EM - Dissertações de Mestrado
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- À procura de monómeros resistentes à degradação para materiais de dentisteria adesiva : uma revisão sistemática e meta-análisePublication . Mocharko, Vlasta Serhiyivna; Delgado, António Sales; Mascarenhas, PauloIntrodução: Apesar da grande evolução que se tem observado na formulação dos adesivos dentários, estes continuam a sofrer degradação hidrolítica e enzimática da camada híbrida ao longo do tempo. Objetivo: Avaliar se os monómeros resistentes à degradação, incluídos em adesivos dentários experimentais, podem melhorar a resistência adesiva a longo prazo, em comparação aos monómeros convencionais. Materiais e métodos: Este estudo seguiu as últimas guidelines do método PRISMA, publicadas em 2020. A pesquisa para a revisão sistemática foi realizada em 4 bases de dados eletrónicas: PubMed/Medline, Scopus; SciELO e EMBASE, sem restrições do ano de publicação e idioma. A última pesquisa foi realizada em julho de 2022. As intervenções incluídas foram estudos in vitro em adesivos dentários experimentais que testaram a resistência adesiva a curto e longo prazo e a sorção e solubilidade em água, em molares humanos permanentes. As meta-análises foram realizadas usando o Rstudio v 1.4.1106. Foi elaborada uma tabela com a lista de classificações do risco de viés, tendo por base uma ferramenta previamente publicada para estudos laboratoriais. Resultados: Dos 177 estudos potencialmente elegíveis, um total de 7 estudos foram incluídos. Os monómeros experimentais com acrilamidas na sua composição, demonstraram melhores resultados de resistência adesiva envelhecida, quando comparados com os controlos de metacrilato (p<0.05). Os grupos experimentais tiveram um bom desempenho de sorção e solubilidade de água, à exceção do único adesivo comercial incluído neste conjunto de dados que atingiu valores muito superiores, e significativamente diferentes (p<0.001). Conclusão: É possível atingir resistência à hidrólise e aos mecanismos de degradação que existem nos adesivos dentários convencionais, adicionando monómeros com estruturas químicas resistentes à hidrólise.
- Abordagem ao doente de Alzheimer no âmbito da medicina dentáriaPublication . Mendonça, Mafalda Menezes de; Evangelista, José GrilloA esperança média de vida é cada vez maior com os avanços da medicina, pelo que a degradação da saúde associada ao envelhecimento, por exemplo, com o desenvolvimento da Doença de Alzheimer torna-se mais frequente. À medida que a doença de Alzheimer evolui, o paciente exibe uma perda progressiva em termos cognitivos e motores e como consequência, em termos da prática de higiene oral. O médico dentista deve estar atento a todos os sintomas e sinais que estes pacientes desenvolvam na cavidade oral, para que seja possível uma atuação precoce, bem como um conhecimento profundo de toda a terapêutica que ao doente de Alzheimer é prescrita para que avalie todas as consequências que dela podem advir. É crucial que o médico dentista faça um plano de tratamento para o cuidado da saúde oral baseado essencialmente na prevenção e que ele próprio institua, em colaboração com o prestador de cuidados do paciente com doença de Alzheimer. O médico dentista deve educar os cuidadores para supervisionarem a higiene pessoal e oral e para assegurarem o auxílio profissional apropriado nos diferentes estádios evolutivos da doença.
- Abordagem ao paciente epilético na medicina dentáriaPublication . Pinto, Leonor Gomes; Abecasis, Pedro VeigaA medicina dentária está em constante progresso e cada vez mais aborda uma variedade de fatores que se relacionam não só com as doenças orais, mas também com doenças sistémicas. A epilepsia consiste numa doença crónica originada por uma atividade elétrica anormal do cérebro. Esta condição é caracterizada por episódios neurológicos paroxísticos e recorrentes, manifestando-se através de alterações motoras, sensitivas e cognitivas, frequentemente acompanhadas por perda de consciência. O tratamento abrange uma abordagem multidisciplinar, incorporando a componente neurológica, mas também os diversos efeitos adversos associados tanto à terapêutica aplicada quanto à evolução da própria doença. Ao lidar com pacientes epiléticos no contexto dentário, é crucial adquirir conhecimentos específicos para uma interpretação aprimorada e resolução de complicações frequentemente observadas, tais como: efeitos adversos de medicação, crises convulsivas, desenvolvimento de problemas orais e as potenciais consequências prejudiciais de certos procedimentos dentários como utilização de anestesia ou antibióticos. A reabilitação dos problemas orais neste tipo de pacientes é desafiadora devido às complicações associadas à própria epilepsia, incluindo traumas causados por crises e dificuldades na higienização. Esta revisão narrativa tem como objetivo destacar a importância do diagnóstico e tratamento de pacientes com epilepsia, salientando-se a necessidade de um cuidado especial, dada à complexidade do atendimento no consultório dentário.
