crónicasPublication . Silva, Jorge Domingos Arantes; Abreu, Wilsonem causa a qualidade de vida da pessoa, a sua independência no autocuidado e a forma como interagem com o meio ambiente. Há diversas estratégias pessoais ou assistenciais que ajudam a pessoa com doença crónica a ajustar-se e gerir eficazmente a situação de doença. Diversos estudos identificam a espiritualidade como variável mediadora a considerar no processo assistencial e na promoção de uma saúde mental positiva. Silva (2013) sugere que a espiritualidade deve ser tida em conta na compreensão e no tratamento de doentes do foro mental, designadamente dos que remetem para distress psicológico. Garret (2010) concluiu que a espiritualidade interferia nos processos de ajustamento à doença em pessoas com maior envolvimento religioso e estudou o papel das variáveis "apoio social" e "estratégias de coping" nas experiências de doença física ou mental. Este estudo parte da necessidade de saber, na população em estudo, se existe uma associação entre o bem-estar espiritual, a satisfação com a vida e o distress psicológico em utentes portadores de doenças mentais crónicas. Os participantes foram utentes portadores de doenças mentais crónicas, sendo que a nossa amostra é constituida por 151 utentes em contexto hospitalar e comunitário. Para a recolha de dados utilizamos um protocolo que compreende diversos instrumentos: um questionário sociodemográfico, a escala SHALOM – Spiritual Well-being Questionaire (SWBQ), Satisfaction with life (Bussing) – Brief multidimensional Life Satisfaction Scale – (BMLSS), BSI – Inventário de sintomas psicopatológicos e o questionário de adesão ao regime terapêutico MORISKY. O presente estudo, de natureza quantitativa, está inserido num projeto mais amplo em curso na ESEP subordinado ao tema: “PSY-SC - Avaliação do distress psicológico e dimensões espirituais em utentes portadores de doenças crónicas". Em geral, os participantes deste estudo manifestavam sintomas de distress em percentagem superior à calculada para a população portuguesa. Cerca de 64.9% da amostra refere uma baixa percepção de qualidade de vida. Verificamos, neste estudo, diversas correlações significativas (p<0.05) entre o Bem-estar Espiritual e o distress psicológico e ainda que a espiritualidade/religiosidade interfere de maneira positiva no ajustamento à doença e enfrentamento de obstáculos e dificuldades da vida, fortalece a resiliência do paciente e melhora a sua qualidade de vida. A importância deste estudo reside na necessidade de delinear intervenções enquanto enfermeiros especialistas em saúde mental e psiquiatria que traduzem num aumento do bem-estar e da qualidade de vida dos utentes portadores de doenças mentais crónicas, que devem incluir uma avaliação das necessidades espirituais no contexto de uma avaliação sociocultural mais ampla. Estas intervenções, quando dirigidas a utentes com doença mental crónica, traduzem-se na redução do distress e no aumento do bem-estar e da qualidade de vida dos utentes.
