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- Comando e controlo remoto de uma embarcaçãoPublication . Amir, Chadli; Silva, Paulo Alexandre Marques Pires daNo âmbito do projeto ICARUS pretende-se desenvolver um veículo autónomo de salvamento marítimo. O objetivo é que este constitua o primeiro socorro de náufragos. Enquadrado neste projeto, proponho-me ao comando e ao controlo diferencial dos dois motores elétricos com que o veículo irá ser equipado sendo que estes irão levar a própria plataforma para o lugar do náufrago. O veículo pode chegar ao lugar do náufrago usando dois modos, o primeiro é com comando à distância com a assistência de um operador, e o segundo será feito em modo autónomo sem ter assistência de nenhum operador. O modo autónomo será feito com auxílio a vários WayPoints, ou varias pernadas, durante o caminho até chegar ao local pretendido, com a tensão e autonomia das baterias dos motores e da plataforma em si. Assim, fazer passar o veículo por vários pontos de forma autónoma requer um algoritmo muito eficiente e eficaz, e capaz de prevenir e corrigir todos os erros devido a fatores externos que possam surgir no percurso e que possam dificultar ou impossibilitar a chegada ao ponto desejado, por exemplo os efeitos do vento e da corrente, que são os mais comuns. Este algoritmo será capaz de conjugar os regimes dos dois motores de forma diferencial para conseguir orientar o veículo fazendo as guinadas necessárias e corrigindo também o afastamento ao rumo base devido aos fatores externos. Este algoritmo irá ser inserido no microcontrolador do todo o sistema (Arduíno) que por sua vez irá interagir com o recetor do camando remoto de um lado e com o controlador do motor de outro lado, sendo que irá ter, também, um GPS e uma giro bússola como sensores, que serão necessários na parte da orientação e da correção do veículo.
- Modelação de hélices utilizando “Surrogate Modeling”Publication . Paulino, João Vasco Peguicha dos Mártires; Martins, João José Maia; Silva, Paulo Alexandre Marques Pires daNo seguimento dos conceitos desenvolvidos no projeto ICARUS pretende-se a criação de uma semirrígida autónoma para a execução de diversas missões, quer estas sejam missões de salvamento marítimo ou transporte de cargas. Assim, esta dissertação de mestrado pretende desenvolver uma metodologia através de “Surrogate Modeling”, com a qual será possível a otimização do hélice para uma determinada plataforma de casco planante equipada com um motor de combustão interna. Este método computacional assenta na interpolação dos resultados obtidos através de experimentação de um número reduzido de parâmetros e obtendo no final, idealmente, o hélice mais adequado à plataforma estudada, dependendo das condições que lhe serão impostas.
- O novo conceito expedicionário de protecção portuária da NATOPublication . Pires, João Luís de Jesus Marques Antunes; Isabel, Carlos Alberto JoséOs atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estado Unidos da América, provocaram uma alteração profunda no quadro estratégico das relações internacionais da NATO e no seu conceito estratégico de defesa. O aparecimento de novas ameaças levou a uma redefinição do conceito estratégico da NATO em 2010, o qual identifica não só um quadro de novas ameaças como também diversos fatores que poderão afetar o ambiente de segurança transnacional. Um desses fatores são as perturbações das rotas de comunicações, transportes e trânsito de pessoas e bens, vitais para o comércio internacional, a segurança energética e a prosperidade dos povos. Naturalmente, os interfaces destas rotas de comunicação marítimas com o domínio terrestre, são os Portos. Tendo por base as lições aprendidas em operações recentes / atuais da NATO, a capacidade de proteção de porto, por parte da própria nação, é frequentemente muito limitada ou inexistente. Será então necessário criar uma capacidade expedicionária, de forma a mitigar esta ameaça. Ao desenvolver esta capacidade, será possível assegurar a proteção de meios e infraestruturas, localizados nas zonas de portos e fundeadouros, contra um vasto leque de ameaças, incluindo as assimétricas. Fruto desta necessidade, a NATO através da iniciativa Smart Defense, lança o desafio às Nações, com o intuito de se criar esta capacidade, o qual Portugal aceitou. Deste modo, é esperado que este projeto proporcione às nações NATO uma capacidade expedicionária que permita a proteção de meios e infraestruturas nas zonas envolventes dos portos e uma maior interoperabilidade entre as mesmas.
