EM - IUEM - Medicina Dentária
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Entradas recentes
- Avaliação e caracterização da mucosa edêntula na clínica dentária universitária Egas Moniz na consulta de reabilitação oralPublication . Pandaio, Ana Rita Vicente Coutinho dos Santos; Maurício, Paulo; Forjaz, Ana Lacerda; Reis, José AlexandreObjetivos: Descrever o perfil epidemiológico do tipo de edentulismo nos pacientes avaliados na Unidade Curricular de Clínica de Reabilitação Oral I, II e III na Clínica Dentária Universitária Egas Moniz e estabelecer a sua relação com a morfologia gengival e variáveis específicas do paciente. Materiais e Métodos: Dos 59.500 processos clínicos disponíveis na CDUEM foram avaliados 1411 processos que após aplicados os critérios de inclusão e exclusão passaram a 487 processos de doentes usados para a amostra, que frequentaram a consulta de Reabilitação Oral I, II e III da CDUEM, durante o período compreendido entre Outubro de 2023 e Abril de 2025. As informações, devidamente anonimizadas, foram recolhidas a partir das histórias clínicas elaboradas no âmbito das referidas Unidades Curriculares sendo caracterizados pelas seguintes variáveis: idade, sexo, tipo de edentulismo da Maxila e Mandíbula, freios, mucosa, forma e tamanho da língua, fazendo uma análise estatística e descritiva de todos os dados recolhidos. Resultados: A amostra incluiu 48% doentes do sexo masculino e 52% do sexo feminino, com uma média de idades de 61 anos. A Classe III de Kennedy foi a mais prevalente na maxila (≈39%) e a Classe I na mandíbula (≈35%). O tipo de mucosa mais frequente foi a firme (≈83%). A maioria dos freios apresentou inserção normal e dimensão considerada normal. A língua mostrou morfologia normal em mais de 90% dos casos, com macroglossia registada em cerca de 6%. As alterações mucosas foram pouco prevalentes, destacando-se casos isolados de estomatite protética e epúlides. Conclusões: Os resultados indicam que a população estudada apresenta predominantemente mucosa firme e edentulismo posterior, refletindo padrões típicos de perda dentária em adultos. A caracterização obtida fornece informações relevantes para o planeamento das reabilitações orais removíveis e reforça a importância da avaliação individual dos tecidos de suporte.
- Impacto dos regimes alimentares, como o cetogénico, o jejum intermitente e o vegano na saúde oralPublication . Sinot, Marylou Liliane Monique; Gaspar, Evguenia Pavlovna BekmanIntrodução: Nos últimos anos, dietas alternativas como a vegana, a cetogénica e o jejum intermitente ganharam grande visibilidade, motivadas por razões de saúde, convicções éticas, espirituais ou ambientais. Estas práticas, ainda que promissoras sob vários aspetos metabólicos, podem exercer repercussões diretas e indiretas na saúde oral. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo analisar de forma crítica os impactos de três dietas alternativas (vegana, cetogénica e jejum intermitente) sobre a saúde oral, considerando riscos, benefícios, mecanismos fisiopatológicos e implicações para a prática clínica do médico dentista. Métodos: Foi realizada uma revisão narrativa com base em literatura científica. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas e ensaios clínicos que abordassem as consequências destas dietas na cavidade oral, nomeadamente no metabolismo mineral, na resposta inflamatória, na microbiota oral, na saliva e nas manifestações mucosas. Resultados: A dieta vegana associa-se frequentemente a carências em vitamina B12, ferro, cálcio, vitamina D e ácidos gordos essenciais, com manifestações orais como glossite, estomatodinia o a erosão ácida. A dieta cetogénica pode induzir halitose, xerostomia, alterações da microbiota oral também revele efeitos anti-inflamatórios potenciais. O jejum intermitente mostra impacto variável no fluxo salivar, na composição da microbiota e em marcadores inflamatórios, com resultados preliminares sugerindo benefícios periodontais. Conclusão: As dietas alternativas exercem efeitos multifatoriais na saúde oral, que dependem tanto da adequação nutricional como do perfil individual do paciente. O médico dentista deve adotar uma abordagem integrativa e interdisciplinar, baseada na escuta ativa e no respeito pelas escolhas alimentares, para antecipar riscos e propor estratégias preventivas personalizadas. Apesar dos avanços, são necessárias investigações mais robustas e de longo prazo para consolidar a evidência científica e orientar recomendações clínicas seguras.
