ESEL - Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
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- 1ª Conferência Internacional de Enfermagem do Desporto, do Exercício Físico e da Atividade Física: A literacia física ao longo da vidaPublication . Marques-Vieira, Cristina; Santos, João; Abrantes, António; Pinheiro, Joana; Silva, VandaA valorização do exercício físico, da atividade física e do desporto são componentes essenciais da promoção da saúde ao longo do ciclo vital. Estes elementos, amplamente reconhecidos como determinantes da saúde física e mental, colocam hoje novos desafios à prática da Enfermagem. No contexto de uma sociedade cada vez mais sedentária, envelhecida e com crescentes níveis de doenças crónicas e comorbilidades, torna-se imperativa a educação, a motivação e o acompanhamento de indivíduos e comunidades para estilos de vida ativos. Este eBook, Enfermagem do Desporto, do Exercício Físico e da Atividade Física: A Literacia Física ao Longo da Vida, surge da necessidade de refletir e aprofundar o contributo da Enfermagem neste domínio emergente e multidisciplinar. Propõe-se uma abordagem centrada na literacia física como conceito-chave e multidimensional, compreendendo o conhecimento, a competência, a motivação e as condições relacionadas, de forma a promover escolhas informadas e sustentáveis para todas as pessoas ao longo das diferentes fases do ciclo de vida Através da investigação, da prática clínica e de contextos comunitários, este livro pretende dar voz a uma perspetiva integradora da enfermagem, que reconhece o corpo em movimento como expressão de saúde, autonomia e qualidade de vida. Desde a infância à idade adulta, passando por fases de reabilitação, a intervenção de enfermagem passa necessariamente por promover a literacia física, estimulando as pessoas para a autogestão do bem-estar físico e emocional. Com este contributo, esperamos reforçar a importância da Enfermagem de Reabilitação neste domínio, impulsionando uma prática mais ativa, crítica e comprometida com os desafios contemporâneos da saúde individual e coletiva.
- 2º Congresso Internacional de Enfermagem da Criança e do Adolescente. Num mundo em mudança: desafios para a enfermagem de saúde infantil e pediátricaPublication . Correia, Carlos; Almeida, Tânia; Colaço, Sónia; Costa, Ana Inês; Gomes, Bruno; Guarda-Rodrigues, Joana; Jeremias, Cristina; Luz, Sílvia; Malheiro, Maria Isabel; Martins, Hugo; Mendes, Joana; Monteiro, Carlos; Oliveira, Leonel; Pereira, Rita; Rodrigues, SóniaAs temáticas reunidas nesta publicação refletem a diversidade, a complexidade e a constante evolução dos contextos de atuação da enfermagem pediátrica contemporânea. A abordagem ao sono da criança hospitalizada, o cuidado ao recém-nascido prematuro, a análise das tendências de investigação em doenças respiratórias na infância, a utilização de estratégias multissensoriais em consultas de saúde infantil ou a promoção da vinculação através da massagem infantil são exemplos da amplitude e da inovação das práticas de cuidado, sustentadas na melhor evidência científica disponível. Este compêndio evidencia igualmente o papel central da enfermagem na humanização dos cuidados e na promoção da saúde em diferentes contextos — hospitalares, escolares, comunitários e familiares. As comunicações apresentadas abordam desafios atuais e emergentes, desde o apoio emocional à criança e à família em situação de urgência, até a inclusão de crianças refugiadas com necessidades de saúde especiais, passando pela criação de recursos digitais e educativos, como aplicações móveis e chatbots, até ao reforço da literacia em saúde junto de cuidadores e profissionais de educação infantil. Destacam-se, ainda, as investigações dedicadas a problemáticas sociais e éticas de grande relevância, como a prevenção do abuso sexual infantil, o acompanhamento de crianças e jovens LGBTQIA+ em risco de comportamento autolesivo, e o papel do pai no desenvolvimento e bem-estar da criança. Estas temáticas revelam uma enfermagem comprometida com a defesa dos direitos da criança e com a prestação de cuidados culturalmente competentes, inclusivos e centrados na pessoa. O presente e-book constitui, assim, um testemunho do dinamismo, da capacidade de inovação e do rigor científico que caracterizam a enfermagem de saúde infantil e pediátrica. A partilha de experiências e resultados de investigação aqui compilados contribui para o fortalecimento da prática baseada na evidência, para a valorização da investigação em enfermagem e para o desenvolvimento de um pensamento crítico, reflexivo e eticamente comprometido com o cuidar. Em nome do Departamento de Enfermagem da Criança e do Jovem, da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, expresso o meu sincero agradecimento a todos os autores, revisores e participantes que, com o seu contributo, tornaram possível esta publicação. Que este e-book inspire a continuidade da investigação, o aprofundamento do conhecimento e a construção coletiva de um saber que honra o cuidar com ciência, ética e humanidade, em enfermagem.