- Portugal na Grande Guerra. A Marinha em MoçambiquePublication . Courela, Guilherme Filipe BonitoNo fim do século XVIII e início do século XIX com a independência das colónias Americanas, as potências Europeias voltaram-se para as colónias Africanas, pois a sua busca por matérias-primas e recursos mantinha-se elevada. A partilha de África e os conflitos que daí surgiram foram alguns dos fatores que desencadearam a 1ª guerra mundial. Portugal entrou oficialmente na Grande Guerra em 1916, após a declaração de guerra Alemã devido à apreensão de 76 navios Alemães que se encontravam em portos Portugueses. Uma das principais atuações da Marinha Portuguesa em Moçambique durante a Grande Guerra foi a tentativa de travessia do Rio Rovuma e as ações militares decorridas na preparação dessa travessia entre o dia 20 e 29 de Maio de 1916, em que estiveram empenhados o cruzador Adamastor e a canhoneira Chaimite. A secção de Marinha comandada pelo Segundo-tenente Prestes Salgueiro auxiliou também a Coluna de Manica, na campanha de pacificação travada na região do Barué em 1917, tendo desempenhado todas as suas ações com bravura e dedicação, o que lhes valeu vários elogios do comandante da Coluna, Capitão Cardoso de Serpa. Em Janeiro de 1918, na tentativa de uma revolução falhada, vários marinheiros são enviados para Moçambique, decidindo-se mais tarde criar o batalhão de Marinha expedicionário a Moçambique onde são incorporados juntamente com outros voluntários. Este batalhão esteve em Moçambique de Agosto de 1918 a Fevereiro de 1919, tendo sido empenhada uma das suas companhias numa companhia de pacificação pelos territórios de Regone e Gilé, onde os nativos se encontravam insubmissos aos Portugueses.
- Robotização de uma cápsula para salvamento marítimoPublication . Younes, BrahimiBusca e salvamento é uma complicada e perigosa tarefa na situação de desastre devido a grande área de busca e número de pessoas em risco. O aproveitamento do avanço tecnológico alcançado da robótica móvel e veículos não tripulados nos laboratórios e centros de pesquisa melhora o desempenho das equipas no campo e reduz o seu tempo de reação. O objetivo do projeto ICARUS é aproveitar os benefícios deste avanço tecnológico e pôlo em prática para salvar a vida humana, através de desenvolvimento de veículos terrestres,Drones e embarcações autónomos que podem operar individualmente ou cooperar juntos através de sistemas cujo desenvolvimento é um dos objetivos do projeto. Estes robotautónomos são a primeira ação na tarefa das equipas de salvamento a sua função é coletar e fornecer os dados necessários sobre a área para o centro de operações bem como procurar a vitima e dar a ajuda necessária as pessoas em risco no local. As embarcações autónomas fazem parte de objetivos do projeto ICARUS devido as características ambientais e geográficas especiais do mar, tais como a grande área de busca em caso de navios náufragos e limitações que o mau tempo provoca para as operações de busca e salvamento, por outro lado, o estreito intervalo de tempo disponível para qualquer ação. Um dos requisitos do projeto é o desenvolvimento duma cápsula autónoma de salvamento que vai fazer parte da embarcação, capaz de navegar no mar de modo a cobrir uma determinada área e juntar os dados necessários sobre o local, e procurar vítimas de forma eficaz. O objetivo da dissertação é abordar o projeto de robotização da cápsula numa perspetiva de arquitetura naval, fazendo o estudo e análise necessários para produção dum modelo da capsula respeitando os requisitos do projeto ICARUS.