- Inovação em reabilitação oral: o impacto da impressão 3D em comparação com a fresagemPublication . Horta, Pedro Miguel Matado; Costa, Joana Vieira Almeida e; Gorea, NinaA Medicina Dentária tem sofrido uma transformação profunda com a integração de tecnologias digitais, que revolucionaram os processos de diagnóstico, planeamento e execução em reabilitação oral. Entre estas, a fresagem Computer-Aided Design/Computer-Aided Manufacturing e a impressão 3D assumem-se como marcos determinantes, oferecendo novas possibilidades de precisão, personalização e eficiência clínica. Estas ferramentas não representam apenas uma substituição de métodos convencionais, mas sim uma mudança paradigmática que coloca o paciente no centro do tratamento e amplia o espectro terapêutico disponível. A análise da literatura revelou que a fresagem, como técnica subtrativa, se distingue pela elevada precisão marginal, estabilidade dimensional e resistência mecânica, sendo indicada para restaurações definitivas. Por outro lado, a impressão 3D, como técnica aditiva, destacou-se pela capacidade de reduzir desperdício, reproduzir geometrias complexas e fabricar múltiplos dispositivos em simultâneo, com vantagens em sustentabilidade, custo e rapidez de produção. Ambas as tecnologias demonstraram desempenho clínico aceitável, mas enfrentam desafios relacionados com custos de implementação, necessidade de formação especializada e variabilidade interlaboratorial. A fresagem e impressão 3D são complementares e indispensáveis na prática contemporânea, contribuindo para reabilitações mais previsíveis, estéticas e funcionais. O futuro aponta para fluxos híbridos, integração de inteligência artificial e desenvolvimento de biomateriais avançados, consolidando a reabilitação oral digital como padrão de excelência.
- Avaliação da taxa de sucesso e de sobrevivência dos implantes colocados na 1ª e 2ª edição da pós-graduação em implantologia da Egas Moniz School of Health & SciencePublication . Gago, Luna Arrais; Gaspar, João; Lima, LeonelIntrodução: A perda dentária tem um impacto significativo na função mastigatória, na estética e na qualidade de vida dos pacientes. Os implantes dentários representam atualmente a terapêutica de eleição para a reabilitação oral, com elevadas taxas de previsibilidade a longo prazo. A análise das taxas de sobrevivência e de sucesso é fundamental não só para validar os protocolos clínicos, mas também para aferir a eficácia da formação académica em implantologia. Objetivo: Avaliar a taxa de sobrevivência e a taxa de sucesso dos implantes colocados na 1.ª e 2.ª edições da Pós-Graduação em Implantologia (PGI) da Egas Moniz School of Health & Science. Materiais e métodos: Estudo retrospetivo e observacional realizado no Campus Universitário Egas Moniz School of Health & Science. Incluíram-se pacientes com registos clínicos completos, radiografias pós-operatórias. Avaliaram-se taxas de sobrevivência e sucesso segundo a classificação ICOI Pisa Implant Quality of Health (2007), recorrendo a análise estatística descritiva e inferencial. Resultados: Foram analisados 223 implantes, dos quais apenas 7 falharam, correspondendo a uma taxa de sobrevivência de 96,9%. A taxa de sucesso (estadio I) foi de 84,8%, enquanto 11,7% se encontraram em estadio II (satisfatório), 0,4% em estadio III (comprometido) e 3,1% em estadio IV (falha). As falhas foram mais frequentes na maxila posterior, região de menor densidade óssea. Fatores como diabetes controlada, alergia à penicilina, regeneração óssea ou torque de inserção não demonstraram associação estatisticamente significativa com insucesso implantar. Conclusões: Os resultados confirmam que os implantes colocados no contexto académico da PGI apresentam elevadas taxas de sobrevivência e sucesso, comparáveis às reportadas na literatura. Destaca-se a importância do planeamento cirúrgico em áreas de menor densidade óssea, como a maxila posterior, bem como a experiência clínica adquirida durante a formação. Estes dados reforçam a previsibilidade da implantologia como solução reabilitadora e validam a eficácia do ensino prático especializado em ambiente universitário.
