IPC-ESTeSC - Trabalhos de projeto / relatórios de estágio / projetos de investigação
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Recent Submissions
- Impacto do trabalho por turnos nos auxiliares de ação direta e educativa das IPSSPublication . Rito, João Carlos Martins; Simões, Hélder; Pereira, Joaquim; Figueiredo, João; Cotrim, Teresa PatroneO trabalho por turnos pode influenciar a saúde e o bem-estar dos indivíduos devido a alterações dos ritmos biológicos, causando perturbações a nível psicológico e físico, prejudicando a relação familiar, social e a capacidade para o trabalho. No entanto, o trabalho por turnos dos profissionais auxiliares de ação direta/educativa de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), é essencial para que exista a continuidade na prestação dos melhores cuidados de higiene e saúde aos utentes dessas instituições durante todo dia. Este estudo tem como objetivos principais avaliar a qualidade de vida e a capacidade para o trabalho destes profissionais. A amostra foi composta por 29 profissionais de duas IPSS da região da Bairrada. Os inquiridos foram sujeitos a uma monitorização da função cardíaca de PA - Pressão Arterial durante 24h e responderam a um questionário onde se avaliaram o seu Índice de Capacidade de Trabalho (ICT) e o Índice de Qualidade de Vida (IQV). Os resultados foram analisados através de testes de cariz descritivo e testes de inferência. Os 29 indivíduos avaliados eram 90% mulheres e 10% homens, com idade de 45,1 (±5,63) e tempo médio na função de 7,1 (±3,18) anos. O exame físico revelou uma média da Pressão Arterial Sistólica 24 horas de 119,3 (±11,8) mmHg e Pressão Arterial Diastólica 24 horas de 72,6(±7,3) mmHg. A média do Índice de Massa Corporal IMC (kg/m2) foi 25,6 (±3,5), sendo que 24,1% dos participantes apresentaram excesso de peso e 13,7% obesidade grau I. Dessa análise, observamos que a PA média de 24 horas está dentro dos parâmetros de normalidade, no entanto, observou-se que os indivíduos com excesso de peso têm uma tendência ao aumento desta comparados com os indivíduos de peso normal e obesos. Apesar da classe trabalhadora apresentar boa capacidade para o trabalho (69% condição “Boa” e “Excelente”), não apresenta grande otimismo em relação ao futuro. A partir da análise, pode-se concluir que os trabalhadores se ajustam às constantes mudanças de horários estabelecidos pelas suas instituições e são capazes de realizar o seu trabalho, no entanto, os indivíduos com 6 ou mais anos de trabalho no atual regime de turnos já sentem alguns sintomas de desgaste físico e psicológico acelerando assim o seu envelhecimento. Alguns parâmetros da pressão arterial demostram que o trabalho por turnos é potenciador de risco cardiovascular.
- O papel do EEG Ambulatório de 24 Horas na investigação de doentes com suspeita ou diagnóstico de epilepsia : casuística da Unidade Local de Saúde de MatosinhosPublication . Borges, Daniel FilipeO electroencefalograma (EEG) é uma ferramenta de valor diagnóstico comprovado na investigação de pacientes com eventos clínicos suspeitos de crises epilépticas. Atendendo à neurofisiologia do sinal bioeléctrico e à curta duração dos registos EEG de rotina, a sensibilidade é baixa para eventos pouco frequentes como é o caso em muitas epilepsias, mesmo após o seu acréscimo através da repetição de exames, privação de sono e proximidade temporal ao evento ictal, falhando a detecção de anomalias electroencefalográficas relevantes para o diagnóstico numa proporção importante de doentes. Neste contexto, os avanços técnicos dos últimos anos, incluindo o EEG Ambulatório 24 Horas (EEGa), vieram melhorar significativamente a capacidade para registos prolongados a custos controlados, o que resultou em ganhos importantes na utilidade clínica.
