IPC-ESTeSC - Dissertações de mestrado
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Percorrer IPC-ESTeSC - Dissertações de mestrado por orientador "Amaral, Ana Paula"
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- Acufenos, qualidade de vida, ansiedade e depressão: proposta de um programa de intervenção em doentes oncológicosPublication . Carvalho, Ana Filipa Gonçalves de; Amaral, Ana PaulaIntrodução. O acufeno é um sintoma com grande prevalência na população mundial, que pode estar associado a outras patologias e cuja presença pode induzir stresse e desencadear sintomatologia ansiosa e depressiva e, consequentemente, afetar o bem-estar e a qualidade de vida do doente. Objetivos. Primeiro, estudar as características dos acufenos e fatores associados, avaliar de que modo afetam a vida diária dos doentes oncológicos e avaliar os níveis de ansiedade, depressão e qualidade de vida dos doentes oncológicos. Seguidamente, analisar as relações entre o acufeno e a sintomatologia ansiosa e depressiva do doente oncológico, bem como, as relações entre o acufeno e a sua qualidade de vida. Por último, elaborar um programa de intervenção passível de se aplicar a estes doentes. Metodologia: O estudo é do tipo observacional, analítico e transversal, contou com uma amostra de 48 doentes oncológicos com acufenos (60,4% do sexo masculino), com média de idades de 57 anos (DP = 8,5), aos quais foi efetuada uma avaliação auditiva, acufenometria e a aplicação das escalas Mini-TQ-PV, para avaliar o impacto do acufeno, HADS, para avaliar a sintomatologia ansiosa e depressiva e WHOQOL-Bref, para avaliar a qualidade de vida. Resultados. Os resultados mostraram que a maioria dos doentes efetuou algum tratamento oncológico que poderá provocar ou intensificar o acufeno, e que este é classificado, por 59,8% doentes, como severamente e extremamente angustiante. A maior parte dos doentes (54,2%) apresenta acufenos há 2-5 anos. Os valores médios obtidos relativamente à qualidade de vida são baixos e os níveis médios de sintomatologia ansiosa são elevados. Os resultados obtidos na análise correlacional sugerem que quanto maior o impacto do acufeno, mais elevada a sintomatologia ansiosa (r=0,635; p=0,00) e menor a qualidade de vida geral (r=-0,544; p=0,000), bem como os seus domínios, o físico (r=- 0,689; p=0,000) e o do ambiente (r=-0,503; p=0,000). Conclusão. Este estudo demonstra a necessidade de se implementarem protocolos que permitam controlar o impacto de sequelas resultantes dos tratamentos oncológicos, como é o caso do acufeno, de forma a permitir uma melhor qualidade de vida nestes doentes.
- Competências de comunicação dos técnicos de radiologia em pediatriaPublication . Cascais, Cidália; Amaral, Ana Paula; Feliciano, MariaEste estudo analisou a percepção das competências comunicacionais dos Técnicos de Radiologia em pediatria, na relação com os utentes pediátricos e sua família. Investigou também como essa interação pode afetar a cooperação das crianças e familiares durante a realização de exames de radiologia. Neste estudo identificaram-se estratégias eficazes que melhoram a comunicação destes profissionais na relação terapêutica com estes pacientes pediátricos, trazendo grandes vantagens para uma comunicação eficaz e consequente melhoria na qualidade do atendimento e experiência do paciente pediátrico. Participaram 77 Técnicos de Radiologia de diversos hospitais da Grande Lisboa com idades compreendidas entre os 24 e os 63 anos de idade. Utilizou-se o questionário Q-COM-LIT (Questionário de Comunicação e Literacia em Saúde) para avaliar as competências de comunicação nas dimensões: Assertividade, Clareza e Positividade. A análise de dados foi efetuada com recurso ao software SPSS para análise quantitativa e a técnicas de análise temática para dados qualitativos. Os resultados revelaram uma alta valorização das competências de comunicação, sendo que 62,3% dos participantes classificaram a capacidade de conversar como "extremamente importante". A clareza na comunicação, evidenciada pelo uso de linguagem simples, foi considerada "extremamente importante" por 63,6% dos inquiridos. Quanto à positividade, 49,4% dos participantes destacaram a importância de cumprimentar e atender à linguagem não verbal dos pacientes. Os testes de correlação de Pearson mostraram correlações significativas entre o tempo de exercício profissional e o uso de expressões positivas (r=0,265, p<0.05) e entre a experiência e evitar termos negativos (r=0.274, p<0.05). O teste T-Student, mostrou diferenças significativas entre o género na questão “Envolver paciente e familiares na tomada de decisão/consentimento” da Positividade (t=2,007; gl=74; p=0,048), onde os inquiridos do género feminino apresentaram valores mais elevados nesta questão. A análise temática que se prendia com a criação de um Guião de competências revelou temas tão importantes como a necessidade de formação contínua e a importância da empatia e adaptação da comunicação ao público infantil. Conclui-se que os Técnicos de Radiologia em pediatria necessitam de competências comunicacionais robustas para melhorar a qualidade do cuidado ao paciente pediátrico. Os resultados deste estudo sugerem que a experiência profissional influência positivamente a comunicação, especialmente em termos de Positividade. O estudo sugere o desenvolvimento de intervenções educativas para melhorar a comunicação em interações pediátricas. Futuros estudos deveriam explorar a eficácia destas intervenções em diferentes ambientes.
