UPCoimbra - ESTeSC - Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra
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Percorrer UPCoimbra - ESTeSC - Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "03:Saúde de Qualidade"
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- Abordagem diagnóstica em laboratório de neurofisiologiaPublication . Sousa, Claudia Sofia Figueiredo Paiva; Caseiro, Paulo Júlio Moreira; da Silva, Heloísa Mendes PereiraEste estágio curricular, realizado no Serviço de Neurologia da ULS Matosinhos EPE, teve como objetivo aprofundar conhecimentos práticos no diagnóstico diferencial de parassónias, epilepsias relacionadas com o sono e outros distúrbios do movimento, tendo sido desenvolvido num contexto neurológico pela especificidade da referenciação e pela maior complexidade diagnóstica associada a esta tipologia de doentes, distinta da observada em laboratórios com predominância pneumológica ou em centros de sono com casuística mais equilibrada. Para além da observação e análise de estudos de videopolissonografia (vPSG) e da interpretação de EEG em contexto de sono, esta experiência proporcionou o contacto direto com os desafios do quotidiano laboratorial. Incluiu igualmente a partilha de dificuldades e a aprendizagem, junto de profissionais experientes, de estratégias que apoiam a abordagem de doentes complexos, em particular indivíduos com patologia neurológica, nos quais a complexidade diagnóstica é frequentemente acrescida pela coexistência de múltiplos níveis de interferência, nomeadamente clínicos e técnicos. Esta vivência prática contribuiu para a consolidação de competências na leitura e discussão de exames polissonográficos, para uma maior sensibilidade na interpretação do registo vídeo e, de forma crucial, para a capacidade de identificar, minimizar e interpretar artefactos suscetíveis de interferir na análise dos traçados. O estágio constituiu, assim, uma oportunidade relevante para o desenvolvimento profissional, contribuindo para o contínuo aperfeiçoamento de competências na área da Medicina do Sono.
- Abstract book: poster week 23/2025Publication . Alcobia Gomes...[et.al.], Org. Célia Margarida; Alcobia Gomes, Célia Margarida
- Abstract book: poster week 24/2025Publication . Alcobia Gomes...[et.al.], Org. Célia Margarida
- Abstract book: poster week 25/2026Publication . Alcobia Gomes...[et. al], Org. Célia Margarida
- An update on the role of immune checkpoint inhibitors in lung cancer: a narrative systematic reviewPublication . Sousa, Inês; Martins, Diana; Mendes, FernandoIntroduction: Lung cancer (LC) remains the leading cause of cancer-related mortality worldwide, and its aggressive nature necessitates the development of alternative therapeutic strategies. Immune checkpoint inhibitors (ICIs) have shown remarkable success in LC treatment. Despite advances with programmed cell death protein-1/programmed cell death ligand-1 inhibitors, many patients experience limited or short-lived responses, prompting interest in novel ICIs such as T-cell immunoreceptor with immunoglobulin and tyrosine-based inhibitory motif domain (TIGIT), lymphocyte-activation gene 3 (LAG-3), and indoleamine 2,3-dioxygenase 1 (IDO-1). Objectives: This narrative systematic review aimed to assess the clinical efficacy and safety of these novel ICIs compared to standard ICI therapy in LC. Methods: A systematic literature search was conducted across PubMed, Web of Science, and ClinicalTrials.gov. The search covered studies published from January 2020 to January 2025, to identify randomized controlled trials (RCTs) evaluating novel ICIs in LC. Due to substantial heterogeneity in study design, intervention targets, and outcome reporting, findings were synthesized narratively in accordance with Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses guidelines. Risk of bias was assessed using RoB 2. Results: Five RCTs involving a total of 825 patients were included. TIGIT inhibition demonstrated benefit in progression-free survival and response rate. LAG-3 inhibitors showed mixed efficacy, with potential dose-related differences. IDO-1 inhibitors failed to improve outcomes compared with standard ICI. Reporting quality varied, with concerns regarding incomplete outcome data in some trials. Conclusion: These findings suggest promise for novel ICIs but are limited by small study numbers, methodological bias, and clinical heterogeneity. Larger, well-designed Phase III trials are required to validate these results.
