Logo do repositório
 

EM - IUEM - Análises Clínicas

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 10 de 19
  • Microbioma e o impacto na obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2
    Publication . Carneiro, Amanda Santos; Barroso, Maria Helena
    A obesidade é um problema de saúde pública global, estima-se que a nível global o número de casos seja de 603,7 milhões. A obesidade é caracterizado pelo excesso de gordura corporal, e está associada a um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e distúrbios respiratórios. A síndrome metabólica, por sua vez, resulta da combinação de obesidade com outros fatores como hiperglicemia, dislipidemia e hipertensão (Katsimardou et al., 2019). A diabetes mellitus é uma doença crónica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue. A insulina, produzida pelo pâncreas, permite a absorção da glicose pelas células. Na diabetes, esse processo é comprometido, levando a sintomas como fadiga e sede excessiva. Existem três formas principais da doença: tipo 1, tipo 2 e gestacional. A diabetes tipo 2 representa a maioria dos casos (90–95%) e está fortemente associada à obesidade, sendo caracterizada pela resistência à insulina, ao invés da ausência total de insulina (American Diabetes Association, 2011). O microbioma é o conjunto de microrganismos que habitam diferentes regiões do corpo humano, sendo o trato gastrointestinal um dos locais com maior diversidade microbiana. Este microbioma desempenha funções essenciais na digestão, imunidade e regulação metabólica. A composição é única em cada indivíduo, mas pode ser influenciada por fatores como dieta, estilo de vida, medicamentos e estado de saúde. O intestino é especialmente rico em microrganismos, com destaque para os filos Firmicutes e Bacteroides. Alterações na sua composição têm sido ligadas a distúrbios como obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2 (Green et al., 2020). Este estudo tem como objetivo reunir a informação de diversos outros estudos feitos em modelos animais, ou até mesmo dados epidemiológicos, e perceber o impacto dos fatores externos sobre a composição do microbioma e o impacto que este pode ter sobre a obesidade, a síndrome metabólica e diabetes tipo 2. E assim, perceber qual a dieta indicada de seguir, e os probióticos indicados para potencializar o tratamento destas condições em estudo.
  • Salmonella enterica não tifoide : fatores de virulência, resistência aos antibióticos, epidemiologia e surtos
    Publication . Silva, Márcia Sofia Ferras Da; Bessa, Lucinda
    Salmonella enterica é uma bactéria patogénica que coloniza o trato gastrointestinal de aves e mamíferos e pode causar infeções em humanos. A espécie divide-se em várias subespécies e em mais de 2600 serotipos diferentes, agrupados em serotipos de S. enterica tifoide e não-tifoide. Em humanos, as infeções por S. enterica manifestam-se essencialmente sob três formas: salmonelose não-tifoide não invasiva, salmonelose não-tifoide invasiva e febre tifoide. A salmonelose não-tifoide é geralmente uma gastroenterite aguda, resultante da ingestão de alimentos malcozinhados e/ou contaminados. O período de incubação varia entre 12 e 72 horas, e a gravidade da doença depende de fatores como o número de bactérias ingeridas, o estado imunológico do indivíduo e o serotipo envolvido. Na União Europeia, a salmonelose é a segunda causa mais frequente de infeções gastrointestinais, logo após as provocadas por Campylobacter. O objetivo desta revisão narrativa foi analisar os principais fatores de virulência, os mecanismos de resistência aos antibióticos, a epidemiologia e os surtos relevantes e/ou recentes associados a S. enterica não-tifoide (SNT). Esta revisão permitiu evidenciar que a patogenicidade de SNT resulta da interação de múltiplos fatores de virulência, como ilhas de patogenicidade, sistemas de secreção, fímbrias, flagelos e formação de biofilmes, que permitem à bactéria aderir, invadir e sobreviver no hospedeiro, escapando à resposta imunitária. A sua elevada plasticidade genética e capacidade de regulação epigenética reforçam o seu papel como agente zoonótico persistente e disseminável. Paralelamente, destacou-se a crescente preocupação com a resistência antimicrobiana, potenciada pela transferência horizontal de genes, pela formação de biofilmes e pelo uso excessivo de antibióticos, o que compromete a eficácia terapêutica e exige estratégias integradas de controlo e uso racional destes fármacos. Assim, este trabalho contribuirá para uma melhor compreensão da importância clínica e epidemiológica desta bactéria, reforçando a necessidade de estratégias eficazes de vigilância e prevenção em saúde pública.
