IPS - ESS - BIBLIOTECA - Dissertações de mestrado
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Esta coleção reúne dissertações, trabalhos de projeto e relatórios de estágio, no âmbito de cursos de 2.º ciclo (mestrados), em formato digital.
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Recent Submissions
- Validação da versão portuguesa da Functional Gait Assessment Scale para a população com Acidente Vascular CerebralPublication . Matos, Joana Dias Pereira de; Pereira, Carla Mendes; Vieira, AndréIntrodução: O AVC causa alterações significativas da marcha e equilíbrio, exigindo medidas de avaliação válidas e fiáveis. A Functional Gait Assessment (FGA) é um instrumento que avalia a estabilidade dinâmica da marcha, demonstrando elevada sensibilidade para detetar alterações subtis do equilíbrio e excelente fiabilidade em populações pós-AVC. Este estudo analisou as propriedades psicométricas da versão portuguesa em pessoas pós-AVC. Objetivo: Avaliar a fiabilidade (intra e interavaliador, teste–reteste), consistência interna, validade de construto, erro de medição e efeito chão/teto da versão portuguesa da FGA em pessoas pós-AVC. Métodos: Estudo transversal realizado com 84 sobreviventes de AVC. A avaliação consistiu num primeiro momento na aplicação da FGA por três fisioterapeutas experientes (com videogravação), complementada por Functional Ambulatory Category, o Ten Meter’s walk test e Sroke Impact Scale para análise da validade de construto. Após uma semana foi reaplicada a FAG para teste-reteste. Critérios de inclusão: diagnóstico de AVC, idade ≥18 anos e capacidade de marcha independente (FAC 3–5), com ou sem auxiliares/ortóteses. Critérios de exclusão: défices cognitivos que impedissem a compreensão ou execução das tarefas, avaliados pelo MMSE. A Fiabilidade foi avaliada por alfa de Cronbach, Kappa, Spearman, Wilcoxon, Kendall W; a validade de construto foi examinada por correlação de Spearman. O software de estatística utilizado foi SPSS. Resultados: A FGA demonstrou boa consistência interna (α = 0,895) e excelente Fiabilidade intra (ICC = 0,982), interavaliador (ICC = 0,910) e teste–reteste (ICC = 0,926). As correlações da FGA com a FAC (ρ = 0,591), SIS (ρ = 0,549) e 10MWT (ρ = −0,846 a −0,814) confirmaram a validade de construto. Não se observaram efeitos de chão ou teto. Conclusão: A versão portuguesa da FGA apresentou excelente Fiabilidade, boa consistência interna e validade de construto, sendo um instrumento sensível e clinicamente útil para monitorizar a recuperação da marcha e do equilíbrio pós-AVC.
- Consciência fonológica em crianças em idade pré-escolar e escolar: análise de padrões de erroPublication . Reis, Joana Filipa Campôa Bandarra Dos; Castro, Ana; Alves, Dina Caetano; Soares, CéliaEste estudo descreve padrões de erro em tarefas de consciência fonológica em crianças falantes de português europeu, em função da idade e da escolaridade. Participaram 96 crianças com desenvolvimento típico, entre os 4 e os 7 anos, a frequentar a educação pré-escolar ou o 1.º ciclo do ensino básico, que realizaram 18 provas do ConF.IRA, um instrumento de avaliação da consciência fonológica. As respostas foram categorizadas em 29 tipos de erro por terapeutas da fala experientes, permitindo caracterizar os perfis de erro por prova e por grupo etário/escolaridade. Os resultados evidenciam um efeito claro da escolaridade, com redução das taxas de erro, especialmente nas tarefas silábicas, intrassilábicas e fonémicas. A segmentação de frases em palavras e as provas fonémicas e de acento surgem como as mais difíceis. Verificou-se, ainda, que o padrão de ocorrência dos diferentes tipos de erro varia em função do tipo de prova e da escolaridade/faixa etária. Na prova lexical, as crianças em idade pré-escolar produzem predominantemente hipossegmentações, enquanto as em idade escolar recorrem mais à hiperssegmentação. Nas provas silábicas, são frequentes a hipossegmentação, a hiperssegmentação e a alteração da estrutura silábica. Nas tarefas intrassilábicas e fonémicas, destacam-se, respetivamente, o recurso ao significado e a ativação de outras unidades (sílabas, letras). O estudo contribui para a validação de um sistema de classificação de erros, destacando a importância de articular a análise quantitativa e qualitativa no contexto da avaliação da consciência fonológica.