- Análise dos valores de exposição do hospital internacional de OmãPublication . Calafate, Carolina Brites; Santos, Joana; Paulo, GracianoIntrodução: A imagem médica desempenha um papel fundamental no diagnóstico e tratamento de diversas patologias, sendo essencial garantir a qualidade das imagens e a segurança dos doentes. O uso de radiação ionizante exige uma abordagem baseada nos princípios da proteção radiológica (justificação, otimização e limitação de dose). Os níveis de referência de diagnóstico (NRD) surgem como ferramentas essenciais para a monitorização e para o controlo da dose, permitindo identificar discrepâncias e promover a otimização dos protocolos institucionais. Objetivo: Avaliar e analisar os valores de exposição radiológica praticados no Hospital Internacional de Omã, nas modalidades de radiologia geral, mamografia e tomografia computorizada (TC), e comparar os mesmos com os níveis de referência de diagnóstico estabelecidos a nível internacional e local. Métodos: Realizou-se um estudo observacional, retrospetivo, quantitativo e descritivo, com base em dados de exames realizados entre junho de 2024 e junho de 2025. A amostra incluiu 310 doentes adultos, correspondendo a 660 procedimentos nas três modalidades em estudo. Os parâmetros de aquisição e os indicadores de dose analisados variaram de acordo com a modalidade de imagem. Os dados foram recolhidos a partir do Picture Archiving and Communication System (PACS) e da plataforma Teamplay™ (Siemens Healthineers), sendo posteriormente analisados no software International Business Machines Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS) Statistics®, com o cálculo de medidas estatísticas descritivas. Foram analisados os principais descritores de dose por modalidade, nomeadamente o Kerma-Area Product (KAP) na radiologia geral, a Average Glandular Dose (AGD) na mamografia e, na tomografia computorizada, o Computed Tomography Dose Index (CTDI), o Dose Length Product (DLP) e a Size Specific Dose Estimate (SSDE), sendo, posteriormente, comparados com os NRD disponíveis. Resultados: Na radiologia geral, os valores médios de KAP variaram por região anatómica, tórax (0,14 Gy.cm²), coluna cervical (0,15 Gy.cm² em ântero-posterior (AP) e 0,22 Gy.cm² em lateral (LAT)), coluna lombar (3,04 Gy.cm² em AP e 3,83 Gy.cm² em LAT), joelhos em carga (0,17 Gy.cm²), seios perinasais (0,54 Gy.cm²), pés (0,03 Gy.cm² em AP e 0,04 Gy.cm² em oblíquo (OBL)) e mãos (0,03 Gy.cm² em PA e OBL). Na mamografia, a AGD por tipo de aquisição foi de 1,26 mGy para a crânio-caudal direita, 1,24 mGy para a crânio-caudal esquerda, 1,39 mGy para a oblíqua medio-lateral direita e 1,37 mGy para a oblíqua medio-lateral esquerda, correspondendo a AGD total de 5,26 ± 1,04 mGy. Na tomografia computorizada, nas fases de aquisição, os valores médios de CTDI foram de 36,32 mGy para o crânio, 19,95 mGy para os seios perinasais, 6,05 mGy para o tórax e 6,32 mGy para as vias urinárias. O DLP total apresentou valores médios de 682,02 mGy.cm para o crânio, 308,46 mGy.cm para os seios perinasais, 214,32 mGy.cm para o tórax e 291,45 mGy.cm para as vias urinárias. A SSDE apresentou valores médios de 40,28 mGy para o crânio, 18,99 mGy para os seios perinasais, 8,81 mGy para o tórax e 10,18 mGy para as vias urinárias. Conclusão: Os valores de exposição radiológica praticados no Hospital Internacional de Omã encontram-se, de forma geral, em conformidade com os NRD, evidenciando uma prática segura e alinhada com os princípios da proteção radiológica. Estes resultados irão potenciar a otimização dos procedimentos reduzido a exposição dos doentes, e consequentemente os riscos inerentes.
