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Authors
Abstract(s)
Hamstring injuries are among the most common in rugby, frequently affecting athletic performance due to their influence on lower limb biomechanics. This cross-sectional observational study aimed to evaluate the temporal structure of ground reaction force (GRF) variability between injured and uninjured lower limbs in rugby players with a history of unilateral hamstring injury. Using Detrended Fluctuation Analysis (DFA), the study assessed the temporal structure of motor variability during treadmill running in a sample of 20 athletes (95% male). The DFA alpha values for injured limbs (M = 0.735) and uninjured limbs (M = 0.706) indicated persistent correlations within a functional range (0.5 < α < 1.0), with no statistically significant differences between limbs (p = 0.317). However, a slight trend toward increased motor rigidity in the injured limb was noted, potentially reflecting compensatory adaptations. DFA emerged as a sensitive tool capable of detecting subtle changes in motor control that may not be captured by conventional biomechanical analyses. Limitations included the small sample size, gender imbalance, and treadmill-only testing, which constrain generalizability. Nonetheless, the results highlight the potential of DFA as a valuable adjunct in return-to-play assessments and injury prevention protocols. Future research should adopt longitudinal designs and recruit more diverse samples valid settings to fully explore DFA diagnostic and rehabilitative applications in sports performance.
As lesões nos isquiotibiais constituem uma das lesões mais frequentes no rugby, comprometendo frequentemente o desempenho desportivo devido ao seu impacto na biomecânica dos membros inferiores. O presente estudo observacional transversal investigou a variabilidade da força de reação do solo (GRF) entre os membros inferiores lesionados e não lesionados em jogadores de rugby com historial de lesão unilateral nos isquiotibiais. Recorreu-se à Análise de Flutuação Detrendida (DFA) para analisar a estrutura temporal da variabilidade motora durante a corrida numa passadeira instrumentada, numa amostra composta por 20 atletas (95% do sexo masculino). Os valores alfa de DFA para os membros lesionados (M = 0,735) e não lesionados (M = 0,706) revelaram correlações persistentes dentro de um intervalo funcional (0,5 < α < 1,0), não se verificando diferenças estatisticamente significativas entre os membros (p = 0,317). Contudo, observou-se uma ligeira tendência para um aumento da rigidez motora no membro lesionado, o que poderá refletir adaptações compensatórias. O DFA demonstrou ser uma ferramenta sensível na deteção de alterações subtis no controlo motor, frequentemente não detetadas através de análises biomecânicas convencionais. Entre as limitações do estudo destacam-se o reduzido tamanho amostral, o desequilíbrio de género e a utilização exclusiva da passadeira, fatores que condicionam a generalização dos resultados. Não obstante, os dados obtidos evidenciam o potencial do DFA como instrumento complementar em avaliações de prontidão para o regresso à competição e em protocolos de prevenção de lesões. Futuras investigações deverão privilegiar desenhos longitudinais e recorrer a amostras mais heterogéneas, de modo a aprofundar as aplicações diagnósticas e de reabilitação do DFA no âmbito do desempenho desportivo.
As lesões nos isquiotibiais constituem uma das lesões mais frequentes no rugby, comprometendo frequentemente o desempenho desportivo devido ao seu impacto na biomecânica dos membros inferiores. O presente estudo observacional transversal investigou a variabilidade da força de reação do solo (GRF) entre os membros inferiores lesionados e não lesionados em jogadores de rugby com historial de lesão unilateral nos isquiotibiais. Recorreu-se à Análise de Flutuação Detrendida (DFA) para analisar a estrutura temporal da variabilidade motora durante a corrida numa passadeira instrumentada, numa amostra composta por 20 atletas (95% do sexo masculino). Os valores alfa de DFA para os membros lesionados (M = 0,735) e não lesionados (M = 0,706) revelaram correlações persistentes dentro de um intervalo funcional (0,5 < α < 1,0), não se verificando diferenças estatisticamente significativas entre os membros (p = 0,317). Contudo, observou-se uma ligeira tendência para um aumento da rigidez motora no membro lesionado, o que poderá refletir adaptações compensatórias. O DFA demonstrou ser uma ferramenta sensível na deteção de alterações subtis no controlo motor, frequentemente não detetadas através de análises biomecânicas convencionais. Entre as limitações do estudo destacam-se o reduzido tamanho amostral, o desequilíbrio de género e a utilização exclusiva da passadeira, fatores que condicionam a generalização dos resultados. Não obstante, os dados obtidos evidenciam o potencial do DFA como instrumento complementar em avaliações de prontidão para o regresso à competição e em protocolos de prevenção de lesões. Futuras investigações deverão privilegiar desenhos longitudinais e recorrer a amostras mais heterogéneas, de modo a aprofundar as aplicações diagnósticas e de reabilitação do DFA no âmbito do desempenho desportivo.
Description
Dissertação para obtenção do grau de mestre na Escola Superior de Saúde Egas Moniz
Keywords
Detrended fluctuation analysis (DFA) Ground reaction forces (GRF) Hamstring injury Human variability Rugby