- Referenciação de exames imagiológicos em patologias músculo-esqueléticasPublication . Quadrado, Carlos Filipe Escalda; Santos, AdelinoA descoberta acidental da radiação X (assim designada devido ao desconhecimento, por parte da comunidade científica da época, a respeito da sua natureza), a 8 de Novembro de 1895, pelo professor e físico alemão Wilhelm Conrad Röentgen (1845-1923), foi um marco relevante na história da Medicina, permitindo o desenvolvimento de um importante método de diagnóstico não invasivo, que se mantém indispensável até aos dias de hoje. Esta radiação, tornou possível observar o interior do corpo humano, sem necessidade de recorrer à “invasividade” das necrópsias ou cirurgias, pelo que, a Radiologia Geral (um dos métodos de diagnóstico por imagem), passou a desempenhar um papel fundamental no estudo de inúmeras patologias, principalmente nas ósseas (por exemplo, fraturas e luxações). A utilização disseminada da radiação X, conduziu e permitiu identificar os efeitos malignos no corpo humano, decorrentes do seu uso excessivo. A consciencialização acerca destes efeitos deletérios, impulsionou o desenvolvimento de estratégias para promover uma redução considerável da dose recebida pelo paciente durante a utilização das técnicas radiológicas, uma vez que estas representam a maior fonte artificial de irradiação [1]. Os avanços tecnológicos ocorridos foram fundamentais, pois tornaram possível a observação da morfologia normal, bem como de lesões internas, através do desenvolvimento de outras técnicas imagiológicas como a Tomografia Computorizada (TC), a Ressonância Magnética (RM) e a Ultrassonografia (US), permitindo verificar, de forma mais precisa, a localização e a morfologia dessas lesões [2, 3]. Além disso, o progresso tecnológico ocorrido ao longo dos anos, contribuiu para o desenvolvimento de detetores digitais, câmaras de ionização, grelhas antidifusoras, entre outros, promovendo a redução da dose de radiação. Face ao exposto, Lima (Professor Jubilado da Universidade de Coimbra) considera que a investigação científica, o desenvolvimento tecnológico, a boa execução técnica e a utilização informada dos equipamentos, estão na lista dos passos a dar, para uma utilização mais consciente e sem prejuízos acrescidos, das modalidades de imagem existentes [1]. Atualmente, tem-se verificado uma solicitação crescente e excessiva de exames imagiológicos, criando a necessidade de desenvolver e implementar algumas orientações úteis para melhorar a prática clínica. Estas têm como finalidade, melhorar a qualidade dos cuidados de saúde oferecidos à população; fazer com que todas as intervenções clínicas (exames complementares de diagnóstico imagiológicos) consideradas desnecessárias, ineficazes ou mesmo prejudiciais não sejam realizadas e reduzir ao máximo a utilização supérflua das técnicas imagiológicas disponíveis, tornando a sua utilização mais eficaz e consciente. Tais orientações convergem no princípio comum de facilitar o tratamento dos pacientes, ponderando sempre a utilização de técnicas onde os riscos sejam mínimos, potenciando ao máximo os benefícios do exame e os custos da sua utilização devem ser os mais aceitáveis possíveis. Pesquisas recentes acerca desta temática, demonstram que a implementação de diretrizes de prática clínica podem ser eficazes, na medida em que podem proporcionar alterações nos pedidos de exames a realizar, face a uma situação clínica específica, promovendo desta forma uma melhoria nos resultados esperados pelos doentes. Contudo, as referidas diretrizes não constituem um documento no qual, face a uma patologia, estejam expressas as decisões clínicas acertadas a tomar em determinado momento. Estas funcionam apenas como um elemento a utilizar na tomada de decisão, uma vez, que na maioria dos casos, os exames a prescrever são fruto das preferências, da experiência profissional, dos valores dos médicos e da disponibilidade de recursos
