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  • Animação sociocultural e metodologia de projecto- dois casos revisitados
    Publication . Montez, Mario
    Dois projectos de intervenção socioeducativa são aqui apresentados a uma distância temporal considerável, permitindo uma análise crítica sobre os processos relativos à sua implementação, a nível metodológico, deontológico e político. Os projectos foram realizados no âmbito do Programa Escolhas, entre 2004 e 2007 e apresentam-se numa perspetiva de narrativa pessoal.
  • Paisagens contemporâneas para uma possível animação militante
    Publication . Montez, Mario
    O século XXI trouxe claras alterações sociais e económicas que afectam também a animação sociocultural. A animação tem evoluído a par com as exigências e tendências políticas actuais subordinadas a conceitos como “empreendedorismo” e “sustentabilidade”, ao mesmo tempo que se vê emaranhada na teia do desemprego que caracteriza o panorama social actual da Península Ibérica. Contudo, encontra-se ainda uma vertente militante em acções de animação promovidas em contextos não institucionais por outros actores sociais que não se consideram animadores socioculturais. Apresentam-se aqui sete âmbitos, denominados paisagens, que surgem em resposta à crise e à austeridade e que exigem a presença de animadores e de animadoras profissionais, pressupondo a importância de perpetuar a animação sociocultural como metodologia de intervenção social construtora de uma utopia realista.
  • Sentidos de mobilização e de desmobilização da ação coletiva
    Publication . Monteiro, Alcides A.; Montez, Mario
    O presente artigo debruça-se sobre o fenómeno da ação coletiva, usando como exemplo a intervenção protagonizada por um pequeno grupo de pessoas em defesa de um espaço de lazer e natureza denominada Mata Nacional do Choupal, situada em Coimbra (Portugal), contra a construção de um viaduto rodoviário. A análise deste pequeno grupo contextualiza a compreensão da relação entre a ação coletiva e o fenómeno da ameaça, mostrando como essa ação coletiva é condicionada por uma dimensão emocional, proveniente da relação do sujeito com os bens de que usufrui. Aponta-se para a existência de uma dinâmica determinante para a mobilização e para a desmobilização da ação coletiva, decorrente da relação entre a ameaça e a perceção de risco pelos elementos do grupo, que denominamos de "sentidos da ação coletiva".
  • Viagem a Portugal em 7 canções: animação e interculturalidade em ambiente musical
    Publication . Montez, Mario; Loureiro, André; Oliva, Carlos
    Partilhamos neste texto uma experiência de animação em torno de aspetos da cultura, geografia e história de Portugal, como ponto de partida para um diálogo intercultural num país estrangeiro. A atividade focou-se na partilha de canções populares de diferentes épocas, enquadradas num festival de música sem qualquer orçamento, mas com criatividade e capacidade inter-relacional, realizada no decurso de um projeto de estágio curricular Erasmus +, do curso superior de Animação Socioeducativa do Politécnico de Coimbra, em 2019.
  • Xistórias : performance e animação como resposta comunitária à exclusão digital
    Publication . Duarte, Eunice Gonçalves; Montez, Mario
    O projecto Xistórias teve como ponto central o trabalho artístico participativo com os habitantes das Aldeias do Xisto, do concelho de Góis, desenvolvido entre Julho e Dezembro de 2013 por duas artistas, um animador sociocultural e um programador informático. O projecto foi financiado pela ADXTUR. O trabalho artístico, que visou uma performance digital com os habitantes das aldeias, teve por base as estórias antigas e contemporâneas das aldeias, as actividades familiares e profissionais do dia-a-dia e as expectativas sobre o futuro desta região. Cruzaram-se materiais da terra e do campo com meios tecnológicos digitais, ao mesmo tempo que se alertou para a situação de exclusão social deste território e das suas comunidades, particularmente no que respeita ao acesso às telecomunicações. Alguns momentos da performance foram transmitidos em tempo real, através da Internet, para Lisboa. A partir deste projecto os habitantes desenvolveram novas sinergias em torno do desenvolvimento das suas aldeias e do acesso aos meios de comunicação digitais. O texto apresentado é o relato da experiência deste projecto.
  • Laurindinha... e uma janela para a paz: uma prática de animação na educação para a paz
    Publication . Montez, Mario
    Apresento neste texto uma prática de trabalho que tenho realizado na formação de estudantes da licenciatura em Animação Socioeducativa da Escola Superior de Educação de Coimbra2 e que incide sobre a análise de elementos presentes na canção “Ó Laurindinha!” e sua relação com a ideia de Paz. Partindo do pressuposto de que a educação para o desenvolvimento se foca numa abordagem experiencial e a partir dos referenciais dos grupos com quem intervimos, uso esta canção com uma finalidade técnica, mas essencialmente ideológica e educativa, numa perspetiva crítica, lúdica e consciencializadora. Tal como outras canções consideradas populares, e ingenuamente cantaroladas muitas pessoas, incluindo crianças, a canção “Laurindinha” apresenta elementos perigosos para um desenvolvimento social positivo, integrando aspetos que carregam as desigualdades sociais e, especificamente, o incentivo à guerra. É por isso um imperativo e aliciante desafio para a educação para o desenvolvimento a desconstrução desta canção, desde a ideia de canção tradicional até aos papéis de género, focando em questões centrais e sobejamente atuais como o amor, a guerra e a Paz. A aprendizagem de uma técnica de extração de conteúdos pedagógicos, a partir de materiais sem intencionalidade educativa, capacita aprendizes de educação para o desenvolvimento a trabalhar com pessoas e grupos numa perspetiva crítica, lúdica e consciencializadora.