ESEP - Dissertações de Mestrado
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- Centros de parto normal: Modelos de cuidados centrados na mulher e impacto nos cuidados materno-infantisPublication . Valle, Maria Del Mar Frias; Brandão, SóniaEste relatório de estágio de natureza profissional, elaborado no âmbito do Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (2023–2025), tem como objetivo analisar criticamente o processo de aquisição das competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, de acordo com o Regulamento n.º 391/2019 da Ordem dos Enfermeiros. O estágio decorreu em três áreas nucleares de intervenção, Gravidez com Complicações, Trabalho de Parto e Parto, e Puerpério e Parentalidade, permitindo integrar teoria e prática clínica supervisionada, desenvolver raciocínio clínico e consolidar competências na vigilância da gravidez de baixo e alto risco, na assistência ao trabalho de parto e parto, na adaptação ao puerpério, na promoção do aleitamento materno e no apoio à transição para a parentalidade. O relatório inclui quatro casos clínicos representativos destas áreas, que evidenciam a tomada de decisão fundamentada, a integração da evidência científica e a aplicação dos padrões de qualidade da prática especializada. Complementarmente, apresenta-se uma Revisão Integrativa da Literatura sobre os Centros de Parto Normal, que analisa o impacto deste modelo de cuidados centrados na mulher nos resultados maternos e neonatais, na experiência da grávida e do acompanhante, e nas implicações para a prática do EEESMO. Em síntese, este relatório reflete um percurso de aprendizagem que favoreceu a aquisição de competências clínicas, científicas e relacionais, contribuindo para a construção da identidade profissional enquanto EEESMO. A articulação entre prática supervisionada, análise crítica e investigação reforça a relevância da prática baseada na evidência e da humanização dos cuidados como pilares da saúde materna e obstétrica contemporânea.
- Famílias com casais com membros idosos com comorbilidades crónicas: Desenvolvimento de competências clínicas especializadas na área de Enfermagem de Saúde FamiliarPublication . Freitas, Sandra Marilia Pereira; Melo, PedroO presente relatório, elaborado no âmbito da componente clínica do Mestrado em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar da Escola Superior de Enfermagem do Porto, descreve o processo de desenvolvimento de competências clínicas especializadas no acompanhamento a famílias compostas por casais idosos com comorbilidades crónicas, no contexto dos Cuidados de Saúde Primários. O objetivo principal consistiu na prestação de cuidados especializados a estas famílias, considerando simultaneamente a família como unidade de cuidados e os seus membros individualmente, ao longo do ciclo vital e nos diferentes níveis de prevenção. Procurou-se também promover a liderança, a colaboração interdisciplinar e a integração de referenciais teóricos na prática clínica. A metodologia adotada baseou-se na aplicação do Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar (M. H. Figueiredo, 2012), do Modelo das Forças (Gottlieb, 2013) e do Modelo de Autogestão (Lorig & Holman, 2003), com recurso a técnicas como a entrevista familiar sistémica e a entrevista motivacional. Foram realizadas avaliações clínicas, intervenções individualizadas e sessões formativas dirigidas à equipa multidisciplinar. Os resultados demonstraram ganhos relevantes em saúde, nomeadamente ao nível da funcionalidade familiar, da comunicação afetiva, da literacia em saúde e da corresponsabilização na gestão da doença crónica. Verificaram-se ainda progressos na capacitação dos casais para a autogestão e no reforço das suas redes de apoio. Conclui-se que a intervenção especializada do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Saúde Familiar constitui um contributo determinante para a promoção da autonomia, da funcionalidade e da qualidade de vida de famílias em envelhecimento, permitindo uma prática clínica fundamentada, humanizada e ajustada à complexidade das necessidades atuais.