- 5 ritmos de dançaPublication . Pereira, PatríciaRelatório de projecto de uma experiência piloto “5 Ritmos de Dança” que se insere no âmbito da enfermagem de saúde mental e psiquiátrica, no desenvolvimento de competências previstas para o enfermeiro especialista na área. Elegemos as intervenções autónomas de enfermagem, propondo a utilização da actividade expressiva, designadamente a dança e movimento. Este projecto teve como finalidade o desenvolvimento de uma actividade para promover a saúde mental em grávidas e crianças/jovens recorrendo à dança como medidor privilegiado na intervenção terapêutica de enfermagem em grupo. Os objectivos do projecto visaram: dinamizar grupos de dança e movimento; adequar as sessões aos grupos-alvo; promover a participação das enfermeiras das unidades; avaliar as sessões de dança na perspectiva dos enfermeiros e clientes que participaram. Foram desenvolvidas sessões com dois grupos distintos: grupo de grávidas no último trimestre de gravidez a frequentar aulas de preparação para o parto e um grupo de crianças e jovens em situação de internamento num serviço de saúde mental. As sessões de dança foram inspiradas no modelo 5Rhythms, sendo adaptado aos contextos, objectivos e população alvo. No final de cada sessão foi manifestado pelos clientes sentimentos de tranquilidade, prazer e bem-estar, tendo-se fomentado a vivência de experiências gratificantes e favorecido a interacção. Da avaliação realizada pelos enfermeiros os exercícios propostos, a música e a interacção foram os itens cotados mais positivamente.
- A acupressão como terapia complementar durante o trabalho de partoPublication . Abranches, Patrícia Verónica Domingues; Afonso, EsmeraldaO presente relatório abrange a evolução ao longo do percurso de aprendizagem no 5º Curso de Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia (CMESMO), nos vários Ensino Clinico (EC), especialmente do Ensino Clínico Estágio com Relatório (ECER). Para o desenvolvimento das competências preconizadas para esta Unidade Curricular (UC) foi delineado um objetivo geral: aprofundar conhecimentos que permitissem desenvolver competências, como Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica (EESMO), no cuidado à mulher, feto/recém-nascido e família durante a gravidez, trabalho de parto (TP), puerpério e em situação de doença ginecológica. Ao longo deste relatório descrevo, analiso e avalio a forma como desenvolvi as atividades que me permitiram desenvolver as competências supracitadas. Paralelamente ao desenvolvimento destas competências foi selecionada uma temática de interesse: A acupressão como terapia complementar durante o trabalho de parto – contributos para o cuidado de Enfermagem em Obstetrícia, sendo que o objetivo especifico estabelecido foi desenvolver competências no alívio da dor da mulher em TP através de estratégias não farmacologicas (ENF), especificamente das terapias complementares e alternativas (TCA) como coadjuvantes dos Cuidados de Enfermagem nesta área específica. Considerei pertinente abordar ainda outras terapias – Shiatsu e acupunctura - pela sua íntima relação com a acupressão, demonstrada pela evidência. Para dar resposta a este objetivo foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica, em bases de dados e junto de entidades oficiais na área das terapias complementares. Através da análise da evidência científica consegui aprofundar conhecimentos relativamente à acupressão e perceber a sua importância no controlo da dor da mulher em TP, assim como a forma como estas podem ser coadjuvantes nos cuidados de Enfermagem Especializados em Saúde Materna e Obstétrica. Ao longo dos vários EC tive oportunidade de dar a conhecer as terapias complementares aos pares, aplicar as mesmas e verificar alguns dos seus efeitos. Contudo a evidência científica nesta área é ainda escassa como referem os autores analisados. Tendo em conta a particularidade da temática e a pesquisa realizada considerei apropriado fundamentar o presente trabalho na “Teoria dos Seres Humanos Unitários” de Martha Rogers com orientação para “campos da energia” e “padrão de ondas”.
