ESEP - Comunicações
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Percorrer ESEP - Comunicações por assunto "Ansiedade"
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- Adequação do Child Drawing Hospital na avaliação do bem-estar de crianças hospitalizadas portuguesasPublication . Lima, Ligia; Lemos, M.S.A hospitalização tem sido identi$cada como uma vivência potencialmente geradora de ansiedade na idade pediátrica. Entre as várias estratégias de avaliação do impacto emocional da hospitalização surge o desenho, que comparativamente a outras formas de avaliação, facilita a comunicação de pensamentos e sentimentos, mesmo em situações em que a criança não possui grandes recursos para descrever o impacto da experiência do internamento. O “Child Drawing: Hospital (CD:H)” (Clatworthy, Simon e Tiedman, 1999) é um instrumento norteamericano de fácil administração e por esta razão, de grande utilidade no contexto hospitalar. Os autores do presente artigo desenvolveram um projecto de investigação com o objectivo de estudar a adequação do CH:D enquanto instrumento de avaliação da ansiedade/bem-estar de crianças hospitalizadas portuguesas. A amostra do estudo aqui apresentado foi recolhida numa instituição de saúde especializada em doenças oncológicas do Norte de Portugal e é constituída por 29 crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 12 anos. No âmbito de um estudo mais alargado, foram recolhidos dados, com recurso ao método de “Desenhar e escrever” (Williams, Wetton & Moon, 1989). A cada criança foi entregue uma folha de papel, sendo-lhe pedido que desenhasse em metade da folha uma pessoa saudável e na outra metade uma pessoa doente. A criança poderia ainda escrever algum texto embora neste estudo tenham sido apenas analisados os desenhos, recorrendo à grelha de análise do CH:D. Os resultados preliminares sugerem que o CD:H é um instrumento sensível e adequado para avaliar a in=uência da hospitalização no bem-estar da criança hospitalizada, através da avaliação do seu nível de ansiedade e através da presença de indicadores de perturbação emocional. O instrumento permite ainda identi$car níveis de ansiedade a partir dos quais se justi$cam vários tipos de intervenção destinados a promover o equilíbrio emocional da criança e a sua adaptação ao contexto hospitalar.
- Sintomatologia ansiosa e depressiva no prestador informal de cuidados a doentes oncológicos em estado terminalPublication . Moutinho, S.; Lima, LigiaA vivência de uma doença ameaçadora de vida, como é exemplo o cancro, é reconhecida como uma situação geradora de desadaptação não apenas para o doente mas também para os seus cuidadores, que partilham com ele o sofrimento e o distress psicológico associado (Kissane, Bloch, Burns, McKenzie e Posterino, 1994). Outro dos factores que pode ser considerado como uma grande fonte de distress nos cuidadores primários é a percepção de falta de suporte dos outros membros da família (Haley, 2003). Inúmeros estudos demonstram a presença de vários tipos de perturbação associados ao papel de cuidador informal de doentes em estado terminal, das quais se destacam os do foro alimentar, dos padrões de sono e a sintomatologia ansiosa e depressiva (Pereira e Lopes, 2002). O objectivo deste estudo foi avaliar o impacto emocional do papel de cuidador informal de um doente em Cuidados Paliativos Oncológicos. Estudou-se entre outras variáveis, a presença de sintomatologia ansiosa e/ou depressiva. Participaram neste estudo 52 cuidadores informais de doentes internados e/ou da consulta externa em Cuidados Paliativos Oncológicos de uma Instituição de Saúde do Norte do País. Para a colheita de dados e para além de um questionário sociodemográ7co, foi administrada a versão portuguesa do instrumento “Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS)” de Ribeiro e colaboradores (2007).Os resultados obtidos neste estudo indicaram uma elevada incidência de sintomatologia ansiosa e depressiva e em níveis clínicos muito signi7cativos e elevados (M=25,77;DP=8,09) comparativamente aos resultados encontrados em outros estudos. Estes resultados con7rmam o impacto negativo do processo de cuidar de um doente oncológico em estado terminal, o que realça a necessidade de intervenções psicológicas desenvolvidas e orientadas especi7camente para o cuidador informal, tendo em vista não só minimizar o impacto da doença nele e na família, mas também contribuir indirectamente para melhorar a qualidade dos cuidados prestados ao doente.