- Abordagem cirúrgica das recessões gengivais no 5° sextante : evidência científicaPublication . Lapère, Pierre Gérard Marie Josèphe; Santos, Alexandre MiguelEntre as diferentes regiões da cavidade oral, o setor incisivo-canino mandibular, designado como o 5º sextante, apresenta a maior prevalência de recessões gengivais. Essa alta frequência explica-se tanto pela diversidade de suas etiologias quanto por suas particularidades anatômicas desfavoráveis: profundidade do vestíbulo reduzido, inserções musculares elevadas, um freio labial proeminente, quantidade limitada de gengiva queratinizada, fenótipo gengival fino e uma tábua óssea vestibular delgada. Essas limitações anatómicas aumentam a dificuldade de se obter um recobrimento radicular total previsível e duradouro, ressaltando a necessidade de uma abordagem terapêutica rigorosa, personalizada e adaptada a cada situação clínica. As técnicas cirúrgicas para o tratamento das recessões gengivais evoluíram significativamente, especialmente no 5º sextante, a fim de superar suas particularidades anatômicas. Entre as abordagens iniciais, o enxerto gengival livre foi durante muito tempo o método preferido para aumentar a faixa de gengiva queratinizada e manter os tecidos periodontalmente saudáveis. Posteriormente, o surgimento das técnicas de retalho, como o retalho de avanço coronal ou o retalho rodado lateralmente, permitiu uma melhora significativa dos resultados, especialmente em termos de recobrimento radicular. Mais recentemente, a técnica de tunelização passou por evoluções: desenvolvimento da técnica do túnel de avanço coronal modificado, a técnica VISTA (Vestibular Incision Subperiosteal Tunnel Access), ou a técnica de túnel fechado lateralmente. Esta revisão narrativa teve como objetivo ajudar os clínicos na escolha da abordagem terapêutica mais adequada para o tratamento das recessões gengivais no 5º sextante, apresentando as indicações clínicas e comparando a eficácia das diferentes técnicas cirúrgicas. A avaliação foi baseada em parâmetros clínicos como a taxa de recobrimento radicular médio e completo, bem como o aumento da gengiva queratinizada, com base na evidência científica disponível na literatura.
- Abordagem cirúrgica em pacientes medicados com bifosfonatos em medicina dentáriaPublication . Serrano, Carolina Farrobilha; Abecasis, Pedro VeigaÉ necessária alguma precaução quando existe a necessidade de realização de procedimentos orais invasivos em pacientes medicados com bifosfonatos. Estes fármacos têm uma elevada afinidade para os cristais de hidroxiapatite, depositando-se na superfície óssea onde permanecem por longos períodos de tempo. Uma das grandes e mais severas complicações desta terapia é o risco de desenvolvimento de osteonecrose dos maxilares. O médico dentista tem o papel de elaborar uma história clínica completa e elaborada onde deve confirmar a dose, a duração e se o paciente toma outra medicação, de modo a avaliar se existem outros fatores que acresçam o risco de osteonecrose dos maxilares. Em medicina dentária tratamentos invasivos como extrações dentárias, colocação de implantes ou cirurgia periodontal e apical podem estar associados com o desenvolvimento de osteonecrose nestes pacientes. Pelo que, os médicos dentistas têm a função fundamental de prevenção e redução da incidência da ONM. Para isso é essencial que estes profissionais de saúde tenham uma boa precessão sobre o que é a ONM, as possíveis complicações e o tipo de abordagem a adotar em pacientes com esta condição.
