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- Academia Militar - Uma Escola de Formação de Líderes para o Século XXIPublication . Azevedo, SusiA investigação tem como objectivo identificar os comportamentos de liderança mais importantes para a formação global como oficial e para o desempenho dos oficiais subalternos. Posteriormente, procura-se avaliar face a estes comportamentos o grau de desenvolvimento dos alunos do primeiro, quarto e quinto ano. Finalmente, por forma a estudar o contexto de aprendizagem em que se desenvolvem estes comportamentos, avaliou-se a motivação dos alunos e a sua satisfação face ao clima de aprendizagem. Responderam ao Managerial Practices Survey de Yukl (questionário) uma amostra de indivíduos constituída por 413 indivíduos, entre osquais cadetes do primeiro e quarto ano, aspirantes, oficiais instrutores e professores civis. Verifica-se que a taxonomia estudada é importante para avaliar o desenvolvimento dos comportamentos de liderança essenciais à formação de líderes na Academia Militar. Além disso, verifica-se que o clima de aprendizagem, a motivação para a aprendizagem e a satisfação contribuem para o desenvolvimento dos comportamentos de liderança.
- A Alexitimia e as Estratégias de Regulação Emocional - o caso das Forças de SegurançaPublication . CASAL, CARLA SOFIA Moreira; Menezes, Elisabete Sofia Nabais de Oliveira de Freitas eAs emoções permitem a comunicação, adaptação e a sobrevivência e são reguladas através do emprego, consciente ou inconsciente de determinadas estratégias de regulação emocional. Essas estratégias de regulação assumem um papel preponderante no contexto em que se inserem, nomeadamente no contexto profissional. Particularmente, os agentes da autoridade, no decorrer da sua carreira, experienciam situações capazes de gerar emoções negativas e de desencadear perturbações afetivo-cognitivas, de que é exemplo a alexitimia. Neste estudo pretendemos analisar a relação entre a atividade policial, a alexitimia secundária e as estratégias de regulação emocional, através da aplicação de 186 inquéritos por questionário, a militares da Guarda Nacional Republicana. Os resultados apontam para médias de alexitimia mais elevadas em militares com mais de 11 anos de serviço. Quanto às estratégias de regulação emocional, verificou-se que os militares tendem a usar a supressão emocional, em detrimento da reavaliação cognitiva com o objetivo de inibir ou negar emoções negativas. Contudo, ainda que a prevalência de alexitimia seja mais elevada nos militares com mais anos de serviço, não é possível estabelecer uma relação de causa-efeito entre a atividade policial continuada e a alexitimia. No entanto, verificou-se que a utilização frequente da supressão emocional, se relaciona com a alexitimia.
- CARACTERIZAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA DOS CADETES ALUNOS DA ACADEMIA MILITARPublication . Montez, João Paulo de Jesus; Rouco, José Carlos DiasO presente trabalho de investigação subordinado ao tema: “Caracterização das Competências de Liderança dos Cadetes Alunos da Academia Militar”, tem como objetivo a identificação do nível de proficiência das referidas competências dos cadetes alunos da Academia Militar (AM), que frequentaram o primeiro e quarto ano (ano letivo de 2016/17) e o segundo e o quinto ano no seguinte ano letivo. É por este motivo um estudo longitudinal, com base em modelos de competências e de boas práticas de liderança. O presente trabalho de investigação encontra-se estruturalmente dividido em quatro partes. A primeira parte, por ser teórica, apresenta o enquadramento conceptual, no qual são explorados os principais conceitos relacionados com o tema. De índole prática a segunda parte elenca o método de pesquisa utilizado. A terceira apresenta os resultados e a quarta e última apresenta a discussão de resultados e respetiva conclusão. Este trabalho partiu de uma investigação aplicada, através do método descritivo para identificar variáveis e inventariar factos. Foi elaborado tendo por base a lógica de investigação hipotético-dedutivo, em que foram redigidas hipóteses as quais se procuraram testar e validar. Para a técnica de recolha de dados foi aplicado o questionário de Competências de Liderança (Rouco, 2016), apontado como o modelo de gestão de desenvolvimento de competências de liderança em contexto militar para o Exército Português. O mesmo é constituído por 81 questões e 5 níveis de resposta (Discordo totalmente a Concordo totalmente), por força da aplicação de uma escala de Likert. A estas questões estão associadas 27 competências de liderança, integradas em quatro domínios, permitindo reconhecer, identificar e medir a perceção relativamente