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- O Género e o Exercício de Comando e Liderança no ExércitoPublication . Borralho, CristinaNo âmbito do Trabalho de Investigação Aplicada, o presente trabalho estuda as competências de liderança em contexto militar tendo em conta o género. Como instrumento de recolha de dados, foi construído um inquérito por questionário, associado ao desempenho das competências de liderança, aos fatores critério inerentes à ação de comando e ao processo de integração das mulheres no Exército. Foi aplicado a um grupo de 60 (30 homens e 30 mulheres) Oficiais Subalternos e Capitães do Quadro Permanente (QP) e das diversas Armas e Serviços, e ainda a todos os Oficiais, Sargentos e Praças que estão sob o comando direto de 13 destes oficias. Da análise de dados, foi possível verificar que as mulheres dirigem a sua prática de comando através de dimensões orientadas para as relações pessoais, “liderança participativa” e “coesão e trabalho de equipa” – liderança transformacional, enquanto os homens estão associados aos comportamentos orientados para a tarefa, “tomada de decisão e planeamento” e “visão do ambiente externo e interno” – liderança transacional. As ações de comando que mais contribuem para a satisfação, eficácia e esforço extraordinário, segundo a perceção dos oficiais e subordinados, são as dimensões associadas aos comportamentos orientados para as pessoas – líderes transformacionais – que tem a capacidade de ganhar a confiança dos subordinados, de maneira a atingir os objetivos e até mesmo mobilizá-los para o esforço extraordinário. O género não é uma limitação ao exercício de comando e liderança, como se pode verificar pela análise de dados, estando as mulheres associadas à liderança transformacional, no entanto, existem fatores fisiológicos, psicológicos e culturais, que podem condicionar os seus níveis de desempenho.
- Caracterização da Liderança e Coesão nas Subunidades de ArtilhariaPublication . Santos, DanielaO presente trabalho estudou a relação entre os comportamentos de liderança – ação de comando dos comandantes das subunidades de Artilharia de escalão Bateria e os aspetos da coesão. Para o estudo foi aplicado o Questionário de Competências de Liderança com seisdimensões da liderança: orientação para a missão pelo exemplo; tomada de decisão e planeamento; visão e ambiente externo e interno; coesão, trabalho de equipa e cooperação; gestão de conflitos pela transparência e liderança participativa e envolvimento, e o Questionário do Ambiente no Grupo, nos seus quatro aspetos: integração no grupo em relação à tarefa, integração no grupo em relação aos aspetos sociais, atração individual para o grupo em relação à tarefa e atração individual para o grupo em relação aos aspetos sociais. Com base nos dados das respostas dadas por 37 oficiais, 89 sargentos e 267 praças, foram efetuadas correlações de Pearson entre as seis dimensões da liderança e os quatro aspetos de coesão para determinar o grau de correlação entre as variáveis. Os comandantes consideram que têm comportamentos com valores médios mais elevados em todas as variáveis em estudo. De uma forma geral os subordinados valorizam nos seus comandantes a capacidade para executar o trabalho com eficácia, transmitir a vontade para cumprir a missão e a frontalidade. Os subordinados das subunidades de Artilharia Antiaérea sentem maiores níveis de coesão e percecionam de forma significativamente diferente o aspeto da coesão integração no grupo em relação aos aspetos sociais em relação aos subordinados das subunidades de Artilharia de Campanha. Os comportamentos dos comandantes das subunidades de Artilharia de Campanha nas várias dimensões da liderança contribuem com valores mais elevados no aspeto integração no grupo em relação à tarefa. O aspeto integração no grupo em relação à tarefa é o que mais contribui para a eficácia e satisfação. De uma forma geral a ação dos comandantes, nomeadamente as dimensões de liderança em estudo, quer nas subunidades de Artilharia de Campanha, quer nas subunidades de Artilharia Antiaérea não promovem a coesão e têm um efeito contrário, com exceção para a integração no grupo em relação à tarefa onde todas as dimensões têm uma forte correlação positiva. Dos resultados conclui-se que os subordinados não se sentem atraídos individualmente para o grupo em relação à tarefa e aos aspetos sociais e não se sentem integrados do ponto de vista social. Por outro lado sentem-se integrados no grupo em relação ao cumprimento da missão.