- Avaliação do tendão de aquiles por elastografia em voluntários assintomáticos e praticantes de atletismoPublication . Pedro, Maria Teresa Gomes; Monteiro, Mário João Gonçalves; André, Maria Alexandra de AlbuquerqueA Elastografia é uma das mais recentes inovações na área da ecografia, tendo sido descrito pela primeira vez o seu princípio de imagem em 1991, por Ophir et al [1], e só em 1999, por Pesavento et al [2] terá sido desenvolvida a técnica ecográfica para uso clínico. Sendo baseada nos ultra-sons, permite a avaliação da elasticidade pelo pressuposto que uma compressão dos tecidos produz determinada deformação dos mesmos, correspondendo portanto maiores deformações a tecidos menos consistentes e menores deformações a tecidos mais consistentes. A deformação é causada por compressão aplicada sobre os tecidos com a própria sonda de ecográfica, realizada diretamente pelo operador [3]. Esta recente aplicação apresenta-se como uma oportunidade de reconhecer in vivo propriedades mecânicas dos tecidos, e não apenas a avaliação das características internas [4]. A elastografia tem sido alvo de muitos estudos na área da patologia cancerígena da mama [5], tiroide [6], e próstata [7]. Na área musculo-esquelética ainda não estão publicados muitos estudos, sendo de referir Monetti et al. [8] com um estudo sobre o contributo da elastografia neste tipo de patologia, bem como Zordo et al. [9], com estudos na avaliação da tendinopatia do tendão de Aquiles por elastografia. O tendão de Aquiles encontra-se facilmente acessível através da palpação e a estudos imagiológicos, como a ecografia. Apesar de ser o tendão mais forte do corpo humano, é também, de todos os tendões do tornozelo, o que mais frequentemente sofre lesões [10]. A grande maioria dos distúrbios dos tendões está relacionada a trauma e inflamação decorrentes de uso excessivo por atividades ocasionais ou desportos, principalmente através de tensão excessiva ou microtrauma repetitivo [11]. No seu estudo Kayser refere que queixas relativas ao tendão de Aquiles são frequentemente observadas em atletas de competição nas áreas de corrida, salto e desportos com bola [12]. Neste estudo pensamos ser de valor apresentar um grupo controlo de voluntários assintomáticos em comparação com o grupo experimental o qual seja constituído por atletas de competição na área da corrida de curta distância ou velocidade (100, 200 ou 400 metros), média distância (800 ou 1500 metros), longa distância (3000 metros). Esta investigação tem como objetivo avaliar a aplicação da Elastografia ao sistema músculo-esquelético em situações de tendinopatia, nomeadamente do tendão de Aquiles, em comparação com a Ecografia Convencional. Pretendemos perceber se há alterações a nível dos achados imagiológicos que poderão decorrer da prática desportiva com treino físico intensivo, e ainda avaliar se a Elastografia poderá identificar com melhor sensibilidade e acuidade alterações tendinosas secundárias a processos degenerativos ou roturas parciais do tendão, que são referidos por vários autores como uma limitação da Ecografia Convencional. Por conseguinte, os resultados obtidos nesta pesquisa poderão ser de grande importância pois a Elastografia poderá revelar precisão na identificação de alterações na elasticidade do tendão de Aquiles por treino físico ou processos patológicos adjacentes.
- Lesões músculo-esqueléticas nos técnicos de radiologia no desempenho da sua actividadePublication . Ustá, Úrsula Andreia Racune; Santos, AdelinoNas últimas quatro décadas, tem-se observado um crescente interesse científico no que respeita à prevenção de Lesões Músculo-esqueléticas Relacionadas com o Trabalho (LMERT) muito em parte pela magnitude que este flagelo tem vindo a ter e consequente interferência na saúde dos profissionais, na economia mundial e nas sociedades. As Lesões Músculo-esqueléticas (LME) correspondem a um importante problema de saúde pública, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, e de grande impacto na qualidade de vida dos trabalhadores[1]. A saúde dos indivíduos no decorrer da sua actividade laboral, tem sido uma temática cada vez mais em foco, pois dela se reflecte uma imensidade de situações de risco, de natureza organizacional, biomecânica, psicossocial, individuais, sócio-económicas e culturais, que podem comprometer a qualidade e prestação de cuidados de saúde. Através de estudos científicos, partilha de experiências e práticas técnicas, muitas situações de risco a que os profissionais de saúde estão expostos têm sido colmatadas através de medidas preventivas, previamente analisadas, que visam a garantia e melhoria da qualidade na prestação de cuidados de saúde[1,2,3]. Ao falarmos em instituições de saúde, inevitavelmente, falamos e associamos à prestação de cuidados de saúde, primando sempre pelo cuidado, assistência, tratamento e melhoria do estado clínico dos seus pacientes. Embora este seja o seu objectivo primordial, nem sempre quem lá presta serviços se encontra livre de desenvolver afecções. A literatura científica nacional, por abordar maioritariamente outros grupos profissionais, verifica um grande défice de estudos/ investigações direccionadas