- Aplicabilidade do strain auricular esquerdo como parâmetro de avaliação da função diastólica e o seu valor preditivo na doença renal crónica – revisão da literatura e meta-análisePublication . Flores. Inês; Castanheira, Joaquim; Figueiredo, João PauloIntrodução: Apesar das aplicações clínicas promissoras dos parâmetros de strain da aurícula esquerda (sAE), poucos estudos têm validado o seu papel na doença renal crónica (DRC). Com esta meta-análise pretendemos sintetizar a evidência científica disponível, relativa à relação entre os valores obtidos para o sAE e o estadio de DRC, analisando o seu impacto diagnóstico e preditivo, procurando simultaneamente responder à seguinte questão: Será que o sAE se correlaciona com o estadio da DRC? Metodologia: Realizámos uma meta-análise de estudos realizados em doentes renais, com idade superior a 18 anos, que realizaram ecocardiograma transtorácico bidimensional, com avaliação de sAE por speckle tracking. A identificação de estudos foi realizada com recurso às bases de dados PubMed, Web of Science e Google Scholar, até 15 de agosto de 2024. A qualidade dos estudos foi avaliada pelas ferramentas da Escala Newcastle-Otawa e da National Institute of Health. A análise estatística foi realizada pelo software IBM SPSS Statistics versão 30. Os estadios de DRC foram agrupados da seguinte forma: 1 e 2 (grupo 1), 3a e 3b (grupo 2) e 4 e 5 (grupo 3). As diferenças médias entre casos e controlos foram expressas como effect size (ES) (diferenças médias não padronizadas - DMNP), com intervalos de confiança (ICF) de 95%. Tendo em conta a estratificação de estadios, foi realizada uma meta-análise por subgrupos. Adicionalmente, foi conduzida uma meta-regressão, de forma a investigar o impacto dos parâmetros avaliados nas diferenças observadas entre os estudos. Resultados: Foram incluídos 14 estudos, com 4341 doentes renais. Os nossos resultados estatísticos demonstram, de forma consistente, que independentemente do estadio da DRC, os doentes renais apresentam valores reduzidos de sAE reservatório (sAEr) (ES: -12,139, ICF 95%: -14,494 a -9,785, p < 0,001), e de sAE conduto (sAEcd) (ES: -10,682, ICF 95%: -15,503 a -5,861, p < 0,001). A estratificação por subgrupos revelou que nos estadios 1 e 2 da DRC, os únicos parâmetros ecocardiográficos associados à DRC foram o sAEr, com valores significativamente menores nos doentes renais vs. controlos (ES: -7,972, IC 95%: - 13,412 a -2,533, p = 0,004), e a velocidade máxima da onda A do fluxo transmitral, com valores significativamente mais elevados nos doentes renais vs. controlos (ES: 61,169, IC 95%: 50,554 a -71,785, p < 0,001). Nos estadios 3a e 3b da DRC, todas as variáveis analisadas, à exceção da fração de ejeção (Fej.) do ventrículo esquerdo (VE), apresentaram diferenças estatisticamente significativas relativamente aos grupos de controlo. Nos estadios 4 e 5 da DRC, todas as variáveis analisadas, à exceção da velocidade máxima da onda E do fluxo transmitral, apresentaram diferenças estatisticamente significativas, relativamente aos grupos de controlo. A meta-regressão identificou fatores associados à variabilidade do sAEr entre estudos. A heterogeneidade residual demonstrou que as variáveis moderadoras selecionadas explicaram 77,4% da respetiva variabilidade entre os estudos. Discussão: O sAEr foi a única variável ecocardiográfica, independente do ritmo cardíaco, alterada desde o estadio inicial da doença, emergindo como um potencial preditor de disfunção diastólica, de eventos adversos cardiovasculares major, mortalidade e de declínio da taxa de filtração glomerular. A sua integração em algoritmos de estratificação pode ser determinante no prognóstico de doentes renais. Doentes renais crónicos apresentam menores valores de sAEr e de sAEcd, quando comparados com os controlos. No entanto, não podemos deixar de referir que, apesar de aplicarmos estratégias analíticas para reduzir a heterogeneidade nos estudos, a mesma não foi totalmente eliminada. Também alguns estudos revelaram escassez de resultados estatísticos, essenciais para alguns modelos meta-analíticos, bem como tamanhos de amostras relativamente diferentes.
