ESAP - Trabalhos de Projecto
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- A Rota do Ouro Negro Um Troço de Guerra FriaPublication . COUTO DE PINHO, ANA RITA; Fernandes, FátimaAs montanhas escondem lugares, distinguem paisagens e criam ambientes. Ambientes que não se repetem, mas que se transformam dando lugar a planaltos, escarpas rochosas, áreas densas de floresta, campos e socalcos agrícolas. Em Arouca, sobressai uma paisagem capaz de contar histórias, que doutrora refletiam tempos árduos e de guerra. Hoje, o que resta são ruínas. Ruínas que estabelecem uma simbiose entre homem e a natureza, numa constante ligação entre as estruturas mineiras e a paisagem rural, tornando-o num território frágil e singular que demanda a preservação. A arquitetura surge como um elemento integrante da paisagem capaz de reavivar lugares detentores de um passado, que se encontram esquecidos no tempo, protegendo-os da veloz degradação e fazendo a diferença, garantindo-lhes igualmente um futuro. Foi desta forma elaborado um projecto que visa a valorização do património industrial mineiro nos complexos de Regoufe e Rio de Frades.
- Novos Territórios Habitacionais-Regenerando o Desenho da Cidade no Bairro de FrancosPublication . Afonso, Márcio António Faria; Barbosa, AntónioEste Trabalho de Projeto V ano propõe a reconversão da Via de Cintura Interna (VCI) da cidade do Porto numa avenida arborizada e integrada, capaz de unir bairros antes fragmentados, melhorar a mobilidade e expandir de forma equilibrada o núcleo urbano. No Bairro de Francos, a requalificação dos espaços públicos, a introdução de novas praças e comércio e a reorganização urbana visam revitalizar a zona e promover a coesão social. A introdução de uma torre habitacional modular em altura, construída com módulos préfabricados, responde à carência de habitação acessível, garantindo rapidez de construção, flexibilidade habitacional e sustentabilidade. Este projeto integra mobilidade, habitação e espaço público de forma inovadora, contribuindo para uma cidade do Porto mais funcional, inclusiva e preparada para o futuro.
- Novos Territórios Habitacionais - Regenerando o Desenho da Cidade no Bairro de Bessa LeitePublication . Machado de Sousa, Maria; Barbosa, AntónioO projeto surge e estrutura-se sobre o contexto urbano da cidade do Porto, com especial incidência na problemática da fragmentação do território causada pela Via de Cintura interna, que interrompe e segreda os tecidos urbano da cidade, impedindo o seu natural desenvolvimento. Realiza-se uma análise sobre o estado da cidade e sociedade contemporânea, com fim a entender as possíveis soluções para regenerar o desenho da cidade, através da transformação da VCI numa avenida urbana, e para a metamorfose dos territórios habitacionais a esta adjacente. A proposta incide sobre o Bairro de Bessa Leite, um dos mais afetados pela existência da via rápida, e traduz-se na metamorfização do edificado e do espaço público, propondo novas soluções programáticas e tipológicas, com o objetivo de garantir mais do que casas e de fazer deste um novo território habitacional.
- Da Passagem à Permanência: Estudo de Integração num Meio de TransiçãoPublication . Isabela Cassiano e Silva; Carreira, JoãoEsta memória descritiva tem como ponto de partida uma vivência, além de um registro técnico, a busca por uma reflexão sobre a experiência de deslocamento territorial, do Brasil à Portugal. O tema proposto emergiu de forma exploratória pela cidade do Porto. A Grande São Paulo, localizada na região Sudeste do Brasil, é considerada uma metrópole marcada por alta densidade populacional e intensa verticalização, apresenta uma paisagem urbana que reflete um ecletismo arquitetônico permeado por diferentes estilos, influências e expressões criativas. Estudar Arquitetura e Urbanismo em uma instituição como a Universidade Presbiteriana Mackenzie, situada na freguesia de Higienópolis próximo a região central da cidade, pode despertar uma percepção crítica sobre o entorno urbano. Essa área evidencia, em seus edifícios, a resistência da memória urbana, mesmo diante do recorrente descaso e dos investimentos insuficientes em políticas de preservação do patrimônio. A história urbana de São Paulo teve início no centro da cidade, onde foi fundado, em 1554, o Colégio Jesuíta, um marco do surgimento do núcleo original. Foi nesse território que a cidade se desenvolveu, passou por sucessivos ciclos econômicos e transformações socioculturais. O chamado Triângulo Histórico, delimitado pelas ruas Direita, XV de Novembro e São Bento, representa o coração desse processo, como parte significativa da história paulistana em sua malha urbana e edificações. A arquitetura do centro histórico materializa essa trajetória com obras emblemáticas como o Teatro Municipal, o Edifício Martinelli e o Copan, que compõem um panorama urbano capaz de expressar tanto o desejo de modernidade quanto a memória de diferentes épocas. Essa sobreposição de tempos e estilos, visível nas fachadas e na paisagem construída, contribui para a complexidade do repertório arquitetônico paulistano. Como observa o jornalista brasileiro e crítico de arquitetura Raul Juste Lores1, a cidade revela, sobretudo em seus ícones verticais do século XX, o entusiamo modernizador de empresários e arquitetos dispostos a criar uma metrópole à altura de seus sonho.(...)