- Calibração do modelo numérico da ponte ferroviária do CôaPublication . Oliveira, César Luís Soares de; Costa, Cristina Margarida RodriguesO estudo de construções existentes recorrendo a técnicas de modelação numérica, com base no método dos elementos finitos (MEF) para análise do comportamento estrutural foi o motivo da realização deste trabalho. Trata-se de um estudo essencialmente académico que visa a análise da resposta estrutural da ponte ferroviária do Côa sob ação do peso próprio e de cargas ferroviárias estaticamente distribuídas pelo tabuleiro utilizando modelos numéricos 2D e 3D calibrados tendo por base os resultados numéricos e os ensaios dinâmicos de vibração ambiental. O estudo iniciou-se com a consulta dos documentos históricos, nomeadamente o projeto, o caderno de encargos e o processo de correspondência da obra com vista ao conhecimento dos componentes da estrutura da ponte e a respetiva geometria. Na fase seguinte procedeu-se à criação de um modelo numérico 3D de um pilar da ponte, discretizado por macro-elementos homogéneos equivalente para, com base nas técnicas de modelação numérica, calcular os parâmetros dos materiais e utilizá-los nos modelos numéricos (2D e 3D) da ponte. Os resultados obtidos foram usados no modelo numérico 2D da ponte, o qual foi calibrado tendo por base o modelo numérico 3D simplificado, construído em trabalhos precedentes, e os resultados experimentais (Costa, et al, 2013). Finalmente foi efetuada a análise da resposta estrutural da ponte sob ação do peso próprio e de cargas ferroviárias estáticas utilizando os modelos numéricos de elementos finitos 2D e 3D, considerando o comportamento dos materiais em regime linear elástico.
- Perspetiva de géneroPublication . Almeida, Mariana Sofia Melo deO presente trabalho versa sobre o impacte positivo que a integração da Perspetiva de Género tem na eficácia das operações militares, em particular na Marinha, no que concerne ao planeamento e condução das operações em questão. Neste sentido, foi necessário enquadrar o objeto da tese, o género, na esfera militar, e o da Perspetiva de Género nas operações militares, e de que forma poderiam contribuir o sucesso de tais operações. O realce do tema surgiu face à homologação pela Organização das Nações Unidas da Perspetiva de Género, na sequência do reconhecimento internacional de que no conflito existe uma população-alvo que é particularmente afetada - as mulheres e as crianças- e que a violência sexual é utilizada como arma pelas partes beligerantes. Com a oficialização desta preocupação, através da Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (2000) -“Mulheres, Paz e Segurança”, reconhecida pela NATO, os Estados membros foram instados a adotá-la através da implementação de medidas conducentes à inclusão de uma Perspetiva de Género nos processos de planeamento e execução das operações militares. Cientes da relevância de uma Perspetiva de Género em determinadas missões militares, nomeadamente nas de apoio à paz, existem nações, que prontamente e gradualmente têm vindo a potenciar a sua participação, reconhecendo a necessidade de reforçar as ações de formação e sensibilização para a igualdade de género a todos os elementos envolvidos nestas missões, integrados em forças militares (NATO, UE, Nacionais), em diversos teatros de operações. Ao longo da investigação foi possível constatar a importância que a NATO concede à temática, e a forma como a doutrina desta organização se encontra desenvolvida e vocacionada, para permitir aos Estados membro integrantes implementar a Perspetiva de Género no planeamento operacional, formação e treino para as missões. Verificou-se também que na Marinha, embora haja alguma compreensão da relevância e finalidade da integração da dimensão do género na organização das operações militares, é observável uma falta de compreensão da melhor forma de operacionalizá-la nos aspetos práticos das respetivas tarefas, e de que forma pode constituir valor acrescentado no cumprimento cabal das missões. Ciente do desafio que se coloca na consciencialização do presente tema, dacomunidade naval e sociedade civil, na atual tipologia das operações, o nosso argumento pretende demonstrar que uma adequada integração do género nas operações pode ser um multiplicador de força e melhorar a eficácia da missão, desde que haja um foco interno que encare os procedimentos internos da organização, políticas, doutrina, formação, meios ativos e relação interpessoal entre os indivíduos.