- Artificial minds on brainwaves: comparative evaluation of artificial intelligence chatbots in answering electroencephalography-related questionsPublication . Proença, Soraia Filipe; Soares, Joana Isabel; Jesus-Ribeiro, Joana
- Association between dietary intake and the expression of clock genes in adults: a brief reportPublication . Lages, Marlene; Correia, Joana; Caseiro, Armando; Carmo-Silva, Sara; Barros, Renata; Ferreira-Marques, Marisa; Guarino, Maria P.Background: The circadian system regulates several physiological processes, including energy metabolism, through the expression of core clock genes. Animal studies suggest that dietary composition can influence circadian gene expression; however, evidence in humans remains limited. Objective: This study aimed to explore the association between dietary macronutrient intake and the expression of circadian clock genes in the whole blood of adults with distinct metabolic profiles. Methods: Nineteen adults (94.7% female; 43.4 ± 16.05 years) were categorized into healthy-weight and overweight/obesity groups based on BMI. Dietary intake was assessed using a 3-day food diary, and clock gene expression (CLOCK, BMAL1, PER2, CRY) was evaluated in whole blood samples collected between 08:00 a.m. and 04:00 p.m. Statistical analyses included group comparisons and correlation analyses between macronutrient intake and gene expression. Results: No statistically significant differences were observed in the clock gene expression between BMI groups, although group-level trends were noted, particularly in PER2 and CRY expression. The overweight/obesity group exhibited a significantly higher percentage of energy intake from protein. Correlation analyses revealed several time-dependent associations between macronutrient intake and clock gene expression. Notably, in the healthy BMI group, BMAL1 and CRY expression correlated with lipid and protein intake, while in the overweight/obesity group, CLOCK expression was strongly associated with both lipid and carbohydrate intake. Conclusion: These findings suggest that macronutrient composition may influence peripheral circadian gene expression in a time- and BMI-dependent manner. Further research is necessary to confirm these associations in larger and more diverse populations and to investigate the potential for chrononutrition strategies to support metabolic health
- Association between shift work and auditory–cognitive processing in middle-aged healthcare workersPublication . Roque, Margarida; Marques, Tatiana; Serrano, MargaridaBackground/Objectives: Shift work in healthcare professionals affects performance in high cognitive processing, especially in complex environments. However, the beneficial effects that working in complex environments may have on auditory–cognitive processing remain unknown. These professionals face increased challenges in decision-making due to factors such as noise exposure and sleep disturbances, which may lead to the development of enhanced auditory–cognitive resources. This study aims to investigate the associations between shift work and auditory–cognitive processing in middle-aged healthcare workers. Methods: Thirty middle-aged healthcare workers were equally allocated to a shift worker(SW) or a fixed-schedule worker (FSW) group. Performance on a cognitive test, and in pure-tone audiometry, speech in quiet and noise, and listening effort were used to explore whether correlations were specific to shift work. Results: Exploratory analyses indicated that shift workers tended to perform better in visuospatial/executive function, memory recall, memory index, orientation, and total MoCA score domains compared to fixed schedule workers. In the SW group, hearing thresholds correlated with memory recall and memory index. In the FSW group, hearing thresholds correlated with orientation, memory index, and total MoCA score, while listening effort correlated with naming, and speech intelligibility in quiet correlated with total MoCA scores. Conclusions: These exploratory findings suggest that shift work may be linked to distinct auditory–cognitive patterns, with potential compensatory mechanisms in visuospatial/executive functions and memory among middle-aged healthcare workers. Larger, longitudinal studies are warranted to confirm whether these patterns reflect true adaptive mechanisms.
