AM - EPG - Estudos Pós-Graduados
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- Academia Militar - Uma Escola de Formação de Líderes para o Século XXIPublication . Azevedo, SusiA investigação tem como objectivo identificar os comportamentos de liderança mais importantes para a formação global como oficial e para o desempenho dos oficiais subalternos. Posteriormente, procura-se avaliar face a estes comportamentos o grau de desenvolvimento dos alunos do primeiro, quarto e quinto ano. Finalmente, por forma a estudar o contexto de aprendizagem em que se desenvolvem estes comportamentos, avaliou-se a motivação dos alunos e a sua satisfação face ao clima de aprendizagem. Responderam ao Managerial Practices Survey de Yukl (questionário) uma amostra de indivíduos constituída por 413 indivíduos, entre osquais cadetes do primeiro e quarto ano, aspirantes, oficiais instrutores e professores civis. Verifica-se que a taxonomia estudada é importante para avaliar o desenvolvimento dos comportamentos de liderança essenciais à formação de líderes na Academia Militar. Além disso, verifica-se que o clima de aprendizagem, a motivação para a aprendizagem e a satisfação contribuem para o desenvolvimento dos comportamentos de liderança.
- A Academia Militar e a Guerra de Àfrica.Publication . Borges, João VieiraPara um "filho da Guerra de Àfrica", que entrou pelas portas do Paço da Rainha com o curso D. Pedro, Infante de Portugal, constitui simultaneamente uma honra e uma responsabilidade acrescida, abordar a temática da formação dos quadros na Academia entre 1960 e 1974. Constitui uma honra e um privilégio, em virtude do voto de confiança em mim depositado pelo Comando da Academia Militar, julgo que em função da minha ligação privilegiada à casa mãe dos oficiais do exército (sem deixar de o ser para a Força Aérea e para a GNR) como professor, como comandante de companhia de alunos, como comandante do 1º batalhão de alunos e como autor de algumas obras sobre a História da Academia Militar. A responsabilidade acrescida advém do facto de abordar um período ainda muito recente da História da Academia Militar, cujos actores, com quem trabalhei ao longo dos últimos 30 anos, são naturalmente os melhores juízes e observadores. Ao longo do trabalho de pesquisa, tive o prazer de "reviver" centenas de camaradas que constituíram e constituem uma referência para a minha geração, como comandantes, como militares , e como homens que serviram Portugal pelos quatro cantos do mundo, com elevado sacrifício pessoal, alguns deles com o sacrifício pessoal, alguns deles com o sacrifício da própria vida. Começar esta análise em 1960 ( há cerca de 49 anos ) levou-me de imediato ao Capitão de Artilharia Abel Cabral Couto, já então professor catedrático da 45º cadeira, ou ao Tenente Faia Correia, então instrutor de táctica de artilharia, oficiais da minha arma que muito estimo e respeito e que deste modo me deram mais duas lições: que 50 anos foi efectivamente "ontem", em termos da história de uma Instituição; que vale a pena servir com devoção, a Academia Militar, o Exército e Portugal. Assim, optei por uma metodologia que passa pela análise da evolução da formação na Academia Militar no período em estudo, conjugada pelas percepções decorrentes de pequenas entrevistas que efectuei a alguns dos "cadetes" dos diferentes cursos da Academia Militar, mas também a alguns dos muitos oficiais milicianos que dignificaram Portugal em todos os teatros de operações (TO). Estas "entrevistas" foram muito importantes para confirmar (ou não) os dados mais científicos retirados fundamentalmente da "Resenha Histórico-Militar das Campanhas de Àfrica (1961-1974)" e dos "Anuários da Academia Militar" (entre 1959/60 e 1973/74), mas também para me abrirem novos caminhos de análise até então não equacionados. relativamente á formação da Academia Militar 1960-1974, entendi mais adequado analisar as preocupações de cada um dos comandantes (manifestadas através do "Pórtico" ou nos diferentes discursos publicados nos Anuários), o progresso da legislação (orientada prioritariamente para a Guerra de Àfrica e para o recrutamento), os planos dos cursos (nas suas três componentes; científica, militar e cultural) e, separadamente, as actividades circum-escolares e cerimónias académicas e militares mais relacionadas com a componente cultural, com a formação geral, a disciplina e o "espírito". Sem deixar de abordar de modo muito genérico a formação dos oficiais milicianos neste mesmo período, termino com dez considerações finais mais em jeito de desafios (para um trabalho mais cuidado) do que de contributos para uma História da Academia Militar no período de 1960 a 1974.
