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- Relatório de Estágio Profissional I, II, III e IVPublication . Sousa, Maria José de Castro Nunes Lobato de; Ruivo, Isabel Maria SilvaO presente Relatório de Estágio Profissional I, II, III e IV tem como objetivo refletir sobre diversos temas na área de investigação em Educação, vivenciados ao longo do Estágio Profissional, no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, iniciado em outubro de 2020 e finalizado em julho de 2022. Este Relatório de Estágio Profissional está dividido em quatro capítulos, sendo estes intitulados de Relatos, Planificações, Dispositivos de Avaliação e Proposta de Trabalho de Projeto. O primeiro capítulo consta de dez relatos de atividades/aulas que considerei importante salientar, enquanto futura Educadora/Professora, fazendo a descrição e a respetiva fundamentação teórica das atividades/aulas lecionadas pelos Profissionais de Educação e por mim (estagiária), nas duas valências – Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico. No segundo capítulo, estão discriminadas oito planificações de atividades e aulas por mim lecionadas, complementadas com fundamentação teórica, de acordo com as estratégias e recursos que considerei pertinentes utilizar para a sua lecionação. O terceiro capítulo visa quatro dispositivos de avaliação contemplados com a análise qualitativa e quantitativa dos resultados obtidos e respetivo enquadramento teórico. O quarto capítulo refere a proposta de projeto intitulada Natur.art – A Natureza é tão bela como a pintam, tendo como principal objetivo envolver as diferentes comunidades escolares na criação de obras artísticas com recurso a materiais reutilizáveis, tendo como mote a ecologia e a sustentabilidade do meio ambiente, garantindo a educação para os valores da conservação e preservação da Natureza. Consolidando tudo o que foi descrito e mencionado ao longo do Relatório de Estágio Profissional I, II, III e IV, será feita uma reflexão – as considerações finais. Neste ponto, serão referidas as aprendizagens que fui adquirindo ao longo da minha etapa formativa.
- Relatório de Estágio Profissional I, II, III e IVPublication . Figueiredo, Patrícia Isabel Chainho de; Almeida, José Maria deO presente relatório é referente ao Estágio Profissional I, II, III e IV e pretende apresentar diversas experiências e aprendizagens ao longo do meu percurso académico enquanto estagiária, sempre com o objetivo de me tornar educadora da Educação Pré-Escolar e professora do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Este relatório comtempla práticas que iniciei e observei desde outubro de 2020 e terminei em julho de 2022, na Escola Superior de Educação João de Deus. O relatório encontra-se dividido em quatro capítulos: Relatos, Planificações, Dispositivos de Avaliação e Apresentação de uma Proposta de Trabalho de Projeto. O primeiro capítulo é constituído por 10 relatos de atividades ou aulas que vivenciei em contexto de estágio que achei pertinente abordar, três destas foram realizadas por mim, e as sete restantes dinamizadas pelo professor cooperante. O segundo capítulo reúne oito planificações, quatro relativas a atividades em Educação Pré-Escolar, e outras quatro a aulas do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Todas estas planificações contêm estratégias que são fomentadas com autores de referência. O terceiro capítulo, dispositivos de avaliação, engloba quatro avaliações, correspondendo duas delas a grupos referentes à Educação Pré-Escolar e outras duas a grupos distintos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, com análise e interpretação de resultados. O quarto e último capítulo debruça-se sobre um trabalho projeto intitulado de “Continentes de Conhecimento” e que tem como objetivo principal a exploração dos países do mundo nas suas diversas vertentes, tanto como a interculturalidade, como as suas fronteiras e caraterísticas. Este projeto pretende contruir para uma comunidade mais consciente para as diversas diferenças culturais no mundo. Este relatório termina com as considerações finais sobre todo o percurso realizado ao longo destes dois anos de mestrado.