- A sombra do arquitecto, da colaboração entre João Andresen e Teófilo RegoPublication . PINTO, Miguel MoreiraDo levantamento do espólio do fotógrafo Teófilo Rego podemos concluir que dos vários profissionais da “Escola do Porto” com quem colaborou intensivamente entre as décadas de 1940 e 1960, a figura que mais se destaca é sem dúvida a do arquitecto João Andresen (1920/67). Como nenhum outro, o lote das imagens da obra deste autor revela de facto, pela quantidade e diversidade do material fotográfico, uma colaboração regular, sem igual, que abrange um número considerável dos seus trabalhos, desde o projecto que apresenta ao concurso para o Monumento ao Infante D. Henrique (1954/56) ao Plano de Desenvolvimento Turístico dos Reis Magos na ilha da Madeira (1964). A comunicação passa em revista as diversas reportagens que Rego realizou das obras e projectos de Andresen, aborda as histórias, as razões e os motivos que estão na sua origem, demonstrando como desde cedo a fotografia constituiu para os profissionais portugueses um instrumento imprescindível tanto na elaboração de arquivos de memória pessoal como na divulgação e apresentação dos seus trabalhos em concursos, exposições e revistas, ou ainda como meio de comunicação e suporte das ideias que pretendiam afirmar.
- A presença da obra de Rogério de Azevedo na fotografia de Teófilo RegoPublication . PIMENTEL, Jorge CunhaQuando em 1953 Carlos Ramos organiza a exposição de homenagem a Marques da Silva, procurava fixar uma genealogia da ESBAP, uma filiação entre diversas gerações, tanto pedagógica como arquitectónica. Tal exposição reunindo obras do Mestre e de 30 dos seus discípulos continha 120 fotografias realizadas por Teófilo Rego (1914-1993). Rogério de Azevedo fez-se representar por nove obras expressivamente representativas do seu trabalho desde o final dos anos 20 até meados da década de 40. Entre as várias fotografias expostas, as dos Edifícios do Jornal e da Garagem O Comércio do Porto revelam um (re)enquadramento centrado nos edifícios enquanto o céu dramatiza as imagens e a luz modela de forma clarificadora a composições dos alçados. São fotos com pouco chão mas com presença humana. Estão mais próximas do instantâneo que da foto de composição calculada e limpa. O mesmo se pode dizer das várias fotos realizados do Edifício Maurício Rialto ou do Hotel Infante de Sagres. Teófilo Rego interessa-se pelo espaço público, explora diferentes pontos de vista, diferentes lentes e até novos enquadramentos sobre os negativos realizados. Ao contrário de Domingos Alvão (1872-1946) e de Marques Abreu (1879-1958), representante de uma corrente naturalista/pictoralista que não manipulava negativos ou positivos, em Teófilo Rego a manipulação dos negativos e positivos e as impressões não respeitando a integralidade dos originais era praticada. O seu especial entendimento da volumetria e dos espaços, a atenção aos detalhes, sem no entanto estar confinado à preocupação de uma fotografia de ordem documental conducente aos estudos da arte é uma constante do seu trabalho. Não se esgota nas fotos realizadas para a exposição o encontro de Teófilo Rego com a obra de Rogério de Azevedo. No entanto, a exposição constitui o único momento em que talvez seja possível identificar uma relação profissional, se a houve, entre os dois.
- Janela do Capítulo em 3DPublication . Silva, Horácio Hugo Ferreira Faria de Azevedo e; Mendes, José António Ribeiro; Galvão, AndreiaO presente trabalho aborda a Janela do Capítulo – um dos elementos mais emblemáticos do estilo manuelino no Convento de Cristo em Tomar, património da Humanidade – através do levantamento 3D e da sua divulgação e restituição em formato digital.
