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- O resistoma do microbioma humano : inovações tecnológicas e seu impacto na saúdePublication . Correia, Ludovic Nunes; Bessa, LucindaIntrodução: O microbioma humano, composto por uma comunidade complexa de microrganismos e seus produtos metabólicos, desempenha um papel crucial na manutenção da saúde e pode contribuir para o desenvolvimento de doenças quando em desequilíbrio (disbiose). A utilização cada vez mais frequente de antibióticos tem favorecido a emergência de bactérias resistentes, representando um grande desafio para a saúde pública. Neste contexto, o estudo do resistoma antibiótico, definido como o conjunto de genes de resistência a antibióticos (ARGs) presentes no microbioma, é fundamental para compreender a resistência antimicrobiana, as suas implicações clínicas e para orientar o desenvolvimento de estratégias inovadoras de prevenção e tratamento. Objetivo: O objetivo desta revisão foi integrar o conhecimento atual sobre a composição e heterogeneidade do resistoma humano, os fatores que influenciam a sua evolução e disseminação, bem como a sua estreita relação com o microbioma. Métodos: Esta revisão narrativa foi realizada com base numa pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando diversas palavras-chave, entre as quais: microbioma humano, resistoma humano, ARG, e next-generation sequencing. Foram considerados predominantemente artigos científicos publicados a partir de 2015. Conclusão: Os avanços recentes em sequenciação, metagenómica e bioinformática têm vindo a proporcionar uma caracterização mais precisa e abrangente do resistoma humano. A diversidade microbiana funciona como um fator protetor contra a colonização por patogénios resistentes, responsáveis por infeções nosocomiais. Estratégias de medicina personalizada, baseadas no perfil do resistoma e do microbioma de cada paciente, poderão otimizar o uso de antibióticos e limitar o surgimento de resistências.
- Princípios regenerativos para marcas e exemplos de boas práticas na comunicaçãoPublication . Jardim, Catarina Gomes de Sousa Noronha; Batalha, Maria José CadarsoEsta investigação explora a regeneração e a comunicação regenerativa, mais especificamente como as marcas podem implementar e comunicar eficazmente práticas regenerativas e, em concreto, em que medida a criação de princípios regenerativos e orientações práticas pode auxiliar as marcas neste processo. O objetivo consistiu no desenvolvimento de um conjunto de princípios regenerativos para marcas e ainda na análise de ações regenerativas concretas de dez marcas, por forma a compreender como esses princípios são efetivamente incorporados e comunicados. O estudo desenrolou-se através de quatro fases metodológicas sequenciais: (1) Recolha Documental, (2) Análise de Conteúdo Documental, (3) Análise de Casos Relevantes e (4) Análise de Conteúdo da Comunicação. Como resultado, foram desenvolvidos Princípios Regenerativos para Marcas, que fornecem exemplos claros, verificáveis, flexíveis e adaptáveis, e permitem um repertório de estratégias aplicáveis ao seu contexto. Estes princípios contribuem para a implementação, diagnóstico, planeamento e avaliação de práticas regenerativas de forma eficaz e estruturada. Adicionalmente, foram também analisados exemplos de boas práticas, que orientam e facilitam o processo de seleção de suportes e formatos por parte das marcas, e tornam exequível a implementação de uma comunicação regenerativa.
- Perceções parentais sobre a influência de anúncios de beleza no Tiktok no comportamento de crianças do género feminino com idades compreendidas entre os 5 e os 7 anosPublication . Fonseca, Catarina Moreira da; Cardal, Susana Paula da Silva AzevedoEste estudo investiga as perceções dos pais sobre a influência de anúncios de beleza no TikTok no comportamento de crianças do género feminino, dos 5 aos 7 anos. Num contexto onde a publicidade digital é cada vez mais predominante e acessível, mesmo por públicos não intencionais, a investigação procura compreender os impactos constatados na formação de identidade e autoimagem infantil. Para tal, adotou-se uma abordagem mista, recorrendo a questionários aplicados a pais e educadores e uma análise de conteúdo dos anúncios veiculados na plataforma. Os resultados sugerem que os pais percebem uma exposição significativa das crianças aos padrões de beleza idealizados promovidos no TikTok, mesmo quando medidas de controlo parental são implementadas. Além disso, observou-se que a frequência de exposição e a monitorização familiar desempenham papéis importantes na mitigação destes impactos. A análise de conteúdo revelou que os anúncios frequentemente utilizam narrativas visualmente apelativas e linguagens emocionais direcionadas, com potencial para influenciar comportamentos e aspirações desde cedo. O estudo contribui para o debate sobre publicidade digital, educação mediática e regulamentação de conteúdos direcionados para o público infantil. Ao destacar as perceções parentais e os fatores que amplificam ou mitigam os impactos, esta pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas que protejam as crianças em ambientes digitais e promovam um diálogo aberto entre pais, educadores e plataformas digitais.
