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- Competências não técnicas na abordagem da pessoa em situação crítica como fator promotor da segurança do doentePublication . Pimentel, Ana Raquel Filipe; Sales, LeilaO presente relatório integra o Mestrado em Enfermagem Médico Cirúrgica na área de Especialização em Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, apresentando uma análise crítica e reflexiva sobre o percurso de aquisição e desenvolvimento de competências clínicas, científicas, éticas e relacionais essenciais à prática especializada. Este percurso abrangeu contextos como o Serviço de Urgência, a Unidade de Cuidados Intensivos e a emergência pré-hospitalar, demonstrando o crescimento profissional e pessoal, a concretização dos objetivos propostos e o domínio das competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista e Mestre, sob o tema central “Competências não técnicas na abordagem da pessoa em situação crítica como fator promotor da segurança do doente”. A segurança do doente é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um desafio global e uma prioridade de saúde pública, em que cerca de 1 em cada 10 doentes sofre danos evitáveis durante os cuidados hospitalares, com elevado impacto humano, clínico e económico. Em ambientes críticos, o risco de erro é acrescido, exigindo equipas capacitadas técnica e cognitivamente. Neste cenário, o desempenho clínico depende não apenas da destreza técnica, mas também do domínio das Competências Não Técnicas (CNT), que incluem consciência situacional, tomada de decisão, comunicação, liderança, trabalho em equipa, e gestão do stresse e da fadiga. Falhas nestas competências comprometem a coordenação, a comunicação e a liderança, estando associadas a erros, atrasos e omissões em intervenções críticas. Neste contexto, realça-se a relevância do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica à Pessoa em Situação Crítica, capaz de assumir a liderança e ajustá-la à dinâmica da equipa multidisciplinar, promovendo cooperação e respostas rápidas a alterações no estado do doente. Identifica precocemente focos de instabilidade, intervém proativamente com elevada consciência situacional, fundamenta a prática na melhor evidência científica para planear estratégias que asseguram segurança e qualidade dos cuidados, avaliando continuamente medidas corretivas, e domina uma comunicação clara e empática, adaptada à complexidade da pessoa em situação crítica e das suas famílias ou cuidadores.