- Distress psicológico e estratégias de coping após isolamento social devido a COVID-19Publication . Dias, Paulo César da Costa; Abreu, WilsonA presença de sintomas de distress psicológico como consequência do isolamento social que a COVID-19 obriga é uma realidade patente em algumas das pessoas que experienciam esta vivência. O presente estudo é parte integrante de um projeto de maior dimensão alocado ao CINTESIS / ESEP, coordenado pelo Professor Wilson Abreu subordinado ao tema: “Mental Health and COVID-19 pandemic: reactions and post-traumatic stress in people related to social isolation and infection after recovery”. Segue uma abordagem quantitativa não experimental, descritiva, transversal e correlacional. Adotou-se uma técnica de amostragem não probabilística efetuada em efeito bola de neve (snowball), contabilizando um total de 581 participantes voluntários que vivenciaram situação de isolamento social. A amostra apresentava uma média de idades de 34,5 anos, na sua maioria do sexo feminino (82,6%). Os dados foram colhidos entre Janeiro e Março de 2021 com a aplicação de um questionário que contemplava as seguintes escalas: Brief Symptom Inventory, Derogatis (1993) (versão portuguesa) Core Beliefs Inventory , Cann et. al (2010) (versão portuguesa). Os resultados deste estudo permitem constatar que existe evidência da presença de distress psicológico nas pessoas que vivenciam a situação de isolamento social por COVID-19, identificando a existência de distúrbio em todas as subescalas do BSI e do Índice Global de Sintomas (IGS). Identificamos que o ICC se correlaciona positiva e significativamente com todas as dimensões do distress psicológico em estudo, o que sugere que, quanto maior forem as alterações nas crenças previamente existentes, mais impacto terá na intensidade do mal-estar psicológico. O estudo realizado, através da ANOVA (F) permitiu concluir que, relativamente aos níveis de distress apresentados, existe uma diferença entre o tipo de isolamento social vivenciado uma vez que, quem vivencia a situação de isolamento por motivo de infeção apresenta níveis de sintomas psicopatológicos inferiores quando comparado com as pessoas que vivenciaram a situação de isolamento por motivo profilático com p ≤ 0,05 na maioria das subescalas. Verificamos ainda que, apesar de significativamente relacionadas com o tipo de isolamento (profilático ou infeção), ambas as classificações dos tipos de suporte (social e dos serviços de saúde) não apresentam diferença relevante entre si.
- Distúrbios cognitivos e distress psicológico em utentes portadores de HIV/SIDA no norte de PortugalPublication . Couto, Mónica Alexandra de Araújo Faria; Abreu, WilsonA infeção pelo VIH/SIDA é ainda uma das maiores preocupações mundiais e nacionais de saúde pública. A disfunção cognitiva associada ao VIH/SIDA (HAND) pode variar entre um comprometimento neurocognitivo assintomático (ANI), comprometimento neurocognitivo leve (MND) e a demência associada ao VIH (HAD). Embora a terapêutica antirretroviral altamente ativa (HAART) tenha diminuído a prevalência de HAD drasticamente, as formas mais leves de HAND permanecem uma preocupação crescente uma vez que aumentam com a idade. A HAART veio prolongar a semivida dos pacientes portadores de VIH/SIDA minimizando a incidência de doenças oportunistas, mostrando agora a infeção por VIH/SIDA como uma doença crónica. Porém, com o aumento da idade da população VIH positiva em tratamento com HAART, a prevalência de distúrbios neurocognitivos é provavelmente maior em pacientes mais velhos. Assim, a HAND pode tornar-se a causa mais comum de demência no futuro. O comprometimento neurocognitivo pode afetar a adesão à terapêutica retroviral, isolamento social, distress psicológico afetando a morbilidade e mortalidade nestes pacientes. Esta pesquisa foi integrada num projeto mais amplo (NEURHIV - Pessoas com VIH/SIDA e distúrbios neurocognitivos no Estado do Ceará e Norte de Portugal: análise geoespacial, aspetos clínicos, apoio social e estratégias de intervenção). Este estudo teve como objetivo analisar em que medida o distress psicológico está relacionado com a ocorrência de distúrbios cognitivos em utentes infetados por VIH/SIDA; foram selecionados 111 participantes com mais de 18 anos de idade com VIH/SIDA. Os dados foram colhidos através de um questionário sociodemográfico e clínico, BSI (Brief Symptom Inventory) e ao HDS (HIV Dementia Scale) após consentimento informado. Os participantes do estudo apresentaram níveis significativos de sofrimento psicológico e problemas neurocognitivos, que devem, no entanto, ser clinicamente validados. Encontramos uma correlação estatisticamente significativa entre essas duas variáveis, o que aponta para um aumento do risco de demência por VIH. Os resultados sugerem a necessidade de intervenções específicas da saúde mental e da enfermagem psiquiátrica, numa abordagem multidisciplinar; a necessidade de desenvolver estratégias psicoterapêuticas, comunicativas e educativas na consciencialização e informação aos idosos sobre os riscos e consequências da infeção pelo VIH e as suas implicações degenerativas e patológicas, contribuindo para o controlo da infeção pelo VIH, aderência ao regime terapêutico e melhoria da qualidade de vida.