- Requalificação do "LIMA 5", o Legado do SAAL no PortoPublication . Coelho, Ana Rita da Silva; Carreira, JoãoO presente trabalho propõe a reabilitação do antigo Estádio do Lima, no Porto, através de uma intervenção que integra habitação acessível, uma creche pública e um espaço verde coletivo. Partindo de uma análise sobre a crise habitacional contemporânea, recupera-se o legado do SAAL como matriz de um urbanismo participativo e socialmente enraizado. O projeto Lima 5 propõe-se como resposta à pressão urbanística, à turistificação e à fragmentação do tecido urbano, oferecendo uma alternativa de cidade baseada na proximidade, na memória e no acesso equilibrado ao espaço urbano.
- Novos Territórios Habitacionais-Projeto Intergeracional no Bairro de Pinheiros,S.PPublication . Betti, Júlia Machado Campos; Barbosa, AntónioO presente trabalho insere-se na temática dos novos territórios habitacionais, adotando uma abordagem de projeto intergeracional dentro do contexto urbano da cidade de São Paulo, no Brasil, especificamente em uma área consolidada do bairro de Pinheiros, na zona oeste paulistana. A partir da identificação de uma área subutilizada, caracterizada como um vazio urbano, o projeto propõe a requalificação do espaço por meio da multiplicidade de funções e da reintrodução de uma escala urbana, ancorado na questão da intergeracionalidade. Diante do progressivo aumento da longevidade, constata-se uma sociedade cada vez mais envelhecida e, como consequência, um distanciamento geracional mais evidenciado. Assim, o trabalho utiliza a arquitetura como instrumento para fomentar relações intergeracionais, propondo espaços que acolham diferentes faixas etárias, respondam às suas demandas específicas e incentivem a troca mútua e a convivência. Com a intervenção proposta, procura-se oferecer respostas às demandas sociais contemporâneas, com a requalificação e dinamização do território, intermediado pela arquitetura.
- Romantização da Tristeza no Cinema: Os mecanismos de representação da tristezaPublication . Oliveira, Catarina; Araújo, NelsonEsta investigação parte da vivência pessoal da tristeza como ponto de partida para uma reflexão estética, política e social sobre as formas de representação desta emoção na cultura. Através de uma abordagem interseccional que cruza género, afetos e imagem, analiso como a tristeza — enquanto experiência legítima e necessária — é sistematicamente reprimida ou estetizada por estruturas normativas, nomeadamente o patriarcado e o olhar masculino (male gaze). A presente pesquisa propõe-se, assim, a pensar a tristeza não como sinal de fraqueza, mas como um estado de coragem e resistência subjetiva. Recorrendo a autoras como bell hooks, Florence Williams e Sophie K. Rosa, problematizo os modos como o sistema patriarcal condiciona a expressão emocional, particularmente a partir da infância, promovendo uma cisão entre sentir e mostrar, sobretudo no caso dos homens. A repressão do choro e da vulnerabilidade torna-se um instrumento de manutenção de papéis de género e perpetuação de desigualdades emocionais, afetando profundamente o desenvolvimento da empatia e das relações interpessoais. No campo do cinema, exploro o impacto do male gaze, conforme proposto por Laura Mulvey, na construção de imagens de sofrimento feminino marcadas pela passividade, sensualidade e idealização. Através da análise de obras cinematográficas, identifico os códigos visuais que compõem a chamada "estética da tristeza" — como planos contemplativos, uso de cores frias, acting neutro e enquadramentos que fetichizam o colapso emocional feminino. Estes dispositivos não só normalizam uma determinada forma de "estar triste", como moldam a perceção social do sofrimento e da sua legitimidade. Enquanto artista-investigadora, proponho uma experimentação audiovisual que procura contrariar estas normas visuais e afetivas. Através da auto-representação e da criação de imagens fora do registo hegemónico, investigo se é possível habitar a tristeza de forma crítica e transformadora, ampliando o seu potencial expressivo e político. O projeto fílmico resultante deste processo assume um caráter de contra-narrativa, abrindo espaço para uma pedagogia sensível da emoção, que desafia os limites estabelecidos entre força e fraqueza, sujeito e objeto, ver e sentir. Este trabalho é, assim, uma tentativa de contribuir para a construção de novas linguagens visuais e afetivas, mais éticas e conscientes, que devolvam à tristeza a sua complexidade, legitimidade e potência de transformação individual e coletiva.