- Caraterização do Processo de Formação da Capacidade de Decisão em Situações de Stresse dos Cadetes da Academia MilitarPublication . Anjos, RuiA Academia Militar, como Estabelecimento de Ensino Superior Público Militar, tem a responsabilidade de formar oficiais do Exército e da Guarda Nacional Republicana. Como futuros líderes e comandantes de homens, os alunos da Academia Militar têm de ser capazes de tomar decisões mesmo sob stresse. Se for tido em conta que este afeta a tomada de decisão, é necessário que a Academia Militar dê ferramentas aos seus alunos para que estes consigam geri-lo de forma a que este não afete negativamente a tomada de decisão. O presente estudo tem como objetivo caraterizar o processo de formação da capacidade de decisão em situações de stresse, nos cadetes da Academia Militar. Durante a investigação utilizou-se a entrevista para a obtenção dos dados necessários. Estas foram realizadas a Oficiais, atualmente integrados na formação ministrada na Academia Militar em diferentes áreas diretamente ligadas à formação dos cadetes. As áreas correspondentes abrangem o comando das companhias de alunos, o grupo disciplinar de educação física e desportos, o grupo de formação geral militar e a direção de ensino. Após a recolha de dados, o que mais sobressaiu foi o facto de o ambiente criado a nível de rigor, disciplina e constante pressão induzida nos alunos, ser um dos aspetos que contribui para aquisição da capacidade de decisão em situações de stresse. Foi ainda possível verificar que o grupo disciplinar de educação física e desportos e o grupo de formação geral militar, são as áreas de formação que mais contribuem para a aquisição desta capacidade. Concluiu-se que a formação ocorre através da melhoria das qualidades individuais, da utilização de técnicas de inoculação de stresse, e por último, através do treino de informação.
- Competências dos Oficiais subalternos de Administração MilitarPublication . Massavanhane, ManuelO presente Trabalho de Investigação Aplicada encontra-se alicerçado na questão central “Quais as competências chave que caracterizam os diversos cargos desempenhados pelos oficiais subalternos de AdMil de modo a atingirem os desempenhos esperados pelo Exército?”. Os objetivos definidos passam por identificar as competências do oficial do subalterno de Administração Militar, por forma a verificar as hipóteses formuladas a partir das questões derivadas levantadas, tendo como objetivo último responder à questão fundamental ou central. A metodologia utilizada para a realização do trabalho alicerçou-se essencialmente em dois métodos científicos, nomeadamente o método qualitativo para as entrevistas e o método descritivo para as os inquéritos por questionário, tendo sido seguidos os passos recomendados por autores como Quivy (1998) e Fortin (2009) para a pesquisabibliográfica e documental. As entrevistas incidiram sobre 10 elementos da população alvo e os inquéritos em 37 elementos, sendo que a população alvo foi facilmente definida pela lista de antiguidades dos oficiais subalternos de Administração Militar. Concluímos que o oficial subalterno de Administração Militar possui um vasto leque de competências críticas e fundamentais de acordo com os domínios de competências identificados que lhe permitem cumprir as suas funções de acordo com as suas obrigações. Identificadas as competências-chave e comuns ao subalterno de Administração Militar que constituía uma hipótese, foi confirmada a segunda hipótese que consistiu na confirmação de diferenças significativas entre as competências nas áreas funcionais do subalterno de Administração Militar.
- Qual a influência da criação do Destacamento Feminino, nas Lutas de Libertação Nacional, para a Emancipação da Mulher em Moçambique?Publication . Penicela, IsidroO presente trabalho pretende responder à seguinte questão: “Que influência teve o Destacamento Feminino para a emancipação da mulher em Moçambique?”. Como objetivos foram apontados não só assinalar o protagonismo das mulheres na atual sociedade moçambicana, procurando compreender a relação que existe com a sua participação na luta armada, mas também sistematizar o papel assumid o pelo Destacamento Feminino, sem perder de vista as condições que motivaram essa participação e ao mesmo tempo inteirar - se dos estádios de emancipação. A metodologia utilizada foi qualitativa e baseou - se na pesquisa bibliográfica, apoiando - se também nas novas tecnologias para aceder aos documentos disponíveis na in ternet bem como para receber contributos de terceiros, a partir de Moçambique. Além disso, realizaram - se entrevistas (à distância) a mulheres que fizeram parte do Destacamento Feminino. A imposs ibilidade de nos deslocarmos a Moçambique para fazermos essas entrevistas diretamente , limitou a riqueza dos testemunhos apurados. Concluímos que a criação do Destacamento Feminino por parte da FRELIMO estava associada à concretização da revolução social. Visto que, quando este foi criado, pretendia envolver as mulheres no conflito, de forma a facilitar a sua posterior integração na vida política nacional após conquistada a independência. Em síntese a criação do Destacamento Feminino funcionou como um tram polim, na medida em que veio possibilitar a participação da mulher na luta armada enquadrada num “exército” regular, pondo - as lado a lado com os camaradas masculinos, o que serviu para quebrar as crenças de que as mulheres não eram capazes de desempenhar a s mesmas tarefas que os homens. No entanto, não pode ser atribuído total mérito da emancipação das mulheres na sociedade moçambicana à criação do Destacamento Feminino, porque se observarmos a partir do disposto neste trabalho foram as mulheres que reclama ram a sua integração na luta armada, exigindo que lhes fosse dado treino militar. Todavia, ainda que as mulheres gozem oficialmente de algum reconhecimento social, decorrente da sua participação na luta de libertação nacional, embora constituam a maioria da força de trabalho (se incluirmos o sector informal) e embora estejam representadas de modo significativo no Parlamento moçambicano, a igualdade de género apresenta ainda algumas lacunas, designadamente na educação. Além disso, a sua representação nas Fo rças Armadas, ao contrário do que se poderia esperar, não é numericamente significativa.