- Abordagem cirúrgica no tratamento da mordida aberta esqueléticaPublication . Aguiar, Rui David Webba; Retto, Paulo; Sanz, DavidEsta revisão de literatura tem como objetivo demonstrar através da mais recente evidência científica, a abordagem cirúrgica no tratamento da mordida aberta esquelética. A mordida anterior aberta é uma discrepância oclusal vertical com descrições variadas na literatura. A etiologia, tendo uma vertente multifatorial, inclui hábitos orais parafuncionais, padrões de crescimento facial desfavoráveis, distrofia muscular, macroglossia e respiração oral. O tratamento da mordida aberta nas crianças e jovens à partida apresenta previsibilidade e bons resultados com correção ortodôntica, devido ao facto destes pacientes ainda se encontrarem num processo de formação e desenvolvimento craniofacial, possuírem dentição mista e esta ter um potencial de autocorreção. A mordida aberta esquelética no adulto apresenta-se como um maior desafio, pois por já ter cessado a idade de desenvolvimento craniofacial e devido às diferentes etiologias que esta maloclusão pode ter no adulto, o tratamento ortodôntico, por vezes, mostra-se ineficaz, sendo a abordagem pela cirurgia ortognática a única solução para a mordida aberta esquelética. No entanto, o tratamento da mordida aberta anterior esquelética ainda é um dos desafios mais difíceis para o ortodontista, porque as abordagens mecânicas e cirúrgicas devem estar associadas à motivação pessoal e à quebra de hábitos parafuncionais por parte do paciente. A cirurgia ortognática é utilizada para corrigir deformidades dentofaciais de origem esquelética por meio de osteotomias realizadas separadamente na maxila, mandíbula ou por meio de técnicas bimaxilares; de forma a restituir a função e estética do paciente.
- A abordagem clínica das alveolitesPublication . Petit-Lemaire, César Philippe Pierre Alexandre; Silva, António José de Sousa daNa prática clínica a extração dentária é um ato comum, realizado quase quotidianamente, que pode levar a complicações. As mais frequentes são as alveolites, mais precisamente a alveolite seca, que ocorre em 1% a 5% das extrações e em 38% nas extrações dos terceiros molares mandibulares. Além da alveolite seca, existem duas outras formas denominadas como a alveolite supurativa e a alveolite superficial marginal. Estas patologias têm uma etiologia ainda pouco conhecida, consideram-se como doenças multifatoriais, onde existem vários fatores de risco: os fatores dependentes do paciente (idade, sexo, tabagismo ou higiene) ou fatores dependentes do cirurgião (experiência, cirurgia traumática) As alveolites manifestam-se de algumas horas até vários dias após a exodontia e apresentam como sinais: dores, geralmente um alvéolo vazio do coágulo sanguíneo, uma disgeusia, uma halitose e podendo ou não haver febre segundo o tipo. Em primeiro lugar, a abordagem clínica desta complicação passa pelo conhecimento dos diferentes fatores de risco e das teorias possíveis sobre a sua aparência, para tentar diminuir ao máximo os riscos de desenvolver uma alveolite. Num segundo tempo, passa por medidas preventivas, locais ou sistémicas, farmacológicas ou não. Finalmente, se não for possível impedir o seu desenvolvimento, é importante para o médico-dentista conhecer as diferentes alternativas para o tratamento que passa num primeiro lugar por um tratamento da dor e outros atos para curar esta complicação. Existem muitas alternativas de tratamento na literatura.
- Uma abordagem contemporânea à relação interdisciplinar ortodôntico-periodontal : revisão de literaturaPublication . Paulino, Rafael Oliveira; Bugaіghіs, Iman; Pereira, François DurandA relação interdisciplinar entre ortodontia e periodontologia é fundamental na gestão de pacientes periodontalmente comprometidos que necessitam de tratamento ortodôntico. Esta revisão de literatura contempla as abordagens contemporâneas para a integração destas duas disciplinas, destacando a importância da medicina dentária baseada na evidência para alcançar resultados clínicos ideais. O principal objetivo é analisar estratégias preventivas e das modalidades terapêuticas que asseguram a manutenção da saúde periodontal durante o tratamento ortodôntico, sublinhando a relevância da colaboração interdisciplinar entre ortodontistas e periodontologistas. Esta revisão explora os princípios biomecânicos subjacentes ao movimento dentário, incluindo o papel de estruturas periodontais como o ligamento periodontal e o osso alveolar, e aborda o efeito dos processos inflamatórios característicos da doença periodontal sobre estas estruturas. Particular atenção é dada à gestão da recessão gengival, migração dentária patológica e trauma oclusal, condições frequentemente observadas em pacientes com doença periodontal avançada. Discute-se o impacto das forças ortodônticas no periodonto, especialmente em pacientes com doença periodontal, e avaliar os potenciais riscos e benefícios associados ao tratamento ortodôntico nesses casos. Foi realizada uma pesquisa de artigos publicados em português, inglês e espanhol nas plataformas PubMed, GoogleScholar e B-on, entre 1999 e 2024. Ao reunir a evidência científica mais recente, este estudo oferece uma visão abrangente dos desafios e soluções relacionados com o tratamento ortodôntico de pacientes periodontalmente comprometidos, contribuindo para uma melhor compreensão das melhores práticas que visam garantir a estabilidade periodontal e ortodôntica a longo prazo. Este trabalho evidencia a importância da interdisciplinaridade entre a ortodontia e a periodontologia na gestão de pacientes periodontalmente comprometidos.
