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- O titânio e a saúde : revisão da narrativaPublication . Ferreira, Ema Maria da Silva Fernandes Matias; Cruz, Joana Vasconcelos eO dióxido de titânio (TiO₂) é um composto amplamente utilizado em diversas indústrias, incluindo a alimentar, apresentam maior reatividade, permeabilidade e potencial toxicológico. A cavidade oral constitui um ambiente particularmente exigente, sujeito a variações de pH, presença de enzimas, humidade e carga bacteriana, o que potencia a degradação dos materiais utilizados. Neste contexto, torna-se essencial avaliar a biocompatibilidade do TiO₂ e a sua interação com o sistema imunitário. Estudos recentes apontam para possíveis efeitos imunotóxicos e genotóxicos, ainda que os resultados cosmética e médico-dentária, devido à sua classificação como substância bio-inerte e à reduzida toxicidade das partículas com dimensão superior a 100 nm. No entanto, a crescente incorporação de nanopartículas de dióxido de titânio (TiO₂-NPs) em produtos de uso diário, como pastas dentífricas e implantes dentários, tem suscitado preocupações, uma vez que estas partículas permaneçam inconclusivos, dependendo de múltiplos fatores como a dose, tempo de exposição, via de contacto e características físico-químicas das nanopartículas. Com o aumento da consciencialização sobre os riscos associados à exposição crónica a compostos potencialmente tóxicos e a procura por alternativas mais seguras, esta revisão propõe uma análise crítica da literatura científica publicada entre 2015 e 2025. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, Google Scholar e Cochrane Library, utilizando termos relacionados com toxicidade, exposição oral, biocompatibilidade e alternativas ao TiO₂ em medicina dentária. O objetivo é reunir evidência atualizada sobre os potenciais efeitos do dióxido de titânio na saúde humana e identificar soluções mais seguras, como a utilização de implantes em zircónia e pastas dentífricas sem TiO₂, promovendo uma prática clínica mais consciente e informada.
- O efeito do lúpus eritematoso sistémico na osteointegração de implantes dentários : uma revisão de literatura atualizadaPublication . Santos, Rita Frederico Mota; Feliz, José ManuelO Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma doença autoimune crónica e multissistémica que afeta predominantemente mulheres em idade fértil, caracterizando-se por episódios inflamatórios intercalados com períodos de remissão. A terapêutica de controlo, frequentemente baseada em corticoides, imunossupressores e antiinflamatórios não esteroides (AINES), pode comprometer a qualidade e a remodelação óssea, interferindo potencialmente com o processo de osteointegração. A reabilitação oral com implantes dentários constitui atualmente uma solução previsível e eficaz para substituir dentes perdidos, com impacto positivo na mastigação, estética e qualidade de vida. Contudo, o sucesso dos implantes depende não só do material e da técnica cirúrgica, mas também da resposta biológica e do estado sistémico do doente. Esta dissertação teve como objetivo rever e analisar criticamente a literatura científica sobre o efeito do LES na osteointegração de implantes dentários, identificando mecanismos fisiopatológicos e fatores clínicos que possam afetar o prognóstico implantológico. A revisão narrativa revelou que a evidência disponível é limitada e baseada essencialmente em relatos de caso e pequenos estudos observacionais. Os resultados sugerem que, sob controlo rigoroso da doença e em períodos de remissão, os implantes apresentam taxas de sobrevivência semelhantes às observadas em indivíduos saudáveis. O sucesso do tratamento depende do acompanhamento interdisciplinar, da gestão farmacológica adequada e da implementação de protocolos cirúrgicos individualizados. Conclui-se que o LES não representa uma contraindicação absoluta para a colocação de implantes dentários, mas requer avaliação médica cuidadosa e planeamento personalizado. São necessários ensaios clínicos prospetivos e estudos de longa duração para determinar com maior precisão o impacto da doença e das terapêuticas imunossupressoras na osteointegração.
