ESEL - Dissertações de Mestrado
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- O empowerment da familia cuidadora do doente neuro-oncológicoPublication . Dias, Ana Rita Marinho André Cesário
- Cuidados de enfermagem centrados na grávida e família em risco de parto pré-termoPublication . Mesquita, R. Alexandra
- A liberdade de movimentos e posturas da mulher em trabalho de partoPublication . Pereira, Sandra Marina Laranjinha Fernandes de Oliveira; Delgado, Maria JoãoO objectivo deste relatório de estágio é apresentar o percurso académico realizado em contexto de Bloco de Partos e serviço de Neonatologia, durante o 4º semestre do 1º Mestrado em Enfermagem Saúde Materna e Obstétrica, que me permitiu a obtenção de competências especializadas para o exercício de enfermeiro especialista em enfermagem de saúde materna e obstetrícia. Durante o ensino clínico elaborei um projecto individual de estágio no âmbito da liberdade de movimentos e posturas da mulher em trabalho de parto. Procurei, na assistência de enfermagem especializada ao parto de baixo risco, promover o papel activo da mulher durante o processo do nascimento. Para uma prática avançada dos cuidados especializados, recorri à evidência científica, realizando uma revisão sistemática da literatura para sustentar o projecto de estágio.
- Cuidados de enfermagem à criança com cateter venoso centralPublication . Grilo, Catarina; Diogo, Paula; Gonçalves, Maria EduardaSendo que o crescimento e o desenvolvimento da criança ocorre em sequências e padrões previsíveis, que reflectem o crescimento físico e o desenvolvimento psicossocial, cognitivo e moral, estes geralmente são referenciados como uma unidade, expressando a soma das inúmeras alterações que ocorrem durante a vida. HOCKENBERRY (2006) ao citar American Nurses Association (2003), define Cuidar em enfermagem como “a prevenção da enfermidade, o alívio do sofrimento, assim como a protecção, a promoção, o restabelecimento da saúde no cuidado de indivíduos, famílias, grupos, comunidades e populações”. Em enfermagem pediátrica o cuidado é centrado não apenas na criança mas na sua família, pois esta é o seu núcleo de suporte (OLIVEIRA et al, 2005). É fundamentar que o enfermeiro proporcione e valorize suporte emocional e criatividade na arte do cuidar, requerendo habilidade técnica e empática (PARO et al, 2005:152). Para CASEY (1993b:233), "os cuidados centrados na família, prestados em parceria com esta, são a filosofia de enfermagem pediátrica da década de noventa. As crenças e valores que sustentam essa filosofia incluem o reconhecimento de que os pais são os melhores prestadores de cuidados à criança.” A base deste modelo, é a negociação alicerçada no respeito pela família e suas necessidades e desejos. A resposta da criança à dor é cada vez mais influenciada pelas suas experiências dolorosas prévias e pela reacção emocional dos pais durante o procedimento. Assim sendo, torna-se fundamental a prestação de cuidados atraumáticos, eliminar ou diminuir o sofrimento físico e psicológico da criança e sua família (HOCKENBERRY, 2006). Aquando da hospitalização a preparação psicológica da criança e família é extremamente importante. O enfermeiro, sempre que possível, deve explicar à criança e família a sua necessidade de hospitalização, e alguns aspectos sobre o mesmo, sendo fundamental uma boa integração à nova unidade. Durante este processo é fundamental que dependendo da faixa etária o enfermeiro direccione o seu discurso e olhar para a criança, demonstrando a sua importância valorizando-a. É fundamental que o enfermeiro adquira uma postura, gestos, tom de voz, olhar, expressão facial, … pois qualquer cuidado de enfermagem já por si é uma fonte comunicação. Contudo, o rosto é a parte do corpo que mais informação proporciona e de mais fácil e rápido acesso. Frente à necessidade de aprofundar conhecimento nos cuidados centrados na criança com ou sem um dispositivo médico, tendo por base uma relação terapêutica eficaz, surgiu…o interesse por esta área, de modo a minimizar o stress da criança/jovem face à hospitalização. Este relatório tem como objectivo descrever, analisar e reflectir o trabalho realizado em estágio sobre o tema “Para um percurso de desenvolvimento de competências de enfermeiro especialista nos Cuidados de Enfermagem à Criança com Cateter Venoso Central”. O relatório tem como propósito descrever de forma objectiva as experiências e actividades desenvolvidas durante o estágio, bem como fazer uma análise crítica e através de uma reflexão pessoal e com os contributos da revisão bibliográfica feita. A metodologia utilizada foi a de projecto e prática-reflexiva que culmina neste relatório, focando aspectos do cuidar centrado na criança, estratégias de comunicação e intervenções para minimizar riscos de infecção subjacentes ao uso de um dispositivo em contexto hospitalar, contribuindo para a formação de adultos em contexto de trabalho Neste contexto é necessário prestar cuidados de enfermagem que englobem a promoção, a manutenção e a recuperação da saúde das crianças, envolvendo a participação da família. O enfermeiro, como agente de mudança, deve buscar conhecimento e formação que lhe permitam humanizar os cuidados de enfermagem, verificando-se fundamental a existência de guias de boas práticas de cuidados de enfermagem, de modo a proporcionar cuidados especializados de qualidade.
