EM - IUEM - Psicologia Clínica e da Saúde
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Percorrer EM - IUEM - Psicologia Clínica e da Saúde por orientador "Castro, Elisa Kern de"
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- Ansiedade, pensamentos positivos, regulação emocional e qualidade de vida em mulheres com e sem endometriosePublication . Correia, Ana Rita Duarte; Almeida, Telma; Castro, Elisa Kern deEnquadramento: A endometriose é uma doença crónica debilitante com impacto negativo na saúde física e mental das mulheres que sofrem desta patologia. A ansiedade, que apresenta alta prevalência nesta população, assim como as dificuldades de regulação emocional, pode estar relacionada com o aumento da dor crónica, um dos sintomas mais debilitantes e com maior impacto na vida das mulheres com endometriose, o que se traduz numa diminuição da qualidade de vida. Há uma lacuna de estudos que avaliem a relação entre pensamentos positivos e endometriose. No entanto, estes pensamentos podem reduzir os níveis de ansiedade e a utilização de estratégias adaptativas de regulação emocional. Objetivos: O presente estudo teve como objetivos analisar a relação entre ansiedade, dificuldades de regulação emocional, pensamentos positivos e qualidade de vida em mulheres com e sem endometriose; verificar diferenças entre mulheres com e sem endometriose nas variáveis em estudo e analisar os preditores da ansiedade em mulheres com endometriose. Participantes: A amostra foi composta por 243 mulheres (107 com endometriose e 136 sem endometriose). Métodos: As participantes responderam ao questionário sociodemográfico, ao The Endometriosis Health Profile-30, ao Difficulties in Emotion Regulation Scale – Short Form, ao Brief Symptom Inventory 18 e ao Positive Thinking Skills Scale. Resultados: Os resultados evidenciaram relações significativas entre as variáveis em estudo e diferenças entre mulheres com e sem diagnóstico de endometriose, sendo possível observar que as mulheres com endometriose apresentam mais dificuldades de regulação emocional, mais ansiedade e menos pensamentos positivos. As análises de regressão demonstram o papel preditor das dificuldades de acesso a estratégias de regulação e de bem-estar emocional nos sintomas de ansiedade. Conclusão: Estes resultados realçam a complexidade da doença e a necessidade de abordagens multidisciplinares que promovam a qualidade de vida das mulheres com endometriose, fornecendo orientações para a sua intervenção psicológica.
- Bem-estar psicológico e regulação emocional em jovens adultos com doença crónica diagnosticada na adolescênciaPublication . Brás, Márcia Gato; Castro, Elisa Kern de; Gouveia, PatríciaA presença de doença crónica pode comprometer a regulação emocional e o bem-estar psicológico, particularmente em jovens adultos que podem enfrentar simultaneamente as exigências da gestão da doença e a transição para a vida adulta. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre dificuldades de regulação emocional e bem-estar psicológico em jovens adultos com doenças crónicas diagnosticadas na adolescência, bem como comparar dois grupos clínicos: diabetes mellitus tipo 1 e asma. Participaram 40 jovens adultos portugueses (18-30 anos), que responderam a um questionário sociodemográfico e clínico, à Escala de Bem-Estar Psicológico de Ryff e à Difficulties in Emotion Regulation Scale – Short Form (DERS-SF). Os resultados confirmaram uma associação negativa significativa entre regulação emocional e bem-estar psicológico, transversal a todas as dimensões avaliadas. Não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos clínicos. O histórico de internamento hospitalar associou-se a maiores dificuldades de regulação emocional, com efeito grande, e o impacto percebido da doença revelou-se o preditor mais forte da dificuldade de regulação emocional. O suporte percebido na gestão da doença associou-se positivamente a todas as dimensões do bem-estar. Os resultados reforçam a importância das representações subjetivas da doença e do suporte social no ajustamento psicológico, e sugerem a necessidade de intervenções que promovam a literacia emocional e o fortalecimento das redes de apoio nesta população.