- Barreiras que impedem as micro, pequenas e médias empresas de investir em marketing digitalPublication . Teixeira, José Manuel Alves; Fernandes, FilipaEste trabalho procurou responder ao seguinte: “Quais as principais barreiras que impedem as micro, pequenas e médias empresas de investir em Marketing Digital?” Para responder a esta pergunta optou-se por um estudo qualitativo e exploratório centrado na visão dos gestores entrevistados. Foram feitas seis entrevistas em profundidade, que permitiram ouvir diretamente os empresários sobre as suas dificuldades e formas de ver o tema. Os resultados mostraram que as barreiras não surgem de forma isolada, mas formam antes um ciclo vicioso, em que cada barreira alimenta a seguinte. Foram assim identificadas quatro grandes barreiras. A primeira barreira é a falta de recursos e o marketing ser visto muitas vezes como uma despesa e não como um investimento que pode trazer retorno. A segunda é a falta de conhecimento técnico e criativo, que deixa os empresários inseguros e sem saber por onde começar. A terceira é a falta de tempo e de uma estratégia, já que a gestão do dia a dia ocupa toda a atenção. Por fim, surge a mentalidade e barreira cultural: a resistência à mudança, sobretudo em negócios liderados por gestores mais velhos, ainda muito ligados aos métodos tradicionais. A análise destes resultados, em conjunto com a literatura existente, aponta para a necessidade de uma abordagem prática e gradual. Em vez de grandes planos complexos, o caminho passa por começar com ferramentas gratuitas e de impacto imediato, apostar na criação de uma comunidade em vez de apenas tentar vender nas redes sociais, e encarar a tecnologia como um apoio no dia a dia, e não como uma ameaça. O trabalho termina também com uma crítica ao mercado dos serviços digitais, onde ainda faltam soluções simples, acessíveis e verdadeiramente ajustadas às necessidades das MPMEs portuguesas.
- Ergonomia na prevenção de lesões e no aumento da produtividade em ambiente de escritórioPublication . Salvado, Ricardo Jorge Gonçalves; Lima, DanielaA ergonomia deixou há muito de ser entendida apenas como uma disciplina académica, passando a ser reconhecida como uma ferramenta fundamental para a promoção de ambientes de trabalho seguros, confortáveis e produtivos. Embora os espaços administrativos sejam frequentemente considerados de baixo risco, diversas investigações demonstram que estes contextos podem apresentar perigos físicos, ergonómicos e psicossociais, com impacto significativo na saúde física e mental dos trabalhadores. Esta dissertação tem como objetivo identificar, analisar e mitigar os riscos ocupacionais que afetam os colaboradores da Delegação Distrital de Setúbal do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, com especial enfoque na prevenção de lesões musculoesqueléticas e na promoção da produtividade. A análise evidencia a necessidade de intervenções direcionadas para a melhoria das condições ergonómicas, a otimização da iluminação, a implementação de pausas regulares e a redução de fatores psicossociais, como o stress e a pressão associada a prazos. O estudo pretende apresentar recomendações práticas que promovam um ambiente de trabalho mais seguro e saudável, alinhado com os princípios da saúde e segurança no trabalho, reforçando a relevância de uma abordagem proativa e sistemática na gestão de riscos em ambientes administrativos e sublinhando que o bem-estar dos trabalhadores é um pilar essencial para a produtividade e a sustentabilidade organizacional
- A crescente utilização de ad blockers pela geração Z portuguesa e o futuro da publicidade digitalPublication . Silva, Ricardo Ferreira da; Pinto, António Manuel Gorgel CoutoO conceito da publicidade parte do pressuposto de que existe a transmissão de uma mensagem para as massas, utilizando diversos meios de comunicação para o fazer. Neste sentido, é relevante realçar a importância dos meios digitais, nos quais as marcas têm realizado elevados investimentos, por serem mais baratos e permitirem uma maior segmentação. Por outro lado, as pessoas procuram cada vez mais fugir à publicidade nos meios digitais e, como consequência, surge uma barreira entre o emissor e o remetente da mensagem. Com um estudo sobre a crescente utilização dos ad-blockers, este trabalho de investigação pretende evidenciar as causas do aumento da utilização destes, perceber a sua causalidade e, por fim, discriminar possíveis soluções que possam auxiliar os publicitários a combater este problema. A metodologia incidirá sobre uma pesquisa descritiva e explicativa bibliográfica que será validada posteriormente através de inquéritos e um focus group. Este projeto de investigação gera insights que permitem auxiliar as práticas publicitárias no mundo digital.