às mesmas de 117 Cadetes alunos e 148 Tenentes, que constituem uma amostra total de 265 indivíduos. À mesma amostra foi simultaneamente aplicado um questionário sobre o inventário de práticas de liderança de Kouzes e Posner (2003), que se baseia num modelo de cinco práticas de liderança exemplar. Constituído por 30 questões e 5 níveis de resposta (Nunca a Sempre) alberga algumas perguntas sobre a posição relativa no curso derivada da classificação individual e ainda de carácter sociodemográfico. Posteriormente à análise dos questionários, os dados foram inseridos na aplicação IBM Statistical Package for Social Sciences (SPSS - versão 22), originando uma base de dados para tratamento estatístico e posterior análise de resultados. Como principal resultado sublinha-se que com o evoluir dos anos de formação as respostas dos cadetes alunos foram sendo mais significativas e vincadas, identificando igualmente diferenças relevantes na perceção dos cadetes alunos não só ao nível das competências de liderança (destacando-se pela positiva a competência de liderança “Consideração” e pela negativa a “Liderança por delegação”), bem como das práticas de liderança exemplar (sendo a prática mais utilizada a “Encorajar uma dedicação” e em sentido oposto, a menos utilizada, a prática de liderança “Capacitar os outros para agir”). Concluindo assim, que em todos os domínios os alunos estão mais aptos ao adquirirem mais competências académicas e profissionais, revelando uma maior autoconfiança no desempenho das suas tarefas no caminho da excelência, fundamental no desempenho de funções como futuros comandantes.
- Caracterização do líder emergente: Estudo de casos da dinâmica de grupo em cursos de Liderança na Academia MilitarPublication . Guimarães, PedroO presente estudo identifica e caracteriza os fatores que fazem emergir um líder num grupo pequeno e informal e aperfeiçoa o instrumento de diagnóstico da liderança emergente usado pela Academia Militar portuguesa. O instrumento de diagnóstico da liderança emergente usado pela Academia Militar é composto por 21 variáveis de comportamento de liderança, tendo sido testado em 100 provas de situação. Após a análise dos dados coligidos, foi avaliado a eficiência do instrumento e desenvolvido uma ferramenta otimizada, composta por apenas 11 variáveis. Esta nova ferramenta foi testada em 47 provas de situação adicionais, dando origem a uma nova base de dados. Uma das conclusões mais importantes, é que o novo instrumento de diagnóstico reduziu a discrepância entre a avaliação quantitativa e a qualitativa da liderança (a diferença passou de 23% para 11%), mostrando uma potencial evolução na precisão. Este facto sugere que uma redução do número de comportamentos a monitorizar, aumenta a precisão da avaliação em provas de situação e contribui para um decréscimo de erros, distorções e enviesamentos na observação. A análise dos resultados obtidos sugere, também, que existem três comportamentos de que predizem a liderança emergente: o planeamento e controlo, a ascendência e a motivação.
- CARATERIZAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS E ESTILOS DE LIDERANÇA: ESTUDO DE CASO SOBRE UMA SOCIEDADE DE ADVOGADOS PORTUGUESAPublication . Gregório , Jorge Manuel Pontes Nobre; Rouco, José Carlos DiasA presente investigação visa identificar e caraterizar as competências e estilos de liderança que estão relacionados com o esforço extraordinário e a satisfação em contexto organizacional dos Advogados, através de um estudo de caso da Sociedade de Advogados Vieira de Almeida. Para alcançar os objetivos desta investigação utilizou-se o método quantitativo, através da aplicação de um questionário de competências e estilos de liderança (Rouco, 2012) e um questionário do esforço extraordinário e satisfação (Rouco, 2012, adaptado de Avolio & Bass, 2004) a 50 Advogados de diferentes categorias da Sociedade de Advogados Vieira de Almeida. Da análise e discussão dos resultados concluiu-se que as ações, atitudes e comportamentos associados às competências e estilos de liderança em estudo dos advogados estão todos relacionados com maior ou menor intensidade com o esforço extraordinário; e com exceção da assertividade, gestão de conflitos, reconhecimento e feedback positivo, transparência, proatividade, liderança participativa e liderança por delegação todas a outras que constituem o modelo adaptado também estão relacionados com a satisfação. As competências preditoras do esforço extraordinário são a autoconfiança e a orientação para a tarefa, e para a satisfação são as competências autoconfiança e abertura à multiculturalidade. Por último, o estilo de liderança praticado pelos advogados é o participativo.