- Relatório de Estágio Profissional I, II, III e IVPublication . Alves, Verónica Raquel dos Santos; Almeida, José Maria deO presente Relatório de Estágio Profissional I, II, III e IV visa refletir sobre as experiências e aprendizagens adquiridas ao longo do Mestrado em Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico, que teve início no dia 12 de outubro de 2020 e terminou em 9 de julho de 2022, na Escola Superior de Educação João de Deus, em Lisboa. O relatório está dividido em quatro capítulos: Capítulo 1 – Relatos de Estágio, Capítulo 2 - Planificações, Capítulo 3 - Dispositivos de Avaliação e Capítulo 4 - Apresentação de uma proposta de trabalho ou projeto. O primeiro capítulo é formado por dez relatos de estágio, sendo que 3 relatos são referentes a atividades/aulas planeadas e concretizadas por mim e os restantes 7 relatos são o resultado da observação de atividades/aulas assistidas. Neste capítulo são analisados esses mesmos relatos dando a conhecer as suas inferências devidamente fundamentadas. O capítulo seguinte está reservado à apresentação de um conjunto de atividades/aulas, nomeadamente 8 planificações concretizadas na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico. O terceiro capítulo é constituído por quatro dispositivos de avaliação resultantes das apreciações realizadas nas duas valências de ensino. Os resultados das avaliações são também discutidos e analisados e interpretados neste capítulo. O quarto e último capítulo, apresenta uma proposta de atividade através de um trabalho de projeto, desenvolvido por mim, que se intitula de “Histórias da minha terra”. Este projeto foi escolhido com o intuito de, futuramente, ser melhorado e desenvolvido na turma ou na escola onde exercitarei as funções de docente. Para além disso, é interessante que as crianças pesquisei e saibam mais sobre o passado do meio local. O presente relatório termina com uma reflexão e as considerações finais, que têm como objetivo entender os pontos fortes e os pontos fracos do percurso realizado nos últimos anos e visa a melhorá-los para o futuro.
- Hortofrutícolas Biológicos: caracterização do perfil de consumo em PortugalPublication . Oliveira, André Santos; Botelho, Goreti Maria dos AnjosA produção e o consumo de produtos biológicos têm vindo a crescer em Portugal. Assim, e com o objetivo de perceber os hábitos de consumo de produtos hortofrutícolas biológicos (HFB) desenvolveu-se o presente estudo. Foi elaborado e partilhado nas redes sociais um questionário online. O questionário incluiu um total de 30 questões que podem ser agrupadas em 3 partes. Uma parte inicial de caracterização sociodemográfica e socioeconómica da amostra, um conjunto de questões relativas ao local de aquisição e modo apresentação dos HFB e uma questão, fraturante, relativamente à preocupação com os seus modos de produção. A segunda parte com questões direcionadas à identificação dos HFB mais consumidos, seus hábitos e frequência de consumo e modo de preparação e confeção. A terceira parte com questões relativas aos principais benefícios dos HFB e o conhecimento sobre as suas propriedades nutricionais e químicas, terminando com questões relacionadas com o nível de qualidade de informação e canais de aquisição do conhecimento. Foram obtidas 300 respostas no total, sendo que, uma vez que 33% indicaram que não tinham preocupação em consumir produtos biológicos, pelo que, foram consideradas 67% de questionários para análise estatística descritiva dos resultados. Os produtos hortícolas identificados como os mais consumidos foram a alface (Lactuca sativa, 93,5%), batata (Solanum tuberosum, 92%), tomate (Solanum licopersicum, 92%), e os frutos foram a laranja (Citrus x sinensis, 82,6%), limão (Citrus x limon, 82,1%), morango (Fragaria x ananassa, 81,6%). No que respeita à compra, a mulher é a principal responsável por esta tarefa. As grandes e médias superfícies são os locais habituais para a aquisição e não é difícil encontrarem as variedades pretendidas, sendo que a aquisição de produtos frescos a granel de produção biológica é a primeira opção. A frequência de consumo diária, de HFB, dos inquiridos é de 61,2%. Os pratos principais são a primeira escolha, sendo que, o modo de preparação mais utilizado é o cozido; relativamente