IP - Instituto Piaget
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O Instituto Piaget tem como principais objectivos proporcionar um ensino de qualidade, criar conhecimento e difundir valores humanos fundamentais para uma indispensável formação pessoal e intelectual de todos os seus agentes – docentes, estudantes, trabalhadores e cooperantes.
No seguimento deste propósito, e procurando privilegiar a criatividade e a inovação, o Instituto Piaget tem vindo sistematicamente a reinvestir todos os seus excedentes na melhoria e aperfeiçoamento constantes do seu projecto educativo. Com estes princípios, a actuação do Instituto Piaget tem vindo a diversificar-se, abrangendo uma multiplicidade de áreas que vão da educação à investigação, passando pela acção de cariz social e pela implementação de projectos de desenvolvimento, tanto em Portugal como em países da CPLP e ainda, pela edição de livros.
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- A eficácia de um programa de formação parental em populações socialmente vulneráveisPublication . Viveiros, Mónica; Barbosa, MiguelIntrodução: A formação parental é vista como uma estratégia para promover a parentalidade positiva ao otimizar o conhecimento dos pais acerca do crescimento dos filhos influenciando o seu desenvolvimento e consequentemente o seu futuro. Pais com melhores práticas educativas concebem filhos mais aptos para lidar com os desafios do quotidiano. Tornando-se assim importante atribuir aos pais oportunidades de melhoria dos seus níveis de informação acerca da parentalidade, das suas competências parentais e dar-lhes ferramentas para reestruturar crenças. Fomentando alterações positivas nos comportamentos dos pais, contribui positivamente para o desenvolvimento das crianças. Sendo por isto relevante contribuir também para a melhoria da saúde mental dos pais que afeta diretamente de forma positiva os filhos. Objetivo: Avaliar a eficácia da formação parental “O Farol” em populações socialmente vulneráveis, ao nível da autoestima, otimismo e estilos parentais dos participantes. Método: 59 participantes, (91.5% mulheres e 8.5% homens), com idades compreendidas entre os 19 e 66 anos (M= 40.13, DP=11.37). Preencheram a Escala da Autoestima, a Escala do Otimismo e o Inventário de Estilos Parentais antes e depois do programa de formação parental, especificamente na primeira e última sessão. Resultados: Verificaram-se diferenças estatisticamente significativas após a formação parental ao nível do otimismo, mas não ao nível da autoestima. Em relação aos estilos parentais apenas o sexo feminino apresenta diferenças estatisticamente significativas após a formação parental. Conclusão: A participação na formação parental demonstra uma melhoria ao nível do otimismo e dos estilos parentais para o sexo feminino. A formação parental gerou pais e mães mais otimistas para com a parentalidade, com melhores estratégias educativas, que providenciam suporte emocional adequado aos filhos e um ambiente familiar mais harmonioso e enriquecedor.
- Impacto da qualidade da vinculação no desenvolvimento de sintomas psicopatológicos em indivíduos com eventos de vida negativosPublication . Peixe, Cristiana; Barbosa, MiguelIntrodução: Durante o seu processo de desenvolvimento, os seres humanos passam por diversas fases e desafios que se refletem posteriormente na sua personalidade e comportamentos. Se os indivíduos experienciarem desde cedo relações afetivas e de suporte social saudáveis, quer com os pais, quer com os pares com que se relacionam, tornam-se menos vulneráveis ao desenvolvimento de sintomas psicopatológicos e doenças mentais. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da qualidade da vinculação no desenvolvimento de psicopatologia em indivíduos com eventos de vida negativos. Método: Neste estudo participaram 200 indivíduos (83.5% do sexo feminino) que preencheram a Experiences in Close Relationships – Relationship Structures Questionnaire, o Inventário de Acontecimentos de Vida Negativos – Revisto, a Impact of Event Scale - Revised e a Symptom Checklist 90 – Revised. Resultados: Verificou-se a existência de relações significativas entre a qualidade da vinculação e o desenvolvimento de sintomas psicopatológicos e entre a frequência, o impacto, e os sintomas traumáticos do impacto dos eventos de vida negativos e o desenvolvimento de sintomas psicopatológicos. O evitamento na vinculação (na atualidade) e os sintomas traumáticos do impacto dos eventos de vida negativos surgem como preditores do desenvolvimento de sintomas psicopatológicos. A frequência e o impacto dos acontecimentos de vida negativos medeiam a relação entre a vinculação evitante e ansiosa na infância e na atualidade e o desenvolvimento de sintomas psicopatológicos. Conclusão: A qualidade da vinculação e a frequência e o impacto de eventos de vida negativos contribuem para o desenvolvimento de sintomas psicopatológicos. Os eventos de vida negativos medeiam a relação entre a qualidade da vinculação e o desenvolvimento de sintomas psicopatológicos