- Experiências emocionais de enfermeiros após cuidarem de utentes infetados pelo vírus Sarscov-2: Um estudo qualitativoPublication . Silva, Susana Maria Teixeira; Abreu, WilsonCOVID-19 é uma doença respiratória grave causada pelo vírus SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em dezembro de 2019 em Wuhan. Dada a potencial gravidade da situação, causada por um vírus sobre o qual muito pouco se sabia, em 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a epidemia pela COVID-19 como um grave problema de saúde pública internacional. A doença respiratória aguda grave COVID-19 tem e terá impactos económicos, sociais e psicológicos substanciais. Esta pesquisa tem por finalidade reverenciar as experiências emocionais e psicológicas de enfermeiros após cuidarem de utentes infetados pelo vírus SARS-CoV-2. O estudo tem como objetivos: identificar as emoções positivas, negativas e de background que os enfermeiros manifestaram ao cuidar de utentes infetados, relacionadas com os utentes e consigo própria como cuidador e pessoa. Assim como identificar fatores de risco para a vivência da ansiedade, analisar a forma como os profissionais vivenciaram o processo de cuidar e identificar as estratégias pessoais que desenvolveram para lidar com as diversas reações emocionais. A pesquisa foi realizada a dez profissionais de enfermagem que tenham cuidado de utentes infetados pelo SARS-CoV-2, em contexto de serviços de urgência, cuidados intensivos, cuidados de saúde primários ou serviços de internamento, por um período igual ou superior a 30 dias. Para a recolha de dados foi utilizada a entrevista semiestruturada. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa. Os resultados obtidos permitem afirmar que a COVID-19 teve um impacto maioritariamente negativa, nos utentes que foram infectados e nos profissionais de saúde que mantiveram um contacto mais direto com estes utentes.
- As feridas invisíveis dos heróis de guerra – narrativas de Veteranos Portugueses após experiência traumática em contexto de guerra: Um estudo qualitativoPublication . Oliveira, Catarina Laranjeira de Sá; Abreu, WilsonIntrodução: A Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT) surge pela primeira vez integrado no DSM-III em 1980, essencialmente graças a movimentos organizados, de entre os quais os Ex-combatentes da Guerra do Vietname. Esta problemática que tem sido bastante estudada, principalmente nos EUA e outros países europeus, ao contrário do que acontece em Portugal. Os fatores de risco para o desenvolvimento de distress psicológico e stress pós-traumático estão associados a várias características pessoais, familiares e sociais, pelo que, o entendimento acerca da vulnerabilidade, bem como, o reconhecimento dos fatores protetores promove a adequação das intervenções. A resolução do trauma ou crescimento pós-traumático são importantes para a preservação do autocuidado, gestão da doença crónica e mesmo qualidade de vida, pois diminui o estado de vigilância permanente e mesmo as insónias ou pesadelos frequentemente indicados. Objetivos: Este estudo parte da necessidade de saber como se manifesta a PSPT no período pós-guerra e quais são as estratégias desenvolvidas pelas pessoas para crescer em matéria de ajustamento e saúde mental. Metodologia: Este estudo seguiu uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva. A amostra foi composta por 12 veteranos de guerra da guerra colonial portuguesa com diagnóstico ou critérios de diagnóstico de PSPT. Foram utilizados dois tipos de amostragem, a amostragem não probabilística por conveniência e tipo bola de neve. A técnica de colheita de dados foi uma entrevista semiestruturada, executada com base num guião pré-elaborado. Resultados: Os resultados obtidos vão de encontro aos encontrados na bibliografia. A exposição a combate parece ser o principal fator de risco para o desenvolvimento de PSPT, porém, a falta de apoio especializado no regresso a casa foi uma agravante no desenvolvimento desta perturbação. Conclusão: Foi possível concluir que para todos os participantes desta investigação a experiência de guerra foi penosa e deixou marcas profundas. Quem regressou vivo é recebido com desprezo por uma Pátria que não reconhece o sacrifício destes homens. Contudo, apesar destes eventos traumáticos, existem aqueles que hoje são capazes de nomear aspetos positivos que a guerra lhes trouxe para as suas vidas. Conclui-se ainda a pertinência da narrativa das vivências traumáticas como forma de tratamento e desenvolvimento de crescimento, tal permite uma reorganização e integração nas memórias nas suas autobiografias.