a outros profissionais de saúde. A formação nesta área ganha pertinência acrescida sobretudo na formação dos enfermeiros e fisioterapeutas, sendo por essa razão que a autora pretende abranger essa problemática direccionando-a para outro grupo profissional, os Técnicos de Radiologia. Nesse contexto, a temática em foco centra-se nas “Lesões Músculo-esqueléticas nos Técnicos de Radiologia no Desempenho da sua Actividade”. O desafio passa por saber preparar os profissionais para que tenham uma necessária elevada capacidade de adaptação ergonómica às diferentes situações de risco. O foco de interesse deste estudo centra-se, fundamentalmente, na necessidade que a autora verificou em saber quais as principais afecções músculo-esqueléticas susceptíveis de lesarem os profissionais da área da Radiologia e em que medida podem prejudicar o seu desempenho profissional. Tornou-se, igualmente necessário, visto não existirem estudos direccionados para os Técnicos de Radiologia no que concerne ao aparecimento de LMERT. Para isto, a realização deste estudo pretende responder a questões de investigação como “A quem é dirigido este estudo?”, “Se as LME podem ser consideradas de risco para o desempenho do Técnico de Radiologia?” e “Que LME afectam, mais frequentemente, os profissionais de saúde da área da Radiologia, nos serviços de Imagiologia, e, em que medida as mesmas podem afectar o seu desempenho profissional?”. De forma breve, o delineamento do estudo passa por um conciso enquadramento teórico do problema, a justificação e objectivos do projecto. Numa segunda parte conta com o enquadramento metodológico, questões a ter em consideração para a sua realização, conclusão do projecto com as ideias fundamentais do mesmo. Por fim, todo o suporte bibliográfico utilizado para a sua concretização, respectivamente, apresentado no capítulo das referências bibliográficas. Em síntese, pretende-se contribuir para o conhecimento de LME nestes profissionais de saúde em específico, alertar para este flagelo e, fundamentalmente, dar a conhecer medidas preventivas que visam minimizar o seu aparecimento entre estes profissionais, primando pela melhoria da qualidade do diagnóstico.
- O diagnóstico precoce da artrite reumatóide por ecografiaPublication . Santos, Célia Cristina Ferraz de Azevedo Barbosa dos; Paulo, Graciano NobreA Artrite Reumatóide é uma doença auto-imune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição das articulações por erosão do osso e cartilagem(1). Afeta mulheres duas vezes mais do que os homens e sua incidência aumenta com a idade(1). Em geral, acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistémicas, como rigidez matinal, fadiga e perda de peso(1).Quando envolve outros órgãos, a morbidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a expectativa de vida em cinco a dez anos(1).Com a progressão da doença, os pacientes desenvolvem incapacidade para realização de suas atividades tanto de vida diária como profissional, com impacto económico significativo para o paciente e para a sociedade(1).A progressão da Artrite Reumatóide é altamente variável e não há estatísticas precisas sobre ela(2). A Artrite Reumatóide pode ser muito ligeira ou subclínica, com remissão espontânea que por vezes não são diagnosticadas (quase 10%) ou pode ser rapidamente progressiva e debilitante (10-15%)(2). A maioria dos pacientes apresentam-se com uma forma intermediária que envolve episódios de exacerbação separados por períodos de relativa inatividade, evoluindo para perdas funcionais progressivas(2). As anormalidades na Artrite Reumatóide precoce incluem tenossinovite, sinovite, erosões ósseas, edema da medula óssea e bursite(3). A ecografia músculo-esquelética tem-se revelado de grande interesse e importância na prática clínica diária em Reumatologia(4). A ecografia é um método diagnóstico acessível, prático, de baixo custo, sem recurso a radiação e de boa aceitação pelos doentes(4). Nos últimos anos temos assistido a grandes avanços nos equipamentos, com ecógrafos de maior qualidade e desempenho e com potencialidades, até há pouco, indisponíveis(4). Os ecógrafos recentes estão equipados com ferramentas fundamentais na avaliação da patologia reumatológica inflamatória, como é o eco-Doppler(4). Estes instrumentos revelam-se de grande interesse no diagnóstico, monitorização e controlo terapêutico de patologias inflamatórias(4). O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para o controlo da atividade da doença e para prevenir incapacidade funcional e lesão articular irreversível(1).