- Consumo de leguminosas e neofobia alimentar em crianças dos 3 aos 6 anos : avaliação da eficácia de um programa de intervençãoPublication . Carvalho, Ângela Carolina Reis; Amaral, Ana Paula; Lima, JoãoIntrodução: Os hábitos alimentares são um dos aspetos chave de um estilo de vida saudável. O presente estudo foca-se na importância do consumo de leguminosas, fonte rica e acessível de proteínas, e uma opção saudável e sustentável, em termos ambientais. A neofobia alimentar desempenha um papel importante na aceitação dos alimentos, em particular na infância, e elevados níveis de ansiedade poderão contribuir para comportamentos alimentares desajustados. Objetivos: Elaborar, implementar e avaliar um programa de promoção de consumo de leguminosas - Beans4Life. Especificamente avaliar o seu impacto nos conhecimentos, preferências e frequência de consumo das oito leguminosas (feijão, grão, ervilha, fava, feijoca, lentilha, chícharo e tremoço) e analisar possíveis relações entre neofobia alimentar, níveis de ansiedade e consumo de leguminosas. Métodos: Estudo analítico, do tipo pré-teste pós-teste, com três momentos de avaliação: 1) antes da intervenção; 2) após a intervenção com as crianças e 3) após a intervenção com os encarregados de educação (fim da intervenção). Participantes: 90 crianças dos 3 aos 6 anos (54,4% do sexo masculino) e respetivos encarregados de educação. Instrumentos: questionário de avaliação de conhecimentos e preferências alimentares, questionário sobre os hábitos alimentares, escala de neofobia alimentar, questionário de ansiedade e um questionário para avaliar as sessões. A intervenção teve duas componentes, a primeira com as crianças (4 sessões de educação alimentar) e a segunda com as famílias (atividades facilitadoras da inclusão de receitas com leguminosas no quotidiano familiar). Resultados: Antes da intervenção, os resultados obtidos mostram níveis baixos de conhecimentos, preferências e frequência de consumo de leguminosas. A ervilha e o feijão são as leguminosas mais conhecidas (81,1% e 55,6%) e também preferidas (77,8% e 73,3%). Os resultados obtidos na segunda e terceira avaliações mostram que ocorreu um aumento significativo (p<0,05) dos conhecimentos e da frequência de consumo da maioria leguminosas, não tendo ocorrido alterações significativas relativamente às preferências. Quanto à neofobia alimentar, os resultados sugerem a existência de uma relação positiva significativa (p<0,05) com os níveis de ansiedade e com uma menor frequência de consumo de leguminosas. Conclusão: Os objetivos inicialmente propostos foram concretizados e será pertinente dar continuidade ao presente estudo, com amostras maiores, de forma a aumentar o consumo deste grupo alimentar na infância, e providenciar resultados mais robustos que ajudem a clarificar as relações encontradas.
- Depressão e ideação suicida na adolescência : implementação e avaliação de um programa de intervençãoPublication . Sampaio, Josiane Uchoa; Amaral, Ana PaulaEste projeto de intervenção, realizado no âmbito da educação para a saúde, teve como principal objetivo desenvolver e implementar um programa de prevenção do suicidio, dirigido a adolescentes com idades compreendidas entre 13 e 17 anos. Pretendemos avaliar se a ação psicoeducativa desenvolvida contribuiu para diminuir sintomas depressivos, desesperança e ideação suicida, nos adolescentes. Realizámos um primeiro estudo com uma amostra de 102 adolescentes, estudantes numa escola particular, para avaliar a incidência de sintomas depressivos e ideação suicida, tendo-se verificado que 29,4% (N=30) apresentavam ideação suicida e sintomatologia depressiva. Posteriormente, num segundo estudo, implementámos o programa de intervenção aos 30 adolescentes com ideação suicida. A intervenção foi constituída por 15 sessões, realizadas três vezes por semana, com aproximadamente uma hora cada. Com pré-teste e pós-teste, a avaliação foi realizada através da versão brasileira dos seguintes instrumentos (validados para a população não-clínica de adolescentes): Escala de Ideação Suicida de Beck, Inventário de Depressão de Beck e a Escala de Desesperança de Beck. Os resultados obtidos após intervenção evidenciaram que dos 30 adolescentes que apresentaram ideação suicida, somente 40,0% continuaram com ideação, apresentando valores menores. Comparando as médias obtidas, observou-se uma diminuição significativa (p <0,001). Em relação aos sintomas depressivos, observou-se igualmente uma diminuição significativa (p <0,001), a maioria (73,3%) dos adolescentes, após a intervenção, apresentaram valores baixos, relativamente aos sintomas depressivos avaliados. Conclui-se que o resultado da intervenção no espaço escolar foi positivo, pois ocorreu uma diminuição significativa da sintomatologia depressiva, da desesperança e da ideação suicida após a implementação do programa de intervenção elaborado. Estes resultados sugerem a importância de se desenvolverem programas preventivos para diminuir os índices de suicídio na adolescência.