- Uma força Expedicionária Portuguesa na Campanha da Etiópia de 1541-1543Publication . Pereira, HugoO presente Trabalho de Investigação Aplicada, tem como estudo a Campanha da Etiópia de 1541-1543. Com um contingente de aproximadamente quatrocentos homens, os portugueses vão em auxílio do imperador da Etiópia, também designado por Preste João. Habituados e adaptados a uma forma de combater muito própria, vão revelar aspetos da guerra moderna que não se sabia que dominavam. Esta lacuna deve-se à inexistência de doutrina militar escrita. Desta forma, o objetivo visa compreender as novidades que distinguem esta campanha de outras da sua época. Relativamente à metodologia, utiliza-se o método comparativo, aplicando a análise sincrónica. A estrutura do trabalho foi feita em sete capítulos, sendo que os primeiros cinco destinam-se a apresentar o mundo e Portugal neste período, além de todo o decurso da campanha. O capítulo seis corresponde ao trabalho de campo, para responder às questões derivadas e respetivas hipóteses. No último, asconclusões. Nestas, são mencionados vários aspetos. A influência dos ensinamentos da guerrade Itália [o poder da artilharia móvel; as técnicas de fortificação; o comando de homens pela experiência e não pela nascença; o combate organizado] aliado à liderança pelo exemplo de D. Cristóvão.Ímpar até à data, a duração da campanha de dois anos e meio e sem linhas de abastecimento e comunicações com forças portuguesas na região.
- A Artilharia na Guerra de África (1961-1974): Um estudo em torno da mobilização das unidades de Artilharia.Publication . Silva, JoãoO presente Trabalho de Investigação Aplicada (TIA) tem como objetivo principal, identificar e caraterizar a tipologia e a quantidade de unidades operacionais mobilizadas pelas unidades de artilharia, durante a Guerra de África (1961-1974). O trabalho aborda a forma como a Arma de Artilharia do Exército P ortuguês participou no esforço de guerra, identificando os diversos tipos de unidades que mobilizou (Atiradores de Artilharia, de Artilharia de Campanha e de Antiaérea) as unidades mobilizadoras, a quantidade de unidades que foram mobilizadas e os ritmos de mobilização ao longo do período, por cada tipo, a dimensão relativa do esforço de mobilização em cada um dos três teatros de operações de Angola, Guiné e Moçambique, para caracterizar a tipologia das unidades mobilizadas pela Arma de artilharia durante o período em estudo (1961-1974). O trabalho foi realizado no Destacamento da Academia Militar na Amadora, com base em fontes primárias existentes no Arquivo Histórico Militar e em fundos privados e em fontes secundárias em diversas bibliotecas de unidades militares, na biblioteca da Academia Militar, no Arquivo Histórico Militar e na Biblioteca Municipal da Guarda. Foram ainda realizadas diversas entrevistas a oficiais que serviram nos diversos tipos de unidades mobilizadas pela Arma de Artilharia. Para iniciar este estudo foi essencial compreender a situação nacional na dé cada de 1960, pelo que começamos este trabalho com uma breve explicação acerca da situação vivida em Portugal por essa altura, assim como uma breve explicação acerca das principais relações estabelecidas (ONU e NATO). Depois de explicado o contexto nacional foi necessário estudar um pouco da doutrina da guerra subversiva, em especial no que respeita à atuação da Artilharia. Seguidamente identificamos as unidades mobilizadas e as suas unidades mobilizadoras, segundo a sua tipologia (unidades de Artilharia de Campanha, Antiaérea e unidades de Atiradores) para os três teatros de operações, analisando ainda as alterações registadas nos modelos de formação dos oficiais de Artilharia durante o período em estudo.No final procuramos responder à questão central, fazendo uso das questões derivadas e procurando explicar a mobilização e as alterações feitas na formação dos Artilheiros Portugueses para estas Campanhas.
