EM - IUEM - Psicologia Forense e Criminal
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- Abuso sexual e pornografia infantil : uma análise comparativa das características psicológicas dos agressoresPublication . Rodrigues, Catarina Alexandra Ferreira; Neves, Ana Cristina Sabino PestanaO abuso sexual de crianças consiste em qualquer ato sexual de relevo, como cópula, coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos, com uma criança com 14 anos ou menos. A pornografia infantil, por sua vez, inclui representações visuais de condutas sexuais envolvendo menores. O crescimento desta criminalidade específica e o facto de os indivíduos apresentarem determinadas características individuais especificas que podem ser relevantes de serem abordadas para a compreensão do risco para a reincidência nos crimes sexuais revelam a pertinência do presente estudo. Os estudos que têm sido realizados em Portugal têm-se focado essencialmente nas questões mais factuais e sociodemográficas, mas estas não são concebíveis para intervenção. Em termos de literatura internacional, tem vindo a ser demonstrado que as características psicológicas mais comumente presentes nesta população forense especifica constituem as seguintes: distorções cognitivas, défices de intimidade, défices de empatia cognitiva e afetiva, fantasias sexuais desviantes e impulsividade. Adicionalmente, ainda não se verificou consenso quanto à presumível semelhança ou diferença entre abusadores sexuais de contacto e online. Por isso, os objetivos do presente estudo são a caracterização e a comparação destas dimensões psicológicas em abusadores sexuais de contacto e de pornografia infantil. A amostra é constituída por 37 agressores sexuais a cumprirem penas e medidas de execução na comunidade. Os resultados revelam uma prevalência de níveis baixos moderados a baixos em quase todas as dimensões psicológicas avaliadas e a inexistência de diferenças entre os dois grupos de agressores sexuais. Os dados deste estudo, se robustos, podem apontar para necessidades criminógenas semelhantes em abusadores sexuais de crianças e agressores sexuais condenados por pornografia de menores que devem ser abordadas nos programas de intervenção.
- Adverse childhood experiences, symptomatology and positive thoughts in sex offenders and the general populationPublication . Proença, Joana Margarida Pita; Almeida, TelmaBackground: Adverse childhood experiences (ACEs) include situations of family dysfunction and/or victimization, which are often related to depressive, anxiety and stress symptoms in adulthood. Positive thoughts can reduce the levels of these symptoms. Objectives: Compare a sample of sex offenders and a sample of the general population in terms of ACEs, symptomatology and positive thoughts and analyze the relationship between these variables. Participants The sample includes adult males, 168 serving time for sex crimes, aged between 23 and 84, and 213 from the general population aged between 19 and 77. Method: Application of a sociodemographic questionnaire, Adverse Childhood Experiences, Depression Anxiety Stress Scale and Positive Thinking Skills Scale (PTSS). Results: Negative correlations were observed between PTSS and ACEs in offenders, and between PTSS, ACEs and depression in the general population. Sex offenders have higher ACEs and DASS scores compared to the general population. Child sex offenders have higher scores on the parental divorce subscale, while rapists have higher levels of PTSS. Linear regression revealed that marital status and the presence of mental illness or suicide in the family are predictors of symptomatology, while emotional neglect is also a significant predictor of stress. Conclusion: The study highlights the impact of ACEs on symptomatology in adulthood and the differences between the general population and sex offenders in some of the variables studied. This study reinforces the need for a comprehensive approach to preventing crime.
- Agressoras sexuais : crenças de legitimação do abuso sexualPublication . Lungu, Daniela; Neves, Ana Cristina Sabino Pestana; Monteiro, SusanaEstudos sobre agressoras sexuais femininas ainda são escassos, mas sugerem que essas mulheres frequentemente apresentam distorções cognitivas que as levam a minimizar ou justificar a perpetração de abuso sexual. Este estudo teve como objetivo investigar essas distorções e crenças em mulheres que abusaram de crianças, identificando as suas perceções e justificações face aos crimes cometidos. Reuniu-se um total de cinco participantes, às quais foi aplicada uma entrevista semiestruturada. Utilizando uma abordagem qualitativa, com recurso ao software NVivo14, foram identificadas crenças distorcidas, como a responsabilização das vítimas e a negação da gravidade do abuso. A investigação veio reforçar aquilo que se encontrou na literatura, relativamente ao facto das agressoras manterem uma perceção influenciada por estereótipos de género, o que dificulta a aceitação de que mulheres possam ser agressoras. Os principais resultados indicaram que 52,8% das participantes negaram a culpabilidade, 22,2% minimizaram seus atos, considerando-os erros isolados, enquanto 25% mostram alguma responsabilização pelos seus crimes e 13,6% atribuíram a causalidade do abuso às próprias vítimas. Conclui-se que o entendimento dessas distorções cognitivas e da influência dos estereótipos de género é essencial para fundamentar intervenções psicológicas adequadas e desafiar percepções culturais que tornam invisíveis as mulheres enquanto agressoras.
