ESEC - Capítulos de livros
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- Educação, Arte e InclusãoPublication . Santos, Mariana; Paiva, Bartolomeu Adalberto Figueiredo
- Organizational citizenship behaviors of preschool teachers from public and private sectorPublication . Costa Neves, Paula Maria; Coelho, AnaVários estudos identificaram a natureza e as características dos comportamentos de cidadania organizacional (OCB) nos professores do ensino básico e secundário, mas a investigação no campo da educação pré-escolar é quase inexistente. As provas empíricas do impacto que este tipo de comportamentos tem no funcionamento de qualquer organização e as particularidades dos papéis dos educadores de infância em relação aos de outros professores, justificam a realização de estudos sobre este tema com profissionais da educação pré-escolar. Este documento apresenta as conclusões de um estudo qualitativo realizado com educadores de infância públicos e privados. São identificados os comportamentos de cidadania organizacional desempenhados por estes profissionais, bem como os factores pessoais e contextuais que os influenciam. Os dados foram recolhidos em entrevistas com educadores de infância e foram analisados segundo os procedimentos da Grounded Theory, em particular a técnica de comparação constante (Glaser & Strauss, 1967). Num segundo momento, os dados foram discutidos com diferentes participantes num grupo focal. A análise dos dados indica que embora os educadores de infância tendam a ver a maioria das actividades que desenvolvem como dimensões centrais da sua profissionalidade específica, não os descrevendo portanto como OCBs, é possível identificar algumas formas de OCBs específicas para educadores de infância, quer a nível profissional (pedagógico e/ou organizacional) quer a nível interpessoal (actividades centradas na relação com crianças e famílias). Foram identificadas grandes divergências na dimensão da prestação de cuidados.
- Compreensão de textos narrativos ficcionais gestuais em contexto de 1º CEBPublication . Coelho, Sara Cristina Rocha; Calvário Correia, Isabel Sofia; BALAUS CUSTÓDIO, PEDROEsta investigação surge no âmbito do Mestrado em Ensino de Língua Gestual Portuguesa e visa essencialmente avaliar a forma como as crianças Surdas do 1º Ciclo do Ensino Básico compreendem narrativas ficcionais. Desde sempre, a área da educação das crianças Surdas é um cenário desafiante uma vez que são inúmeras as barreiras que os alunos encontram ao longo do percurso escolar pelo facto de o mundo não lhes ser tão acessível como às crianças ouvintes. Considerando a importância da narrativa para as crianças e sabendo que é através da audição de histórias que são geradas emoções e compreensão do mundo, é relevante entender a forma como as histórias são captadas pela criança Surda que, em desvantagem em relação à criança ouvinte, não tem a audição para a estimular desde que nasce, sendo assim de extrema importância perceber como estas desenvolvem então a sua compreensão, especialmente em relação a histórias ficcionais que estimulam a distinção entre o verosímil, o fantástico e o real. Assim, temos como desiderato averiguar se com a utilização da Língua Gestual Portuguesa, isto é, o uso de materiais adaptados para LGP, por professores nativos, a compreensão dos alunos relativamente aos textos ficcionais se mostra mais efetiva do que quando se usam apenas textos escritos. Pretendemos, igualmente, perceber qual a forma mais adequada para explorar a compreensão leitora através de materiais bilingues que sejam uma bussola para a descodificação plena dos sentidos do texto.
- A gramática em Língua Gestual Portuguesa: aprendizagem de categorias morfológicas de Português como Língua Segunda por alunos SurdosPublication . Ornelas, Susete de Góis; Calvário Correia, Isabel SofiaEste capítulo tem como objetivo refletir sobre o ensino e aprendizagem da gramática do português como língua segunda para alunos Surdos e assenta num estudo maior que fez parte do Relatório Final do Mestrado em Ensino de Língua Gestual Portuguesa (Ornelas, 2023). Pretendemos analisar as competências gramaticais da Língua Gestual Portuguesa (LGP) e do Português Língua Segunda (PL2) por parte dos alunos surdos. A hipótese de investigação que serviu de base a este estudo foi dividida em duas questões: quais as competências metalinguísticas dos alunos em LGP e PL2; como desenvolver estratégias de compreensão que facilitem a aprendizagem da gramática de LGP e de PL2. A LGP é uma língua de modalidade visuomotora e o português tem uma forte componente fonológica. Tal disparidade pode constituir um óbice no início da aprendizagem da lectoescrita, porém, há estratégias passíveis de contornar esta diferença. É de extrema importância que os alunos tenham conhecimento metalinguístico em LGP para poderem entender o mundo. Assim, acreditando que o ensino do PL2 se alicerça no conhecimento reflexivo da LGP, procurámos perceber quais os constrangimentos dos estudantes que se traduzem em parco desempenho no PL2. Entendendo a importância das aprendizagens significativas e considerando o número de alunos e a sua especificidade, desenvolvemos algumas atividades. Constatámos que os alunos não possuem conhecimentos metalinguísticos em LGP o que se reflete , também, no desconhecimento de categorias gramaticais do português.