- Tolerância à atividade na pessoa com DPOC: Intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação - desenvolvimento de competências clínicas especializadas na área de Enfermagem de ReabilitaçãoPublication . Teixeira, Joana Paiva; Padilha, José MiguelO presente relatório foi elaborado no âmbito da Unidade Curricular Estágio de Natureza Profissional com Relatório Módulo II do Mestrado em Enfermagem de Reabilitação e reflete o processo de desenvolvimento das competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação, com especial enfoque na área da Reabilitação Respiratória, nomeadamente na intervenção junto da pessoa com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica com capacidade para tolerar a atividade comprometida. Este relatório tem por objetivos demonstrar o: a) Desenvolvimento de competências comuns de Enfermeiros Especialistas; b) Desenvolvimento de competências específicas de Enfermagem de Reabilitação; c) Desenvolvimento de competências específicas do Enfermeiro Especialista de Enfermagem de Reabilitação no domínio da Tolerância à atividade Para a concretização deste relatório utilizamos uma metodologia reflexiva e crítica, e apresentamos um plano de cuidados com base num cenário clínico que evidencia o raciocínio clínico e o processo de tomada de decisão especializado orientado para a melhorar a tolerância à atividade numa pessoa com DPOC. A intencionalidade da decisão clínica foi sustentada por referenciais teóricos como a Teoria do Autocuidado de Orem, a Teoria das Transições de Meleis e a Teoria do Autocuidado na Doença Crónica de Riegel, bem como nos Regulamentos das competências comuns e específicas. As competências desenvolvidas e plasmadas na decisão clínica especializada apresentadas revelaram-se essenciais para a capacitação da pessoa com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, alvo dos cuidados, promovendo a sua funcionalidade, tolerância à atividade, através de uma participação ativa no processo de reabilitação, facilitando a transição saúde-doença e potenciando a sua integração social. Este relatório reforça a importância do treino de exercício como componente central da Reabilitação Respiratória, bem como o papel determinante do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação na melhoria da tolerância à atividade, no bem-estar e na otimização da funcionalidade e/ou na prevenção da incapacidade. A experiência vivida no decorrer do Mestrado em Enfermagem de Reabilitação contribuiu significativamente para a consolidação das competências clínicas, científicas e humanas, preparando-me para uma prática profissional especializada consciente, crítica e centrada na pessoa.
- Critérios utilizados por enfermeiros gestores na seleção dos supervisores de estudantes de enfermagemPublication . Pinto, Ricardo Gomes Freire; Pires, ReginaA Supervisão Clínica é essencial para a formação em Enfermagem, ao assegurar a qualidade da aprendizagem prática dos supervisados. Os enfermeiros gestores assumem um papel central no processo de seleção dos supervisores clínicos. O presente trabalho de investigação teve como finalidade contribuir para a otimização da qualidade da Supervisão Clínica de estudantes de Enfermagem em ensino clínico. Foi realizado um estudo qualitativo, exploratório e descritivo. Os dados foram recolhidos através de entrevistas semiestruturadas a enfermeiros gestores com mais de cinco anos de experiência e responsáveis por serviços onde decorrem ensinos clínicos. As entrevistas foram gravadas em suporte áudio e posteriormente transcritas e analisadas segundo a metodologia de Bardin. Foram assegurados os princípios éticos e deontológicos. Da análise emergiram três domínios: “O supervisor clínico”, que integra as categorias “Critérios em uso e desejáveis na seleção do supervisor clínico”, “Responsabilidade na seleção do supervisor clínico” e “Papel do supervisor clínico”; “O ensino clínico”, com as categorias “Relação escola-serviços” e “Importância do ensino clínico”; e “A Supervisão Clínica”, que inclui as categorias “Importância da Supervisão Clínica” e “Oportunidades de desenvolvimento”. Identificaram-se como critérios de seleção do supervisor clínico o título de enfermeiro especialista, formação em Supervisão Clínica, equidade, proficiência, vinculação à profissão, disponibilidade e motivação, bem como competências pedagógicas, comunicacionais, relacionais e técnico-científicas. Os participantes realçaram ainda a importância da Supervisão Clínica para estimular a reflexão, motivar os estudantes, garantir cuidados de qualidade e articular a teoria e a prática. Apesar da limitação da amostra e da circunscrição a uma única Unidade Local de Saúde, o estudo contribuiu para compreender os critérios de seleção e as perceções dos gestores, reforçando a necessidade de políticas institucionais claras e de investimento em Supervisão Clínica.