- As Competências de Liderança das Oficiais da Força Aérea PortuguesaPublication . Monteiro , Vera Lúcia Caldeira; Soares, Maria EduardaO conceito de liderança sempre esteve ligado às Forças Armadas, onde tradicionalmente as funções de liderança são atribuídas ao Oficial. Na medida que as mulheres se têm vindo a notar no contexto militar, o estudo do género nas questões de liderança assume um papel cada vez mais relevante. O presente projeto de investigação, tem o objetivo de verificar o perfil de liderança e as competências associadas às Oficiais da Força Aérea. Neste estudo aplicou-se um questionário de estilos de liderança e competências associadas à liderança a 310 Oficiais, obtendo-se uma amostra de 62 Oficiais. Os resultados obtidos permitiram verificar que os estilos de liderança que as Oficiais da Força Aérea consideram como mais característicos no desempenho das suas funções, são a liderança participativa/democrática, seguido da orientação para as pessoas e da orientação para a tarefa. O estilo de liderança menos característico é claramente a liderança diretiva. Encontram-se diferenças significativas para a liderança participativa e a orientação para a tarefa em subgrupos da amostra. Para a liderança participativa, quanto mais elevado o posto, mais elevada a média deste estilo de liderança. Para a orientação para a tarefa, quanto maior a idade, maior tempo de serviço e mais elevado o posto, mais elevada a média deste estilo de liderança. Também se verifica que as oficiais solteiras e em regime de contrato têm médias significativamente inferiores, respetivamente, às oficiais com outros estados civis e que fazem parte dos quadros permanentes. Através da regressão stepwise procurou-se identificar quais as competências com maior poder preditivo dos estilos de liderança. No modelo que tem como variável dependente a liderança participativa, são retidas três variáveis - trabalho em equipa, empatia e tomar decisões - que explicam 59,3% da variância. Para a liderança por delegação, são retidas duas variáveis - trabalho em equipa e autoconfiança - que explicam 21,2% da variância. Para a orientação para as pessoas, são retidas três variáveis - otimismo e entusiasmo, trabalho em equipa e empatia - que explicam 59,3% da variância. Para a orientação para a tarefa, são retidas duas variáveis - trabalho em equipa e tomar decisões - que explicam 62,8% da variância.
- Comportamentos de liderança na gestão de conflitos em equipas de trabalhoPublication . Taveira, Miguel Carlos dos Santos; Rosinha, António José EstevesO trabalho de equipa tem assumido ultimamente um papel relevante no funcionamento das organizações com o intuito de melhorar não só o desempenho dos membros, mas também como meio de atenuar possíveis conflitos laborais que possam surgir na equipa. Daí a importância do estudo dos conflitos nas equipas de trabalho, com o propósito de minimizar possíveis confrontos que possam destabilizar o funcionamento das equipas. O que nem sempre é fácil, dado que são vários os factores que contribuem para o conflito, desde o ambiente organizacional à atitude dos membros da equipa. O conflito é tido como sinónimo de fragmentação ou desestabilização, mas também pode ajudar no desenvolvimento da equipa pela adopção de novas ideias e métodos que melhorem o funcionamento da mesma. Daí que esta investigação proponha a estudar e analisar casos realizados noutros países e aplica-los no nosso país de modo a perceber como são as relações entre colaboradores e chefias e de que maneira pode contribuir para um ambiente mais activo e menos conflituoso. No qual participaram sessenta e um indivíduos de várias organizações e instituições privadas de diversas áreas. O qual foram aplicadas as escalas de Alpha de Cronbach a partir dos estudos realizados por Sarin e O’Connor (2009) e de Dreu, Envers, Beersma, Kluwer e Nauta (2001). Os resultados obtidos desta investigação mostram um bom relacionamento com o comportamento dos estilos de liderança com a gestão de conflitos. O que significa que existe no corpo organizacional equipas que se comprometem a resolver os problemas sem que haja qualquer fricção ou fragmentação por parte dos membros. Também permitiu tirar ilações relevantes contribuem para o melhor funcionamento das equipas nas organizações. Podendo até serem aplicadas no meio militar na gestão e resolução de conflitos em equipas.