- Cancro da mama em mulheres sobreviventes : a relação entre distress, suporte social e qualidade de vidaPublication . Afonso, Laura Filipa Oliveira; Castro, Elisa Kern deO cancro da mama é o tipo de cancro mais prevalente entre as mulheres, e tanto a experiência da doença como do seu tratamento constituem fontes significativas de sofrimento e preocupação. Os avanços científicos têm contribuído para um aumento substancial das taxas de sobrevivência, contudo, é fundamental que o período pós-doença seja acompanhado por uma boa qualidade de vida. Ainda assim, a preocupação com a saúde, mesmo após o fim do tratamento, pode originar níveis elevados de distress psicológico, os quais podem ser atenuados mediante um suporte social adequado. A presente dissertação, de natureza observacional e transversal, teve como objetivo descrever a relação entre o distress psicológico, o suporte social e a qualidade de vida em mulheres sobreviventes de cancro da mama. Para além disso, pretendeu-se analisar o possível papel preditivo do suporte social, bem como de variáveis sociodemográficas e clínicas, relativamente ao distress psicológico. A amostra foi composta por 101 participantes, com idades compreendidas entre os 29 e os 65 anos. A recolha de dados foi realizada através de um questionário sociodemográfico, do Kessler Psychological Distress Scale (K10), do Medical Outcomes Study Social Support Survey (MOS-SSS) e do European Organisation for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire (EORTC-QLQ-C30). Os resultados evidenciaram uma associação significativa entre o distress psicológico e a qualidade de vida, sendo o distress um preditor relevante de todas as suas dimensões. Verificou-se que o distress psicológico persiste no período de sobrevivência ao cancro da mama, com impactos em todas as áreas da qualidade de vida, o que sublinha a importância de um acompanhamento especializado que promova uma vivência mais positiva após a experiência oncológica.
- Comunicação com doentes crónicos e familiares : perceção da satisfação e empatiaPublication . Pinto, Inês da Silva; Castro, Elisa Kern deA satisfação com a comunicação na saúde reflete a qualidade dos atendimentos prestados, contribui para uma adequada utilização dos serviços, para a adesão ao tratamento de doentes e para o aumento do bem-estar do paciente e da sua família. A comunicação requer treino para que o profissional de saúde possa agir de forma que atenda as necessidades do utente, de forma ética e correta. O presente estudo teve como objetivo avaliar a satisfação com a comunicação na saúde, a partir da perspetiva de doentes crónicos e familiares, e a sua relação com a perceção de empatia demonstrada pelos profissionais de saúde. A amostra foi constituída por 69 participantes, 33 doentes crónicos e 36 familiares de doentes crónicos com idade igual ou superior a 18 anos, que cumpriram os critérios de inclusão previamente definidos. Os dados foram recolhidos através de um questionário sociodemográfico e questões acerca da doença crónica, o Questionário de Avaliação da Satisfação do Utente na Comunicação com Profissionais de Saúde e a “Scale of Patient Perceptions of Physician Empathy – Versão Portuguesa”. Os resultados mostraram que não houve diferenças significativas entre os pacientes e familiares em relação à satisfação com a comunicação (U = 1172,000, p = 0,285) e a empatia, (U = 1082,500, p = 0,768). Além disso, a empatia mostrou-se significativamente correlacionada com a satisfação da comunicação (Comunicação Verbal: r = 0,639, p = 0,001; Comunicação não verbal: r = 0,547, p = 0,001; Empatia: r = 0,645, p = 0,001; Respeito: r = 0,555, p = 0,001; Resolução de Problemas: r = 0,407, p = 0,019; Material de apoio: r = 0,536, p = 0,001). Conclui-se que pacientes e familiares têm perceções semelhantes sobre a comunicação e a empatia dos profissionais de saúde, e essas duas variáveis (satisfação com a comunicação e suas dimensões e empatia), o que pode indicar que existe uma evolução nas habilidades aprendidas pelos profissionais de saúde.