- Acompanhamento clínico da mulher que amamenta, por parte da EEESMO, após o regresso a casa – Relatório de desenvolvimento de competências clínicas e especializadas na área da Enfermagem de Saúde Materna e ObstétricaPublication . Pinto, Ana Rita Sendão; Brandão, SóniaO presente Relatório de Estágio de Natureza Profissional tem como objetivo analisar criticamente o processo de aquisição e consolidação das competências técnicas, científicas, relacionais e éticas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (EEESMO), desenvolvidas ao longo dos ensinos clínicos. A análise retrospetiva do percurso formativo articula normativos profissionais, referenciais teóricos contemporâneos e prática baseada na evidência. O enquadramento conceptual integra as Teorias de midwifery, o modelo de Cuidados Centrados na Mulher e os Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem, tendo a Teoria das Transições de Afaf Meleis como elemento integrador. A prática clínica decorreu nos diferentes contextos do ciclo gravídico-puerperal, permitindo contacto direto e continuado com mulheres, casais e famílias em situações de gravidez de baixo e alto risco, trabalho de parto, parto, puerpério e cuidados ao recém-nascido. São representados 5 casos clínicos representativos destas áreas, que evidenciam a conceção de cuidados especializados e onde foram desenvolvidas competências comuns e específicas da especialidade, consolidando raciocínio clínico, tomada de decisão fundamentada e capacidade de adaptação às necessidades individuais das mulheres e famílias. O cuidado prestado assumiu uma perspetiva relacional, salutogénica e centrada na promoção das capacidades da mulher, fortalecendo confiança, controlo e experiência positiva dos processos reprodutivos. O relatório inclui ainda uma revisão integrativa da literatura sobre o tema “Acompanhamento clínico da mulher que amamenta, por parte da EESMO, após o regresso a casa”, motivada pela identificação de dificuldades frequentes vivenciadas pelas mulheres no período pós-alta. Esta revisão permitiu reunir e sistematizar evidência científica sobre os fatores que influenciam o sucesso e a continuidade da amamentação, assim como sobre as intervenções de enfermagem especializada mais eficazes, contribuindo para o desenvolvimento de uma prática profissional crítica, reflexiva e fundamentada na melhor evidência disponível. Este percurso formativo revelou-se determinante para a construção da minha identidade profissional como EEESMO, integrando teoria, prática e investigação, e afirmando o compromisso com cuidados especializados, humanizados e centrados na mulher, no recém-nascido e na família, promovendo transições saudáveis ao longo do ciclo gravídico-puerperal e reforçando a relevância da intervenção especializada na promoção da saúde materna e obstétrica.
- Exposição Corporal durante o trabalho de parto: a influência cultural nos desfechos obstétricos e na satisfação materna: Desenvolvimento de competências clínicas especializadas na área da Enfermagem de Saúde materna e ObstétricaPublication . Francisco, Liliana Dias Lopes Fernandes; Brandão, SóniaO presente relatório de estágio reflete o percurso formativo desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular Estágio de Natureza Profissional, inserida no Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. O estágio decorreu numa Unidade Local de Saúde do norte de Portugal, em contextos de prestação de cuidados diferenciados à mulher, ao recém-nascido e à família, permitindo a consolidação das competências comuns e específicas definidas para o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. A metodologia adotada assenta numa abordagem descritiva, crítico-reflexiva e fortemente fundamentada em evidência científica atual e reconhecida robustez. Durante o estágio na sala de partos, destacou-se a importância da exposição corporal da mulher em trabalho de parto, particularmente quando analisada à luz da diversidade cultural, emergindo como fator relevante para os desfechos obstétricos e a experiência materna. A realização de uma Revisão Integrativa da Literatura permitiu aprofundar a compreensão do impacto do respeito pelas particularidades culturais na promoção de cuidados obstétricos humanizados, individualizados e culturalmente congruentes. Este percurso formativo revelou-se, assim, determinante para o aprimoramento do saber técnico-científico e para a consolidação de uma praxis profissional eticamente responsável, culturalmente sensível, segura e centrada na mulher e na sua família.