- O corpo em ambiente integrador no 1.º CEBPublication . Godinho, Cristina Fradigano; Rebelo Leandro, Cristina; Costa, Maria da ConceiçãoNesta comunicação pretendemos examinar como a aprendizagem de 26 alunos do 1.º ano do 1.º CEB, foi desenvolvida num ambiente integrador de Dança e Matemática, onde a integração do movimento no processo de aprendizagem mostra como o corpo pode ser um meio para aprender de uma maneira simples e eficiente. As tarefas “Ser figura geométrica” e “Saltar a contar” pertencem a uma sequência de ensino que integra conteúdos de ambas as áreas. Os dados foram recolhidos de transcrições de registos vídeo, notas de campo, produções dos alunos e discussão em grupo, pertencentes a uma investigação maior “Uma abordagem integradora de Expressão e Educação Física-Motora e da Matemática em alunos do 1.º ano do Ensino Básico” com uma metodologia qualitativa, descritiva e interpretativa. Os resultados mostram, por exemplo, que os alunos tiveram a oportunidade de lidar com formas do corpo, andar/direções e saltos; identificar e representar figuras geométricas através de representação corporal; fazer contagens de 2 em 2 e de 3 em 3 ao darem saltos com diferentes amplitudes, usando diferentes estruturas rítmicas e suportados por uma linha numérica flexível; desenvolver disposições de empenho e curiosidade; e, evidenciar aprendizagens através da colaboração e comunicação. A análise de conteúdo e a teoria da atividade sustentaram a análise dos dados e parecem revelar-se complementares. O corpo/movimento na sala de aula pareceu ser um facilitador no processo de aprendizagens significativas.
- Artes visuais no desenvolvimento da criatividade infantil - A perceção de educadores de infânciaPublication . Ribeiro, Lucy Xavier; Paiva, Bartolomeu Adalberto FigueiredoNo jardim de infância, as crianças devem ser vistas como sujeitos do seu processo formativo e ser incentivadas a atingir o seu máximo potencial criativo através das diferentes áreas e domínios do currículo, de entre as quais figura a área de expressão e comunicação e o subdomínio das artes visuais, integrado no domínio da educação artística – artes visuais que devem assumir um papel efetivo no processo de formação integral da criança. Em face de tal desígnio, justificou-se a realização do estudo que suporta este artigo, como meio de resposta à questão essencial: “Qual a importância das artes visuais no desenvolvimento da criatividade nas crianças com 2 a 6 anos?”. Questão que justificou e induziu a uma aprofundada análise de literatura fundamental, de entre a qual, as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, de modo a melhor compreender a abrangência e influência da educação artística no sistema educativo e para, posteriormente, ser elaborado um sustentado inquérito a administrar a profissionais da educação de infância a exercer em várias instituições de Portugal Continental. Da globalidade do estudo, e em síntese, foi possível inferir da vantagem e influência que as artes visuais têm na promoção da criatividade, enquanto competência essencial ao desenvolvimento integral de crianças mais imaginativas, críticas e livres nos momentos de socialização e lazer.
- Resolução e Formulação de Problemas: uma experiência de ensino no 4.ºano do 1.º CEBPublication . Mateus, Vanessa; Esteves Santiago, Ana Elisa; Martins, Nuno; Carriço, Maria EugéniaA resolução e formulação de problemas são competências que devem ser desenvolvidas, nos alunos, desde os primeiros anos de escolaridade, uma vez que podem ser utilizadas como uma abordagem para a aprendizagem da matemática. Neste sentido, é necessário que, durante a sua abordagem, tanto a resolução como a formulação de problemas, propiciem a construção de aprendizagens significativas. Para além dos conhecimentos e capacidades matemáticas, estas devem ainda englobar a discussão, argumentação e interação entre a diversidade de ideias, estratégias e raciocínios, envolvendo igualmente a sua capacidade de se expressarem oralmente, apelando ao espírito crítico, criativo e colaborativo. Este capítulo visa apresentar uma experiência de ensino que envolveu a resolução e a formulação de problemas, sendo nosso propósito caracterizar as estratégias utilizadas, pelos alunos, na resolução de três problemas e as dificuldades destes na construção do enunciado de um problema com os dados de 3 situações diferentes. Recorreu-se a uma metodologia de investigação qualitativa, descritiva e interpretativa. Os dados foram recolhidos através das produções dos alunos, registos vídeo, áudio e fotográfico e notas de campo. A análise das produções dos alunos permitiu observar que esta experiência de ensino proporcionou aos alunos o desenvolvimento de diferentes capacidades, relacionadas com a compreensão do problema; as estratégias de resolução de problemas e a verificação das soluções para o problema.
