EM - IUEM - Ciências Farmacêuticas
Permanent URI for this collection
Browse
Browsing EM - IUEM - Ciências Farmacêuticas by Issue Date
Now showing 1 - 10 of 567
Results Per Page
Sort Options
- Clostridium difficile: principais fatores de risco, controlo e prevençãoPublication . Marques, Ana Rita Falcão Pereira Vaz; Silva, Patrícia CavacoClostridium difficile é uma bactéria Gram-positiva anaeróbia em forma de bacilo e produtora de toxinas, causadora de infeções nosocomiais e tendo como fator de risco primário a antibioterapia. Atualmente tem-se vindo a verificar uma alteração drástica na epidemiologia do Clostridium difficile, traduzindo-se num aumento da incidência, inclusive na comunidade, num aumento da gravidade da infeção, no facto de serem refratárias à terapêutica instituída, num aumento do número de recidivas, num aparecimento de surtos epidémicos e de novas estirpes hipervirulentas (NAP1/BI/027). A identificação dos fatores de risco inerentes à infeção por Clostridium difficile tem vindo a aumentar ao longo dos anos. Estes fatores englobam, principalmente, a idade, a antibioterapia, as hospitalizações prolongadas, as co-morbilidades, o uso excessivo de agentes imunossupressores e de inibidores da bomba de protões e a nutrição entérica. As medidas de controlo e prevenção para a redução do risco de infeção por Clostridium difficile abordadas neste artigo pretendem abranger diversas temáticas, tais como, o diagnóstico precoce, limpeza ambiental e pessoal, procedimentos para proteção pessoal, vigilância epidemiológica, prescrição criteriosa da antibioterapia e isolamento dos doentes. Deste modo, podemos afirmar que a infeção por Clostridium difficile constitui uma problemática a nível mundial, confrontando-nos com desafios cada vez mais difíceis no que diz respeito à sua erradicação, requerendo uma maior consciencialização desta problemática e novas implementações nas abordagens terapêuticas com o intuito de reduzir o risco de aquisição da doença. O principal objetivo desta monografia é verificar o estado de arte das últimas recomendações, no que diz respeito aos fatores de risco associados quer ao agente patogénico, quer ao hospedeiro, com o intuito de minimizar a transmissão do Clostridium difficile na comunidade hospitalar.
- Impacte dos estrogénios no ambientePublication . Rento, Filipa Bento Soares; Ferreira, Ana PaulaTem sido realizado um considerável número de estudos para investigar a presença de fármacos no meio ambiente, tendo-se chegado à conclusão de que estes estão largamente disseminados no mesmo, havendo fortes evidências da sua interação com diversos organismos e dos efeitos prejudiciais a que dão origem. De entre os diversos fármacos contaminantes do meio ambiente encontram-se os estrogénios, substâncias constituintes de vários métodos contracetivos e que assumem cada vez mais importância devido ao elevado consumo na sociedade atual, sociedade na qual as questões relacionadas com a sexualidade e planeamento familiar se revelam cada vez mais importantes. A libertação de estrogénios para o meio ambiente pode ser feita através de várias formas, principalmente através da excreção feita pela urina e pelas fezes, e através do descarte indevido de formas farmacêuticas que os contenham, como é o caso dos contracetivos orais, anéis vaginais e sistemas transdérmicos, entre outros. Apesar destas hormonas estarem presentes no meio ambiente em concentrações mínimas, existem estudos que demonstram que são suficientes para provocar efeitos adversos em humanos e animais, tornando-se essencial a adoção de medidas para controlar este tipo de contaminação. Para além da identificação da sua presença nos ecossistemas e da sua origem enquanto fonte de contaminação, é também relevante a sua quantificação e clarificação dos métodos de tratamento atualmente disponíveis.