- Supervisão clínica em enfermagem: Processo de integração de enfermeiros em contexto hospitalarPublication . Pires, Cláudia Andreia Fernandes; Rocha, Inês AlvesO processo de integração dos enfermeiros torna-se fulcral para a eficácia da adaptação à organização de saúde e para a qualidade dos cuidados prestados. Como parte do processo de integração, entende-se que seja facultado aos enfermeiros em início de funções num serviço um manual de integração, no qual os profissionais têm acesso a: orientações de trabalho necessárias para o desempenho das suas funções; informações acerca da história da organização, estrutura física, funcional e organizacional; objetivos e estratégias do serviço; e informações necessárias que permitam ao enfermeiro adquirir uma visão global da organização e facilite a sua inserção na comunidade (Loureiro et al., 2002). De facto, existe a necessidade de se criarem programas de integração por parte da gestão hospitalar e dos serviços, que indiquem o tempo e os recursos adequados para a integração dos enfermeiros recém-formados, considerando a necessidade de treino adicional de acordo com as especificidades do serviço (Willman, Bjuresäter & Nilsson, 2020). Além disso, a escolha do enfermeiro responsável pelo processo de integração do enfermeiro recém-admitido é fundamental, já que contribuirá para um ambiente de confiança e estabilidade para este profissional (Winstanley & White, 2014). Assim, a presente investigação tem como objetivos: conhecer a perceção dos enfermeiros relativa à sua integração num serviço de especialidade cirúrgica; conhecer a perceção dos enfermeiros responsáveis pelo processo de integração num serviço de especialidade cirúrgica; identificar as caraterísticas do supervisor clínico em enfermagem na perspetiva dos dois grupos de enfermeiros; conceber a estrutura de um manual de integração para enfermeiros para um serviço de especialidade cirúrgica. No que concerne à metodologia, fizeram parte da amostra os enfermeiros integrados (6) e os enfermeiros responsáveis pela sua integração (4) de 2019 a 2023. Considerando o tema em análise, optou-se por um estudo exploratório de cariz qualitativo. A colheita de dados foi através de entrevista semiestruturada e a análise de conteúdo segundo Bardin (2022). Do ponto de vista de resultados, emergiram diferentes subcategorias e categorias nos dois grupos de enfermeiros, que estão na origem dos seguintes domínios: perceção do processo de integração; relação supervisiva em enfermagem; e manual de integração. Pode-se então concluir que o processo supervisivo desempenha um papel fundamental no desenvolvimento profissional dos enfermeiros em integração, uma vez que neste período o enfermeiro em integração passa por um período de transição. De facto, o impacto da relação supervisiva traduz-se ao nível da qualidade/ segurança dos cuidados e crescimento profissional, sendo que a inexistência de um manual de integração é considerada uma barreira no processo de integração.
- Supervisão clinica em enfermagem e a transição de cuidados numa unidade de neurocriticos: Impacto na qualidade e segurança dos cuidadosPublication . Lopes, Henrique Joaquim da Fonseca Filipe; Rocha, Inês AlvesA presente investigação centra-se na importância da supervisão clínica em enfermagem na comunicação entre enfermeiros durante a transição de cuidados em unidades de cuidados intensivos neurocríticos. A passagem de turno constitui um momento crítico para a continuidade e segurança dos cuidados, sendo amplamente reconhecida como um ponto vulnerável à ocorrência de erros e omissões de informação. Neste contexto, a supervisão clínica em enfermagem assume-se como um processo essencial de acompanhamento, reflexão e aprendizagem, capaz de promover a padronização comunicacional, a segurança do doente e o desenvolvimento profissional das equipas de enfermagem. O objetivo geral desta investigação consistiu em compreender o contributo da supervisão clínica em enfermagem para a otimização da transição de cuidados em contexto neurocrítico, na perspetiva dos enfermeiros. Especificamente, procurou-se identificar as dificuldades sentidas durante a passagem de turno, a informação considerada fundamental pelos profissionais e o impacto da supervisão na comunicação e na continuidade dos cuidados. A investigação seguiu uma abordagem qualitativa, descritivo-interpretativa, desenvolvida numa unidade de cuidados intensivos neurocríticos de uma unidade local de saúde da região norte de Portugal. A recolha de dados foi realizada através de entrevistas semiestruturadas a doze enfermeiros com mais de três anos de experiência no serviço. As entrevistas foram transcritas e analisadas segundo o método de análise de conteúdo proposto por Bardin. Os resultados revelaram três dimensões principais: barreiras e desafios na transição de cuidados; informação na transição de cuidados; e impacto da supervisão clínica em enfermagem na comunicação entre enfermeiros. Foram identificados como fatores que comprometem a transmissão de informação as interrupções, o ruído e a falta de padronização. Os participantes reconheceram a supervisão clínica como promotora de uniformização das práticas, sensibilização das equipas e melhoria da qualidade e segurança dos cuidados. Da análise emergiu ainda a necessidade de implementação de um programa estruturado de supervisão clínica e comunicação segura, sustentado em metodologias padronizadas, formação contínua e supervisão reflexiva. Conclui-se que a supervisão clínica, quando integrada na cultura organizacional, atua como um instrumento de desenvolvimento profissional e de segurança clínica, contribuindo para uma comunicação mais eficaz, uma transição de cuidados segura e uma prática de enfermagem mais reflexiva, ética e humanizada.