- A Alexitimia e as Estratégias de Regulação Emocional - o caso das Forças de SegurançaPublication . MOREIRA CASAL, CARLA SOFIA; Menezes, Elisabete Sofia Nabais de Oliveira de Freitas eAs emoções permitem a comunicação, adaptação e a sobrevivência e são reguladas através do emprego, consciente ou inconsciente de determinadas estratégias de regulação emocional. Essas estratégias de regulação assumem um papel preponderante no contexto em que se inserem, nomeadamente no contexto profissional. Particularmente, os agentes da autoridade, no decorrer da sua carreira, experienciam situações capazes de gerar emoções negativas e de desencadear perturbações afetivo-cognitivas, de que é exemplo a alexitimia. Neste estudo pretendemos analisar a relação entre a atividade policial, a alexitimia secundária e as estratégias de regulação emocional, através da aplicação de 186 inquéritos por questionário, a militares da Guarda Nacional Republicana. Os resultados apontam para médias de alexitimia mais elevadas em militares com mais de 11 anos de serviço. Quanto às estratégias de regulação emocional, verificou-se que os militares tendem a usar a supressão emocional, em detrimento da reavaliação cognitiva com o objetivo de inibir ou negar emoções negativas. Contudo, ainda que a prevalência de alexitimia seja mais elevada nos militares com mais anos de serviço, não é possível estabelecer uma relação de causa-efeito entre a atividade policial continuada e a alexitimia. No entanto, verificou-se que a utilização frequente da supressão emocional, se relaciona com a alexitimia.
- Angola paz total: Processo de pacificação, acordos e reintegração dos ex-militaresPublication . Francisco, MárioO presente Trabalho de Investigação Aplicada (TIA) subordinado ao tema Angola Paz Total : Processo de Pacificação, Acordos e Reintegração dos Ex-Militares versa sobre aspetos inerentes à árdua trajetória de Angola à conquista da paz total. Definimos como questão central: “Será que a morte do líder e fundador da UNITA, Jonas Savimbi, serviu de força motriz para o alcance da paz definitiva em Angola?” De maneira que pudessemos responder à questão central, dividimos o estudo em quatro capítulos. Nestes, são espelhados de forma enquadrada os assuntos que conduzirão às conclusões do trabalho que nos propusemos investigar. É importante frisar que para uma maior compreensão do prezado leitor sobre o desenrolar deste Trabalho de Investigação Aplicada, fizemos uma sistematização dos capítulos desde às origens dos principais acontecimentos ou momentos, considerados como negativos para o povo angolano até à atualidade, culminando com uma perspetiva positiva ou de melhoria resultante do advento da paz. Inicialmente, incidiremos sobre a origem dos três principais movimentos nacionalistas angolanos, de igual modo, falaremos sobre a biografia dos seus atores políticos. Seguidamente falaremos sobres as fases principais no processo de paz angolano. Um dos objetivos do TIA é investigar o que fracassou nos acordos feitos com vista a se alcançar a paz, daí que, no capítulo seguinte trataremos das causas do fracasso de três acordos. Finalmente, debruçar-nos-emos sobre a repercussão da paz, evidenciando que os ventos que agora sopram em Angola são de paz. A metodologia do trabalho baseou-se em bibliografias, documentos, algumas gravações de vídeos já existentes sobre o assunto estudado, atividades de campo realizadas em Lisboa, Porto e Angola. Pelo que no final desta investigação verificamos que realmente o percurso de Angola à conquista da paz foi árduo e sinuoso. Também constatamos que depois de muitos anos de conflito o país está efetivamente em paz. Este feito só foi possível depois da morte do líder da UNITA Jonas Savimbi. Como resultado da paz, o país tem tido grande crescimento e desenvolvimento em todos os setores.