- O vírus do papiloma humano e a vacinação contra o cancro do colo do úteroPublication . Teófilo, Catarina Wanzeller; Ribeiro, Ana ClaraO Vírus do Papiloma Humano (HPV) está na origem de uma série de lesões benignas ou malignas e consoante o seu potencial oncogénico, isto é, a sua capacidade de causar lesões invasivas, pode ser dividido em HPV de baixo risco (BR) e de alto risco (AR). Estudos epidemiológicos demonstraram existir uma forte associação entre o HPV AR e o Carcinoma do Colo do Útero (CCU). Mundialmente o CCU é a 3ª causa de morte entre as mulheres o que revela uma necessidade urgente de se criarem medidas estratégicas de prevenção e de combate à infecção pelo HPV. A existência da vacina profilática contra a infecção pelo HPV potencia um avanço significativo no âmbito da prevenção primária do CCU e outras patologias associadas ao HPV. Actualmente estão aprovadas e licenciadas, a nível mundial, duas vacinas, nomeadamente a Cervarix® (vacina bivalente) que confere imunidade para o HPV do tipo 16 e 18 e a Gardasil® (vacina tetravalente) que protege contra o HPV 6, 11, 16 e 18. Desde que em 2006 a vacinação foi autorizada, um crescente número de países, maioritariamente países desenvolvidos, tem vindo a adoptar e a introduzir estas vacinas no seu programa de vacinação. Esta implementação, de condições variáveis entre países, têm indicado um resultado positivo na diminuição da transmissão da infecção e no desenvolvimento de patologias relacionadas com os tipos de HPV contidos na vacina. Diversos estudos epidemiológicos têm sido conduzidos de forma a avaliar a intervenção e o impacto da vacina. Muitos destes sugerem existir um benefício custo-efectividade, mas diversos autores indicam que o impacto da vacina e consequente avaliação custo-efectividade só se irá sentir dentro de 20 ou 30 anos. Paralelamente continuam-se a desenvolver estudos – vacinas de 2ª geração - que visam prevenir a infecção e ultrapassar as limitações das vacinas existentes, bem como atingir um efeito terapêutico.
- Ação terapêutica da canelaPublication . Calisto, Joana Martins Tendeiro; Mesquita, Maria Fernanda deO género Cinnamomum compreende várias espécies de canela, de entre as quais se destacam C. zeylanicum, C. cassia e C. burmannii e C. tamala, as quais são detentoras de importantes propriedades farmacológicas: antioxidante, antimicrobiana, antilipidémica, hipoglicemiante, gastroprotetora, antidiarreica, hepatoprotetora, analgésica, anti-inflamatória e antitumoral. O presente trabalho centra-se na revisão de literatura sobre atividades farmacológicas e terapêuticas daquelas espécies de canela, tendo por objetivo estabelecer uma relação entre as partes de cada uma delas e as suas propriedades, não ignorando constituintes químicos nelas presentes. Com vista a uma ação terapêutica segura, abordam-se igualmente estudos de toxicidade e possíveis reações adversas associadas ao uso da canela, bem como algumas das suas interações com outros fármacos.
- Utilização de glicopolímeros anfifílicos na distribuição de fármacosPublication . Silva, João Carlos Marques; Silva, Paula Correia daOs glicopolímeros anfífilicos são cada vez mais utilizados na veiculação de fármacos. Tudo isto se deve às suas únicas e vantajosas propriedades. Os glicopolímeros podem ser sintetizados de modo a controlar-se o seu tamanho, a sua composição química (pH e carga eléctrica) assim como solubilidade. Todos estes factores são de extrema importância para a distribuição de fármacos no organismo. Estudos têm sido desenvolvidos e abordados ao longo desta monografia em prole de melhorar a síntese destes glicopolímeros, para que possam exercer uma melhor distribuição. Deste modo, poder-se-ão administrar doses inferiores, minimizando assim a possibilidade de efeitos adversos, pois estes glicopolímeros são cada vez mais específicos para as suas células alvo e conseguem alcançá-las em concentrações mais elevadas.