à sua utilização em bebidas, verifica-se que é mais utilizado em sumos, 45,8%. Para 32,3% dos inquiridos, a quantidade diária de HFB consumida por refeição situa-se entre 41 a 60%. Foram mencionados vários aspetos de saúde que induzem este consumo de HFB, tais como, a prevenção de colesterol elevado, 71,4%, prevenção de doenças cardiovasculares, 69,3%, prevenção da obesidade, 68,3%, prevenção de doenças gastrointestinais, 61,3%, prevenção de diabetes, 60,3%, propriedades anti-inflamatórias, 51,8%, prevenção da hipertensão arterial, 50,8% e propriedades anti envelhecimento, 42,2%. Relativamente ao nível de informação das propriedades nutricionais e químicas dos HFB, os inquiridos consideram-se suficientemente informados, 39,3%, pouco informados, 12,4%, e insuficiente informados, 1,5%, sendo que a origem dessa informação, 57,7% é do percurso académico, 53,7% de livros e revistas e 49,8% da internet. O consumo de HFB é, para grande parte dos participantes no estudo, diário e frequente, com diversas aplicações culinárias. A principal razão apontada para o seu consumo é o benefício para a saúde, seguido dos benefícios para o ambiente e para minimizar o consumo de sal. Da análise das principais fontes de Informação sobre as propriedades nutricionais dos HFB sobressai a oportunidade que existe de se aumentar a literacia sobre estes produtos de forma a promover um maior consumo informado por parte da população.Palavras-chave: Hortofrutícolas Biológicos; Consumo; Propriedades Antioxidantes; Benefícios; Saúde humana
- Plantas Aromáticas e Medicinais Biológicas: caracterização do ferfil de consumo em PortugalPublication . Mendes, Ana Carla Duarte; Botelho, Goreti Maria dos AnjosA produção e o consumo de produtos biológicos têm vindo a crescer em Portugal. Assim, e com o objetivo de perceber os hábitos de consumo de plantas aromáticas e medicinais biológicas (PAMB) desenvolveu-se o presente estudo. Foi elaborado e partilhado nas redes sociais um questionário online. O questionário incluiu um total de 30 questões que podem ser agrupadas em 3 partes. Uma parte inicial de caracterização sociodemográfica e socioeconómica da amostra, um conjunto de questões relativas ao local de aquisição e modo apresentação das PAMB e uma questão, fraturante, relativamente à preocupação com os seus modos de produção. A segunda parte com questões direcionadas à identificação das PAMB mais consumidas, seus hábitos e frequência de consumo e modo de preparação e confeção. A terceira parte com questões relativas aos principais benefícios das PAMB e o conhecimento sobre as suas propriedades nutricionais e químicas, terminando com questões relacionadas com o nível de qualidade de informação e canais de aquisição do conhecimento. Foram obtidas 300 respostas no total, sendo que, uma vez que 33% indicaram que não tinham preocupação em consumir produtos biológicos, pelo que, foram consideradas 67% de questionários para análise estatística descritiva dos resultados. As PAMB mais mencionadas foram, para consumo em fresco: salsa (Petrosselinum crispum, 61,7%), alho (Allium sativum, 56,3%), coentro (Coriandrum sativum, 52,3%), e para consumo em “seco”, foram: orégãos (Origanum vulgare , 50%), erva-cidreira (Melissa officinalis, 33%), lúcia-lima (Aloysia citrodora , 31,3%). No que respeita à compra, a mulher é a principal responsável por esta tarefa. As grandes e médias superfícies são os locais habituais para a aquisição e não é difícil encontrarem as variedades pretendidas, sendo que a aquisição de produtos frescos a granel de produção biológica é a primeira opção nas duas situações. Em relação às utilizações, os inquiridos têm por hábito adicionar PAMB às refeições que preparam e metade da amostra tem nas suas casas entre 7 e 15 variedades. A frequência de consumo diária dos inquiridos é de 44,3% nas PAMB. Os pratos principais são a primeira escolha mais utilizado é o cru; relativamente à sua utilização em bebidas verifica-se 77,1% em infusões. Foram mencionados vários aspetos de saúde que induzem este consumo das PAMB. Os aspetos de saúde mencionados foram as propriedades anti-inflamatórias, 67,7%, prevenção de doenças cardiovasculares, 62,7%, prevenção de colesterol elevado, 60,2%, prevenção de doenças gastrointestinais, 55,7%, prevenção