- Aplicação de Metodologia “Reliability Centered Maintenance 3” (RCM3) ao sistema de refrigeração do sistema de armas Pandur II 8x8Publication . Silva, Filipe; Chambel, Énio R.; Infante, VirgíniaA evolução do paradigma da manutenção ao longo do tempo originou várias mudanças, tanto nas tarefas de manutenção realizadas como nos objetivos da manutenção e gestão de ativos, assumindo-se como uma área de interesse fundamental para as organizações. No caso específico do Exército Português, o processo de modernização gradual que atravessa, resultou no aumento da complexidade dos equipamentos à sua disposição, colocando novos desafios à manutenção, sempre com o objetivo de atingir a prontidão e o nível de custos adequado. Neste estudo, a metodologia de manutenção RCM3 foi aplicada ao sistema de arrefecimento das Pandur II 8x8. Esta metodologia centra-se na fiabilidade do equipamento e permite identificar e avaliar os riscos associados aos modos de falha apresentados, bem como desenvolver estratégias para gerir e minimizar estes riscos. Foi efetuada uma análise funcional do sistema estudado, seguida de uma análise dos modos de falha e efeitos, e de uma análise de risco. As respetivas ações de mitigação foram propostas de acordo com o processo de decisão RCM3 e foram comparadas com o plano de manutenção existente, retirando ilações acerca da sua adequação, da robustez do sistema estudado, e das lacunas existentes no processo de gestão de manutenção das Pandur II
- Artificial Intelligence in Government Services: A Systematic Literature ReviewPublication . Reis, João Carlos Gonçalves dos; Santo, Paula Maria Ferreira do Espírito; Melão, Nuno Filipe RosaThe aim of this paper is to provide an overview on how artificial intelligence is shaping the digital era, in policy making and governmental terms. In doing so, it discloses new opportunities and discusses its implications to be considered by policy-makers. The research uses a systematic literature review, which includes more than one technique of data analysis in order to generate comprehensiveness and rich knowledge, we use: a bibliometric analysis and a content analysis. While artificial intelligence is identified as an extension of digital transformation, the results suggest the need to deepen scientific research in the fields of public administration, governmental law and business economics, areas where digital transformation still stands out from artificial intelligence. Although bringing together public and private sectors, to collaborate in the public service delivery, presents major advantages to policy makers, evidence has also shown the existence of negative effects of such collaboration.
- Artificial Intelligence Research and Its Contributions to the European Union’s Political Governance: Comparative Study between Member StatesPublication . Reis, João; Santo, Paula; Melão, NunoIn the last six decades, many advances have been made in the field of artificial intelligence (AI). Bearing in mind that AI technologies are influencing societies and political systems di erently, it can be useful to understand what are the common issues between similar states in the European Union and how these political systems can collaborate with each other, seeking synergies, finding opportunities and saving costs. Therefore, we carried out an exploratory research among similar states of the European Union, in terms of scientific research in areas of AI technologies, namely: Portugal, Greece, Austria, Belgium and Sweden. A key finding of this research is that intelligent decision support systems (IDSS) are essential for the political decision-making process, since politics normally deals with complex and multifaceted decisions, which involve trade-o s between di erent stakeholders. As public health is becoming increasingly relevant in the field of the European Union, the IDSSs can provide relevant contributions, as it may allow sharing critical information and assist in the political decision-making process, especially in response to crisis situations.