- Implementação e avaliação de um programa de ginástica laboral: efeitos nos níveis de burnout e nos sintomas musculoesqueléticosPublication . Santos, Gustavo José Arouche; Amaral, Ana PaulaA Síndrome de Burnout (SB) é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um risco para o trabalhador que pode ocasionar deteriorização física ou mental. Nesse sentido, programas de atividades físicas no local de trabalho, denominados de Ginástica Laboral (GL) se associaria a medidas de combate às três dimensões proposta pela síndrome (exaustão, cinismo e falta de realização do trabalho) como forma de promover a saúde e qualidade de vida no trabalho possibilitando que o ambiente seja mais agradável e significativo. Objetiva-se com esse trabalho a elaboração de um programa de intervenção com base na Ginástica Laboral para diminuir os níveis de Burnout e reduzir os sintomas musculoesqueléticos apresentados. A amostra foi constituída por 49 funcionários administrativos de um hospital de grande porte em São Luís, Maranhão, Brasil, onde foram aplicados os seguintes instrumentos: Questionário sociodemográfico, Maslach Burnout Inventory – General Survey (MBI-GS) e o Questionário Nórdico para Sintomas Musculoesqueléticos (QNMS) antes e depois da intervenção. O programa de intervenção consistiu em 18 sessões de Ginástica Laboral Compensatória, realizadas durante 05 semanas, com uma frequência de três sessões por semana e com a duração de 30 minutos cada sessão. Os resultados obtidos evidenciaram uma diminuição significativa dos níveis de burnout e dos sintomas musculoesqueléticos avaliados (p<0,005). Após esta análise, concluiu-se que o programa cumpriu os objetivos inicialmente propostos, demonstrando a relevância da implementação de programas de intervenção utilizando a Ginástica Laboral no âmbito da Saúde Ocupacional.
- Kit pedagógico de saúde mental : implementação e avaliação de uma ferramenta educacional sob o ponto de vista do professorPublication . Ramos, Daniel Lopes; Amaral, Ana PaulaA escola é um espaço com grande potencial para se implementarem medidas promotoras de saúde, pois as crianças e os jovens vivenciam uma etapa de desenvolvimento propicia a novas aprendizagens e grande parte do tempo do seu dia é passado no ambiente escolar. O movimento da Psicologia positiva tem desenvolvido e consolidado um conjunto de conhecimentos e práticas que podem ser utilizados por instituições de ensino na promoção da saúde mental e bem-estar dos alunos, assim como na melhoria do seu desempenho acadêmico. Este projeto teve como principal objetivo a criação, implementação e avaliação de um Kit pedagógico direcionado para a saúde mental, sob o ponto de vista dos professores. Participaram neste estudo 23 professores do sexo feminino, com idades compreendidas entre 24 e 45 anos. Estes educadores fazem parte do corpo docente de um Colégio de Brasília (Brasil) e são responsáveis por 24 turmas do berçário ao 5º ano do ensino fundamental, totalizando 345 alunos. O desenvolvimento e implementação do kit pedagógico decorreu durante 8 meses. As principais estratégias e processos para implementação do programa escolar de saúde mental consistiram em: formação dos professores, 16 planeamentos de aulas, 16 planeamentos de lição de casa, 1 guia para utilização de “forças de caráter” em sala de aula e apresentações temáticas direcionadas a professores e familiares dos alunos. Os resultados sugerem que a ferramenta pedagógica desenvolvida (kit pedagógico de saúde mental) teve uma boa aceitação e uma avaliação positiva por parte dos professores. Na visão dos professores participantes deste estudo é possível aumentar a capacidade de ensinar saúde de uma escola, sem gerar um alto impacto na carga diária de trabalho do professor. Vários fatores terão contribuido para o sucesso da implementação do Kit pedagógico de saúde mental, entre os quais a concepção dos planeamentos, cujas aulas foram simples, com informações claras, a necessidade reconhecida pelos professores, a adequação à faixa etária e o interesse despertado nas crianças. O elevado envolvimento dos gestores e o aproveitamento dos processos já existentes na instituição, também foi um fator relevante. Em conclusão, o kit pedagógico de saúde mental implementado constituiu uma importante mais-valia em enquanto ferramenta de educação para a saúde.