- Impacto do confinamento obrigatório devido à COVID-19 em casais portuguesesPublication . Silva, Carolina; Barbosa, MiguelIntrodução: A situação pandémica COVID- 19 trouxe para os indivíduos inúmeros desafios e adaptações ao seu quotidiano, em especial na sua esfera psicossocial. Desafios esses que levaram exigiram adaptações e restruturação das rotinas familiares, nomeadamente durante o período de confinamento obrigatório no estado de emergência. As alterações de rotinas, bem como a ausência da rede de suporte social contribuíram para uma nova redefinição de papeis na família e em particular nos casais que vivem juntos. Objetivo: Avaliar o impacto do confinamento obrigatório devido à COVID-19 em casais que viveram juntos durante o período do estado de emergência português (18 de março de 2020 a 2 de maio de 2020). Método: 123 participantes (69,7% do sexo feminino) que viviam com o/a seu/sua companheiro/a durante período de confinamento obrigatório, decorrente do primeiro estado de emergência devido à COVID-19, decretado pelo governo português, responderam a um questionário online sobre o impacto do confinamento no casal. Os participantes preencheram a Escala de Avaliação da Vida Conjugal (ESAVIC), a Escala de Resolução de Conflitos e Problemas (CPS) e Escala de Ansiedade devido ao Corona Vírus (CAS). Resultados: Os resultados demonstraram que não existem diferenças significativas no impacto do isolamento obrigatório e a varaivel sociodemográfica género. Foi possível identificar fatores que contribuíram para o impacto do isolamento obrigatório nas realações conjugais.Verificou-se também que a perceção da falta de espaço e intimidade foram os fatores que maior impacto causaram nas relações conjugais durante o período de confinamento obrigatório. Conclusão: Durante o período de isolamento obrigatório os casais passaram por alterações significativas na sua rotina, que tiveram impacto na relação conjugal nomeadamente a falta de espaço e imtimidade. No fututo, é importante que sejam realizados mais estudos nesta área de forma a que seja possível identificar possíveis fragilidades nas realções conjugais consequentes da Covid-19.
- O impacto do diagnóstico de perturbação do espetro do autismo nos paisPublication . Pereira, Katia; Barbosa, MiguelEnquadramento: O diagnóstico de perturbação do Espectro de Autismo é emocionalmente exigente para a estrutura familiar e implica um processo de aceitação e reorganização psicológica face às necessidades especificas apresentadas pela da criança. As figuras parentais têm de lidar com a transição da criança idealizada para a criança real e com a consequente adaptação intrafamiliar e social. Objetivos: O presente estudo teve como objetivos avaliar a relação entre aspetos sociodemográficos e o impacto do diagnóstico de PEA nos pais e identificar os preditores da adaptação social. Métodos: A amostra foi constituída por 101 participantes (Midade=38 anos; DP=6,85; 69,3% mães e 30,7% pais), que preencheram um questionário online sobre o impacto do diagnóstico nos pais que inclui a avaliação de sentimentos e emoções ao saber o problema do seu filho; reações e atitudes atuais; interação familiar; adaptação intrafamiliar/mudanças a nível familiar; adaptação social/mudança a nível social; expetativas quanto ao futuro; reações aos apoios/necessidades sentidas. Resultados: Globalmente, verificou-se uma associação significativa entre o tempo de diagnóstico e a idade da criança e o impacto negativo percebido. Ao nível das dimensões individuais do impacto percebido pelos pais, o rendimento mensal correlacionou-se positivamente com todas as dimensões da escala de impacto percebido do autismo. Verificou-se que as reações e atitudes negativas dos pais face ao diagnóstico, bem como mudanças a nível individual e familiar foram preditores significativos da adaptação social, explicando 51% da variância nessa dimensão. Conclusão: Esta investigação, demonstra a importância de considerar o impacto de aspetos sociais e relacionais na adaptação ao diagnóstico de autismo nos pais, sugerindo assim a necessidade de desenvolver programas de intervenção que se ajustem às necessidades destes pais promovendo a sua adaptação numa fase precoce do diagnóstico.