- Estudantes universitários com doença crónica : autorregulação emocional, autocuidado e qualidade de vidaPublication . Marques, Mariana e Silva; Castro, Elisa Kern deA transição para o ensino superior acarreta maiores responsabilidades e autonomia, gestão do tempo, alterações nos hábitos e estilos de vida, entre outros. Estas mudanças poderão tornar-se mais complexas quando associados à experiência de uma doença crónica não transmissível – DCNT. O autocuidado e a autorregulação eficazes atuam na prevenção e melhoria dos efeitos da doença e, consequentemente, num melhor bem-estar e qualidade de vida. O objetivo do estudo foi analisar a relação entre a autorregulação, o autocuidado e a qualidade de vida de estudantes universitários com DCNT´s, bem examinar o possível papel preditor da autorregulação emocional e do autocuidado para a qualidade de vida desses jovens. A amostra é constituída por 121 participantes com idades entre os 18 e os 77 anos, 39.7% homens e 60.3% mulheres. A amostra foi recolhida através de um questionário online, que incluiu: questionário sociodemográfico e clínico; a Difficulties in Emotion Regulation Scale – Short Form; o Self-Care of Chronic Illness Inventory v4.c; e o World Health Organization Quality of Life – bref. Os resultados obtidos sugerem uma associação significativa entre a autorregulação emocional, o autocuidado e a qualidade de vida. Os homens apresentaram níveis mais elevados de regulação emocional, a nível de impulsos e consciência. A autorregulação emocional e o autocuidado foram variáveis preditoras da qualidade de vida (física, psicológica, social e ambiental). Conclui-se que uma autorregulação emocional e um autocuidado pouco eficazes resultam numa pior qualidade de vida em jovens universitários com DCNT´s.
- A experiência de sobreviver ao cancro : o papel da rede de apoio e o medo da recorrênciaPublication . Bartier, Lauriane; Castro, Elisa Kern de; Binet, MichelA presente dissertação visa explorar a experiência vivida por mulheres sobreviventes de cancro da mama, com especial enfoque no medo da recidiva e no papel do apoio social na adaptação à vida pós-doença. O estudo segue um desenho qualitativo exploratório. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas a seis mulheres portuguesas em remissão há, pelo menos, um ano, com o objectivo de compreender como experienciam o medo da recidiva e de que forma a sua rede de apoio influencia o percurso de sobrevivência. As entrevistas, conduzidas online, foram gravadas e analisadas através de análise de conteúdo, com o apoio do software ELAN. A análise revelou dois temas centrais, medo da recidiva e apoio social, com quatro subtemas cada. No medo da recidiva emergiram: 1) insegurança face ao futuro; 2) hipervigilância e necessidade de controlo; 3) ansiedade perante exames de rotina; 4) influência do sistema de saúde neste medo. No apoio social, os subtemas foram: 1) apoio familiar; 2) apoio de amigos; 3) apoio de profissionais de saúde; 4) apoio de outras mulheres sobreviventes. Os resultados mostram que o medo da recidiva é vivido de forma intensa e persistente, influenciado tanto por factores individuais como contextuais. O apoio social revelou-se um recurso crucial na resiliência das participantes. Os apoios da família, dos amigos, dos profissionais de saúde, especialmente psicólogos, e dos pares desempenham papéis complementares na adaptação emocional e na reconstrução da identidade pós-cancro. Conclui-se que a sobrevivência ao cancro da mama não marca o fim do processo, mas sim o início de uma nova fase que exige acompanhamento contínuo. Recomenda-se a criação de intervenções psicológicas específicas para a gestão do medo da recidiva e o fortalecimento de redes de apoio, reconhecendo e valorizando a complexidade da vivência das sobreviventes.