- O contrato psicológico e o engagement dos militares da Marinha PortuguesaPublication . Gordo, Lia Margarida Duarte; Soares, Maria Eduarda Mariano Agostinho; Rouco, José Carlos DiasO presente estudo teve como objetivo analisar as perceções dos militares da Marinha Portuguesa em relação ao seu Engagement no trabalho e em relação ao cumprimento do Contrato Psicológico. Colocou-se assim uma questão exploratória: Quais as relações que se estabelecem entre as perceções do cumprimento do Contrato Psicológico e as dimensões do Engagement no contexto da Marinha Portuguesa? Enquanto o Engagement foi analisado em três dimensões sendo elas a dedicação a absorção e o vigor, o Contrato Psicológico foi analisado em sete dimensões de cumprimento por parte do funcionário, cinco dimensões de cumprimento por parte da organização e três dimensões relativas à relação da organização com o funcionário. Estas dimensões do Contrato Psicológico podem agrupar-se em quatro tipos de contrato: o “Relacional”, o “Transacional”, o ”Transitório” e o “Equilibrado”. Os resultados revelam que os militares têm perceções positivas no que diz respeito ao cumprimento das dimensões do Contrato Psicológico por parte deles próprios. No entanto, o mesmo não acontece no que diz respeito às perceções sobre cumprimento de dimensões do Contrato Psicológico por parte da Marinha e às perceções sobre a relação que a Marinha tem com os seus funcionários. A análise das médias por tipos de contrato revelou um destaque para o “Contrato Transitório”, composto pelas dimensões “Falta de Confiança”, “Incerteza” e “Desgaste”. Relativamente às dimensões do Engagement percebemos que, tanto em termos globais como nas suas três dimensões, as perceções revelam-se muito positivas. Ao analisar a perceção do Engagement em diferentes grupos da Marinha, constata-mos que não se verificam diferenças entre homens e mulheres e que as perceções têm uma média significativamente mais alta no caso dos militares com menos de ≤31 anos, militares casados e no posto de Sargento. A relação entre o Engagement e o Contrato Psicológico foi analisada através da técnica da regressão linear onde foram obtidos resultados bastante positivos na relação entre estes dois fatores.
- O Curso de Formação Inicial de Bombeiro Sapador e o Nível de Proficiência das Competências de Liderança nos EstagiáriosPublication . Carolino, João Luís Tavares; Rouco, José Carlos Dias
- O efeito da avaliação curricular na perceção de justiça dos políciasPublication . SILVA, DAVID DE ALMEIDA; Pissarra, João José da SilvaA avaliação curricular (AC) é o instrumento que ordena os candidatos aquando das promoções na PSP. A sua aplicação é um tema em discussão e um fator influente na perceção da justiça. O nosso trabalho discute o papel da AC e dos seus componentes na construção da perceção da justiça. Realizámos um estudo de natureza quantitativa, no qual participaram 3 803 Polícias de todos os postos, com uma antiguidade média de 20 anos de serviço, distribuídos por todas as capitais de distrito portuguesas e ainda 201 participantes oriundos das ilhas. A idade média da amostra é 42 anos. Os resultados indicam que os Polícias detêm insuficiente informação sobre a AC e que a AC é um fator influente na perceção global da justiça sendo os louvores um fator moderador desta relação na justiça interpessoal e informacional, enquanto a antiguidade modera negativamente, de forma robusta, a justiça distributiva. Da análise dos resultados é notória a implicação prática da atribuição dos louvores, e da necessidade de reflexão sobre a gestão das carreiras de Agente e de Chefe de Polícia. O instrumento de avaliação em vigor carece de adaptação de modo a que não se verifiquem comparações inadequadas nos scores alcançados na AC pelos diferentes candidatos.
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