- Tradução, adaptação cultural e contributo para a validação do CARES para o português europeuPublication . Santana, Inês Isabel Castanheiro; Soares, Célia; Nascimento, DavidObjetivo: Traduzir, adaptar culturalmente e avaliar as propriedades psicométricas preliminares do Caregiver Analysis of Reported Experiences with Swallowing Disorders para o português europeu (CARES-PE), instrumento destinado a rastrear a sobrecarga funcional e emocional de cuidadores informais de pessoas com perturbações da deglutição. Método: Estudo observacional e metodológico em duas fases: tradução e adaptação cultural com validação de conteúdo por painel de peritos e pré-teste de clareza e compreensão; e estudo-piloto para avaliação exploratória da validade de construto, consistência interna, fidelidade temporal e interpretabilidade. A validade de construto foi examinada por hipóteses de associação com a Escala de Sobrecarga do Cuidador de Zarit, o WHOQOL-BREF e a FOIS. Resultados: O CARES-PE evidenciou validade de conteúdo elevada e boa compreensibilidade. As associações com medidas de sobrecarga e de qualidade de vida sustentaram a validade de construto. A consistência interna foi adequada nas dimensões funcional e emocional e no total. A estabilidade temporal foi positiva, mas não significativa. A distribuição das pontuações não revelou efeitos de chão ou teto, indicando interpretabilidade favorável e sensibilidade para distinguir diferentes níveis de sobrecarga. Conclusão: O CARES-PE apresenta resultados promissores, constituindo o primeiro instrumento adaptado para o português europeu destinado ao rastreio da sobrecarga funcional e emocional do cuidador informal associada às perturbações da deglutição, com potencial para apoiar a prática clínica e a investigação numa abordagem centrada no cuidador e na família. Recomendam-se estudos com amostras mais amplas, análises estruturais confirmatórias, avaliação de responsividade e definição de valores normativos para consolidar o instrumento como referência.
- Aptidão física e função da anca após fra- tura da extremidade proximal do fémur: um estudo de coortePublication . Veiga, Nádia; Fernandes, Rita; Moço, Diogo
- Promoção da atividade física na comunidade pelos fisioterapeutas portugueses em pessoas com dor músculo-esquelética não específicaPublication . Santos, Sofia Dias; Pires, Diogo; Costa, DanielaEnquadramento: Mundialmente, as condições músculo-esqueléticas (ME) representam uma das principais causas de incapacidade. Destaca-se a dor ME não específica, onde a atividade física (AF) desempenha um papel fundamental na prevenção e tratamento. Neste contexto, os fisioterapeutas assumem um papel essencial enquanto promotores da AF, não apenas no contexto clínico, mas também comunitário. Apesar de reconhecida a sua importância, a promoção de AF na comunidade é ainda limitada. Objetivo: Caracterizar as práticas de promoção de AF na comunidade pelos fisioterapeutas em pessoas com dor ME não específica, bem como identificar as barreiras que surgem nesse processo. Secundariamente, pretendeu-se identificar os fatores associados a essas práticas de forma a traçar o perfil dos fisioterapeutas que promovem AF na comunidade. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, transversal, conduzido online, através de um questionário dirigido aos fisioterapeutas portugueses. Recolheram-se dados sociodemográficos, informações sobre a prática atual dos fisioterapeutas e barreiras à promoção de AF na comunidade. A análise incluiu estatística descritiva e inferencial, onde foi testada a associação dos dados sociodemográficos e da prática atual dos fisioterapeutas, com indicadores de promoção de AF na comunidade. Resultados: Participaram no estudo 376 fisioterapeutas portugueses com prática clínica em condições ME. Verificou-se que 55,30 % dos fisioterapeutas abordam e discutem AF na comunidade e 37,80 % investigam oportunidades de AF na mesma. As principais barreiras identificadas foram, na maioria, externas ao fisioterapeuta. Fatores como menor número de utentes/hora, maior perceção do conhecimento das recomendações para a AF e participação prévia em formações de AF estiveram associados a maior promoção de AF. Conclusões: A promoção de AF na comunidade pelos fisioterapeutas portugueses em pessoas com dor ME é ainda reduzida e limitada por várias barreiras. Investigações futuras poderão comparar diferentes contextos clínicos, explorar o processo de referenciação para AF na comunidade e o respetivo impacto nos utentes.