- Caracterização dos rebordos dos doentes edêntulos da clínica universitária Egas MonizPublication . Brugidou, Carla; Reis, José Alexandre; Forjaz, Ana LacerdaObjetivo: Avaliar os pacientes desdentados no arco superior/ou inferior de 18 anos ou mais que vão às consultas de Reabilitação Oral I e II na Clínica Egas Moniz, com o intuito de caracterizar as suas estruturas ósseas orais e determinar os tipos mais comuns de rebordo alveolar. Materiais e Métodos: No âmbito do presente estudo, foram analisados todos os 59.500 processos clínicos disponíveis na Clínica Dentária Universitária Egas Moniz até janeiro de 2025. A partir desse conjunto, procedeu-se a uma triagem inicial, tendo sido incluídos os processos relativos a pacientes que realizaram pelo menos uma consulta no contexto da Unidade Curricular de Clínica de Reabilitação Oral I, II e III, entre Outubro de 2023 e Abril de 2025. As informações anonimizadas, foram recolhidas a partir das histórias clínicas elaboradas no âmbito das referidas Unidades Curriculares, sendo estas preenchidas por alunos do 4.º e 5.º anos do curso, sob a orientação e supervisão dos docentes responsáveis. Resultados: 52% dos processos eram do sexo feminino e a idade média foi de 61,28 anos. O tipo de rebordo alveolar no sentido mésio-distal mais prevalente na maxila e na mandíbula é plano. O tipo de reabsorção no sentido cérvico-oclusal mais prevalente é médio na maxila. Na maxila e na mandíbula, a forma do rebordo alveolar mais prevalente é arredondada. Rebordos regulares são os mais prevalentes em ambas as arcadas. A forma da arcada mais prevalente é arredondada na maxila e na mandíbula. O tamanho da arcada mais prevalente é médio tanto na maxila e na mandíbula. O tórus é ausente na maioria do tempo. A abóbada palatina em U é mais prevalente na maxila. Conclusões: As características mas predominantes são a forma do rebordo arredondada, o rebordo regular, a forma da arcada arredondada, o tamanho da arcada médio e o tórus ausente.
- Resistência adesiva à dentina por microtração de um sistema adesivo de baixo custo após envelhecimentoPublication . Carreiras, Catarina Filipe Moreno; Moura, Pedro de Melo e; Costa, Joana Vieira Almeida eObjetivos: Avaliar a resistência adesiva à dentina, através do teste de microtração, utilizando um adesivo self-etch de baixo custo (OliEtch Bond, Olident) em comparação com um adesivo universal (ScotchbondTM Universal® Plus) após envelhecimento térmico. Materiais e Métodos: Vinte molares definitivos hígidos humanos, previamente preparados, foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos experimentais (n =10): Grupo SBU (controlo) - ScotchbondTM Universal® Plus e Grupo OEB (experimental) – OliEtch Bond. Inicialmente foram realizados cortes para expor a dentina superficial e, de seguida, simulou-se a smear layer para posterior aplicação do sistema adesivo e da resina composta, de acordo com o protocolo de cada grupo experimental. Os dentes previamente restaurados foram submetidos a 10 000 ciclos de termociclagem e seccionados em palitos de 1 mm2, sendo submetidos ao ensaio de microtração numa máquina de testes universal (1 kN; 0,5 mm/min). Foram observadas as superfícies de fratura num estereomicroscópio e registado o tipo de falha. Os dados foram analisados estatisticamente com os testes Mann-Whitney (α = 0,05). Um palito por grupo foi selecionado aleatoriamente para observação no MEV. Resultados: Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas (p = 0,023) entre os dois grupos, com o Scotchbond™ Universal Plus a apresentar valores de μTBS superiores e mais consistentes quando comparado com o OliEtch Bond. A maioria das falhas registadas em ambos os grupos foi de natureza adesiva. As imagens obtidas por MEV demonstraram uma camada híbrida contínua e homogénea em ambos os grupos experimentais, sem diferenças morfológicas marcantes. Conclusões: A resistência adesiva à dentina foi significativamente superior com o Scotchbond™ Universal Plus em comparação com o OliEtch Bond após envelhecimento térmico.