- Avaliação das Componentes de Controlo Interno da auditoria Interna. Estudo Caso: Exército Português.Publication . GONÇALVES DE CAMPOS, ALEXANDRE ANTÓNIO; Saraiva, Artur Manuel VieiraA presente investigação está subordinada ao tema “O emprego de binómios cinotécnicos em missões de busca e salvamento no âmbito do apoio militar de emergência. O caso do Exército Português”. Perante o intuito da investigação, foi definido como objetivo geral “Aferir quais são os aspetos a desenvolver para que seja possível criar a capacidade de busca e salvamento com recurso aos binómios cinotécnicos no Exército Português, aferindo as suas vantagens e inconvenientes neste processo”. De modo a ir de encontro ao objetivo geral, foi empregue como método científico o método dedutivo. A valência da busca e salvamento já tem provas dadas ao nível das Foças de Segurança, que é o caso da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública, e nas demais entidades civis, que para o caso serve o Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lsiboa a Associação de Resgate Cinotécnico e a K9H- Corpo de Intervenção de Proteção e Socorro. Tal facto mostra que esta capacidade também é passível de ser desenvolvida no Exército (que atualmente não possui capacidade cinotécnica vocacionada para missões de busca e salvamento), nomeadamente no Regimento de Lanceiros n.º 2, que de facto já conta com historial em atividade cinotécnica. O trabalho de investigação está organizado em cinco capítulos, em que se inicia com um breve enquadramento teórico, de modo a dar a conhecer alguns conceitos e mostrar o estado atual da busca e salvamento em entidades com capacidade cinotécnica. Após uma análise às mesmas identificou-se as potencialidades e vulnerabilidades do modo como estas têm desenvolvida a questão da busca e salvamento com binómios cinotécnicos vocacionada para atuar sob o âmbito da proteção civil. No final é proposto um modelo que serve de apoio a que se desenvolva esta capacidade no Exército. As principais conclusões assentam na premissa que existem muitas lacunas e obstáculos ao desenvolvimento desta capacidade no Exército, nomeadamente no Regimento de Lanceiros n.º 2 e tendo em vista o seu desenvolvimento, é necessário que sejam ultrapassadas. As mais determinantes são a não existência de um programa de certificação de binómios a nível nacional e a questão da limitação a nível de pessoal, dado que se traduzem em sérios entraves ao desenvolvimento da capacidade suprarreferida.
- A Batalha de Almanza : O sangue da afirmação de PortugalPublication . Borges, João VieiraA 25 de Abril de 1707, um exército Aliado de cerca de 16.000 homens, sob o comando do 2º marquês das Minas e do conde de Galway foi derrotado em Almansa, no âmbito da Guerra da Sucessão de Espanha (GSE), por um exército com cerca de 25.400 homens sob o comando do duque de Berwick, designado Exército das Duas Coroas. Depois de um sucesso grandioso para os aliados, com a conquista de Madrid a 28 de Junho de 1706 ainda com D. Pedro 11 no trono de Portugal, D. João V iniciava o seu reinado com uma derrota militar que, para muitos analistas, teria sido decisiva para o desenrolar da GSE, pelo menos no que respeita às repercussões no teatro de operações da Península Ibérica. A análise que se segue inclui a participação de Portugal na GSE e uma descrição pormenorizada da batalha. Faremos, posteriormente, uma outra análise da batalha de Almansa no âmbito da GSE, à luz dos princípios da guerra, sem esquecermos os factores de degradação e as consequências políticas, económicas e militares da mesma contenda. Terminaremos, adiante, com algumas mensagens em jeito de considerações finais. Aprendemos com os nossos mestres que se devem tirar lições da História e aprender com a experiência de todas as gerações, mesmo (ou, sobretudo) quando sofremos as mais pesadas derrotas. Apesar desta batalha ter constituído um marco no desenrolar da GSE na Península Ibérica (sobejamente negativo para as hostes portuguesas e aliadas), muitos outros marcos determinariam o resultado final da guerra. No entanto, e na linha da análise escrita por Carlos Selvagem, não podemos deixar de destacar que o sangue derramado pelos portugueses nesta batalha e neste conflito, contribuiu de modo muito significativo para a afirmação de Portugal no concerto das nações da Europa, poucos anos depois de se ter tornado independente da vizinha Espanha. Da bibliografia histórica destacaríamos as fontes primárias que nos foram facultadas pelo Arquivo Histórico Militar, em especial o Diário Bélico, de Frei Domingos da Conceição e duas cartas do marquês das Minas dirigidas ao secretário de Estado, Diogo de Mendonça Corte-Real. Gostaríamos de agradecer o apoio que nos foi dado na revisão pelo Mestre Eurico Dias e pelo Dr. Pedro de Avillez e, sobretudo, o grande incentivo e colaboração que nos foram dados pelo Coronel Carlos Gomes Bessa (da CPHM), que inclusivamente nos cedeu um texto inédito da sua autoria, com o título Ocorrências militares no reinado de D. João V, em que aborda, com muito rigor e sentido crítico, a referida batalha de Almansa.