- Estudo radiológico e ecográfico do ombro doloroso com uma análise económicaPublication . Lopes, Marta Susana Martins de Almeida; Tavares, ÓscarA dor no ombro é uma queixa frequente na população em geral, com uma prevalência que varia entre 5 e 47% e que apresenta dificuldades semiológicas e de imagem para o diagnóstico definitivo(1) . O principal grupo muscular responsável pela movimentação do ombro é a coifa dos rotadores (supra-espinhoso, infra-espinhoso, subescapular e redondo menor) com inserção no úmero, facilita a estabilidade articular e movimenta o ombro. Existem diferentes causas de dor no ombro, que incluem as lesões da coifa dos rotadores: o tendão bicipital, a bursa subacromial-subdeltoideia e a articulação acromioclavicular(1)(2)(3) . A radiografia simples do ombro é o primeiro e principal exame para orientar no diagnóstico. As radiografias convencionais são bastante uteis no diagnostico da dor em casos de síndrome do impacto do tipo extrínseco primário(4) . A ecografia é um exame dependente do operador, que requer uma longa aprendizagem e formação, pelo que o sucesso depende da experiencia do operador, e o diagnostico é feito em tempo real, e não a partir de imagens estáticas(1) . A elaboração deste projecto reforça a ideia que a radiografia convencional complementada pelo estudo ecográfico é muito sensível nesta patologia. Ambas as técnicas complementadas, numa primeira linha, nos cuidados primários, estabelece a relação entre dor e função do ombro e determina alterações morfológicas (5) . A imagem por ecografia pode ser considerada como uma ferramenta de triagem diagnostica para melhorar a gestão de pacientes, nos cuidados de saúde primários, para decidir a terapêutica a utilizar(6) . Dado que actualmente essencialmente Médicos executam ecografia, na maioria das vezes os pacientes ficam pela realização de Radiografia, ou aguardam bastante tempo pela realização de Ecografia, ficando assim com lacunas no diagnóstico. Como tal, pretende-se provar que sendo estas duas técnicas imagiológicas realizadas pelo Técnico de Radiologia(TR) haverá beneficio para o utente assim como para as próprias instituições de saúde, aproveitando o recurso aos equipamentos existentes. Num cenário de escassez de recursos quer materiais quer humanos, não possível satisfazer todas as necessidades da sociedade pelo que é necessário fazer as escolhas adequadas. “ É neste contexto que assume importância a avaliação económica de programas de saúde que consiste numa analise comparativa de programas ou investimentos alternativo ( Drummond et al, 1997)(7) … A economia da saúde é a aplicação do conhecimento económico ao campo das ciências da saúde. Na economia da saúde, os recursos são limitados, mas as necessidades humanas são ilimitadas e é preciso escolher o que fazer e o que não fazer. A aplicação da análise económica na área da saúde e a tomada de decisões, particularmente no que diz respeito a meios complementares de diagnostico e terapêutica (MCDT) é ainda hoje, altamente controvérsia
- Promoção de uma relação adaptativa com o comportamento alimentar em jovens adultasPublication . Nogueira, Patrícia Isabel Dias; Amaral, Ana Paula Monteiro; Duarte, Cristiana Oliveira PiresO presente trabalho de projeto, e respetivo programa de intervenção, realizado no âmbito da Educação para a Saúde, teve como principal objetivo sensibilizar para a temática das dificuldades de regulação do comportamento alimentar e da imagem corporal, em jovens adultas, de forma a contribuir para a clarificação de alguns fatores de risco (papel da pressão sociocultural, da vergonha, do afeto negativo e de variáveis individuais como o perfecionismo), bem como de fatores protetores e ainda promover uma relação adaptativa com o Eu e com o comportamento alimentar, nomeadamente a aceitação da imagem corporal e uma alimentação mais consciente e flexível. A amostra foi constituída por cinco estudantes de duas escolas de saúde (ESTeSC e ESEnfC). O projeto decorreu durante dois meses, contando com cinco sessões, realizadas uma vez por semana, com a duração de sessenta minutos cada. A avaliação foi realizada através da aplicação de quatro instrumentos de avaliação (BSI, BISS, FMPS e IES-2), no início (pré-teste) e no final (pós-teste) da intervenção. Os resultados obtidos, através dos devidos instrumentos, evidenciaram uma diminuição dos níveis de vergonha corporal, afeto negativo e perfecionismo e um aumento dos níveis de alimentação intuitiva da maioria das participantes, com especial incidência num dos sujeitos. Após a devida análise, concluiu-se que o programa de intervenção deste trabalho cumpriu os objetivos propostos, demonstrando o quão importante é a implementação deste tipo de programas de promoção da saúde na área do comportamento alimentar em jovens adultas.