- Comparison of ground reaction force variability between sprint athletes with and without hamstring injury history : a cross-sectional studyPublication . Feliciano, Margarida Nobre; Oliveira, Paulo Ricardo Miranda; Fernandes, Orlando de Jesus Semedo MendesSprint running exposes the hamstring muscles to high mechanical loads, particularly during the late swing and early stance phases, which are recognized as critical periods of elevated injury risk for this muscle group. In sprinters with a history of hamstring injury (W/HHI), alterations in vertical ground reaction force (vGRF) variability may persist even after rehabilitation, reflecting potential neuromuscular adaptations or constraints. Determining whether this variability falls within a functional range is essential, as both excessive rigidity and instability can compromise performance and increase the risk of reinjury. In this cross-sectional study, 17 sprinters (7 W/HHI, 10 WO/HHI) performed a 60-second submaximal sprint on an instrumented treadmill. VGRF variability was assessed using Sample Entropy (SaEn) and analysis of the force–time relationship (log-log slope). The W/HHI group presented lower mean log-log slope values (0.175 ± 0.342; range from -0.417 to 0.627) compared to the WO/HHI group (0.497 ± 0.546; range from -0.137 to 1.875), although this difference did not reach statistical significance (p = 0.195). A tendency toward lower SaEn values was also observed in the W/HHI group (SaEn_Force: 1.80 ± 0.433 vs. 2.16 ± 0.402; p = 0.103; SaEn_Time: 2.26 ± 0.382 vs. 2.50 ± 0.337; p = 0.219), suggesting distinct motor control profiles. In the W/HHI group, greater variability in force did not compromise responsiveness, which may reflect compensatory motor reorganizations. By contrast, the WO/HHI group demonstrated greater robustness in the force–time relationship but also signs of force instability that appeared to be counterbalanced by temporal variability. These findings underscore the relevance of assessing the temporal structure of vGRF variability in sprinters, as it allows the identification of trends in motor adaptation and reorganization associated with injury history. Moreover, they highlight the importance of integrating neuromuscular re-education programs into physiotherapy and prevention protocols, with the aim of re-establishing functional variability specific to the demands of sprinting, thereby promoting a safe return to performance, optimizing performance and reducing reinjury risk.
- Variability of ground reaction forces between lower limbs during running in male and female rugby players after hamstrings injury : a cross-sectional studyPublication . Marques, Nuno Miguel Toureiro; Oliveira, Paulo Ricardo Miranda; Fernandes, Orlando de Jesus Semedo MendesHamstring injuries are among the most common in rugby, frequently affecting athletic performance due to their influence on lower limb biomechanics. This cross-sectional observational study aimed to evaluate the temporal structure of ground reaction force (GRF) variability between injured and uninjured lower limbs in rugby players with a history of unilateral hamstring injury. Using Detrended Fluctuation Analysis (DFA), the study assessed the temporal structure of motor variability during treadmill running in a sample of 20 athletes (95% male). The DFA alpha values for injured limbs (M = 0.735) and uninjured limbs (M = 0.706) indicated persistent correlations within a functional range (0.5 < α < 1.0), with no statistically significant differences between limbs (p = 0.317). However, a slight trend toward increased motor rigidity in the injured limb was noted, potentially reflecting compensatory adaptations. DFA emerged as a sensitive tool capable of detecting subtle changes in motor control that may not be captured by conventional biomechanical analyses. Limitations included the small sample size, gender imbalance, and treadmill-only testing, which constrain generalizability. Nonetheless, the results highlight the potential of DFA as a valuable adjunct in return-to-play assessments and injury prevention protocols. Future research should adopt longitudinal designs and recruit more diverse samples valid settings to fully explore DFA diagnostic and rehabilitative applications in sports performance.
- Comparison of acute cortical drive responses in scapular muscles after scapular-oriented exercises with electromyographic biofeedback or verbal and tactile feedback in healthy young adults : a randomized controlled trialPublication . Ferreira, João Francisco Santos; Neto, Carla MartinhoIntroduction: The scapular muscles are vital for movement and scapulohumeral rhythm. Electromyographic biofeedback and other feedback modalities are effective in enhancing electromyographic activity and motor control. Transcranial Magnetic Stimulation (TMS) assesses cortical plasticity, linking motor adaptations to the corticospinal system. A gap remains in the understanding of the role of cortical reorganization in mediating the effects of Electromyographic biofeedback on motor learning. This study compared the acute cortical drive responses in scapular muscles following exercises with Electromyographic biofeedback or verbal and tactile feedback in healthy young adults, hypothesizing greater responses with Electromyographic biofeedback. Methods: Twelve healthy young adults (aged 18–35) were recruited, all shoulder pain free and with no contraindications to TMS. Participants were randomized into two groups: TMS + Electromyographic biofeedback (BEMG) (n = 5) and TMS + Verbal/Tactile Feedback (AT) (n = 7). Both groups performed a single 30-minute exercise session focused on scapulothoracic muscles. Cortical drive was assessed via TMS, including Corticospinal Excitability (CSE), Silent Period (SP), and Short-Interval Intracortical Inhibition (SICI) of the Upper (UT) and Lower Trapezius (LT) muscles. Results: No significant differences were observed between groups in CSE or SP for either UT or LT. However, a statistically significant difference was found in the percentage change of UT SICI, with the AT group (verbal/tactile feedback) showing a substantially greater increase (mean difference = −64.89%; Cohen’s d = -1.325). For the LT, changes in SP showed a large effect size in favor of the AT group, although not statistically significant. Conclusion: Verbal and Tactile feedback may be effective strategies during the initial phases of scapulothoracic muscle strengthening, potentially facilitating motor learning more efficiently than visual feedback. The SICI results for the UT suggest distinct neuromodulator effects between feedback modalities. These findings should be interpreted with caution due to the small sample size (n = 12) and other methodological limitations. Future studies with larger samples and longer interventions are recommended.