- Associação entre periodontite, halitose e valores de saúde oral : estudo transversalPublication . Silva, Isabel Fonseca e; Pinto, Catarina Pequito Izidoro de Sousa; Machado, VanessaIntrodução: A periodontite é a segunda causa mais frequente de halitose intraoral, pela produção de compostos sulfurosos voláteis (CSVs) e associada a um impacto pscicossocial negativo. Compreender a autoperceção dos doentes é fundamental para reforçar a consciência e a adesão aos tratamentos dentários. Objetivos: Investigar a associação entre a periodontite e a halitose, o seu impacto na qualidade de vida e na auto-percepção da saúde oral. Materiais e Métodos: Estudo piloto transversal que incluiu doentes do departamento de periodontologia da clínica dentária Egas Moniz (Monte da Caparica, Portugal). Foram elegíveis participantes (18- 65 anos), com diagnóstico de periodontite segundo a classificação de 2018 da FEP/AAP. A halitose foi quantificada com auxílio do monitor de sulfuretos. As avaliações psicométricas incluíram o Oral Health Impact Profile (OHIP-14) e a Oral Health Values Scale (OHVS). Os dados foram analisados na plataforma de software R e a significância foi definida a p < 0.05. Resultados: A média de idades dos 48 participantes (25 homens, 23 mulheres) foi de 57.2 ± 12.0. A média do Halimeter® foi de 61.5 ± 42.2 ppb. Os valores médios do OHVS-PT e do OHIP-14 foram respetivamente, 45.0 ± 5.9 e 12.0 ± 8.6. Verificou-se uma associação significativa entre o grau de periodontite e a pontuação OHVS-PT (p = 0.014), sugerindo que o grau de progressão da periodontite influencia o valor atribuído pelos doentes em relação à saúde oral. Não se observam associações significativas entre as medições do Halimeter® e os valores do OHVS e do OHIP-14 (p > 0.05). Conclusão: Embora a halitose seja uma preocupação frequente em doentes periodontais, nesta amostra, não foi demonstrada correlação com o impacto na qualidade de vida. Contudo, a associação observada entre a progressão da periodontite e os OHV reforça a necessidade de aumentar a consciencialização e promover comportamentos de autocuidado por parte dos pacientes.
- Prevalência das disfunções temporomandibulares e fatores associados em pacientes com transtorno do déficit de atenção com ou sem hiperatividadePublication . Caron, Arthur Alexis Valentin; Torre Canales, Giancarlo De laContexto: As disfunções temporomandibulares (DTM), o bruxismo e a comprometimento psicossocial são frequentemente comórbidos com condições neuropsiquiátricas, como o Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade (TDAH). No entanto, estudos limitados têm explorado esta relação em populações adultas. Objetivos: Este estudo teve como objetivo investigar a prevalência de DTM dolorosa, bruxismo auto-referido e comprometimento psicossocial em adultos com sintomas altamente relacionados com TDAH. Material e método: Noventa participantes adultos foram divididos em dois grupos com base na Lista de Verificação de Sintomas da Escala de Autorrelato de TDAH em Adultos: o Grupo 1 (n = 60) incluiu indivíduos com sintomatologia relacionada com TDAH, e o Grupo 2 (n = 30) indivíduos sem sintomatologia relacionada com TDHA (controlo). Todos os participantes preencheram instrumentos validados que avaliavam a DTM (DTM Rastreio da Dor, DC/TMD Eixo II), o bruxismo, a ansiedade (GAD-7), a somatização (PHQ-15), o stress percebido (PSS), a qualidade do sono (PSQI) e a hipervigilância da dor (PVAQ). As diferentes proporções de variáveis nominais foram avaliadas através do teste do qui-quadrado, com ajuste pelos critérios de Bonferroni para comparações múltiplas. As variáveis numéricas e ordinais foram comparadas utilizando o teste U de Mann-Whitney. Resultados: G1 apresentou uma prevalência significativamente mais elevada de DTM dolorosa (62,2% vs. 26,7%; p = 0,001) e bruxismo da vigília (48,9% vs. 24,4%; p = 0,013) em comparação com G2. Os participantes com sintomas de TDAH apresentaram também níveis significativamente mais elevados de ansiedade, somatização, stress, má qualidade do sono, hipervigilância relacionada a dor e limitação mandibular (p<0.05). Não houve diferença significativa no bruxismo do sono entre os grupos (p>0.05). Conclusões: Os adultos com sintomatologia relacionada com TDAH são mais propensos a apresentar DTM dolorosa, bruxismo em vigília e comprometimentos psicossociais. Estes achados sugerem uma potencial vulnerabilidade comportamental e emocional a distúrbios orofaciais nesta população.