- A adaptação da criança à situação de doença e hospitalizaçãoPublication . Mendonça, Maria José Cruz; Sousa, Maria FilomenaA doença e hospitalização são experiências que exigem uma profunda adaptação da criança às diversas mudanças que ocorrem no seu quotidiano, impedindo-a de frequentar ambientes que favorecem o seu desenvolvimento saudável. O brincar usado de modo intencional e sistemático pode promover a adaptação e aprendizagem da criança numa experiência positiva de hospitalização (Pereira et al, 2010). O Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde da Criança e do Jovem (EEESCJ) pelos conhecimentos que detém deve desenvolver um papel preponderante na prestação de cuidados especializados à criança através da utilização do brincar como uma forma de distração, recreação ou como um instrumento terapêutico de enfermagem. A utilização do brincar nos cuidados de saúde permite - diversão e relaxamento; a criança a sente-se mais segura no ambiente hospitalar; minimiza a ansiedade da separação em relação aos pais ou outro significativo; alivia tensões e sentimentos como a tristeza; estimula a interação, a comunicação e o desenvolvimento de atitudes positivas; atua como meio de atingir metas terapêuticas; a criança aceita mais facilmente os cuidados de enfermagem; coloca-a em posição ativa, oferecendo-lhe a possibilidade de fazer escolhas e de sentir no comando; e proporcionar o desenvolvimento infantil (Algren, 2006). O presente Relatório de Estágio apresenta-se como uma reflexão das atividades desenvolvidas, face à bibliografia cientifica existente sobre a utilização do brincar nos cuidados de saúde, tendo em atenção o papel do EEESCJ, como principal promotor da sua utilização. Contudo, o objetivo transversal a este percurso de estágio foi o desenvolvimento de competências como EEESCJ.
- A adaptação do doente oncológico à ostomia de eliminação intestinalPublication . Medeiros, Cláudia Elisabete de Oliveira; Costa, Alexandra Pinto Santos daO cancro colo-rectal é a 2ª neoplasia mais frequente na Europa e em Portugal, implicando muitas vezes que na sequência do tratamento cirúrgico a pessoa fique com uma ostomia de eliminação intestinal (OEI). A realização de qualquer OEI altera de modo transitório ou definitivo, a fisiologia gastro-intestinal e a imagem corporal, que afeta a autoestima e modifica todo o processo de vida da pessoa. O impacto na pessoa das complexas e limitativas alterações que uma OEI lhe impõe condicionam a vida familiar, laboral, afetiva, social e mesmo financeira, exigindo que a pessoa se adapte a uma diversidade de alterações. Estas vão variando desde o momento do diagnóstico até ao período do pós-operatório (ambulatório). O enfermeiro têm uma função importante para a adaptação do doente à OEI, contribuindo com intervenções abrangentes e individualizadas que pertençam a um plano de ensino. Estas devem ser implementadas de modo sistemático, regular e sem dispensar a avaliação da adaptação da pessoa a esse mesmo plano. Foi realizada uma auditoria aos registos de enfermagem que mostra que a informação sobre “o que é uma ostomia”, “complicações” e “avaliação do ensino” teve taxas de 0%, ficando os “direitos e acessibilidade” com 42%, os cuidados com “alimentação” foi de 62% sendo os “cuidados com o estoma e pele periestomal” e “trocar a placa e saco” de 75% e 83% respetivamente. Após optou-se por uma formação à esquipa de enfermagem, foram parametrizadas em linguagem CIPE® as intervenções educativas que constam de um plano educativo ao doente com OEI e realizado um folheto para os direitos e a acessibilidade, no final foi realizada uma nova auditoria aos registos de enfermagem onde se conclui que houve melhoria nas intervenções educativas ao doente oncológico com OEI.