- Impacto da taVNS nos níveis de stress em estudantes universitáriosPublication . Costa, Irene Raquel Nogueira Falcão; Chaló, Paulo; Almeida, Telma; Castro, Elisa Kern deA saúde mental dos estudantes universitários tem vindo a tornar-se uma preocupação crescente, refletindo o impacto das exigências académicas inerentes ao ensino superior. Neste contexto, a exposição prolongada a elevados níveis de stress pode conduzir ao distress psicológico, comprometendo o bem-estar e o desempenho académico. Atendendo à necessidade de estratégias eficazes e acessíveis, a Estimulação Transcutânea do Nervo Vago Auricular (taVNS) tem emergido como uma abordagem promissora de neuromodulação não invasiva, com potencial para modular a resposta fisiológica ao stress e promover o equilíbrio do sistema nervoso autónomo (SNA). O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da taVNS na redução dos níveis de stress percecionado e distress psicológico em estudantes universitários. Participaram 40 estudantes da Egas Moniz School of Health & Science, distribuídos aleatoriamente pelos grupos experimental e sham. A intervenção consistiu em cinco sessões consecutivas de 30 minutos, uma por dia, avaliadas em três momentos (pré-intervenção, pós-intervenção e follow-up de um mês), através das escalas PSS10 e K10. De forma geral, os resultados evidenciaram uma redução significativa e sustentada dos níveis de stress percecionado e distress psicológico ao longo do tempo, observada em ambos os grupos, sem diferenças estatisticamente significativas entre eles. As reduções mantiveram-se no follow-up, sem registo de efeitos adversos relevantes. Estes resultados poderão refletir a influência do efeito placebo, ou a possível ativação fisiológica associada à estimulação do lóbulo auricular. Ainda assim, sugerem que a taVNS poderá ser uma técnica útil na promoção da saúde mental em contexto académico, considerando a redução dos níveis de stress percecionado e distress psicológico observada ao longo do tempo. Recomenda-se a realização de estudos futuros que colmatem as limitações levantadas, de modo a clarificar o seu efeito específico e otimizar as condições experimentais que possam potenciar a sua eficácia.
- Impacto das experiências de infância e da regulação emocional nos sintomas obsessivo-compulsivosPublication . Caramelo, Gonçalo João Martins; Almeida, Telma; Castro, Elisa Kern deO desenvolvimento humano está, desde cedo, sujeito à influência de experiências que podem influenciar significativamente os indivíduos. Tanto experiências positivas como adversas durante a infância, podem ter efeitos com repercussões ao longo da vida adulta. A literatura tem demonstrado que as experiências adversas na infância podem potenciar a sintomatologia psicopatológica, como os sintomas obsessivo-compulsivos. Em contrapartida, as experiências positivas na infância podem manifestar um efeito protetor no desenvolvimento de psicopatologia. Adicionalmente, as dificuldades de regulação emocional poder ter também impacto no desenvolvimento de sintomas obsessivo-compulsivos. O presente estudo teve o objetivo de analisar a relação entre experiências positivas e adversas na infância, sintomas obsessivo-compulsivos e dificuldades de regulação emocional. A amostra foi composta por 206 adultos (168 mulheres e 38 homens) que responderam ao questionário sociodemográfico, à Benevolent Childhood Experiences Scale, ao Adverse Childhood Experiences Questionnaire, a Difficulties in Emotion Regulation Scale – Short Form e ao Obsessive-Compulsive Inventory-Revised. Os resultados evidenciaram relações significativas entre as variáveis em estudo e diferenças entre sexos nos sintomas obsessivo-compulsivos. As análises de regressão demonstram o papel preditor do sexo, idade, experiências positivas na infância e negligência emocional nos sintomas obsessivo-compulsivos. As dificuldades de regulação emocional apresentaram-se como um mediador parcial da relação entre experiências positivas na infância e sintomas obsessivo-compulsivo, como também na relação entre negligência emocional e sintomas obsessivo-compulsivo. As experiências positivas na infância apresentaram um poder de moderação na relação entre negligência física e sintomas obsessivo-compulsivo. Estes resultados destacam a importância das experiências positivas e adversas na infância para o desenvolvimento de sintomas obsessivo-compulsivos, tal como o papel mediador das dificuldades de regulação emocional.