- Projeto Selfie: barreiras e facilitadores para a autogestão percecionados por pessoas com fibromialgia: análise informada pelo modelo COM-B (Capability, Opportunity, Motivation – Behaviour) e pelo Theoretical Domains FrameworPublication . Castro, Maria Vaz de; Caeiro, Carmen; Duarte, SusanaIntrodução: As diretrizes internacionais recomendam consistentemente intervenções que promovam a autogestão suportada da fibromialgia. Embora estas intervenções demonstrem benefícios em outcomes como dor e função a curto prazo, a manutenção destes resultados permanece um desafio, evidenciando a necessidade de estratégias que sustentem mudanças comportamentais duradouras. O programa Selfie, uma intervenção baseada em exercício e informada pelo Behaviour Change Wheel, foi desenvolvido para promover a autogestão a partir de barreiras e facilitadores identificados na literatura. Contudo, identificar estes fatores na população portuguesa é fundamental para otimizar o programa e informar futuras intervenções. Objetivo: Explorar as barreiras e facilitadores para a autogestão, percecionados por pessoas com fibromialgia que participaram previamente no programa Selfie. Metodologia: Foi realizado um estudo qualitativo com três grupos focais com 15 participantes. As sessões decorreram via Microsoft Teams, seguindo um guião semiestruturado, informado pelos modelos Capability, Opportunity, Motivation – Behaviour (COM-B) e Theoretical Domains Framework (TDF). A análise de conteúdo decorreu em duas fases: (1) indutiva para identificação de códigos preliminares; (2) dedutiva com base na classificação dos modelos COM-B e TDF. Foi realizada triangulação de investigadores e verificação pelos participantes para aumentar a credibilidade, e um registo auditável assegurou a confirmabilidade. Resultados: Foram identificadas 20 barreiras e 21 facilitadores para a autogestão da fibromialgia, distribuídos pela totalidade dos domínios dos modelos COM-B e TDF. As barreiras mais frequentes incluem a presença de sintomatologia, interferência das exigências do quotidiano, incompreensão social e falta de confiança na capacidade de adaptar as estratégias. A autorregulação emocional, adaptação contínua das estratégias, realização de atividades prazerosas e existência de uma rede de apoio social foram referidas como facilitadores. Conclusão: Os resultados deste estudo fornecem evidência para aperfeiçoar o programa Selfie e desenvolver intervenções ajustadas às necessidades desta população, contribuindo para a manutenção de comportamentos de autogestão da fibromialgia a longo prazo.
- ExpressArte: a utilização dos mediadores artísticos-expressivos pelo enfermeiro especialista em Enfermagem de Saúde Mental e PsiquiátricaPublication . Baptista, Gina Isabel Pereira Martins; Pinho, Lara Guedes de; Sampaio, FranciscoEste relatório tem como objetivo analisar e refletir sobre o desenvolvimento das competências comuns e específicas do enfermeiro especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica, assim como as competências conducentes ao grau de Mestre em Enfermagem desenvolvidas no estágio 1 e estágio final do Mestrado. Refletimos sobre o papel de enfermeiro no percurso de recuperação da pessoa com doença mental, centrando a sua atuação na relação terapêutica estabelecida para dar resposta às necessidades da pessoa, realçando a importância da prestação de cuidados centrados na pessoa. Nesse âmbito foi desenvolvido um projeto de intervenção sobre a utilização dos mediadores artístico-expressivos pelo enfermeiro especialista em ESMP que procura intervir na promoção da esperança, melhoria da autoestima, melhoria da socialização e modificação do comportamento. Foram identificados resultados positivos como, uma maior consciência dos outros; maior autoconsciência; disponibilidade para explorar a criatividade; assim como melhoria dos sintomas físicos.
- Literacia em saúde na prevenção de consumo de álcool em alunos do 7º ano do 3º ciclo do ensino básicoPublication . Gonçalves, Maria José Costa; Gato, Ana PaulaO presente trabalho insere-se no âmbito do Estágio em Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública do Mestrado em Enfermagem, realizado numa Unidade de Saúde Pública e numa Unidade de Cuidados na Comunidade. O principal objetivo foi promover a literacia em saúde na prevenção do consumo de álcool em adolescentes, abordando um problema premente em Portugal. Para tal, foi adotada a metodologia do Planeamento em Saúde, culminando num Projeto de Intervenção Comunitária. A intervenção foi concebida com base num diagnóstico de situação que revelou lacunas de conhecimento e a prevalência de mitos entre os jovens. Os resultados demonstraram que o consumo precoce de álcool ocorre frequentemente no ambiente familiar, reforçando a necessidade de uma abordagem sistémica. Apesar das limitações de participação, as sessões educativas foram eficazes na capacitação dos jovens. Conclui-se que o projeto, embora focado numa população específica, serve como modelo de intervenção e reforça o papel do enfermeiro especialista na promoção da saúde, servindo de base para propostas de continuidade do trabalho que visam envolver de forma mais eficaz a família e a escola no próximo ano letivo.