- Supervisão clínica em enfermagem: Contributo para a conceção de um programa de integração de enfermeirosPublication . Cruz, Ricardo Miguel Martins Gomes; Pinto, Cristina BarrosoNo enquadramento da realidade atual, o processo de integração assume particular interesse para a adaptação adequada dos enfermeiros, promovendo a assimilação de normas, valores e objetivos organizacionais, bem como o desenvolvimento pessoal e profissional necessário à prestação de cuidados seguros e de qualidade. Neste sentido, a incorporação sistemática da supervisão clínica nos processos supervisivos de integração dos novos profissionais, deve ser considerada uma ferramenta pedagógica e formativa de inquestionável valor, pela resposta às necessidades individuais dos enfermeiros, potenciando processos de desenvolvimento profissional e pessoal através de práticas reflexivas, aquisição de competências e melhoria contínua dos cuidados. Tendo presente estes pressupostos, o presente estudo teve como objetivos: analisar a perceção dos enfermeiros em relação ao seu processo de integração, explorar a perceção dos enfermeiros supervisores clínicos em relação ao processo de integração dos enfermeiros, identificar os modelos ou programas de integração utilizados pelos enfermeiros supervisores clínicos para a integração de enfermeiros, avaliar os fatores facilitadores e barreiras na transição para a autonomia durante o processo de integração e, conhecer o impacto do processo de integração na qualidade e segurança dos cuidados prestados após o período de integração. A investigação desenvolvida centrou-se no estudo qualitativo, descritivo e exploratório, através da realização de entrevistas semiestruturadas a cinco enfermeiros supervisados e cinco enfermeiros supervisores clínicos de um Serviço de Medicina Intensiva Pediátrica de um hospital da região norte de Portugal. Recorreu-se posteriormente à técnica de análise de conteúdo segundo a metodologia de Bardin para tratamento dos resultados obtidos. Da análise efetuada, salienta-se a inexistência neste contexto de um programa de integração estruturado e planeado, suscitando nos enfermeiros supervisados o desenvolvimento de sentimentos menos positivos associado ao processo de integração. Para estes enfermeiros, este processo contribuiu ainda na transição para a autonomia na prestação de cuidados de uma forma considerada abrupta face ao seu espectável desenvolvimento de competências. Por outro lado, na perspetiva dos supervisores clínicos, é indiscutível a necessidade da implementação e desenvolvimento de programas de integração, como forma de estabelecer uma matriz que sustente o desenvolvimento da sua função no processo supervisivo. A implementação de processos supervisivos permite, desta forma, ir ao encontro das necessidades dos enfermeiros, tornando-os mais aptos para o exercício profissional, aumenta a sua satisfação, a vinculação à profissão e, inevitavelmente, contribui para a obtenção de ganhos em saúde.
- Integração de enfermeiros na equipa de hospitalização domiciliária: Subsídios para a elaboração de um manual de integraçãoPublication . Rodrigues, Tatiana Antunes; Pires, ReginaEnquadramento: A Hospitalização Domiciliária tem-se estabelecido como uma alternativa eficaz à hospitalização tradicional, permitindo que as pessoas recebam cuidados no conforto dos seus lares e beneficiem de uma recuperação mais humanizada. Este contexto exige dos enfermeiros autonomia e, concomitantemente, um apoio estruturado e específico para garantir uma adaptação adequada e uma atuação eficaz. A criação de um Manual de Integração torna-se assim fundamental para orientar os enfermeiros, elucidando práticas eficazes de supervisão e desenvolvimento de competências. Objetivo: Identificar informações a incluir no Manual de Integração para enfermeiros em contexto de Hospitalização Domiciliária. Metodologia: Estudo qualitativo, descritivo e exploratório. A amostra foi selecionada por conveniência e de forma intencional. A recolha de dados foi efetuada através da realização de um focus group, composto por oito enfermeiros supervisores de Unidades de Hospitalização Domiciliária de Unidades Locais de Saúde diferentes. Resultados: Emergiram três domínios sendo que o 1.º Enfermeiro Supervisor Clínico - tem as seguintes categorias: Competências do Supervisor; Orientação e Acompanhamento do Processo Supervisivo; Formação do Supervisor. No 2.º domínio Integração de Enfermeiros em Hospitalização Domiciliária emergiram as categorias: Desafios da Integração em Hospitalização Domiciliária; Ferramentas e Estratégias; Requisitos e Competências do Enfermeiro Supervisado. Já no 3.º domínio Manual de Integração surgiram as categorias: Enquadramento; Estrutura Organizacional e Recursos; Processos Assistenciais; Supervisão Clínica e Integração Profissional; Formação e Melhoria Continua. Conclusão: A supervisão Clínica para além de apoiar o desenvolvimento profissional e a reflexão crítica dos enfermeiros, possibilitou identificar práticas, necessidades formativas e dinâmicas organizacionais essenciais à consolidação de um modelo de acolhimento estruturado, promovendo a qualidade e segurança dos cuidados prestados.