- Análise da abordagem educacional no nível de conhecimento de idosos acerca dos riscos de quedaPublication . Filho, Agêge Haidar; Martins, Anabela CorreiaSegundo dados da própria OMS, estima-se que, para o ano de 2050, existirão cerca de 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais no mundo, sendo a maioria vivendo em países em desenvolvimento. Neste contexto, a estimativa desse aumento expressivo no número de idosos, o grande desafio é o estabelecimento de políticas públicas e estratégias que venham garantir a qualidade de vida dessas pessoas idosas. As estratégias de educação a exemplo de palestras, cartilhas e autocuidados apresentam evidência de moderada a forte e têm sido usadas para melhorar o enfrentamento de doença e aderência aos tratamentos propostos. O objetivo da pesquisa foi analisar a abordagem educacional no nível de conhecimento de idosos acerca dos riscos de queda.Trata de um estudo de caráter quantitativo, descritivo de delineamento longitudinal, realizada no período de outubro de 2017 a março de 2018 em 60 idosos de ambos os sexos, selecionados de forma não probabilística, da Comunidade da Ponta-do-Farol, sendo um grupo de idosos participantes de reunião regular da comunidade assistida pela Pastoral da Pessoa Idosa. Os idosos participaram de 4 encontros com palestras informativas na temática de quedas e após foi aplicado o questionário de Kirkpatrick. A análise dos dados foi realizada com o teste do quiquadrado de independência, o teste do quiquadrado de aderência e ainda, foi aplicado o teste de correlação de Spearman (Rs). O programa estatístico utilizado foi o SPSS 24.0 (IBM, Armonk, NY, USA). O nível de significância estabelecido foi de 5%. A maioria da amostra foi constituída de idosas do sexo feminino, viúvas. A escolaridade não foi um fator que influenciou na frequência de queda dos participantes (P>0,05). Com relação ao nível de conhecimento, não demonstrou ter havido diferença significativa no decorrer dos encontros. Os resultados expressaram que houve uma correlação significativa entre o número de encontros e o aumento dos escores da autopercepção da saúde. Os níveis de conhecimento de idosos acerca do risco de quedas e sua aplicabilidade na vida cotidiana aumentou, embora esse incremento não tenha tido diferença significativa.
- Resiliência em profissionais de saúdePublication . Correia, Sidonie Antunes; Frias, Ana Carolina Morgado FerreiraA resiliência humana prioriza o potencial dos seres humanos para produzir saúde (Silva, Lunardi, Lunardi Filho & Tavares, 2005), oferecendo a capacidade de responder positivamente às experiências de elevado risco para a saúde (Machado, 2010). Os profissionais de saúde confrontam-se diariamente com diversas dificuldades laborais nas condições e no ritmo de trabalho, agravadas por um quadro de crise socioeconómica (Nogueira, Barros, & Pinto, 2013). Neste sentido, o seu bem-estar mental, físico, emocional e social pode ser colocado em causa. Assim, surge o presente projeto de intervenção educativa “Resiliência em profissionais de saúde”, que pretende conhecer «quais os níveis de resiliência de Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica?». Situando-se nos pressupostos metodológicos da investigação-ação, o estudo contempla a aplicação da Escala de Resiliência adaptada para População Adulta Portuguesa (Deep & Pereira, 2012), para dar resposta ao objetivo geral «Avaliar níveis de resiliência dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica, em estudo». Subsidiariamente, dá ainda resposta aos seguintes objetivos específicos: i) Analisar conceções dos profissionais de saúde em estudo sobre “Resiliência”; ii) Identificar fatores de risco e fatores protetores nos processos de resiliência dos profissionais em estudo; iii) Conceber, implementar e avaliar um projeto de intervenção de educação em resiliência com os profissionais em estudo, com vista à promoção da saúde individual e coletiva no seu contexto de trabalho. Os principais resultados sugerem que, com a implementação do projeto: i) as profissionais em estudo mostraram evolução positiva nos seus níveis de resiliência, mais especificamente perseverança (16,7%) e sentido da vida (8,3%) (os dois fatores de resiliência mais abordados na intervenção educativa), bem como, ainda, ao nível da serenidade (8,3%) e autoconfiança (16,7%); ii) a maioria das participantes (91,7%) nunca teve contacto prévio com a temática ao longo dos seus percursos académicos; e que, iii) após a implementação do projeto, a totalidade das participantes reconhece como “muito importante” (33,3%) e “extremamente importante” (66,7%) o desenvolvimento de fatores protetores. Concluiu-se que existe necessidade de desenvolver mais intervenções educativas, em quantidade e qualidade, de forma a enfrentar a lacuna que existe na formação académica e/ou laboral destes profissionais, em prol de usufruir os benefícios que a resiliência pode trazer na maximização da saúde e bem-estar, como também, do desempenho profissional (Correia & Frias, 2018).