  • Métodos laboratoriais para o diagnóstico de mieloma múltiplo
    Publication . Zenzela, Yolanda; Moutinho, Maria Guilhermina; Gago, Maria Teresa
    O mieloma múltiplo (MM) é uma neoplasia maligna das células plasmáticas, caracterizada pela proliferação clonal de células plasmática na medula óssea, que compromete a hematopoiese normal. A incidência é superior em indivíduos afro-americanos e do sexo masculino. O diagnóstico baseia-se numa avaliação clínica e laboratorial e requer a presença de, pelo menos, um evento definidor de mieloma (CRAB: hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e lesões ósseas) associado a plasmocitose medular clonal superior a ³10%. Objetivo: analisar e sistematizar, através de revisão bibliográficaos principais métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico do MM, destacando a sua eficácia, precisão e aplicabilidade na prática clínica. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica com recurso a base de dados científicas (Pubmed, Medline, Cochrane Library). Foram selecionadas 79 referências científicas publicadas entre 2002 e 2025 sobre Mieloma múltiplo. Conclusão: O diagnóstico do MM requer uma abordagem multidisciplinar, integrando dados laboratoriais, clínicos e imagiológicos, essenciais para a definição do estadiamento, prognóstico e planeamento terapêutico. A vigilância regular é fundamental para detetar precocemente a progressão de gamopatias monoclonais de significância indeterminada (MGUS) para MM.
  • Nanotechnology applications in drug delivery and clinical diagnostics
    Publication . Sdiri, Yosra; Pinto, Ana Isabel Fernandes
    The following work focuses on the potential of nanoparticle-based strategies to transform healthcare, namely in drug delivery and clinical diagnosis. Additionally, it investigates the design and use of nanomaterials in such applications. A variety of nanocarriers, such as inorganic nanoparticles like silica, iron oxide, and gold, and polymeric nanoparticles including polymersomes, dendrimers, and nanogels, which contribute to the enhancement of to the drug delivery techniques, are described. The potential of lipid-based nanomaterials, such as liposomes, niosomes, and solid lipid nanoparticles, to improve drug bioavailability and targeting effectiveness is also discussed. Nano-based biomedical technologies, such as monitoring systems and nanobiosensors, demonstrate improvements in precision diagnostics and real-time patient monitoring in the diagnostic field. Focus is placed on the use of nanoparticles in cancer treatment, emphasizing their efficacy in targeted therapy and in theragnostic applications, which combine therapeutic and diagnostic properties. The monography also emphasizes on the optimization techniques for the safety and effectiveness of nanoparticles, namely increased drug loading capacity, targeted delivery, and biocompatibility. Lastly, the challenges and potential prospects of nanotechnology in healthcare are examined, considering both the revolutionary possibilities and the obstacles that must be removed for wider clinical application.
  • RNA não codificantes e aplicações terapêuticas
    Publication . Parreira, Inês Alexandra Coelho; Silva, Alexandra Maia e
    Existem dois tipos de RNA classificados de acordo com a sua capacidade de codificação, o RNA com capacidade de codificar proteínas e o RNA sem capacidade de codificar, sendo estes últimos conhecidos como RNA não codificantes (ncRNA) (Paulo et al.2013). O ncRNA era inicialmente visto como lixo transcricional por pertencer a uma classe de moléculas que não eram traduzidas em proteínas, porém, já foram realizados diversos estudos que comprovam a sua importância a nível biológico (Riella 2019). Esta classe de moléculas tem vindo a ser cada vez mais estudada dado o seu potencial na deteção, desenvolvimento e tratamento de alterações fisiológicas (Loganathan e Doss 2023). O RNA não codificante pode ser dividido de acordo com o seu tamanho em ncRNA curtos (sncRNA), os quais contêm 200 nucleótidos ou menos, e os ncRNA longos (lncRNA), que contêm mais de 200 nucleótidos de comprimento. Dentro da categoria dos sncRNA existem ainda os microRNA (miRNA), pequenos RNA de interferência (siRNA) e piwi-interacting RNA (piRNA) (Toden et al.2021). Expressões alteradas de ncRNA são encontradas inúmeras vezes associadas a doenças humanas como o cancro da mama, doenças autoimunes, Alzheimer entre outras e por este motivo acredita-se no seu potencial como biomarcadores e na contribuição do desenvolvimento de fármacos tendo como alvo os ncRNAs (Matsui e Corey 2017). Apesar de já existirem diversos ncRNA a serem estudados como potenciais alvos terapêuticos ainda existem alguns obstáculos a superar, nomeadamente a biodisponibilidade e distribuição sistémica, uma vez que alguns ncRNA são degradados rapidamente pelas nucleases, eliminados pelos rins ou apresentam tendência para se acumularem em determinados tecidos, fatores que dificultam a chegada aos alvos pretendidos (Zhang et al .2021).