- Abordagem da antibioterapia no tratamento da bacteriúria assintomáticaPublication . Fernandes, Carina Sobral da Silva; Barroso, Maria Helena; Silva, Patrícia CavacoA ASB (ASB) é a presença de uma ou mais espécies de bactérias que crescem na urina em contagens iguais ou superiores a 105 unidades formadoras de colónias (UFC)/mL ou iguais ou superiores a 108 UFC/L. De acordo com a pesquisa realizada, os resultados obtidos nos estudos utilizados nesta monografia, sugerem que a ASB é detetada com mais frequência em mulheres com idade inferior a 60 anos, doentes com diabetes e idosos. Independentemente da presença de piúria, na ausência de sinais ou sintomas atribuíveis à ITU (ITU), a ASB é comum em algumas populações femininas saudáveis e em muitas mulheres ou homens, com anormalidades do aparelho geniturinário que prejudicam a micção. A pergunta a que se pretende obter resposta é se a utilização de antibióticos no tratamento da ASB em adultos é benéfica, sendo que o benefício no seu tratamento é um assunto ainda bastante controverso. A prevalência da ASB sabe-se que varia de acordo com a idade, sexo, atividade sexual e a presença de anormalidades geniturinárias. Encontra-se também aumentada em doentes diabéticos e em idosos. Em homens jovens a ASB é rara, aumentando a sua prevalência a partir dos 60 anos; é comum, e o seu rastreio em mulheres grávidas constitui uma prática corrente baseada na evidência. Estudos epidemiológicos e clínicos têm demonstrado que na maioria das situações clínicas, a ASB é inofensiva, não tendo qualquer correlação com doenças infeciosas graves, complicações e portanto, não requer tratamento. No entanto, muitos pacientes com ASB são tratados desnecessariamente, resultando em morbidades associadas aos antibióticos e uma seleção de resistência antimicrobiana. É por isso muito importante identificar as situações clínicas especiais para as quais a eliminação da doença é benéfica e o tratamento é recomendado.
- A abordagem da grávida na prática da medicina dentáriaPublication . Grilo, Mariana Gomes Pinto; Santos, José Martins dosA gravidez é um período marcado por profundas alterações fisiológicas que atingem todos os órgãos e sistemas, incluindo a cavidade oral, as quais são resultantes, principalmente, da elevação dos estrogénios e da progesterona circulantes. Estas adaptações do organismo materno condicionam particularidades na abordagem da grávida com patologia dentária que é necessário ter em consideração. As situações patológicas da cavidade oral mais prevalentes durante a gestação são a cárie dentária e a gengivite, observando-se também muitas vezes a ocorrência de tumor da gravidez, erosão e mobilidade dentária. A periodontite poderá ter uma implicação direta na ocorrência de complicações obstétricas como parto pré-termo, baixo peso ao nascer e pré-eclâmpsia. Ao abordar uma grávida com patologia dentária, o clínico deve ter um conhecimento aprofundado sobre os meios complementares que podem ou não ser utilizados, os fármacos proscritos pelo seu potencial teratogénico e os tratamentos que devem ser evitados, por forma a não causar dano à mãe ou ao feto, mas também a não protelar tratamentos cruciais para a saúde da mãe e eventualmente do feto e recém-nascido. Ao contrário da crença generalizada, a maioria dos tratamentos em Medicina Dentária podem ser efetuados durante a gestação. O médico dentista tem de saber abordar grávidas com situações de risco particulares como hipertensão, imunodepressão, diabetes, grávidas sob anticoagulação ou grávidas com risco acrescido de endocardite bacteriana. A gravidez é um período privilegiado para enfatizar as medidas de higiene fundamentais para a prevenção de doenças da cavidade oral.