- Entre o fascínio e o receio: perceções dos profissionais de comunicação de marca sobre os influenciadores digitaisPublication . Arriscado, Paula; Campos Sobreira, Rosa Maria; Fernandes, JoãoHoje, os meios de comunicação - historicamente institucionalizados - partilham o poder de definirem a agenda mediática com os outros disseminadores e mediadores da informação que chega “ao palco público”. De entre esses novos mediadores, os chamados influenciadores digitais (ID) têm alcançado grande popularidade. Na última década, essa popularidade, no contexto das redes sociais, tornou-os relevantes e uma opção atraente para as estratégias comunicacionais das marcas. Face a isso, a identificação e a seleção desses ID – que, presume-se, podem ter um impacto forte sobre os seus seguidores – constitui um dos principais desafios para as organizações e, sobretudo, para os que têm a responsabilidade de tomar decisões sobre as estratégias de comunicação de marca. Neste artigo, procura-se perceber a importância dos ID para a organização / marca, caracterizar o tipo de parceria existente e perceber como se desenrola a relação entre gestores de comunicação e ID. De acordo com os resultados já alcançados neste estudo exploratório, assente numa metodologia predominantemente qualitativa, os gatekeepers digitais parecem estar a mudar o trabalho dos gestores de comunicação e marketing, posicionando-os como ponto de contacto importante das mensagens das marcas, a par de outros mediadores tradicionais.
- Xistórias : performance e animação como resposta comunitária à exclusão digitalPublication . Duarte, Eunice Gonçalves; Montez, MarioO projecto Xistórias teve como ponto central o trabalho artístico participativo com os habitantes das Aldeias do Xisto, do concelho de Góis, desenvolvido entre Julho e Dezembro de 2013 por duas artistas, um animador sociocultural e um programador informático. O projecto foi financiado pela ADXTUR. O trabalho artístico, que visou uma performance digital com os habitantes das aldeias, teve por base as estórias antigas e contemporâneas das aldeias, as actividades familiares e profissionais do dia-a-dia e as expectativas sobre o futuro desta região. Cruzaram-se materiais da terra e do campo com meios tecnológicos digitais, ao mesmo tempo que se alertou para a situação de exclusão social deste território e das suas comunidades, particularmente no que respeita ao acesso às telecomunicações. Alguns momentos da performance foram transmitidos em tempo real, através da Internet, para Lisboa. A partir deste projecto os habitantes desenvolveram novas sinergias em torno do desenvolvimento das suas aldeias e do acesso aos meios de comunicação digitais. O texto apresentado é o relato da experiência deste projecto.
- Gestão de papéis em mães trabalhadoras-estudantes durante a pandemia COVID-19Publication . Lobo de Mesquita Simões Pires Fernandes, Joana; Andrade, ClaudiaEste artigo pretende dar um contributo para ampliar a compreensão dos desafios que se colocam aos estudantes não tradicionais no Ensino Superior e, em particular, das estudantes que conciliam a atividade académica com a profissional e a maternidade. Partindo de um contexto excecional decorrente da pandemia COVID-19 – confinamento das famílias, interrupção das atividades letivas presenciais para todos os níveis de ensino e teletrabalho quase generalizado - propõe-se perceber a forma como estas estudantes vivenciaram e relatam a experiência de concentrar, num mesmo espaço, as três atividades principais das suas vidas, nomeadamente a atividade profissional em regime de teletrabalho, a maternidade e a vida familiar, e a aprendizagem on-line. Pretende-se também, e a partir deste relato que é inevitavelmente comparativo entre o contexto de “normalidade” anterior à pandemia e aquele de confinamento, extrair linhas de reflexão sobre como pode o Ensino Superior rever-se para um melhor acolhimento dos desafios específicos que se colocam a estas estudantes e tornar-se mais inclusivo. Parte-se das linhas orientadoras da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que apontam para a importância de garantir justiça social e eliminar obstáculos para alcançar um potencial educativo no ensino superior (Tonin et al.,2016) e ainda das metas 3 e 5 do ODS nº 4 – Educação de Qualidade, para refletir sobre o modo com o ensino superior, na sua viragem para um ensino cada vez mais digital, poderá criar condições para o desenvolvimento de uma cultura de ensino-aprendizagem “mais amiga” dos trabalhadores-estudantes que são também pais e mães. Assumindo uma natureza exploratória, considerou-se importante ouvir as mães trabalhadoras-estudantes acerca das suas experiências de conciliação dos três papéis - mãe, profissional e estudante no ensino superior - durante o período de confinamento decorrente da Pandemia COVID-19, fomentando-se ainda uma reflexão comparativa sobre a experiência académica num período dito “normal” e no período de ensino remoto decorrente da situação de pandemia, com recurso a um focus group. Os resultados obtidos permitem inferir sobre a importância de questionarmos como as diferentes formas de organizar a dimensão curricular e como as aprendizagens podem beneficiar de uma maior complementaridade entre dinâmicas de ensino presencial e de ensino à distância, favorecendo a equidade de acesso à formação superior, de estudantes adultos com responsabilidades profissionais e familiares.