- O impacto do uso de prótese total removível na qualidade de vida dos idososPublication . Silva, Sabrina Jessyca Moraes da; Carvalho, Catarina; Manso, Ana CristinaObjetivo: Avaliar a qualidade de vida relacionada com a saúde oral (QVRSO) da população geriátrica da Clínica Dentária Egas Moniz (CDEM) com prótese total removível. Materiais e Métodos: A amostra foi de 50 idosos com idade igual ou superior a 65 anos, que compareceram na CDEM e eram portadores de prótese total mandibular e/ou maxilar. Aplicou-se um questionário, que recolheu dados sociodemográficos e dados relativos à qualidade de vida relacionada com a saúde oral, avaliada por meio de instrumentos validados, os índices Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI) e do Oral Health Impact Profile- 14 (OHIP-14). Recorreu-se a metodologias de análise estatística descritiva e inferencial dos dados, sendo estabelecido um nível de significância de 5% p≤ 0,05. A análise dos dados foi realizada através do teste de correlação de Spearman por meio do software estatístico IBM SPSS Statistics, versão 30.0. Resultados: A média de idade dos participantes foi 73,2 anos, 62% da amostra pertencia ao sexo feminino e 38% ao sexo masculino. A média do GOHAI foi 25,64 (± 8,43) indicando uma perceção baixa de saúde oral. A média do OHIP-14 foi 25,18 (± 8,57). Estes resultados refletem uma perceção baixa e moderada da QVRSO dos participantes. Verificou-se uma correlação negativa significativa entre os dois instrumentos (r = -0,71; P < 0,01), indicando que pontuações mais baixas no GOHAI estão associadas a pontuações mais elevadas no OHIP-14, o que é explicado pela direção inversa das escalas. Conclusão: Os idosos com reabilitação oral através de próteses totais removíveis demostram limitações funcionais e psicossociais. O uso combinado dos instrumentos GOHAI e OHIP-14 revelou-se útil para a avaliação subjetiva da saúde oral de modo a compreender o impacto da reabilitação total removível na QVRSO da população geriátrica.
- Impacto da literacia na saúde oral : uma revisão narrativaPublication . Ferro, Henrique Martins; Couvaneiro, JoãoEste trabalho analisa como a literacia em saúde oral, articulada com fatores socioeconómicos e psicossociais, molda desigualdades e condiciona comportamentos de prevenção. Um elevado grau de literacia favorece rotinas preventivas, adesão a consultas, uso de escovas e flúor, e escolhas informadas, refletindo-se em melhor autocuidado e estado de saúde oral ao longo do ciclo de vida. Salienta-se que os homens apresentam maior prevalência de doenças orais em relação às mulheres, associada a comportamentos de risco, tais como menor procura de cuidados, higiene menos regular e consumo de tabaco e álcool. A leitura destes padrões é essencial para orientar intervenções sensíveis ao género, que promovam motivação, acompanhamento e acesso a consultas preventivas. Entre populações especiais, destacam-se barreiras estruturais e informacionais que limitam o acesso a consultas. Em comunidades indígenas, a falta de infraestrutura, a distância dos serviços, custos e baixos níveis de literacia dificultam a acessibilidade ao tratamento e ações preventivas. Também as populações migrantes enfrentam obstáculos no acesso a consultas dentárias, condicionados por instabilidade social, barreiras linguísticas, desconhecimento de direitos e serviços disponíveis. No plano psicossocial, o sentido de coerência ou sense of coherence (SOC) influencia os comportamentos de saúde oral. Indivíduos que percecionam a vida como compreensível e significativa tendem a adotar práticas de higiene consistentes, controlar hábitos de risco e procurar cuidados. Assim, a literacia em saúde oral funciona como mediadora entre condições sociais, crenças e práticas quotidianas, potenciando decisões protetoras. Conclui-se que promover literacia em saúde oral, adaptada a contextos socioeconómicos e culturais, é determinante para reduzir desigualdades. Estratégias devem contemplar comunicação acessível, melhoria de infraestruturas e transportes e abordagens sensíveis às necessidades de homens e de grupos vulneráveis, de modo a fortalecer o autocuidado, os comportamentos preventivos e a equidade em saúde oral.