- A alimentação saudável em idade escolar: saber comer para melhor crescerPublication . Araújo, Ana Rita Figueira de; Bacatum, ClaudiaA alimentação saudável constitui um fator fundamental para o desenvolvimento integral e harmonioso de todos os indivíduos e, em particular, das crianças. Os hábitos alimentares são adquiridos sobretudo na infância e tendem a manter-se durante a vida. A função da família é inultrapassável, mas a escola pode e deve dar um contributo significativo, transmitindo conceitos científicos e detetando erros que velhos ou novos hábitos vão integrando regularmente na vida familiar e coletiva. A enfermagem comunitária, focada na comunidade, encontra-se especialmente habilitada para capacitar as crianças e suas famílias, através da promoção da saúde, aumentando a resiliência e os fatores protetores. Este projeto teve como objetivo geral promover a capacitação das crianças e suas famílias para a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Foi realizado numa escola básica de Odivelas, com uma amostra de 60 crianças e respetivas famílias. As crianças tinham idades compreendidas entre os 9 e os 11 anos e frequentavam o 4º ano do 1º ciclo. Como metodologia, seguiu-se o Planeamento em Saúde, de acordo com Tavares, Imperatori e Giraldes, e, como referencial teórico, o Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender. No diagnóstico de situação, recorreu-se a uma abordagem quantitativa, com aplicação de duas técnicas de colheita de dados, o questionário Espiga e a grelha de observação dos lanches intercalares. Nos resultados foram identificadas as caraterísticas e experiências individuais que determinam os hábitos alimentares destas crianças. A educação para a saúde foi a estratégia utilizada para promover o processo de capacitação na autoeficácia percebida, otimizando os recursos interpessoais e situacionais. Conclui-se que a implementação deste projeto foi uma forma eficaz de aumentar os conhecimentos e iniciar o processo de mudança em relação a hábitos alimentares saudáveis. A sua realização contribuiu para o reconhecimento da importância da promoção da saúde e da capacitação das crianças e famílias na adoção de comportamentos promotores de saúde. Paralelamente propiciou, também, o desenvolvimento de competências especializadas em enfermagem comunitária.
- A avaliação das atividades básicas de vida diária do doente idoso hospitalizadoPublication . Nascimento, Sílvia Sofia Carrulo Lopes do; Gomes, Idalina DelfinaO declínio do grau de (in)dependência do doente idoso hospitalizado na realização das suas atividades básicas de vida diária (ABVD) pode conduzir à dependência, à diminuição da qualidade de vida, à institucionalização e/ou à morte do idoso, pelo que este projet tem como finalidade prevenir a sua ocorrência. Este emerge da ausência no serviço de uma avaliação objetiva do grau de (in)dependência do doente idoso hospitalizado e de linhas de orientação para a prevenção do seu declínio. Visa o desenvolvimento de competências pessoais e na equipa de enfermagem na prestação de cuidados à pessoa idosa, nomeadamente na avaliação sistemática das suas ABVD e na implementação de intervenções que permitem a sua otimização, bem como, o desenvolvimento ainda de competências como futura enfermeira especialista no âmbito da formação, investigação e gestão. Para a sua consecução recorreu-se a uma metodologia de projeto e envolveu-se toda a equipa de enfermagem (22 enfermeiros) e os doentes idosos internados no serviço. No diagnóstico inicial e monitorização final efetuaram-se questionários aos enfermeiros, realizaram-se notas de observação, analisaram-se registos de enfermagem e, para avaliar os contributos do projeto, solicitou-se uma reflexão aos participantes. Paralelamente, prestaram-se cuidados diretos aos doentes idosos, suportados pelo modelo de parceria. Os dados emergentes foram sujeitos a uma análise estatística e de conteúdo. Os seus resultados revelam que este projeto me permitiu olhar para o idoso de uma forma holística e multidimensional, com necessidades decorrentes do seu processo de envelhecimento e de transição de saúde-doença. Este viabilizou o desenvolvimento de uma prática baseada na evidência, centrada no idoso e nas suas ABVD em risco de declínio, o que me permitiu otimizar o seu desempenho e promover o cuidado de si. Com a implementação do Índice de Barthel no serviço, os enfermeiros passaram a avaliar, de forma sistemática e em parceria com os idosos, o seu grau de (in)dependência, sendo esta avaliação visível em 100% dos seus registos. Contrariamente à fase de diagnóstico, as intervenções implementadas para prevenir o declínio do desempenho do idoso passaram a ser baseadas na evidência científica (compilada no manual elaborado em parceria com a equipa de enfermagem), na avaliação objetiva das suas ABVD e a possuir maior enfoque na promoção do cuidado de si.