- Agressores e vítimas de violência nas relações de intimidade : crenças e violênciaPublication . Lagoa, Ana Sofia Ferreira; Neves, Ana Cristina Sabino Pestana; Almeida, Iris Sofia Balbino de; Baúto, RicardoNos últimos tempos o fenómeno da violência nas relações íntimas tem tido um grande destaque na comunidade científica, estudando tanto a população normativa, como a de agressores e vítimas. As crenças legitimadoras de violência nas relações íntimas são uma variável de importante estudo, visto que podem estar relacionadas com a perpetração desta violência. O presente estudo encontra-se dividido em dois artigos, sendo que o primeiro é uma revisão sistemática com o objetivo de explorar as crenças legitimadoras de violência nas relações íntimas nos agressores, e o segundo tem como objetivo comparar as crenças dos agressores e respetivas vítimas usando medidas de auto e heterorrelato. Através da análise de processos-crime, a amostra é constituída por 78 díades agressor-vítima, com 78 agressores do sexo masculino e 78 vítimas do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 20 e 72 anos (M= 43.59; DP= 13.38), e 18 e 72 anos (M= 40.79; DP= 13.69) respetivamente. Foram utilizados neste estudo dois instrumentos de autorrelato, a Escala de Crenças de Violência Conjugal (ECVC) e o Inventário de Violência Conjugal (IVC), e foi ainda utilizada a leitura e análise de relatórios forenses. Da revisão sistemática de literatura podemos concluir que a maioria dos estudos descreve os agressores como tendo crenças legitimadoras de violência nas relações íntimas, sendo elas minimizadoras e/ou de negação da violência. Observa-se no segundo artigo que os agressores apresentam maiores níveis de crenças legitimadoras do que as vítimas. Foram possíveis encontrar correlações significativas entre as crenças legitimadoras de violência dos agressores e a perpetração de violência. Destaca-se ainda que na comparação entre os grupos onde ambos os elementos possuíam crenças, ou onde só o agressor possuía essas crenças, que não existiam diferenças ao nível da perpetração da violência.
- Aliança de trabalho e motivação para a mudança em jovens delinquentesPublication . Pires, Maria Beatriz da Costa Rodrigues Ferreira; Neves, Ana Cristina Sabino PestanaA aliança de trabalho é uma ferramenta crucial que possibilita alterações cognitivas e comportamentais estáveis e positivas. Em contexto forense, apesar da menor predisposição para a colaboração com os profissionais, a aliança é um pré-requisito para a reintegração social e prevenção da reincidência criminal. Aliado a este conceito surge a motivação para a mudança, uma vez que o estabelecimento de uma relação de apoio entre o profissional e o ofensor aumenta a motivação para a alteração dos comportamentos desviantes. No contexto do Sistema Tutelar Educativo, em Portugal, existe uma lacuna nos estudos científicos desenvolvidos com jovens delinquentes que explorem a qualidade da aliança de trabalho, a sua motivação para a mudança e a associação entre ambas. Assim, o presente estudo apresenta como questão de investigação: “Será que existe associação entre a qualidade da aliança de trabalho e a motivação para a mudança em jovens delinquentes?”. A amostra da investigação foi constituída por 23 jovens (12 do sexo feminino e 11 do sexo masculino), com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, a cumprir Medida Tutelar Educativa (MTE) num Centro Educativo (CE) da região de Lisboa. A aliança de trabalho foi avaliada através do Inventário da Aliança Terapêutica (IAT) e do Working Alliance Inventory for Children and Adolescents (WAI-CA). A motivação para a mudança foi analisada através da University of Rhode Island Change Assessment (URICA). Para avaliar o nível de satisfação do jovem com uma sessão de acompanhamento foi utilizada a Session Rating Scale (SRS). De acordo com os resultados desta investigação, comprova-se que quando os valores da qualidade da aliança de trabalho com o técnico aumentam, a motivação para a mudança também aumenta. Em específico, os resultados demonstram que os indicadores da motivação para a mudança aumentam, consoante aumentam determinados aspetos da qualidade da relação com o técnico (e.g., vínculo). Relativamente à idade dos participantes, não foi encontrada uma associação com ambas as variáveis. Por fim, à medida que o tempo de acompanhamento aumenta, diminui a concordância com as tarefas propostas.