- Avaliação tridimensional da localização posterior ideal para colocação de microimplantes na expansão palatina com ancoragem esqueléticaPublication . Papuchinha, Ana Carolina Anacleto; Pereira, Pedro Mariano; Bugaighis, ImanObjetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar tridimensionalmente a espessura óssea (EO) máxima disponível e o ângulo de inserção (AI) de microimplantes (MI) no local de inserção supra-alveolar palatino posterior (PPSAIS), assegurando que as estruturas anatómicas adjacentes, nomeadamente a cavidade nasal e os seios maxilares, não fossem comprometidas. Materiais e Métodos: A amostra foi constituída por 120 pacientes (60 mulheres e 60 homens), com idade média de 28,8 ± 11,3 anos. Analisaram-se bilateralmente três regiões do palato: entre o segundo pré-molar e o primeiro molar (P2-M1), ao nível do sulco vestibular do primeiro molar (M1S) e entre o primeiro e o segundo molar (M1-M2). Em cada localização mediram-se a EO e o AI, totalizando 1440 medições. Avaliaram-se ainda possíveis variações em função do lado, do sexo e da idade. A análise estatística recorreu à ANOVA, ao Teste t de Student e ao coeficiente de correlação de Spearman, considerando-se um nível de significância de 5%. Resultados: Os valores médios da EO e do AI foram significativamente superiores em P2-M1 (p<0,05), diminuindo progressivamente em direção posterior. Observou-se simetria da EO entre lados (p>0,05), enquanto o AI foi consistentemente superior à direita em todas as localizações (p<0,001 em P2-M1 e M1-M2; p=0,003 em M1S). Não se verificaram diferenças entre sexos para a EO ou o AI (p>0,05). As correlações com a idade, quando significativas, foram sempre muito fracas para ambas as variáveis. Conclusão: A EO palatina posterior não é uniforme e tende a diminuir no sentido posterior. A região P2-M1 apresenta maior EO e constitui a zona mais favorável para a inserção de MIs na PPSAIS. Contudo, dada a variabilidade individual observada, recomenda-se a avaliação prévia por tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT), de modo a determinar a EO e o AI mais adequados para uma inserção segura e previsível.
- Prevalência de lesões da mucosa oral em pacientes pediátricosPublication . Turicas, Bárbara Coelho; Rodrigues, Pedro; Azul, António ManoAs lesões da mucosa oral em idade pediátrica abrangem um conjunto diversificado de alterações inflamatórias, infeciosas, traumáticas e reativas. Este trabalho teve como objetivo analisar a prevalência e distribuição das principais lesões da mucosa oral em crianças e adolescentes, através de uma revisão narrativa de literatura publicada entre 1988 e 2023. Os estudos consultados foram divididos em estudos clínicos observacionais e estudos histopatológicos, que corresponderam a uma amostra de 120431 pacientes observados, e 45435 biopsias realizadas, respetivamente. Esta distinção é essencial, uma vez que os estudos observacionais refletem sobretudo lesões benignas, transitórias e de carácter inflamatório ou infecioso, enquanto os estudos histopatológicos se centram nas lesões submetidas a exame anatomopatológico, geralmente de natureza proliferativa ou reativa. As lesões clínicas mais frequentemente reportadas foram lesões traumáticas (2,20%) e úlceras orais recorrentes (2,12%), enquanto a prevalência de lesões biopsadas aponta para uma maior incidência de quistos de retenção (21,80%), lesões fibrosas (9,40%) e lesões reativas (5,80%). As variações terminológicas e metodológicas identificadas entre estudos, aliadas às sucessivas atualizações da WHO Classification of Head and Neck Tumours (2005, 2017, 2024) demonstram a necessidade urgente de padronização dos critérios de diagnóstico e de classificação das lesões. Conclui-se que a uniformização metodológica é essencial para consolidar indicadores de prevalência fiáveis e comparáveis a nível internacional.