- O lado do idoso institucionalizado:Publication . Figueiredo, Carina; Barbosa, MiguelIntrodução: A pandemia COVID-19 teve impacto na população a nível mundial, com inúmeros desafios que exigiram uma reestruturação e adaptações a nível individual, relacional e social. As medidas implementadas para a não propagação do vírus, embora necessárias, afetaram a saúde mental dos indivíduos, sobretudo na população idosa. Objetivos: Avaliar o impacto psicológico, saúde mental e bem-estar, em idosos institucionalizados durante a Pandemia do Covid-19, mais especificamente descrever a perceção que os idosos têm em relação à doença, avaliar se o período de Pandemia afetou significativamente a saúde mental do idoso e analisar de que forma este manteve as relações familiares. Método: A amostra é constituída por 10 idosos do concelho de Viseu, com idades compreendidas entre os 63 e 90 anos. Para a recolha de dados foi utilizado um questionário sociodemográfico e uma entrevista semiestruturada. As entrevistas foram gravadas em áudio, transcritas na íntegra e analisadas através do método de Análise Temática. Resultados: Foi possível apurar que todos os idosos conheciam o vírus, e sabiam defini-lo, sendo que nenhum atribuiu significados positivos ao Covid-19. Os resultados sugerem níveis de ansiedade presentes nos participantes assim como o medo face ao período mais crítico da pandemia. Relativamente ao medo, mais de metade dos participantes mencionaram terem sentimentos de medo durante o período de Pandemia. Do mesmo modo, mencionaram que a esperança que tinham estaria ligada à fé e religião. Alguns participantes não mantinham contacto regular com a família, e outros mantiveram algum contacto na fase mais aguda da pandemia, através de telefonemas e/ou videochamadas. Conclusão: O período de pandemia trouxe mudanças a nível pessoal e social, e os idosos institucionalizados não foram exceção. Os níveis de ansiedade e medo estão presentes também nesta população. Recomenda-se a realização de intervenções no que diz respeito à saúde mental do idoso, promovendo a manutenção de relações familiares nas instituições, que diminuam as consequências da pandemia, com vista a aumentar a qualidade de vida e bem-estar dos mesmos.
- Perceção do cancro da mama e comportamentos preventivos entre portuguesas e brasileiras com ausência da doençaPublication . Santos, Sheila; Barbosa, MiguelO cancro da mama corresponde a uma das doenças oncológicas mais fatais em mulheres, o que configura um sério problema em saúde pública no mundo devido a sua prevalência e mortalidade. A possibilidade de cura aumenta com diagnóstico precoce. Mulheres que possuem conhecimentos sobre a doença e sentimentos de suscetibilidade a mesma são as que mais realizam o rastreio. O presente estudo teve como objetivo investigar a perceção do cancro da mama e prevenção entre mulheres portuguesas e brasileiras com ausência da doença. Trata-se de uma investigação exploratória, com uma amostra de 30 mulheres residentes em Portugal, com idades compreendidas entre 30 e 60 anos, e 30 mulheres residentes no Brasil, com idades dos 30 aos 64 anos. Para alcançar o objetivo proposto foi aplicado o questionário “Prevenção do Cancro da Mama – conhecimento, atitude e práxis” com a finalidade de recolher, analisar e comparar informações sobre os conhecimentos e perceções sobre o cancro da mama. Os resultados indicaram que ambas as amostras de mulheres relacionam o surgimento do cancro da mama com a herança genética, sendo, estes apenas 10% dos casos, desconhecem inúmeros fatores de risco da doença e conceitos básicos sobre o rastreio. Esta escassez de informações influência na forma como as mulheres percebem a doença e aderem menos os métodos preventivos. Por fim, nos fez compreender que mulheres inseridas em culturas distintas podem possuir perceções e comportamentos semelhantes sobre uma determinada doença.