- Parto e adolescentes...Publication . Osório, Helena Maria Morais; Serra, Isabel; Cardoso, MárioCom este Relatório de Estágio pretendo apresentar o percurso realizado durante o ER, no 2º ano do 1º CMESMO, da ESEL, no que se refere ao aprofundamento teórico sobre as intervenções de enfermagem durante o trabalho de parto, com as adolescentes, sobre a reflexão levada a cabo e ainda sobre as competências adquiridas neste percurso. Como ponto de partida para a revisão sistemática da literatura, metodologia utilizada na elaboração deste RE, formulei a seguinte questão em formato PI[C]O: “Quais as intervenções de enfermagem (I) que proporcionam às parturientes adolescentes (P) uma experiência positiva (O)?” A identificação de literatura realizou-se utilizando bases de dados electrónicas, a partir do motor de busca EBSCO. Os termos de pesquisa utilizados foram: childbirth, adolesc* e experienc*. Obtive um total de 113 artigos e destes li os resumos de forma a fazer uma primeira avaliação. Seleccionei, mediante os critérios de inclusão e de exclusão, três artigos. A estes adicionei um artigo e um trabalho académico, sendo que o primeiro foi publicado na Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo e o segundo é uma Dissertação de Candidatura ao grau de Mestre em Ciências de Enfermagem submetida ao Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar. Os aspectos mais referidos pelas adolescentes foram: características da equipa e sua interacção com ela (simpatia, confiança, disponibilidade, que não emite juízos de valor e que a cuida com respeito pelas suas características individuais); presença do acompanhante; atitude do progenitor masculino com relação à gravidez; percepção de dor menor do que a esperada; duração curta do trabalho de parto; ter o apoio da família de origem; ser elogiada quando os seus comportamentos são positivos e, por último, a forma como a equipa de enfermagem orienta no relaxamento, na respiração e nos esforços expulsivos.
- Articulação entre serviços de origem e a unidade de urgência médica na abordagem da pessoa com doença renal em hemodiálisePublication . Barreiros, Paulo Manuel Máximo; Cristóvão, Filipe; Baltazar, PauloOs doentes renais enfrentam uma variedade de problemas, físicos e psicossociais que requerem vigilância e tratamento adequado, capaz de promover a sua adaptação progressiva e sustentada às contrariedades e desafios decorrentes da doença. O número de pessoas com doenças renais têm vindo a aumentar, a etiologia destas é multifactorial, em parte associada ao envelhecimento da população e decorrente das co-morbilidades associadas. Acresce que as pessoas vivem mais e melhor, e houve significativos avanços no tratamento e aumento crescente da oferta de cuidados, conseguindo-se significativa diminuição na progressão das doenças. A eficaz articulação e complementaridade entre os diversos intervenientes do sistema de saúde, desde políticos, profissionais de saúde e doentes, traduz-se em ganhos para a saúde e qualidade de vida destes doentes, permitindo-lhes conviver melhor com a sua doença e geri-la da melhor forma possível promovendo, assim a sua autonomia para controlar a sua própria saúde. A insuficiência renal é uma situação clínica caracterizada por uma perda maior ou menor da função renal. A insuficiência renal aguda (IRA) caracteriza-se pela rápida perda da função renal em consequência de danos renais, resultando em retenção de produtos de degradação nitrogenados como a creatinina e a ureia e produtos não nitrogenados, que normalmente são excretados pelo rim. A insuficiência renal crónica (IRC) caracteriza-se pela deterioração progressiva e irreversível da função renal, onde os mecanismos homeostáticos entram em falência, resultando em urémia (SAES, 1999). As causas principais do IRC são: glomerulonefrites crónicas, pielonefrites crónicas, hipertensão arterial, rim poliquístico, diabetes e entre outras (BARROS e SANTOS, 2001). Perante o quadro de insuficiência renal, é frequentemente necessário realizar hemodiálise, que consiste no processo de remoção de produtos de degradação nitrogenados e não nitrogenados acumulados no sangue, através de um tipo de circulação extra-corporal, onde são utilizados filtros de baixa permeabilidade de forma