- Bernardim Freire de Andrade, Tenente-General (1759-1809)Publication . Pires, Nuno LemosBernardim Freire de Andrade foi um homem à frente da sua época. Um cidadão, um português e um oficial do Exército que assumiu, cumpriu e, num dos momentos mais difíceis da História de Portugal, ficou entre e com o seu povo. Morreu em 1809 de forma bárbara, linchado pela população que jurara defender. Fim inglório para um oficial que tanto deu e fez por Portugal. Como foi possível chegar a este ponto? O que levou umas poucas dezenas de populares a executar tal ato vil e desprezível? Bernardim Freire de Andrade estava entre os primeiros oficiais do Exército que alcançaram as mais importantes responsabilidades na defesa da Nação, não apenas porque o seu estatuto aristocrático lho permitia, mas também porque o mérito lhe foi reconhecido. Resultado de uma das importantes reformas levadas a cabo por Marquês de Pombal, Bernardim Freire de Andrade fez parte de uma nova geração de oficiais do Exército que percorreu um percurso mais esclarecido, avaliado e meritório. Não era assim no tempo em que o Marquês de Pombal tinha tentado, ser ele também, um oficial do Exército. Quando Sebastião de Carvalho e Melo, ainda longe de se tornar Marquês de Pombal, ingressou no Exército, descobriu que os postos mais elevados estavam reservados apenas à mais alta aristocracia, que mesmo quando analfabeta e inculta, poderia ocupar as patentes mais elevadas enquanto que ele, refém do seu “estatuto menor”, mesmo que provasse cultura e mérito, nunca passaria dos postos intermédios. Por isso, foi criada inicialmente uma escola para os filhos da aristocracia, o Colégio dos Nobres e depois, já no reinado de D. Maria I, nasceu em 1790 uma grande escola de formação para os futuros oficiais do Exército, uma das antecessoras da atual Academia Militar, a Academia Real de Fortificação Artilharia e Desenho (a primeira escola de oficiais do exército foi a Aula de Artilharia e Esquadria criada em 1641 por D. João IV). Em consequência também se alterou o estatuto dos oficiais do Exército e o mérito, paulatinamente, foi-se sobrepondo a critérios subjetivos de aristocracia. Não foi um processo imediato, levou tempo, e entre os primeiros a frequentar o Colégio dos Nobres esteve Bernardim Freire de Andrade e o seu primo (mais tarde cunhado, que fará um percurso sempre próximo e de grande amizade recíproca para com ele), Miguel Pereira de Forjaz, dois homens que foram essenciais para a defesa e consolidação de Portugal no princípio do século XIX. Bernardim Freire pertencia a uma família privilegiada mas não se apoiou simplesmente na sua condição de nascimento, progrediu por mérito, por demonstração de valor em combate, pela disponibilidade para partir e defender o País. Não se acomodou e, em alguns dos momentos mais difíceis da História de Portugal, assumiu responsabilidades e morreu por elas. Não merecia o fim que teve, e deve ser recordado como um entre os melhores que o Exército teve a honra de incluir nos seus quadros. Foi e é um exemplo de cidadão, de militar e, acima de tudo, de Português.