- Resiliência em mulheres portuguesas que sofreram ou sofrem de violência entre parceiros íntimosPublication . Cardoso, Liliana; Barbosa, MiguelIntrodução: A resiliência assenta na capacidade de recuperação e superação perante situações adversas e geradoras de grande stress. A Violência entre Parceiros Íntimos (VPI) afeta tanto o homem como a mulher, no seio de uma relação de intimidade. Objetivo: o principal objetivo deste estudo foi identificar os principais fatores que influenciam a resiliência das mulheres portuguesas que mantiveram uma relação de VPI, tal como compreender se os motivos da perpetração por parte da mulher contra o parceiro foram utilizados como forma de defesa ou retaliação e, neste sentido, verificar a sua relação com a resiliência. Método: estudo observacional-descritivo transversal, em que 121 participantes do sexo feminino preencheram a Escala de Resiliência de Connor-Davidson (CD-RISC) e a Escala de Táticas de Conflito Revisada (CTS-2). Resultados: As informações obtidas pela amostra indicam diferenças estatisticamente significativas entre a resiliência e as habilitações literárias da mulher (𝑟! = .19; p = .03), assim como, entre a resiliência e as negociações emocionais (r = .24; p = 0.1) e cognitivas (r = .28; p = 0.1) utilizadas pelo parceiro na resolução de conflitos. Por outro lado, verificaram-se associações negativas entre a resiliência e as agressões psicológicas severas perpetradas pela mulher contra o parceiro (r = -.21; p = .02). Verificou-se ainda que a perpetração da violência por parte da mulher é utilizada, em média, como defesa dos ataques verbais (2.74 ± 1.41) e físicos (1.92 ± 1.38) do parceiro e também como retaliação (1.67 ± 1.21). No entanto, a perpetração da violência utilizada pela mulher como forma de defesa contra os ataques físicos do parceiro apresenta uma associação negativa com a resiliência (r = -.17; p = .03), tal como a retaliação (r = -.19; p = .02). Conclusão: Os fatores que influenciam positivamente a resiliência dizem respeito às habilitações literárias da mulher e do interesse do parceiro na resolução dos conflitos. Por outro lado, os fatores que influenciam negativamente a resiliência estão ligados ao uso da violência psicológica e retaliação contra o parceiro e ainda ao fato das mulheres utilizarem a violência para se defenderem contra os ataques físicos do parceiro.
- Sono, vinculação e qualidade de vida em indivíduos portugueses com obesidadePublication . Almeida, Angélica; Barbosa, MiguelIntrodução: A obesidade é considerada uma pandemia mundial comprometendo a qualidade de vida física e mental dos indivíduos em função do excesso de peso corporal. Em 2019, mais de metade da população portuguesa com 18 anos ou mais tinha excesso de peso ou obesidade, sendo as mulheres mais afetadas que os homens. As relações afetivas que indivíduos com obesidade estabelecem são importantes para o seu desenvolvimento pessoal, tendendo a desenvolver vinculações inseguras, dificuldades na regulação emocional, alimentação desequilibrada e ganho de peso. Tal como a privação do sono, que se torna um dos principais fatores que leva ao desequilíbrio hormonal e ganho de peso. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar a relação entre a qualidade do sono, a qualidade de vinculação e a qualidade de vida em indivíduos obesos (IMC ≥ 30 kg/m2) e indivíduos com um IMC normal (≤ 30 kg/m2) portugueses com idade igual ou superior a 18 anos, residentes em Portugal em função do sexo, idade e habilitações literárias. Método: A amostra é constituída por 80 indivíduos (56.3% do sexo feminino) com idades compreendidas entre os 20 e os 70 anos (M = 30.7, DP = 10.9), sendo que 50% apresenta um IMC normal, e os com obesidade representam 16.4% do total. Foram recolhidos dados sociodemográficos e aplicados os seguintes instrumentos: Questionário Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), Escala de Qualidade de Vida Específica para a Obesidade (ORWELL 97), Instrumento de Avaliação de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-Bref) e Escala Experiências nas Relações Próximas – Estruturas Relacionais (ERP-ER). Resultados: Foram encontrados mais indivíduos com obesidade do sexo feminino (18,2%) do que do sexo masculino (14,3%). A qualidade de vida de obesos nos domínios: físico (63,19 ±17,52), relações sociais (48,72 ± 28,84) e ambiente (55,53± 14,39) foi pior do que em indivíduos com excesso de peso ou peso normal. Na vinculação, não existiram diferenças significativas (p > 0.05) em função do IMC. Na qualidade do sono também não existiram diferenças significativas (p > 0.05) em função da obesidade. Conclusão: Na sua generalidade indivíduos com obesidade têm uma pior qualidade de vida comparativamente a indivíduos com peso normal. Tanto em indivíduos com peso normal, excesso de peso ou obesidade, a qualidade de vinculação e qualidade de sono não diferiram, não estando a obesidade comprometida pela qualidade do sono e qualidade de vinculação.