intermitente para remoção de substâncias de baixo peso molecular no sangue (KNOBEL, 1999). Porém em caso de insuficiência renal crónica, este tipo de tratamento não regenera a função renal, nem compensa as perdas das actividades metabólicas ou endócrinas dos rins. A diálise deverá ser feita pelo resto da vida, a menos que o doente seja submetido a um transplante renal (SAES, 1999). A segurança e eficácia deste método de tratamento de substituição da função renal têm conhecido um progresso contínuo, tornando-o seguro e capaz de manter a vida - 7 - destas pessoas por longos períodos. Mas, esta evolução não é suficiente para evitar as complicações do tratamento, da doença renal e das co-morbilidades. Neste relatório descrevo as minhas actividades nos estágios do 1º Curso de Mestrado em Enfermagem Área de Especialização em Enfermagem Médico-cirúrgica, Área específica de intervenção, Enfermagem Nefrológica, da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. Neste sentido elaborei um plano de actividades adequado ao problema em estudo, articulação entre serviços de origem e a Unidade de Urgência Médica na abordagem da pessoa com doença renal em hemodiálise. Esta componente prática do curso compreendeu dois períodos de estágio: o primeiro na Unidade de Urgência Médica (UUM) do Centro Hospitalar de Lisboa Central, Entidade Pública Empresarial (CHLC, E.P.E.) e o segundo no Serviço de Urgência polivalente (SU) da mesma instituição. A complexidade do doente renal requer uma abordagem interprofissional e intersectorial, como tal considerei oportuno a realização do ensino clínico nestes serviços, como forma de desenvolver competências no domínio da responsabilidade profissional, ética e legal, na melhoria contínua dos cuidados, na gestão de cuidados e no desenvolvimento de aprendizagens profissionais, baseado no modelo de actividades de vida desenvolvimento por Nancy Rooper. E também como forma de melhorar a articulação interprofissional e intersectorial entre serviços, e deste modo aperfeiçoar a assistência ao doente renal em hemodiálise. Neste relatório descrevo as actividades em cada um dos campos de estágio e as implementações sugeridas. Enumero os objectivos e finalidade, reflicto sobre a pertinência das actividades desenvolvidas, identifico as lacunas e áreas de intervenção a desenvolver futuramente no contexto de actuação na área da enfermagem médico-cirúrgica, vertente de nefrologia e descrevo as competências adquiridas. Os dois períodos de estágio foram muito proveitosos, pois permitiram-me abrir novas perspectivas no campo da enfermagem médico-cirúrgica, vertente de nefrologia e fomentarão uma interligação e reflexão da minha experiência profissional.
- 5 ritmos de dançaPublication . Pereira, PatríciaRelatório de projecto de uma experiência piloto “5 Ritmos de Dança” que se insere no âmbito da enfermagem de saúde mental e psiquiátrica, no desenvolvimento de competências previstas para o enfermeiro especialista na área. Elegemos as intervenções autónomas de enfermagem, propondo a utilização da actividade expressiva, designadamente a dança e movimento. Este projecto teve como finalidade o desenvolvimento de uma actividade para promover a saúde mental em grávidas e crianças/jovens recorrendo à dança como medidor privilegiado na intervenção terapêutica de enfermagem em grupo. Os objectivos do projecto visaram: dinamizar grupos de dança e movimento; adequar as sessões aos grupos-alvo; promover a participação das enfermeiras das unidades; avaliar as sessões de dança na perspectiva dos enfermeiros e clientes que participaram. Foram desenvolvidas sessões com dois grupos distintos: grupo de grávidas no último trimestre de gravidez a frequentar aulas de preparação para o parto e um grupo de crianças e jovens em situação de internamento num serviço de saúde mental. As sessões de dança foram inspiradas no modelo 5Rhythms, sendo adaptado aos contextos, objectivos e população alvo. No final de cada sessão foi manifestado pelos clientes sentimentos de tranquilidade, prazer e bem-estar, tendo-se fomentado a vivência de experiências gratificantes e favorecido a interacção. Da avaliação realizada pelos enfermeiros os exercícios propostos, a música e a interacção foram os itens cotados mais positivamente.