- Bacterias anaeróbias como fábricas celulares: produção de hidrogénio e butirato por clostridium sp.Publication . Martins, Tânia Margarida Victor; Moura, Patrícia da SilvaCom a crescente procura de novas alternativas aos combustíveis fósseis, e assim tentar minimizar os seus efeitos ao nível ambiental e económico, tem-se recorrido à utilização de sub-produtos agrícolas e da indústria agro-alimentar e a processos biológicos de conversão. Por esta via é possível, por exemplo, obter compostos úteis como vetores energéticos, tais como hidrogénio e butirato a partir de resíduos da produção de goma de alfarroba. Sabe-se que o hidrogénio e o butirato podem ser obtidos por processos biológicos, tal como a fermentação anaeróbica, sendo o género Clostridium o mais estudado para tal efeito. C. butyricum e C. tyrobutyricum são microrganismos produtores de hidrogénio e ácidos orgânicos, nomeadamente butirato e acetato. C. acetobutylicum evidencia uma fermentação do tipo bifásico, que compreende as fases acidogénica e solventogénica. Consequentemente produz ácidos orgânicos, como o ácido butírico e o ácido acético, e ainda, com a reassimilação destes na fase solventogénica, produz etanol, butanol e acetona (ABE). No presente trabalho pretende-se comparar os resultados obtidos na produção de hidrogénio e butirato por diferentes espécies de Clostridium sp., especificamente Clostridium acetobutylicum DSM 792, Clostridium butyricum DSM 10702 e Clostridium tyrobutyricum (estirpes 1T, 2T, 3T e 9P) utilizando o extrato aquoso de polpa de alfarroba como fonte de carbono e energia. Estas bactérias vão ser avaliadas entre si de acordo com o rendimento, produção específica e produtividade volumétrica de hidrogénio e butirato. Desta forma será possível a determinação de qual o melhor produtor destes compostos, como alternativa a combustíveis fósseis. A comparação dos trabalhos efetuados permitiu verificar que o C. butyricum foi o microrganismo mais promissor para a produção simultânea de hidrogénio e butirato, utilizando como fonte de carbono o extrato aquoso de polpa de alfarroba.
- Farmacoterapia e prescrição médica em medicina dentáriaPublication . Madeira, Filipa Maria Moreia; Oliveira, Pedro AntunesA farmacoterapia tem como finalidade promover uma boa prescrição médica, isenta de efeitos adversos e de interacções farmacológicas. Todavia a utilização de determinadas classes terapêuticas de fármacos originam muitas das vezes, mesmo que mínimos, efeitos adversos no paciente. Na prática clínica da Medicina Dentária é dever do médico dentista possuir e dispor de um profundo conhecimento acerca das várias classes terapêuticas, para que no acto do tratamento dentário assegure o bem-estar e segurança do paciente. Assim como o farmacêutico, deve possuir um papel activo na promoção da saúde oral, de modo a educar e acompanhar adequadamente os doentes e a população. Este trabalho pretende abordar, de uma forma sistematizada, a farmacoterapia adequada às patologias orodentárias existentes no nosso quotidiano assim como descrever as várias classes terapêuticas utilizadas na prática odontológica.
- O setting de atendimento ao utente: o contacto personalizadoPublication . Silva, Pedro Manuel Gaibino da; Dias, Maria do RosárioO presente estudo empírico elege como objecto de estudo, o setting de atendimento ideal, inserido especificamente na prática clínica-farmacêutica realizada no quotidiano da farmácia comunitária, tendo como objectivo principal o estudo de estratégias de comunicação como forma de mensurar a comunicação interpessoal, através do Contacto Personalizado Farmacêutico-Utente. Nesse sentido foram pesquisados ao longo deste trabalho conhecimentos de suporte teórico subjacentes a esta problemática, cruzados com a realização de entrevistas semiestruturadas a farmacêuticos, técnicos de farmácia e utentes. Com o recurso ao programa Atlas.ti foi possível a criação e atribuição de uma grelha de codificadores, de forma a proceder à análise de conteúdo das respostas e, posteriormente, à análise estatística no Microsoft Excel. Pretende-se assim estudar a aplicabilidade do tema à realidade das farmácias comunitárias portuguesas, sendo que um setting de atendimento ideal com vista à promoção do contacto personalizado entre farmacêuticos e utentes, transporta a farmácia para uma nova e actual realidade – como uma escola promotora de ensino ao doente.