de hipertensão arterial, 55,7%, prevenção de obesidade, 50,2%, prevenção de diabetes, 46,8% e propriedades antienvelhecimento 43,3%. Relativamente ao nível de informação das propriedades nutricionais e químicas das PAMB, os inquiridos consideram-se suficientemente informados , 40,2%, pouco informados, 16,9%, e insuficiente informados, 2,5%, sendo que a origem dessa informação, 57,7% é do percurso académico, 53,7% de livros e revistas e 49,8% da internet. O consumo de PAMB é, para grande parte dos participantes no estudo, diário e frequente, com diversas aplicações culinárias. A principal razão apontada para o seu consumo é o benefício para a saúde, seguido dos benefícios para o ambiente e para minimizar o consumo de sal. Da análise das principais fontes de Informação sobre as propriedades nutricionais das PAMB sobressai a oportunidade que existe de se aumentar a literacia sobre estes produtos de forma a promover um maior consumo informado por parte da população.
- Custos da Exploração da BiomassaPublication . Gravato, António Miguel Amaral Cardoso Ferreira; Gonzalez, Raúl SalasBiomassa refere-se à massa que constitui seres biológicos (ou seres vivos): inclui plantas, animais e microrganismos. Numa perspetiva bioquímica, biomassa consiste em celulose, lignina, açúcares, lípidos e proteínas. As florestas representam entre 70% a 90% da biomassa terrestre, sendo que a sua maioria são árvores. Neste trabalho, biomassa será referida considerando, particularmente, a biomassa florestal residual – esta biomassa é uma fonte de energia renovável cuja energia química pode ser convertida para a produção de calor ou eletricidade.O abastecimento de energia da Celulose Beira Industrial (Celbi) é interno: a energia utilizada no processo de fabrico de pasta resulta da queima do licor negro concentrado na caldeira de recuperação de biomassa e, quando necessário, da queima de gás natural numa caldeira auxiliar. A caldeira produz vapor de alta pressão e, a energia libertada através da expansão de vapor na turbina é convertida em energia elétrica, a qual, em termos médios e em regime normal de operação, satisfaz as necessidades da fábrica. A energia produzida remanescente é injetada na rede de abastecimento público.A exploração e utilização da biomassa pode ser divida em cinco fases: produção (ordenamento florestal e plantação de árvores), colheita (rechega), pré-tratamento (trituração, crivagem e enfardamento), combustão da biomassa e limpeza da caldeira e fornalha. No âmbito do projeto de estágio, foram estudadas as operações relativas a colheita e pré-tratamento da biomassa: rechega, trituração, crivagem e enfardamento. O objetivo deste trabalho foi calcular os encargos mensais despendidos pelos fornecedores na prestação destes serviços e compará-lo com o preço cobrado à Altri Florestal.Durante o período de nove meses de estágio, os processos foram acompanhados in situ, para cronometragem e registo dos tempos de valor acrescentado e de valor não acrescentado das operações suprarreferidas. Os dados recolhidos foram tratados e usados para calcular a produtividade e as despesas associadas a cada operação.Os resultados da investigação indicaram que a operação de Rechega de Cepos incide numa despesa de cerca de 2,00 €/t; o custo da Rechega de Rama de 7,85 €/t; Trituração de Cepos de 6,36 €/t; Crivagem de Cepos de 1,30 €/t; Trituração de Cepos quando integrada com Crivagem de 8,10 €/t; e a operação de Enfardamento de Rama custa cerca de 5,14 €/t ao fornecedor. Face aos preços cobrados à Altri Florestal, os atuais fornecedores destas operações obtêm uma margem de lucro de +275%, -11%, +104%, +54%, +60% e +211%, respetivamente.No futuro, a Altri Florestal irá implementar um sistema de auditorias periódicas com o intuito de examinar a qualidade da biomassa. Além duma inspeção visual feita no momento e in situ, serão recolhidas amostras a serem analisadas quantitativa e qualitativamente. Pretende-se monitorizar os valores de teor de humidade e o PCI (base tal qual) do produto. A finalidade deste sistema consiste em garantir a qualidade da biomassa comprada e assegurar que o preço pago ao fornecedor foi adequado (e que o produto adquirido foi efetivamente biomassa e não uma quantidade indesejada de água e inertes).