- Para um percurso de desenvolvimento de competências do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde infantil e pediatriaPublication . Figueiredo, Joana Cardoso Alves de Campos Pinto; Marçal, Maria Teresa; Conduto, HelenaO nascimento de um filho é um acontecimento estruturante. Durante o período pós-parto os Pais têm de se adaptar às múltiplas alterações que se lhes colocam a nível físico, psicológico e relacional, decorrentes das modificações impostas à dinâmica familiar pela integração de um novo membro na família. De uma aprendizagem feita em famílias alargadas, em comunidade numa dinâmica de transmissão de informações intergeracionais, vivemos hoje numa sociedade altamente móvel em que os casais vivem distanciados das suas famílias, sentindo-se sós. Grande parte destes casais não tem experiência de cuidar de uma criança ou a sua convivência foi exígua, fazendo com que a mulher tenha uma maior dificuldade de adaptação à maternidade, o mesmo acontece também ao futuro pai, levando-os a estar plenamente conscientes de que, ter um bebé implica começar a fazer algo que desconhecem totalmente, exigindo assim do casal uma reorganização que requer adaptação a um novo modelo familiar. São frequentes os testemunhos de que em cada dia que o embrião cresce surge, aos futuros pais, uma infinidade de dúvidas e receios: Será que vamos saber cuidar do nosso filho? E se o nosso bebé chorar como é que vamos saber qual a atitude correcta a tomar? Será que vou ter leite? Que atitudes podemos tomar para ajudar o nosso bebé a desenvolver-se da melhor forma? Todas estas dúvidas e inseguranças que muitas vezes assolam os pais, tem um peso enorme para o casal, ao mesmo tempo que surgem estas questões, existe cada vez maior interesse por parte das mulheres/casais por uma procura de informação no que diz respeito à gravidez, transição para a parentalidade e os cuidados a ter com um bebé após o nascimento. Da minha experiência, com jovens pais, constatei no meu serviço, que estes apresentam e/ou sentem um défice de competências para viver o período pós-parto de forma tranquila e equilibrada. Os pais referem sobretudo três grandes dificuldades: 1) no relacionamento do recém-nascido em casa, a nível da identificação das suas necessidades, da amamentação e dos estados de consciência do recém-nascido; 2) na prestação de cuidados de higiene e conforto ao recém-nascido, principalmente no banho e nos cuidados ao coto umbilical; 3) e na prestação de cuidados que visam a segurança e a prevenção de acidentes. Como enfermeira, a exercer funções há dois anos nas Consultas de Pediatria, e após me ter confrontado com todos estes problemas e dúvidas dos pais, nomeadamente antes da primeira consulta médica (habitualmente marcada nos primeiros 15 dias de vida do recém-nascido) considerei pertinente e oportuno, no âmbito do Curso de Mestrado e Pós-Licenciatura em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica, a criação de um programa de implementação de uma consulta de enfermagem ao recém-nascido. Debrucei-me assim sobre a promoção dos cuidados antecipatórios realizados pelo enfermeiro que incidem sobre um vasto leque de comportamentos promotores de saúde, correspondentes a um conjunto de focos de atenção relevantes para a Enfermagem1, nomeadamente: Parentalidade/ Adaptação à Parentalidade; Vinculação/Ligação pais-filho; Desenvolvimento Infantil; Amamentação/ Amamentação Exclusiva; Auto-cuidado; Sono e Repouso; Comunicação/ Estimulação e Socialização; Choro; Eructação; Cólicas e Febre. Assim, foram esses focos objecto de atenção do enquadramento teórico que suportou todos os meus estágios assim como a elaboração do projecto referido, tendo como modelo de cuidados de enfermagem o cuidar em parceria à criança e família. Neste sentido, com o objectivo de contribuir para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde, ajudando os pais no processo de transição para a parentalidade, foi planeado um percurso, ao longo dos diferentes estágios, para aquisição de competências de natureza científica, técnica, humana e ética, que permitam de forma responsável a realização de intervenções especializadas de carácter autónomo e interdependente. O caminho por mim percorrido ao longo de todo o curso foi norteado por dois grandes pilares: o desenvolvimento de competências de enfermeiro especialista em saúde infantil e pediatria e o desenvolvimento de competências para a implementação de uma consulta de enfermagem aos pais e recém-nascido. Este caminho para a aquisição de competências só se tornou exequível através da experiência dos diversos contextos da prática clínica, em que foi possível através da prestação de cuidados a observação de situações significativas, que me levaram analisar e reflectir, através da mobilização da evidência recente e do aprofundamento de conceitos e que sem dúvida as aprendizagens desenvolvidas ao longo dos estágios realizados contribuíram para o alcance dos objectivos propostos.