- A avaliação do desenvolvimento infantilPublication . Araújo, Silvia Isabel Marques; Soveral, Maria ManuelaEste relatório visa refletir o processo de aprendizagem decorrente do curso de Mestrado em Enfermagem na Área de Especialização de Saúde Infantil e Pediatria para a aquisição e o desenvolvimento de competências de Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Infantil e Juvenil. Pretende-se descrever e analisar aos objetivos e atividades delineadas nos diferentes contextos clínicos, assente numa metodologia reflexiva, crítica e construtiva sobre a prática. A redação do texto contempla ainda analisar as filosofias de cuidados, os quadros de referência de enfermagem e a evidência científica pertinente, que orientam a prática de cuidados especializados. No dever de procurar a excelência na prestação de cuidados, a avaliação do desenvolvimento infantil e a relevância na intervenção do Enfermeiro Especialista surgiu como catalisador para planear e concretizar este percurso formativo. Uma das áreas privilegiadas de intervenção autónoma dos enfermeiros é a avaliação e a promoção do crescimento e do desenvolvimento infantil, reconhecendo na família o parceiro ideal para maximização do potencial de cada criança. A avaliação do desenvolvimento infantil exige conhecimentos especializados e uma comunicação sensível à aos estádios de desenvolvimento e à diversidade de crianças e famílias, definindo estratégias de atuação em parceria capazes também de gerir o bem-estar e detetar e encaminhar precocemente os desvios que comprometam a qualidade de vida. Pais conscientes da avaliação de desenvolvimento do seu filho reportam maior satisfação na relação com os profissionais e com os cuidados de saúde, um importante indicador de qualidade e demonstrativo da relevância da profissão. Embora parte integrante da prática generalista, os cuidados especializados devem assumir a liderança na gestão e qualidade da avaliação do desenvolvimento infantil e incutir boas práticas fundamentadas como a utilização sistemática de instrumentos de avaliação válidos.
- A classificação internacional para a prática de enfermagem como um instrumento de melhoria contínua da qualidade dos cuidados de enfermagem à criança/famíliaPublication . Alves, Manuel António Rodrigues; Sousa, Odete Lemos eA avaliação do desenvolvimento infantil constitui vital importância na sua promoção e vigilância, representando uma dimensão de cuidados essencial para o EESIJ, abordada num primeiro momento deste relatório. O desenvolvimento de competências nesta área permitiu a proposta da Escala de Avaliação do Desenvolvimento Infantil de Mary Sheridan Modificada, para utilização no serviço de pediatria da instituição onde exerço funções. A CIPE enquanto terminologia global para a prática de enfermagem e definida obrigatoriamente para utilização no SIE informatizado nacional desde 2007, representa deste modo um instrumento essencial para reflexão qualitativa sobre a analogia das práticas realizadas e documentadas, promotor da sua autonomia e da visibilidade de resultados dos respectivos cuidados. Neste âmbito conheci outras realidades institucionais onde contactei com responsáveis sobre Qualidade e SIE, equipas de enfermagem e respectivos padrões documentais, partilhando conteúdos, promovendo sinergias e desenvolvendo competências como perito nesta área. Os últimos campos de estágio deste relatório realizados na minha instituição, visaram a proposta qualitativa para o SIE do serviço de urgência pediátrica e a coordenação do processo de melhoria da Qualidade dos Cuidados de Enfermagem prestados à Criança/Família na UCINP, visando necessidades evolutivas do padrão CIPE/SAPE do serviço. De relevar ainda a proposta que apresentei e discuti com a enfermeira directora, definindo estratégias e analogias entre práticas clínicas, SIE e Qualidade dos Cuidados, demonstrando competências globais na área da gestão (institucional, coordenação de equipas e gestão de conflitos), essenciais na transição para EESIJ. As potencialidades e limitações do aplicativo informático SAPE, a compreensão do percurso evolutivo da CIPE, as perspectivas futuras dos sistemas de informação em saúde e a interoperabilidade institucional de informação, constituem assim temáticas estratégicas para a enfermagem portuguesa abordadas e contextualizadas neste relatório. A definição do RMDE portugueses visando a criação de Indicadores de Enfermagem, representa um objectivo primordial nesta globalizada sociedade de informação e exigência qualitativa das actuais políticas de saúde.