- Reconhecimento de abuso infantil por profissionais de saúde oral na prática clínicaPublication . Cardoso, Tomás António Geraldes; Ferro, Tiago; Castro, Elisa Kern deIntrodução: Os profissionais de saúde oral ocupam uma posição privilegiada na deteção de situações de abuso e negligência infantil, dado o contacto regular com crianças e jovens e a facilidade em observar sinais orofaciais e comportamentais. Contudo, apesar desse papel estratégico, estes casos permanecem frequentemente subnotificados, limitando a proteção efetiva das vítimas e a atuação das entidades competentes. Objetivos: Avaliar o grau de conhecimento dos profissionais de saúde oral em Portugal em relação à temática do abuso e negligência infantil. Materiais e métodos: Através da aplicação de um questionário online realizou-se um estudo transversal, descritivo e correlacional, com recurso à metodologia de investigação mista. Entre fevereiro e maio de 2025, foram recolhidas 167 respostas de médicos dentistas, estomatologistas e higienistas orais provenientes de diferentes regiões do país. A análise centrou-se na caracterização do nível de conhecimento, perceções e práticas clínicas relacionadas com a deteção e denúncia de casos de abuso infantil. Resultados: O estudo contou com a participação de 167 profissionais, e os resultados evidenciaram uma baixa taxa de deteção de sinais de abuso e negligência infantil, bem como uma taxa reduzida de denúncia após a suspeita entre os mesmos. A maioria dos participantes referiu ainda sentir necessidade de maior formação sobre o tema. Conclusões: O estudo confirma a existência de lacunas referentes aos conhecimentos de abuso infantil dos profissionais de saúde oral em Portugal. Torna-se, assim, essencial investir no reforço da formação dos mesmos, bem como na implementação de protocolos padronizados, de modo a aumentar a confiança dos profissionais e a assegurar a proteção e o bem-estar das crianças e jovens.
- Nível de conhecimento e de perceção da relação entre a saúde oral e diabetes em pessoas a viver com diabetesPublication . Rita, Catarina Afonso; Botelho, João; Pereira, MaraIntrodução: A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica crónica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue. Tem elevada prevalência e pode causar diversas complicações sistémicas. Vários estudos demonstram uma relação bidirecional entre a diabetes e a saúde oral, sobretudo com a doença periodontal. A diabetes mal controlada favorece alterações na microbiota oral e inflamação gengival e a periodontite pode agravar o controlo glicémico. O conhecimento sobre essa relação é ainda limitado, comprometendo a prevenção e o tratamento. Objetivo: Avaliar o nível de conhecimento e perceção dos indivíduos a viver com Diabetes Mellitus, que frequentaram a Clínica Universitária Egas Moniz entre abril e julho de 2025, sobre a relação bidirecional entre a Diabetes Mellitus e a saúde oral. Desta forma, pretende-se identificar lacunas no conhecimento e contribuir para a sua melhoria, promovendo a consciencialização e uma abordagem mais integrada entre saúde sistémica e saúde oral. Materiais e métodos: Estudo observacional transversal realizado com 61 participantes adultos com Diabetes Mellitus tipos I e II, teve como objetivo avaliar o nível de conhecimento e perceção sobre a relação entre saúde oral e diabetes. Os dados foram recolhidos através de um questionário estruturado. A análise estatística considerou variáveis demográficas, clínicas e comportamentais, complementadas pelos questionários OHVS e OHIP-14 para avaliar a valorização da saúde oral e o impacto na qualidade de vida. Resultados: A amostra apresentava maioritariamente pacientes com diabetes tipo 2. Embora 65% afirmassem compreender a sua condição, apenas 45% reconheceram a relação entre diabetes e saúde oral. 55% relataram ser frequentemente afetados pela sua condição oral. 70% dos participantes acredita que cuidar da saúde oral pode ajudar a controlar a diabetes e 93% consideram importante que os diabéticos estejam melhor informados sobre essa relação. Conclusão: O presente estudo revelou que o conhecimento acerca da relação entre diabetes e saúde oral é ainda limitado. Apesar de apresentarem algum conhecimento sobre a sua condição, os participantes apresentaram também hábitos orais inconsistentes e pouca orientação específica sobre os cuidados orais. Destacando a necessidade de estratégias educativas e intervenções multidisciplinares para melhorar a prevenção e o cuidado.