- Cuidar o doente oncológico em fim de vida em contexto hospitalarPublication . Silva, Liliana; Espadinha, Antónia MariaAo longo dos anos verificou-se um progresso ao nível da medicina que tem proporcionado ao doente oncológico um aumento da sua esperança de vida. Como consequência, existe um aumento dos internamentos hospitalares em busca da cura ou controlo da doença oncológica. Porém, quando se verifica o insucesso da medicina, assiste-se muitas vezes a uma degradação física e psicológica do doente e sua família em contexto hospitalar. Aqui, nem sempre existe uma adequada preparação pessoal e profissional dos profissionais de saúde para prestar cuidados de qualidade aos doentes em fim de vida. Perante isto, foi delineado um projecto de intervenção na prática, com o intuito de ser desenvolvido durante o período de ensino clínico. O projecto foi norteado pelo modelo de aquisição de competências de Patrícia Benner (2005). O meu percurso teve como objectivos: adquirir competências para cuidar do doente oncológico em fim de vida e sua família em contexto hospitalar, sensibilizar os profissionais de saúde do serviço de cirurgia geral do Centro Hospitalar de Torres Vedras para a importância da prestação de cuidados ao doente oncológico em fim de vida em contexto hospitalar e contribuir de forma a obter uma melhoria da qualidade dos cuidados prestados a estes doentes e suas famílias. Para atingir estes objectivos foram realizados ensinos clínicos, na Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos do Instituto Português de Oncologia de Lisboa de Francisco Gentil, E.P.E, Unidade de Cuidados Intensivos e Intermédios do Instituto Português de Oncologia de Lisboa de Francisco Gentil, E.P.E e no Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar de Torres Vedras. Como resultados do projecto salientam-se o desenvolvimento de conhecimentos ao nível da avaliação e tratamento de sintomas, desenvolvimento de capacidades comunicacionais com o doente e família e aperfeiçoamento da capacidade de partilhar informação e interagir com a equipa multidisciplinar. Após este percurso sinto-me com uma maior capacidade para agir como elemento de referência no local onde exerço funções. Contudo, este resultado não é, em si, um produto acabado, mas antes um resultado que irá ser aperfeiçoado através da experiência profissional e pessoal.
- Acompanhamento das famílias com doentes idosos em cuidados paliativosPublication . Vieira, Joana Barroso; Gomes, Idalina Delfina; Malveiro, RosárioEste projecto de estágio foi desenvolvido no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem, Especialização em Enfermagem Médico Cirúrgica – Enfermagem à Pessoa Idosa tendo como tema central o acompanhamento das famílias de doentes idosos em cuidados paliativos. Esta temática implica transformações profundas no seio familiar, em termos físicos, psicológicos, mentais e existenciais, o que conduz ao desenvolvimento de políticas de saúde na área dos cuidados paliativos, que visam a promoção do conforto e do bem-estar das pessoas. Assim, com este projecto, pretendi desenvolver competências para cuidar do doente idoso e da sua família, nomeadamente na avaliação das suas necessidades e contribuir para implementação, de forma sistemática, na equipa de enfermagem da avaliação das necessidades das famílias do doente idoso, em cuidados paliativos, em contexto hospitalar. A metodologia utilizada foi a de projecto, centrada num percurso de investigação-acção, que decorreu durante 6 meses, envolvendo 15 enfermeiros pertencentes a um serviço de medicina, em Lisboa. Foi realizado um diagnóstico de situação à equipa face à problemática em estudo, tendo-se se verificado que a avaliação familiar não era realizada pelos enfermeiros, pelo que foi delineada com os mesmos as mudanças a implementar na abordagem à família. Os indicadores definidos foram baseados nas experiências e representações da equipa, no MCAF e nos estudos científicos na área das necessidades familiares em cuidados paliativos. Os resultados mostram que a equipa melhorou a sua prática de cuidados, ou seja, mais de 80 % dos indicadores traçados são avaliados e registados no processo do doente. Inicialmente, apenas 69% dos indicadores eram considerados importantes pelos enfermeiros. Conclui-se que o registo sistemático desses indicadores contribuiu para a melhoria do acompanhamento destas famílias. Sugere-se a continuação do projecto no sentido de uma melhoria contínua dos cuidados aos idosos e seus familiares, em cuidados paliativos no serviço de medicina 3.1.