- Síntese de nitrosotióis para experimentação ex vivo e in vivo relacionada com a resistência à insulinaPublication . Frade, Kelly Stefany Tuna; Caldeira, Francisco JorgeO presente projeto de investigação pretende propor que a Substância Hepática Sensibilizadora de Insulina (HISS) consiste num dos produtos de degradação da insulina (cadeia A/B) nitrosilados, e que a enzima interveniente na formação de tais produtos é a Proteína Dissulfito Isomerase (PDI) presente nos hepatócitos. Adicionalmente sugere-se a ligação dos nitrosilados de insulina à albumina. Com vista a tentar comprovar esta hipótese, a investigação efetuada teve o intuito de confirmar a existência de PDI ao nível dos hepatócitos, determinar a sua atividade e analisar os produtos de degradação originados. Outro dos objetivos foi efetuar a produção de nitrosotióis de cadeia A e B para posterior administração ex vivo e in vivo, e respetiva quantificação do potencial terapêutico. Neste sentido, foram realizados diversos ensaios. Assim, numa fase inicial procedeu-se à monitorização da degradação enzimática da insulina por via in vitro com recurso à PDI purificada e a lisados de hepatócitos de rato recorrendo à técnica de turbidimetria. Seguidamente, foi realizada a análise dos produtos originados pela degradação da insulina efetuada pela PDI purificada através de eletroforese SDS-PAGE. Posteriormente, procedeu-se à separação química da cadeia A e B da insulina com posterior produção de nitrosotióis. Por último, estes produtos foram administrados a miotubos de rato e a ratos Wistar e o seu potencial terapêutico quantificado através da medição da captação de 2-deoxi-glucose marcada com trítio radioativo e através de sucessivos testes RIST, respetivamente. Com efeito, os resultados desta investigação permitiram reforçar as ilações feitas pelos demais autores quanto à presença e atividade da PDI ao nível dos hepatócitos em relação à insulina, e para além disso confirmaram a suspeita inicial de que um dos derivados de insulina nitrosilados tem potencial efeito terapêutico ao nível da resistência à insulina apesar de não parecer estar relacionado com a estrutura da HISS.
- Valorização biotecnológica da polpa de alfarrobaPublication . Pessoa, Ana Rita Ferreira; Moura, Patrícia da SilvaA utilização da polpa de alfarroba, que é considerada um sub-produto da indústria da semente da alfarroba, tem despertado um interesse crescente nos últimos anos e mostra-se como sendo uma alternativa interessante e economicamente viável. Neste trabalho pretendeu-se abordar as evoluções, experimentações, processos biotecnológicos e aplicações mais relevantes realizadas até então dos produtos derivados da alfarroba, tanto da semente mas, principalmente, a polpa de alfarroba. Os produtos convencionais provenientes da alfarroba são aplicados em diversas indústrias, com mais enfoque na indústria farmacêutica e na indústria alimentar. Atualmente, tem-se a goma de semente de alfarroba (LBG), os xaropes obtidos a partir da polpa de alfarroba, a fibra de polpa de alfarroba, os compostos fenólicos e o pinitol. A valorização biotecnológica da polpa de alfarroba também passa pelos processos de bioconversão desta e apresentam-se como sendo bastante promissores para o futuro. A produção de bioetanol por fermentação representa um grande avanço para a obtenção e implementação de combustíveis alternativos e renovável, assim como a fermentação de hidrogénio e de ácidos orgânicos. Para além disso, o manitol também representa um importante composto que pode ser isolado a partir da polpa de alfarroba, que apresenta benefícios ao nível da saúde e está amplamente implementado na indústria alimentar.