- Validade da versão portuguesa da therapeutic realizations scale-revised ( TRS-R)Publication . Martins, Cátia; Barbosa, MiguelAs perceções terapêuticas são importantes na medida em que contribuem para a compreensão da forma como a mudança ocorre em psicoterapia, estando positivamente relacionadas com resultado da mesma. Objetivo: Este estudo tem como objetivo traduzir e validar a versão portuguesa da Therapeutic Realizations Scale-Revised (TRS-R). Método: A amostra foi constituída por 84 participantes que frequentam consultas de psicologia ou psicoterapia em Portugal. Que preencheram o TRS-R, que avalia as perceções dos clientes em relação à psicoterapia através de 17 itens de autorresposta. Bem como um questionário sociodemográfico. A idade média de 35.6 anos, com nacionalidade portuguesa e maioritariamente do sexo feminino (76.2%). Através da análise fatorial exploratória (AFE), com rotação Varimax forçou-se a extração de quatro fatores, que explicam 62.30% da variância total. O teste dos itens abrangidos em quatro fatores foi realizado através da análise fatorial confirmatória, e demonstra um bom ajustamento (CFI =.716, GFI = .771). O TRS-R apresenta uma boa consistência interna em 1 dos seus fatores (valores superiores a 0,70), sendo que os restantes se aproximam desse valor. Conclusão: A versão portuguesa da Escala de Perceções Terapêuticas-Revista demonstra propriedades psicométricas semelhantes às da versão original e que pode ser utilizada em investigação.
- Vínculo humano-animal e processo de luto após a sua perdaPublication . Marques, Raquel; Barbosa, MiguelIntrodução: Os seres humanos desenvolvem ligações afetivas com animais de companhia, podendo atribuir-lhes um valor comparável às ligações que mantêm com humanos. Estas ligações podem variar consoante o grau de proximidade com o animal de companhia e o apoio que este pode oferecer ao seu tutor. A perda de um animal de companhia pode provocar um processo de luto no tutor, verificando-se sintomatologia depressiva, perda de apetite, perturbações de sono, dificuldade de concentração, bem como respostas emocionais de tristeza, culpa e raiva. Objetivos: Este estudo teve como objetivo avaliar a relação entre o estilo de vinculação do tutor ao animal de companhia e o processo de luto do tutor por perda desse animal e avaliar se as variáveis sociodemográficas estão relacionadas com a vinculação e processo de luto por perda do animal de companhia. Método: A vinculação ao animal de companhia foi avaliada através do Pet Attachment Questionnaire (PAQ) e o processo de luto por perda do animal de companhia foi avaliada através do Pet Bereavement Questionnaire (PBQ), numa amostra de 682 participantes. Resultados: Verificou-se uma relação positiva entre a vinculação humano-animal de companhia e o processo de luto do tutor. O estado civil solteiro do tutor está associado a maior ansiedade de vinculação e respostas de luto de maior duração e intensidade do que o estado civil casado. O agregado familiar ser apenas constituído pelo cônjuge está relacionado a maior sintomatologia e duração do processo de luto do que quando é constituído pelo cônjuge e filhos. O avançar da idade está associado a menor sintomatologia e duração do processo de luto e o tipo e tempo de perda influenciam as respostas de luto dos tutores. Conclusão: O estilo de vinculação do tutor ao animal de companhia e as variáveis sociodemográficas são preditores das respostas de luto do tutor após a perda do animal de companhia.