- A ansiedade e a sugestionabilidade na recuperação de informação em crianças de idade escolarPublication . Gaspar, Carina Fernandes; Soeiro, Cristina; Monteiro, SusanaEnquadramento: Na colaboração de testemunhas infantis com o sistema de justiça, as crianças são particularmente vulneráveis a enviesamentos, por parte da memória e sugestionabilidade, durante o seu testemunho. Além disso, a ansiedade pode influenciar significativamente a precisão dos seus relatos, dificultando a recuperação de informações de forma clara e credível. Objetivos: O objetivo desta investigação é estudar o impacto de variáveis como o nível de ansiedade em testemunhas de um evento e a sugestionabilidade associada à forma como a recuperação de informação desse evento é efetuada por um entrevistador, em crianças, num contexto não forense. Participantes: A amostra é composta por 40 crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 11 anos (21 raparigas e 19 rapazes), provenientes de escolas com o 1º e o 2º ciclo de estudos (3º ao 6º de escolaridade). Método: Para avaliar o impacto da sugestionabilidade do entrevistador foi criado um protocolo de estudo que envolveu a realização de um vídeo de cerca de 2 minutos sobre o desaparecimento de um livro, a elaboração de dois guiões diferentes (entrevista cognitiva e standard) e uma grelha de análise das respostas com base em análise de conteúdo. Para a medição da ansiedade foi aplicado o State-Trait Anxiety Inventory for Children (STAIC). Resultados: As crianças do grupo da entrevista cognitiva exibiram menos erros associados à descrição da sala de aula/contexto, descrição física do professor e ao conteúdo do vídeo, comparativamente ao grupo da entrevista standard. As crianças do grupo da entrevista cognitiva deram também mais acertos em perguntas relativas à interrupção da aula e à professora ser acusada de roubo. O grupo das crianças com níveis mais elevados de ansiedade-traço apresentou menos erros na descrição da sala de aula/contexto, assim como mais acertos na pergunta relativa à interrupção da aula. As crianças do grupo com níveis mais elevados de ansiedade-estado, deram menos erros associados ao conteúdo do vídeo, bem como mais acertos na descrição da sala de aula e nos cenários imaginados pelo professor. Conclusão: As crianças com níveis mais elevados de ansiedade apresentaram um melhor desempenho. O tipo de entrevista influenciou a qualidade dos relatos das crianças, com a entrevista cognitiva a resultar em menos erros e mais acertos, demonstrando a sua eficácia na obtenção de relatos mais completos e credíveis.
- Autocontrolo e práticas parentais : relação com a deliquência juvenilPublication . Guerreiro, Ana Rita Caeiro; Neves, Ana Cristina Sabino PestanaO autocontrolo é uma capacidade humana com particular importância no que se refere à regulação de comportamentos, pensamentos e emoções. Atendendo à importância e influência do autocontrolo nos vários aspetos da vida do ser humano importa estudar a sua relação com a delinquência, e os estilos parentais. Contudo, no que concerne à literatura científica nacional, não existem estudos em que tenham explorado esta relação. A presente investigação tem como principal objetivo compreender qual a relação entre o autocontrolo, os estilos e práticas parentais e a delinquência juvenil em Portugal. A amostra do presente estudo é constituída por 60 jovens portugueses e respetivos pais ou representantes legais, num total de 120 participantes. As famílias dividem-se em dois grupos - sinalizadas (n=30) e não sinalizados (n=30) no âmbito de processos de promoção e proteção. Os participantes responderam a um protocolo constituído por três instrumentos de avaliação. Os pais ou tutores legais responderam ao Questionário de Estilos e Dimensões Parentais - Versão reduzida (QDEP). Os filhos responderam à Escala Breve de Autocontrolo (BSCS-R) e Escala de Delinquência Auto-Relatada Adaptada para adolescentes (ASRDS). Verificou-se que o estilo democrático é o estilo parental mais utilizado e que os jovens desta amostra apresentam um nível considerável de autocontrolo e um baixo índice de delinquência. Foi possível verificar que quanto maior o nível de autocontrolo, menor o nível de delinquência juvenil. Foi também observado que o grupo de famílias sinalizadas se caracterizava por uma educação baseada no estilo autoritário, ao contrário das não sinalizadas, cuja educação é baseada no estilo democrático. Por fim, apurou-se que maiores níveis de autocontrolo são preditores de menores níveis de delinquência juvenil e que quando a educação tem por base o estilo autoritário, maiores são os níveis de delinquência juvenil. Assim, o baixo autocontrolo e o estilo parental autoritário parecem determinantes para o desenvolvimento da delinquência juvenil, sendo importantes alvos no sentido da sua prevenção.