- Fragilidade física e cognitiva de utentes com demência: Revisão integrativa da literaturaPublication . Costa, Susana Patrícia; Abreu, WilsonO envelhecimento populacional é um dos mais marcantes fenómenos das sociedade contemporânea e apresenta um impacto importante para a sociedade e para os sistemas de saúde (Cruz, D., et al. , 2017). As pessoas pretendem envelhecer, mantendo a capacidade funcional e a qualidade de vida à medida que atingem a idade avançada, mas o alcance desse objetivo depende da preservação do funcionamento cognitivo e cerebral ideal. Existem diferenças individuais pelo que alguns idosos continuam mantendo as habilidades cognitivas ao longo da vida, outros experimentam declínios na capacidade cognitiva e funcional que variam de pequenos decréscimos em certas funções cognitivas ao longo do tempo a demência grave entre aqueles com doenças neurodegenerativas (Cohen, R., et al., 2019). Neste estudo foi evidenciado que a fragilidade cognitiva é um fator de risco da demência não sendo evidente o mesmo com a fragilidade física, sendo este um marcador clínico. Fatores alterados que potenciam o surgimento da demência é o sexo feminino, marcha lenta, força de preensão, exaustão, função executiva, atenção, velocidade de processamento, recordação de palavra, memória lógica, fluência verbal e tempo de reação. A fragilidade é assim um elemento preditivo e que coexiste com a demência havendo uma interação entre estes dois elementos, ao longo do envelhecimento. A revisão integrativa da literatura apresentada nesta dissertação, tem como objetivos primordiais: a identificação das fragilidades físicas e cognitivas dos utentes com demência. Na revisão integrativa da literatura as bases de dados que serviram de recurso foram CINAHL e MEDLINE. Ao longo da pesquisa e seleção de publicações para análise foram estabelecidos critérios de inclusão e exclusão de forma a direcionar a colheita de dados. Os critérios de seleção primários recaem no tema fragilidade dos doentes com demência, com base numa população idosa. Foram consideradas apenas publicações entre o ano de 2010 e 2020, escritas em português, inglês e espanhol, com acesso ao texto integral e que reportassem de forma clara para o tema desta revisão. Da metodologia aplicada resultaram 22 artigos que foram analisados comparativamente, emergindo destes as fragilidades dos doentes com demência.
- Necessidades de cuidados paliativos em pessoas com demênciaPublication . Silva, Ana Isabel Dias; Abreu, WilsonEste estudo tem como objetivos compreender em que medida o grau de fragilidade e o nível de dependência funcional da pessoa com demência estão relacionados com a necessidade de cuidados paliativos e, contribuir para o desenvolvimento de competências dos enfermeiros especialistas em Saúde Mental e Psiquiatria no âmbito da prestação de cuidados a pessoas com demência avançada. As evidências da pesquisa efetuada indicam que a demência é uma síndrome complexa e uma condição social, que afeta a autonomia, a cognição e a qualidade de vida do indivíduo e da sua família. Esta realidade é um dos maiores desafios dos dias de hoje, já que nem todos os profissionais da saúde entendem a demência como uma condição multifatorial, nem estão preparados para fornecer cuidados específicos, tendo em conta as necessidades especiais das pessoas afetadas. Existem, portanto, oportunidades educacionais para treinar os profissionais de saúde para a prestação de cuidados a pessoas com demência, visando a promoção da qualidade de vida e o respeito pela dignidade, de forma viver a melhor vida possível com a demência. O presente estudo foi realizado em duas Unidades de Cuidados Comunitários pertencentes a uma Unidade Local de Saúde da zona Norte de Portugal, em contexto comunitário (visitas domiciliárias). Foi desenvolvida a seguinte questão de partida: "Em que medida existe uma associação entre o grau de fragilidade e o nível de dependência funcional das pessoas com demência e a necessidade de usufruir de cuidados paliativos? " Trata-se de um estudo quantitativo e descritivo. A amostra é constituída por quarenta e dois pares de cuidadores familiares e pessoas com diagnóstico clínico de demência. Os participantes foram selecionados de acordo com uma técnica de amostragem não probabilística. Para a colheita de dados, foram selecionados os seguintes instrumentos de avaliação: um questionário sociodemográfico, o Índice de Barthel, o Índice de Lawton, a Escala de Fragilidade de Edmonton e a Escala de Avaliação Clínica da Demência. O presente estudo foi integrado num projeto mais amplo (DRIVE_C). Os resultados obtidos comprovam que as pessoas com demência apresentam altos graus de fragilidade, demonstrando também uma dependência elevada nas atividades básicas de vida diária e uma dependência total nas atividades instrumentais da vida diária. 10 Verificou-se ainda a existência de uma relação estatisticamente significativa entre a funcionalidade e a fragilidade da pessoa com demência. Uma conclusão importante deste estudo é que as pessoas com demência grave e algumas pessoas com demência em estadio moderado devem beneficiar de cuidados paliativos.