- O CAPI sobre uma perspetiva operacional e disciplinar durante a Grande GuerraPublication . Pereira, JoãoCom a Grande Guerra, a marcar de forma violenta e radical a abertura do século XX, houve a necessidade da intervenção da Artilharia Portuguesa com o Corpo de Artilharia Pesada Independente, através do cumprimento da Convenção Militar para o emprego de Artilharia Pesada, assinada em Maio de 1917, pelos Ministros da Guerra Português e Francês. Com este trabalho pretende-se apurar até que ponto o Corpo Português teve um papel de relevância no decurso da guerra e se a resposta for afirmativa de que maneira o desenvolveu. O percurso do Corpo de Artilharia Pesada Independente foi sinuosamente pautado em grande parte devido à sua agregação a dois Exércitos distintos, o Francês e o Britânico. O 1º Grupo do Corpo integrado num contexto operacional, dentro do 4º e 6º Exércitos Franceses, desenvolveu duas ações de campanha, com um aproveitamento aceitável. Nos restantes 2 Grupos a travessia por Inglaterra, no destacamento de Horsham, ficou marcada indelevelmente por motivos disciplinares. A metodologia empregue na consecução deste trabalho baseou-se na exploração histórica, com principal apoio em fontes primárias, não olvidando também todas as publicações existentes nas fontes impressas, englobando a Revista Militar e Revista de Artilharia. Em suma, o CAPI apesar de ter cumprido as missões propostas com sucesso, foi referenciado pelos piores motivos disciplinares originando graves detenções em Tribunal de Guerra por insubordinação. Para tal foi necessário analisar o trabalho à luz da operacionalidade e da disciplina para melhor compreensão de todo o percurso realizado pelo Corpo em questão.
- A Evolução do Reconhecimento na Doutrina de Referência. O caso do Esquadrão de ReconhecimentoPublication . Júlio, PedroO presente Trabalho de Investigação Aplicada é subordinado ao tema “A Evolução do Reconhecimento na Doutrina de Referência. O Caso do Esquadrão de Reconhecimento”. Insere-se na área científica da tática e tem como objetivo identificar as alterações nos conceitos doutrinários e organizacionais das Operações de Reconhecimento de unidades de referência nas últimas duas décadas. Pretende-se determinar se o Esquadrão de Reconhecimento da Brigada Mecanizada acompanha as alterações identificadas. Para isso vai analisar-se a evolução do Esquadrão de Reconhecimento da Brigada Mecanizada assim como das Unidades de Reconhecimento Mecanizadas do Exército Americano, de forma a poder comparar essas forças. Irá proceder-se através da análise documental de artigos, regulamentos, trabalhos e outras publicações com relevância no assunto. Como principais conclusões pode dizer-se que as alterações observadas nas unidades de referência são bastante profundas e significativas, apoiando-se fortemente na tecnologia e atuando sobretudo de forma furtiva. No Esquadrão de Reconhecimento português analisado não se identificam tais modificações, mantendo-se os princípios organizativos e de emprego utilizados nos anos 90. O Esquadrão de Reconhecimento da Brigada Mecanizada não acompanha o atual conceito doutrinário e organizacional adotado pelas Unidades de Referência.
- O Espectro das Operações Militares e o Desenvolvimento das Unidades de ReconhecimentoPublication . Fernandes, DanielO presente Trabalho de Investigação Aplicada encontra-se subordinado ao tema “O Espectro das Operações Militares e o Desenvolvimento das Unidades de Reconhecimento”. Atualmente vivesse num mundo em constante mutação, onde a necessidade de informação assume um papel primordial. Sendo as unidades de Reconhecimento as responsáveis pela recolha dessa mesma informação em termos militares, é objetivo deste trabalho descortinar quais os desenvolvimentos mais relevantes tidos nestas unidades. Para tal, este trabalho encontra-se dividido em duas partes fundamentais. A primeira parte alberga um enquadramento teórico relativo às características dos atuais conflitos,assim como as missões desenvolvidas pelas unidades de Reconhecimento. A segunda parte acomoda o estudo referente às unidades de Reconhecimento dos Estados Unidos da América (EUA), os estudos de caso bem como a comparação entre as unidades de Reconhecimento dos Exército dos EUA e do Exército Português. A metodologia empregue foi a dedutiva respeitando as etapas projetadas por Quivy, tendo por base a análise documental e entrevista com o objetivo de determinar quais as alterações levadas a cabo no Reconhecimento. Concluímos que os desenvolvimentos tidos nas unidades de Reconhecimento foram observados em várias áreas, no entanto os relativos à formação dos oficiais e sargentos, assim como os respeitantes ao equipamento e organização foram aqueles que mais avanços alcançaram.