- TU E EU: MEMÓRIA DESCRITIVAPublication . Garcês, Ricardo; Araújo, NelsonA presente memória descritiva tem como finalidade apresentar e justificar todo o desenvolvimento da curta-metragem “Tu e Eu”, apresentando todas as fases do projeto, desde a ideia inicial até à sua conclusão. Os problemas de habitação em Portugal não são uma novidade. Contudo, o aumento dos preços das rendas tem atingido recordes históricos (com o preço por m² de novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares, no ano de 2024 terem aumentado em todas as regiões do país). Este fator, aliado ao aumento do índice de preços no consumidor, que tem vindo a aumentar nos últimos 5 anos, cria uma grande pressão financeira às famílias portuguesas. Por sua vez, a eutanásia é um tema sensível e delicado, que levanta tanto questões éticas e morais, como faz repensar a liberdade individual. Desestruturante quer na Assembleia da República quer na opinião pública, o término à própria vida, em Portugal, tem sofrido constantes recuos, nos quais o Tribunal Constitucional alega inconstitucionalidades nos vários diplomas aprovados no Parlamento. Contudo, ambas temáticas acabam por ganhar contornos mais preocupantes e agravantes quando pessoas doentes ou dependentes de terceiros para sobreviver, são colocados na equação. Isto porque, ambas situações acarretam custos adicionais que, muitas vezes, acabam por agravar a pressão financeira já sentida anteriormente. E, mesmo com os vários apoios e benefícios fiscais que quer os doentes quer os cuidadores podem usufruir, muitas vezes, estas ajudas, tornam-se ineficazes, devido ao aumento de preço generalizado. Por isso, “Tu e Eu” fala desta problemática e de como a mesma afeta o quotidiano de famílias em situações semelhantes.
- NARRATIVA PARA ALÉM DO PLANO: SILÊNCIO DA PRIMAVERAPublication . Leonardo, Marina; Araújo, NelsonO presente relatório tem como objetivo enquadrar e documentar, sob uma perspetiva artística, teórica e técnica, as diversas etapas do processo de desenvolvimento e concretização do filme Silêncio da Primavera, uma curta-metragem de ficção, realizada no âmbito da unidade curricular de Projeto Final do Mestrado em Realização – Cinema e Televisão. Integra, ainda, uma componente de investigação teórica que sustenta e aprofunda as decisões conceptuais e criativas subjacentes ao projeto. O projeto propõe uma reflexão e experimentação da narrativa cinematográfica para além do plano, trabalhando os conceitos de narrativa, liberdade e silêncio, nomeadamente através do uso do flashback enquanto forma poética e circular de construção de sentidos. Estas questões são aqui contextualizadas e exploradas tanto teoricamente com David Bordwell, Henri Bergson, Cathy Caruth, Angela Davis, Gilles Deleuze, John Stuart Mill, Paola Marrati, Laura Mulvey, Jacques Rancière e Rick Warner, como através de estudos de caso que influenciaram o processo criativo, com especial destaque para Adeus à Linguagem de Jean-Luc Godard e Naissance des pieuvres de Céline Sciamma. Silêncio da Primavera é, nesse sentido, um ensaio visual sobre a possibilidade de uma linguagem cinematográfica, suportada por uma estrutura fragmentada, que convoca elementos que emergem do fora de campo, do som, da coreografia e da montagem. As personagens, atravessadas por traumas, desejos e tensões relacionadas ao corpo e à alteridade, situam-se numa temporalidade instável e em espaços duplos que simultaneamente as oprimem e as desvelam. O presente relatório detalha o tratamento artístico e técnico da obra, desde a génese conceptual à escrita do guião, passando pelas entrevistas de investigação, até à concretização final. Em paralelo, aborda as principais temáticas que atravessam o filme, nomeadamente a competição no desporto, o bullying e o suicídio na adolescência. Analisa ainda os espaços simbólicos — como a piscina e o edifício abandonado — e explora a dimensão sensorial da narrativa, marcada por uma percepção fragmentada do tempo, do corpo e da memória. Por fim, integra um diário de produção e um cronograma de desenvolvimento, oferecendo uma visão ampla do processo criativo que sustentou a obra Silêncio da Primavera.
- Novos Territórios Habitacionais-Regenerando o Desenho da Cidade no Bairro do OuteiroPublication . Fernandes, Vitor Emanuel Carvalho Almeida; Barbosa, AntónioEste trabalho tem como base a identificação de um dos principais entraves à coesão urbana da cidade do Porto: a Via de Cintura Interna (VCI), estrutura viária concebida para responder a lógicas de mobilidade ultrapassadas, que hoje funciona como uma barreira física e simbólica entre territórios e comunidades. A investigação desenvolve-se a partir de uma leitura crítica da cidade contemporânea e das suas novas formas de habitar, propondo uma reinterpretação dos espaços urbanos fragmentados pela VCI, nomeadamente em Paranhos, nas imediações do Bairro do Outeiro. O estudo defende que os novos territórios habitacionais - entendidos como espaços de potencial transformação e recomposição urbana - podem emergir precisamente desses não-lugares, intersticiais ou infraestruturais, resultantes de modelos urbanos desajustados às necessidades actuais. Através de estratégias de reconversão, redesenho e densificação crítica, este trabalho propõe caminhos possíveis para transformar os corredores quentes da cidade e devolver-lhes um sentido habitável, acessível e colectivo, em sintonia com um ideal de vida citadina mais digno, inclusivo, sustentável e interligado.