- O efeito de bebidas estimulantes na resistência à flexão de resinas compostas universais : estudo in vitroPublication . Pereira, Maria Margarida Rebelo de Andrade da Câmara; Azul, Ana Mano; Portugal, JaimeObjetivos: Avaliar o efeito de diferentes bebidas estimulantes na resistência à flexão de três resinas compostas – uma multicromática (Filtek™Z250 - FZ) e duas monocromáticas de conceito simplificado (ONEshade – OS e Filtek Easy Match - FEM) – de modo a compreender a influência destas soluções no desempenho mecânico. Materiais e Métodos: Foram preparados 150 espécimes paralelepipédicos (25×2×2 mm), 50 de cada resina composta, segundo a norma ISO 4049:2019. Os espécimes foram distribuídos por cinco grupos (n=10) de acordo com a solução de imersão: água destilada (controlo), café, chá, Coca-Cola® e Red Bull®. Ao longo de 14 dias, cada espécime foi imerso diariamente durante 5 minutos, duas vezes por dia, na respetiva solução; entre imersões e durante a restante armazenagem, os espécimes permaneceram em água destilada a 37±1 °C. Após o período de imersão, foi realizado ensaio de flexão em três pontos numa máquina universal de ensaios (Instron 4502), sendo os valores de resistência à flexão calculados automaticamente pelo software do equipamento. Os dados foram analisados com nível de significância de 5% (α=0,05). Resultados: A ANOVA a duas vias indicou efeito significativo de Resina e de Bebida, sem interação Resina x Bebida. Pelo teste de Tukey HSD, verificou-se resistência inferior da FEM, enquanto FZ e OS não diferiram entre si, FEM < (FZ = OS). Nas comparações dirigidas ao controlo (Dunnett), apenas o chá apresentou redução significativa face à água destilada; café, Coca-Cola® e Red Bull® não diferiram do controlo. Conclusão: Entre os fatores estudados, o tipo de resina foi determinante para a resistência à flexão, e o efeito das bebidas foi modesto, com redução significativa apenas para o chá. As resinas universais monocromáticas testadas evidenciaram comportamento mecânico favorável, apoiando a sua utilização clínica em restaurações diretas, com a ressalva de aconselhamento em contextos de consumo frequente de chá.
- Impacto do uso prolongado de chuchas ortodônticas versus não ortodônticas : qual é a melhor opção?Publication . Martins, Filipa Furtado Silva Rolo; Evangelista, José GrilloO presente estudo analisa o impacto do uso da chucha no desenvolvimento orofacial, oclusal e funcional do lactente e da criança pequena, integrando aspetos ergonómicos, anatómicos, materiais e clínicos. O uso prolongado da chucha é reconhecido como um hábito de sucção não nutritiva, potencialmente responsável por alterações estruturais do palato, modificações no posicionamento da língua e distúrbios oclusais em idades precoces. A presente revisão da literatura inclui trabalhos recentes sobre mecânica da sucção, design e geometria das chuchas e biomecânica orofacial, com base em estudos laboratoriais, ensaios clínicos e análises por elementos finitos. Foram descritos os principais componentes da chucha — tetina, escudo, anel, pino e botão — e analisados os materiais predominantes, silicone e látex, quanto às suas propriedades de higiene, resistência, flexibilidade e segurança química. Os resultados indicam que as chuchas ortodônticas, com tetina achatada e zona do pescoço estreita, tendem a exercer menores pressões laterais e anteroposteriores sobre o palato quando comparadas com os modelos convencionais de formato “cereja”. No entanto, a evidência científica permanece inconclusiva quanto à sua eficácia preventiva de maloclusões, sendo o tempo de uso, a frequência e a intensidade da sucção os fatores mais determinantes no desenvolvimento oclusal do que o tipo de chucha isoladamente. No que respeita aos materiais, o silicone apresenta melhor desempenho higiénico e resistência térmica, mas é mais rígido e suscetível à rutura por mordedura. O látex, mais flexível e confortável, degrada-se mais facilmente e pode desencadear reações alérgicas devido à presença de proteínas naturais e resíduos químicos. A norma EN 1400-1:2018 estabelece os critérios de segurança e ergonomia que devem orientar a conceção e fabrico destes dispositivos. Assim, a escolha da chucha deve equilibrar conforto, segurança e impacto funcional, considerando a idade da criança e o padrão de sucção. Recomenda-se aos cuidadores a adoção de boas práticas de higiene, a utilização racional e o desmame gradual até aos dois anos de idade, prevenindo assim alterações orofaciais e miofuncionais permanentes.