- Avaliação da psicopatia: estudo exploratório em estudantes de psicologia, direito e ciências políticasPublication . Pereira, Margarida Alexandra Capucho; Neves, Ana Cristina Sabino PestanaNos últimos tempos o estudo da psicopatia tem-se focado no contexto prisional, no entanto é importante estudar esta num contexto não criminal. No entanto, Portugal carece de instrumentos para a avaliação da psicopatia em população normativa. O presente estudo encontra-se dividido em dois artigos sendo que o primeiro tem como objetivo adaptar e a reunir evidências preliminares acerca das propriedades psicométricas do instrumento Elemental Psychopathy Assessment (EPA) e o segundo tem como objetivo explorar e comparar a prevalência de traços de psicopatia em estudantes de Psicologia, Direito e Ciências Políticas . A amostra é constituída por 187 participantes que se encontram a frequentar a licenciatura de psicologia, direito e ciências políticas com idades compreendidas entre os 18 e os 39 anos. No que concerne aos instrumentos utilizados estes foram o Elemental Psychopathy Assessment (EPA), o Levenson Self Report Psychopathy Scale (LSRPS) e o Inventário de Personalidade Narcísica (NPI-13). Como principais resultados pode-se observar que o Elemental Psychopathy Assessment apresenta uma boa consistência interna tanto no seu todo como em cada item que o compõe. Observa-se ainda que a presença de traços psicopáticos não está diretamente relacionada à escolha vocacional de um individuo, que os indivíduos do sexo masculino apresentam mais traços psicopáticos do que os indivíduos do sexo feminino, sendo que no que respeita ao curso de direito, no presente estudo a amostra obtida apresentou mais traços psicopáticos no sexo feminino comparado ao sexo masculino.
- Avaliação de risco de violência doméstica : impacto na tomada de decisão judicialPublication . Vicente, Daniela Sofia Abrunhosa; Neves, Ana Cristina Sabino Pestana; Almeida, Iris Sofia Balbino de; Baúto, RicardoO trabalho dos Psicólogos Forenses no auxílio à tomada de decisão judicial no crime de Violência nas Relações de Intimidade (VRI) tem assumido cada vez mais importância. Tendo em consideração as particularidades deste tipo de crime, o Tribunal pode solicitar uma Avaliação de Risco de VRI com vista à identificação do nível de risco de reincidência e de violência, bem como à determinação dos fatores que podem contribuir para o uso futuro da violência. A escassez de literatura nacional sobre o impacto destas avaliações na tomada de decisão judicial destaca a pertinência desta investigação que apresenta como objetivo analisar o referido impacto, caracterizando 95 avaliações de risco elaboradas no Gabinete de Informação e Atendimento à Vítima (GIAV) e no Gabinete de Psicologia Forense (GPF) da Egas Moniz School of Health & Science, averiguando a relação entre os resultados das avaliações de risco e as medidas judiciais aplicadas aos arguidos, e analisando a alusão às avaliações de risco nas respetivas peças processuais. Com os resultados obtidos, não ficou evidenciado o impacto do nível de risco de violência futura na tomada de decisão judicial. Após a consulta de 69 peças processuais, 72.46% das mesmas mencionaram a avaliação de risco através da escrita por palavras do decisor de aspetos significativos do relatório da avaliação (61.54%), da menção apenas da existência da avaliação (30.77%), da referência a implicações futuras descritas no relatório (1.92%) e da transcrição direta de frases do relatório (5.77%). Com base nos resultados obtidos, denota-se uma maior valorização de outras provas documentais e/ou testemunhais na tomada de decisão judicial em detrimento do trabalho do Psicólogo Forense no que diz respeito à determinação do nível de risco de violência futura, reforçando, no entanto, a ideia de que esta decisão não é tomada apenas com base no critério do nível de risco, existindo outros fatores legais e extralegais a serem considerados pelo decisor.
- Caracterização da relação entre maus-tratos e delinquência e das crenças sobre a violência em jovens do concelho de MouraPublication . Ragageles, Rute I.; Neves, Ana Cristina Sabino PestanaO presente estudo empírico tem como principais objetivos verificar se a relação entre maus-tratos e delinquência (e.g. Brezina, 1998; Falshaw, 2005) se replica no concelho de Moura (Baixo Alentejo) e caracterizar as crenças sobre a violência em crianças e jovens deste concelho.