- Conhecimento e adesão às recomendações das Normas de Orientação Clínica na gestão da dor cervical não específica: um survey para estudantes finalistas portugueses e franceses do curso de Fisioterapia.Publication . Carronda, João Filipe Baptista Moreno; Cruz, Eduardo BrazeteObjetivos: Avaliar o conhecimento dos estudantes finalistas do curso de Fisioterapia de duas escolas em França e duas em Portugal acerca do conteúdo das NOCs na gestão da DCNE e a sua integração no processo de tomada de decisão clínica. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo sobre o processo de tomada de decisão dos estudantes com base em cenários clínicos tipificados (vinhetas). A recolha de dados foi realizada com recurso a um questionário online desenvolvido para o efeito. Resultados: Num universo de 262 convites enviados, foram obtidas 48 respostas ao questionário (18,3%). A idade dos estudantes variou entre 21 e 37 anos e 68,8% eram do sexo feminino. O conhecimento acerca da inclusão das NOCs no plano de estudos é baixo e semelhante entre países, com apenas 52,6% dos estudantes franceses e 41,4% dos portugueses a reportá-lo e sem diferença estatística significativa. Na gestão das diferentes vinhetas, o alinhamento das modalidades selecionadas é tanto maior quanto menos grave é o caso clínico. Na vinheta 4 que retrata um Grau IV, DC especifica, apenas se observa diferença estatística na escolha de PROMS pelos estudantes franceses (p=0,049). Nos perfis das outras vinhetas (grau I,II,III), a preferência de escolha de modalidades passivas e, por vezes, não recomendadas, foi observada entre os estudantes franceses como por exemplo a utilização de TENS ou ultrassom (p<0,001) na vinheta 3, e contrasta com a seleção de estratégias multimodais, concordantes com as NOCs, pelos portugueses como a mobilização acessória cervical (p=0,001) vinheta 1, exercícios de ROM (p=0,044) vinheta 2 e a Educação (p<0,001) vinheta 3. Discussão: A taxa de participação é reduzida e o conhecimento sobre a inclusão das NOCs no plano de estudos é limitado e sem diferenças entre países, sugerindo uma integração curricular insuficiente. As escolhas clínicas variaram com a gravidade dos casos, com maior alinhamento com as NOCs na vinheta 4. Estes achados evidenciam potenciais diferenças curriculares, pedagógicas e culturais entre países e reforçam a necessidade da integração das NOCs na formação de base. Conclusão: Este estudo fornece informação relevante e original sobre as escolhas clínicas de estudantes de fisioterapia na gestão da DCNE e dessa forma potenciais áreas de melhoria na formação académica, contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento e competências mais ajustadas às necessidades de uma PBE.
- Estudo dose-resposta da intervenção da fisioterapia em utentes com lombalgiaPublication . Santos, José Mafaldo dos; Cruz, Eduardo BrazeteIntrodução: A lombalgia é a principal causa de incapacidade, exigindo cuidados de saúde de elevado valor. No entanto, a prática em fisioterapia mantém-se heterogénea e muitas vezes não alinhada com a evidência. Em Portugal, coexistem dois modelos de acesso (convencionado-SNS e privado), cuja efetividade comparativa e padrões de dose-resposta são desconhecidos. Objetivos: (1) comparar o padrão de dose (frequência, tempo, tipo) da fisioterapia na lombalgia entre o contexto convencionado e privado; e (2) examinar a relação destas variáveis de dose com os resultados clínicos. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional de coorte prospetivo com 56 utentes (30 convencionado; 26 privado) com lombalgia. Os utentes foram avaliados no baseline (T0) e às 6 semanas (T3) com a Escala Numérica da Dor (END), Roland-Morris Disability Questionnaire (RMDQ) e EQ-5D-3L. A dose e as modalidades foram registadas pelos fisioterapeutas. Foram usados testes não-paramétricos (Mann-Whitney U, Qui-Quadrado). Resultados: O contexto privado obteve resultados clínicos significativamente superiores na incapacidade (Dif.RMDQ, p=0,003) e uma maior proporção de utentes atingiu a Diferença Mínima Clinicamente Importante (DMCI) na dor (p=0,009) e incapacidade (p=0,003). Este resultado foi alcançado com menos sessões totais (Mediana 4 vs. 12, p<0,001) mas sessões significativamente mais longas (Mediana 60 vs. 40 min, p<0,001). A Duração da Sessão foi a única variável de dose associada à DMCI (p<0,05). O privado utilizou significativamente mais Educação (100% vs. 63,3%) e menos modalidades passivas (Eletroterapia, p<0,001). Os grupos não eram comparáveis na baseline, com o grupo convencionado a apresentar maior severidade (Dor Contínua, p<0,001). Conclusão: O contexto de prática influencia a dose e os resultados. A superioridade clínica do privado associou-se a um modelo alinhado com a evidência (sessões longas, foco na educação e intervenção ativa), em contraste com o modelo de alto volume e passivo do convencionado. Os resultados devem ser ponderados pelo viés de seleção (severidade inicial) entre grupos.