- Necessidades em cuidados paliativos em utentes com demência avançada: subsídios para a definição de um programa multidimensional de apoio à pessoa e aos familiares cuidadores no domicílioPublication . Rocha, Lígia Patrícia Ferreira; Abreu, WilsonA demência constitui uma prioridade de saúde pública e é considerada uma das principais causas de incapacidade e fonte de sobrecarga para o cuidador familiar e serviços de saúde. Cuidar de uma pessoa dependente com demência é um processo complexo e exigente que envolve situações potenciadoras ou responsáveis por alterações na saúde psicológica e bem-estar do cuidador familiar. Considerando a relevância da demência e as implicações inerentes, este trabalho teve como objetivo central identificar o estado funcional em pessoas com demência avançada e o nível de sobrecarga do cuidador familiar. Com a finalidade de criar as bases de um programa multidimensional de apoio à pessoa com demência avançada e aos seus cuidadores familiares, tendo em vista a qualidade de vida e uma gestão eficaz de sinais e sintomas das pessoas envolvidas no processo de cuidados. O presente estudo seguiu uma abordagem quantitativa, de caráter descritivo e correlacional, que visou determinar a relação entre a sobrecarga e o distress psicológico dos cuidadores familiares. O presente estudo foi integrado num projeto mais amplo (DRIVE C) alocado ao CINTESIS (Centro de Investigação da Faculdade de Medicina do Porto). A amostra foi obtida por seleção não probabilística acidental, é constituída por 64 pares/díades cuidador familiar e pessoa cuidada com demência moderada ou avançada em contexto domiciliário que reuniam os critérios para a investigação no período do estudo. Os dados foram colhidos por meio de um questionário sociodemográfico, o índice de Lawton, o índice de Barthel, escala de sobrecarga do cuidador e o BSI (Inventário de Sintomas). A demência frontotemporal foi o tipo de demência mais comum entre as pessoas cuidadas, que apresentaram demência moderada (39,1%) a grave (60,9%). Entre eles, 46,9% apresentaram dependência total, 28,1% dependência severa e 14,1% dependência moderada nas atividades de vida diária. Os cuidadores familiares eram maioritariamente do género feminino (75%) e relataram sobrecarga moderada (81,3%) a severa (4,7%). Os resultados mostram sofrimento psicológico elevado entre os cuidadores familiares e a existência de uma relação estatisticamente significativa entre a sobrecarga e o distress psicológico dos cuidadores familiares. Os cuidadores experimentam sofrimento psicológico ao cuidar de pessoas com demência avançada. Se níveis mais elevados de sobrecarga aumentam a probabilidade de maior sofrimento psicológico nos cuidadores, significando um risco potencial aumentado de morbidade psicológica e física e uma diminuição da sua capacidade de cuidar do familiar dependente e de sua própria saúde e bem-estar. É fundamental a existência de um suporte de saúde em cuidados integrados e paliativos de apoio à pessoa e aos cuidadores familiares no domicílio.