- O efeito de bebidas estimulantes na microdureza e estabilidade de cor das resinas compostas universais : estudo in-vitroPublication . Youyoutte, Margaux; Fernandes, Inês Caldeira; Rodrigues, Alexandra Pinto; Azul, Ana ManoObjetivo: Avaliar a microdureza e estabilidade de cor de diferentes resinas compostas universais: ONEshade Pro, Filtek™ EasyMatch e FiltekTM Z250, após imersões diárias em bebidas estimulantes (café, chá preto, Coca-Cola® e Red Bull®), durante 14 dias. Materiais e Métodos: Foram confecionadas 75 amostras, em forma de discos com (10 mm × 2 mm) a partir de três resinas compostas: ONEshade Pro (OliDent, Poznan, Polónia), Filtek™ Easy Match (3M ESPE, EUA) e Filtek™ Z250 (3M ESPE, MN, EUA), 25 discos por grupo. As amostras de cada resina foram divididas e identificadas em cinco grupos (n=5), de acordo com o meio de imersão: água destilada (grupo controlo), café, chá, Coca-Cola® e Red Bull®. Após armazenamento inicial em água a 37°C por 24h, foram realizadas medições iniciais de cor (T0) com um espetrofotómetro (Spectroshade™) e da microdureza através de um microdurómetro Vickers. Em seguida, os discos foram submetidos ao protocolo de imersão em bebidas estimulantes durante 14 dias (5 min, duas vezes/dia), com armazenamento em água destilada entre imersões e avaliadas no final do tempo de imersão (T14). Os dados obtidos foram submetidos a análise estatística (SPSS, p<0,05). Resultados: A resina FiltekTM Z250 foi a mais afetada pelas diferentes bebidas no que diz respeito à microdureza. A Coca-Cola® foi a bebida que causou as maiores reduções de microdureza (p < 0,05). Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre as resinas quanto à variação de cor, mas o chá foi a bebida que provocou maior pigmentação, seguida do café, com alterações clinicamente inaceitáveis (ΔE > 3,3) (p <0,05). Conclusões: As bebidas estimulantes afetaram negativamente a microdureza e a estabilidade cromática das resinas testadas. A FiltekTM Z250 foi a mais suscetível à perda de microdureza, sobretudo com a Coca-Cola®, enquanto o chá e o café provocaram as maiores alterações de cor. Pode concluir-se que a composição das resinas e as características químicas das bebidas influenciam diretamente o seu desempenho clínico.
- Capacidade de selamento apical de diferentes cimentos endodônticos em dentes com ápex aberto : estudo in vitroPublication . Barrat, Estelle Lucie Marianne; Velázquez González, DiegoObjectivos: Como apareceu recentemente o NeoMTA2, um cimento endodôntico biocerâmico apresentado como sendo promissor nas apexificações, justifica-se de avaliar in vitro a sua capacidade de selamento apical utilizando a técnica da barreira apical com duas espessuras diferentes em dentes com ápices abertos pelo recurso do teste de microfiltração apical de corante e visualização pela diafanização. Materiais e métodos: Foram utilizados 30 dentes monoradiculares humanos, distribuídos aleatoriamente em dois grupos de estudo (n=10) e dois grupos de controlo (n=5). Para estandardizar a amostra, os dentes foram instrumentados de maneira a simular um ápex aberto a 0,80mm de diâmetro e posteriormente distribuidos aleatoriamente nos dois grupos de trabalho consoante a espessura das barreiras apicais do grupo 1 (Barreira apical de NeoMTA2 de 4mm e obturação do restante canalar com guta-percha e NeoMTA 2) ou grupo 2 (Barreira apical de NeoMTA2 de 2mm e obturação do restante canalar com guta-percha e NeoMTA 2). A capacidade de selamento apical do NeoMTA 2 foi avaliada através do teste de microinfiltração apical por corante. A seguir, todas as amostras foram submetidas à diafanização de maneira a observar a extensão da penetração do corante dentro do material obturador com a ajuda duma lupa binocular. Os resultados foram analisados estatisticamente no programa IBM SPSS Statistics (versão 23.0) com recurso ao teste ANOVA e post-hoc Tukey HSD. O nível de significância foi de p ≤ 0,05. Resultados: O grupo 2 foi o grupo que apresentou menor infiltração com um valor médio de 1.11mm, o grupo 1 apresentou valores médios de 1,57mm. Apesar das diferenças nos valores médios de cada grupo obturados com NeoMTA 2, estas não são estatisticamente significativas. Conclusões: As espessuras das barreiras apicais testadas do cimento NeoMTA 2 não afectam a sua capacidade de selamento.