- Perceção da doença, medo da progressão da doença e qualidade de vida em mulheres sobreviventes de cancro da mamaPublication . Felício, Joana Rita Amador; Castro, Elisa Kern deO aumento das taxas de sobrevivência do cancro da mama está associado à melhoria na deteção e no tratamento precoce da doença. No entanto, as mulheres sobreviventes de cancro da mama apresentam frequentemente comorbilidades físicas e psicológicas, sendo uma das mais comuns o medo da progressão da doença. A perceção que estas mulheres têm acerca da sua condição pode contribuir para o aumento deste medo, o qual, por sua vez, pode comprometer a sua qualidade de vida. O presente estudo teve como principais objetivos analisar a relação entre a perceção da doença, o medo da progressão da doença e a qualidade de vida em mulheres sobreviventes de cancro da mama, bem como compreender em que medida a perceção da doença e o medo da progressão podem predizer os níveis de qualidade de vida nesta população. A amostra foi constituída por 101 mulheres sobreviventes de cancro da mama, com idades compreendidas entre os 29 e os 65 anos. Foram utilizados um questionário sociodemográfico e clínico, a Fear of Progression Questionnaire – Short Form (FOP-Q-SF), o Brief Illness Perception Questionnaire (Brief-IPQ) e o EORTC QLQ-C30 Quality of Life Questionnaire. Os resultados revelaram que níveis mais elevados de medo da progressão e perceções mais ameaçadoras da doença se associaram a uma pior qualidade de vida. Contudo, apenas a perceção da doença se mostrou um preditor significativo. Perceções mais negativas da doença associaram-se a níveis mais baixos de qualidade de vida, reforçando a importância de compreender e intervir nas perceções da doença em sobreviventes de cancro da mama.
- Perceção, atitudes perante a morte e sentido de vida em estudantes e profissionais de saúde sobre os cuidados paliativos pediátricosPublication . André, Carolina Alexandra Coelho; Andrade, Teresa Malveiro; Castro, Elisa Kern deEnquadramento: O sentido de vida e as atitudes perante a morte são temas bastante relevantes, nomeadamente no contexto dos Cuidados Paliativos Pediátricos (CPP). Os profissionais de saúde que atuam nesta área enfrentam desafios no seu dia a dia, que requerem uma reflexão sobre o papel que o sentido de vida desempenha no modo como lidam com a morte. No entanto, em Portugal, existe uma lacuna de estudos científicos que explorem a relação entre o sentido de vida e as atitudes perante a morte, especificamente entre profissionais de saúde que atuam em CPP e estudantes de áreas da saúde. Objetivos: O presente estudo apresenta como objetivo avaliar e comparar, em três grupos distintos que correspondem a diferentes fases de formação e áreas de formação (estudantes da área da saúde, profissionais de saúde em geral e profissionais de saúde que trabalham com CP), a perceção sobre os cuidados paliativos pediátricos, as suas atitudes perante a morte e o sentido de vida. Método: A amostra da investigação foi constituída por 132 participantes (112 do sexo feminino e 20 do sexo masculino), com idades compreendidas entre os 18 e os 67 anos. A perceção sobre os CPP foi avaliada através de um questionário sobre a familiarização do termo. As atitudes perante a morte foram avaliadas através do instrumento Death Attitude Profile Revised (Perfil de Atitudes Perante a Morte). De forma a avaliar o sentido de vida, foi utilizado o instrumento Purpose in Life Test (Teste do Sentido de Vida). Resultados: De acordo com os resultados desta investigação, comprova-se que o “Medo da Morte” e a “Perceção sobre os Cuidados Paliativos” tendem a ser maiores entre os participantes mais velhos. Relativamente ao sexo, as mulheres apresentam, em média, um sentido de vida superior ao dos homens. Constatou-se que à medida que o medo da morte diminui, o sentido de vida tende a aumentar. Existe correlação positiva com a antiguidade no serviço e com a formação na área dos cuidados paliativos. Conclusão: Os resultados deste estudo mostraram uma ligação entre as atitudes perante a morte e o sentido de vida, o que nos permite concluir que, para lidar melhor com a morte, é essencial trabalhar questões fundamentais sobre o nosso próprio sentido de vida.