  • Disfunções da tiroide e o seu impacto em pacientes com Diabetes mellitus
    Publication . Lopes, Filipa Santos; Almeida, Rui Miguel Lourenço Rocha de
    Introdução: As disfunções da tiroide influenciam significativamente a saúde metabólica, especialmente em doentes com diabetes mellitus. A co-existência destas patologias é comum e tem importantes implicações clínicas. A interação entre estas doenças é intrincada, pois as disfunções tiroidianas podem afetar o controlo glicémico, enquanto o estado glicémico pode também influenciar a função da tiroide. Objetivos: Este estudo teve como principal objetivo realizar uma revisão narrativa sobre as disfunções da tiroide e o seu impacto em pacientes com diabetes mellitus. Métodos: A investigação baseou-se numa revisão narrativa de estudos científicos publicados nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e Google Scholar. Foram incluídos artigos que analisaram a relação entre disfunções da tiroide e o seu impacto em doentes com diabetes mellitus, bem como artigos que discutiram o efeito do tratamento das disfunções tiroidianas no controlo glicémico. A pesquisa recaiu em estudos envolvendo doentes adultos diagnosticados com diabetes mellitus e distúrbios da tiroide, analisando o impacto do tratamento destes últimos nos níveis de glucose no sangue e na hemoglobina glicada A1c (HbA1c), que constitui um marcador do índice glicémico médio. Resultados: Os estudos analisados indicaram uma associação clara entre as disfunções tiroidianas e o controlo da diabetes mellitus, evidenciando o impacto do hipotiroidismo e do hipertiroidismo no metabolismo da glucose. O hipotiroidismo, caracterizado pela redução da função tiroidiana, foi frequentemente associado a uma maior resistência à insulina, dificultando o controlo glicémico em doentes com diabetes tipo 2. O hipertiroidismo, por outro lado, pode aumentar a degradação de insulina e acelerar o metabolismo da glucose, dificultando o controlo glicémico em doentes com diabetes tipo 1 e tipo 2. Conclusão: O diagnóstico atempado e o tratamento adequado das disfunções da tiroide em doentes com diabetes mellitus são essenciais para melhorar o controlo glicémico e minorar o risco de complicações.
  • Diagnóstico e manifestações clínicas do lúpus eritematoso sistémico
    Publication . Malú, Neima Cristina Lima; Ribeiro, Carlos Zagalo; Gago, Maria Teresa
    O lúpus eritematoso sistémico é uma doença de natureza autoimune que apresenta maior prevalência em mulheres e em certos grupos étnicos. Assim como outras doenças autoimunes não se sabe ao certo a etiologia desta patologia, mas vários mecanismos fisiopatológicos já foram estudados e constatou-se que são vários os fatores que contribuem para o seu desenvolvimento, nomeadamente a desregulação de mecanismos imunológicos, fatores genéticos, hormonais e ambientais. Os mecanismos desencadeados por esses fatores permitem que haja uma diversidade de manifestações clínicas que podem afetar diferentes tecidos e órgãos, o que contribui para o aparecimento de sinais e sintomas leves, intermédios, graves e muito graves. O diagnóstico do lúpus eritematoso sistémico não é fácil devido a diversidade das manifestações, mas o desenvolvimento de critérios para esse fim têm facilitado este processo. As manifestações clínicas juntamente com meios complementares como exames laboratoriais são elementos fundamentais para um diagnóstico assertivo e adequado.
  • Diagnóstico laboratorial da infeção por SARS-CoV-2
    Publication . Gamado, Ana Catarina Major; Gomes, Perpétua
    A doença infeciosa respiratória COVID-19 causada pelo novo vírus SARS-CoV-2, tornou-se, a nível internacional uma emergência de saúde pública. A pandemia decorrente da elevada transmissibilidade e a rápida disseminação do vírus causou uma crise humanitária com impactos sociais e económicos em todo o mundo. Inicialmente os sintomas são febre, tosse, fadiga e congestão nasal, mas podem progredir rapidamente para estados de saúde mais críticos tais como a síndrome respiratória aguda severa e a morte. Para além da diversidade de sintomas relatados por pacientes infetados, existem indivíduos que não apresentam qualquer sintomatologia. Desta forma torna-se fulcral, a deteção precoce da infeção viral ativa para o controlo desta pandemia. Para responder a esta necessidade, foram desenvolvidos diversos testes de diagnóstico laboratorial, com diferentes características. Em Portugal, a deteção da infeção aguda por SARS-COV-2 é efetuada com recurso aos testes de diagnóstico laboratorial, RT-PCR, RT-LAMP, TMAAptimaTM e o teste rápido de antigénio. Esta monografia tem como objetivo sintetizar a informação existente em relação aos vários testes laboratoriais, de forma a esclarecer a adequabilidade de utilização de cada um deles e permitir a aplicação do método mais adequado às diferentes situações no terreno.
  • Fatores preditivos de anemia na população acima de 50 anos
    Publication . Monteiro, Ana Lúcia Carradas; Ribeiro, Carlos Zagalo
    Introdução: A anemia, considerada um problema de saúde global, tem algumas consequências adversas na saúde, como a redução da oxigenação dos tecidos, que podem levar a uma redução do desempenho físico e mental, bem como ter interferência na qualidade de vida. Objetivo: Esta investigação, teve como objetivo compreender quais são os fatores que podem mais frequentemente predispor um indivíduo para a presença de anemia a partir dos 50 anos, na população residente na Área Metropolitana de Lisboa. Metodologia: A recolha de dados realizou-se através de um questionário anónimo, preenchido por indivíduos com idade ≥50 anos, residentes na Área Metropolitana de Lisboa. A sua aplicação realizou-se através da plataforma Google Forms. As questões que integram o questionário estão relacionadas com características sociodemográficas, saúde e hábitos alimentares dos indivíduos. O tratamento estatístico foi feito através do programa informático SPSS. Resultados: A amostra incluiu 214 indivíduos, 124 mulheres e 90 homens com idades compreendidas entre os 50 e os 84 anos. Os inquiridos residiam sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa Sul (78%). Na análise estatística realizada, obteve-se significância estatística nas associações entre sexo e anemia (p<0.001), bebidas alcoólicas e anemia (p≤0.05), doença da tiróide e anemia (p≤0.05), tipo de carne e anemia (p≤0.05), atum fresco e anemia (p≤0.05), grão-de-bico e anemia (p≤0.05) e lacticínios e anemia (p≤0.05). Conclusão: Os indivíduos que reportaram já alguma vez ter tido anemia eram sobretudo do sexo feminino. A proporção de indivíduos que reportaram já alguma vez ter tido anemia foi também significativamente mais elevada nos indivíduos que não consomem bebidas alcoólicas, nos que já alguma vez foram diagnosticados com doença da tiróide, nos que consomem com mais frequência carne vermelha, nos indivíduos que não costumam comer atum fresco, nos que costumam comer grão-de-bico e nos que comem lacticínios.
  • Impacto da Covid-19 na saúde dos estudantes universitários
    Publication . Claro, Bernardo Filipe Emídio; Ribeiro, Carlos Zagalo
    Introdução: O novo coronavírus, SARS-CoV-2, causou uma pandemia mundial e como resultado houve alterações na saúde em geral, sendo os estudantes universitários um dos grupos mais afetados. Objetivo: Avaliar o impacto da COVID-19 na saúde dos estudantes universitários. Descobrindo quais os sintomas mais prevalentes. Qual o impacto tido na sua saúde mental. Quais as mudanças nos seus estilos de vida. Verificar a existência de possíveis associações entre variáveis. Quais os seus comportamentos individuas (testagem e vacinação). Qual a sua confiança no trabalho desempenhado pelos profissionais de saúde. Metodologia: A recolha de dados realizou-se através da aplicação de um questionário, preenchido por alunos da Cooperativa de Ensino Superior Egas Moniz, utilizando a plataforma Google Forms. Constituído por questões onde os participantes apenas poderiam assinalar uma opção em cada pergunta, indo estas de encontro ao objetivo. O tratamento estatístico realizou-se através do programa informático IBM SPSS. Resultados: Entre os 221 alunos que fizeram parte deste estudo, 100 já teve COVID-19, sendo os sintomas mais frequentes tosse, fadiga, cefaleias, rinorreia e mialgias. A maior alteração tida na sua saúde mental foi o aumento da ansiedade (N=142) e no estilo de vida a prática de menos atividade física (N=127). Os resultados obtidos sugerem que há uma associação entre as seguintes variáveis: Sexo, Stress, Ansiedade, Tabaco, Alimentação menos Saudável com a variável COVID-19 e Stress e Ansiedade com a variável Sexo. Do total de alunos que participou neste estudo, 216 já realizou pelo menos um teste para deteção do vírus, 216 foram vacinados e 211 revelou ter confiança no trabalho realizado pelos profissionais de saúde. Conclusão: Esta pandemia causou um impacto profundo nos estudantes universitários, alterando o seu estado de saúde. Apoio psicológico e social deve ser fornecido pelas instituições de ensino superior promovendo uma saúde plena dos seus estudantes.