- Diarreia viral bovinaPublication . Roque, Rodrigo Martins de Almeida; Carolino, Professor Doutor NunoA Diarreia Viral Bovina (DVB) é uma doença infeciosa com elevada expressão em Portugal, cuja variabilidade antigénica do agente causal permite causar Infeção Subclínica, Infeção Transitória e Infeção Persistente. A infeção causa grandes perdas económicas em explorações de bovinos devido à redução da fertilidade, da produção de leite e dos ganhos médios diários, e ao surgimento de diarreia, sintomas respiratórios, reabsorção e mumificação fetal e aborto. Quando as fêmeas gestantes são infetadas pode ocorrer o nascimento de animais Persistentemente Infetados (PI). Esses animais PI excretam grandes quantidades de partículas virais durante toda a sua vida, constituindo a principal fonte de disseminação e manutenção do vírus na exploração. O vírus da BDV transmite-se principalmente por contacto direto entre animais e é enzoótico em Portugal. O controlo da disseminação do agente centra-se na identificação de animais PI´s e na sua eliminação da exploração, seguindo-se a vacinação e uma constante vigilância serológica. Apesar da existência de medidas efetivas para o controlo do Vírus da Diarreia Viral Bovina (VDVB) e de a sua implementação resultar em benefício económico, só um pequeno número de países implementaram um plano de controlo e erradicação a nível nacional. O objetivo geral desta revisão bibliográfica sobre o VDVB visa caracterizar as metodologias de identificação e diagnóstico da infeção e sistematizar informação sobre a sua importância na bovinicultura a nível mundial, e caracterizar a melhor abordagem para o seu controlo e erradicação. Para este efeito, realizou-se uma pesquisa bibliográfica da informação científica internacional com revisão por pares publicada nos últimos 10 anos (exceto para produção científica relativa a Portugal, que foi sempre considerada).
- Meningite bacteriana supurativa neonatal em bovinosPublication . Montenegro, Maria Inês Aires; Carolino, Professor Doutor NunoA meningite em ruminantes, apesar de não ser diagnosticada com frequência, é uma das patologias do Sistema Nervoso Central mais comuns nestes animais. As meninges são constituídas por três estruturas: dura máter, aracnoide e pia máter. A inflamação da pia máter (camada mais interna das meninges) resulta numa leptomeningite. Pode ser provocada por diversos agentes bacterianos, nomeadamente agentes respiratórios como Histophilus somni, Mannheimia haemolytica e Pasteurella multocida, mas também por agentes predominantemente entéricos como a Escherichia coli. Pode ainda ser classificada de acordo com sua duração, localização, estruturas envolvidas, causa e lesões histopatológicas. Este estudo tem como principal objetivo relatar os achados clínicos/patológicos encontrados num caso clínico de um vitelo neonato com evidências de leptomeningite por Streptococcus spp. e Escherichia coli, diagnosticada após ter sido realizada necropsia com recolha de material e tecido purulento. Quando existem falhas de imunidade no hospedeiro, estes dois agentes são capazes de fazer disseminações até ao líquido cefalorraquidiano, onde se multiplicam e levam ao aparecimento de lesões purulentas, com manifestação clínica designada de Meningite Supurativa Bacteriana Neonatal em bovinos.
- Coxiella burnetii em leite de ruminantes: um potencial problema de Saúde pública?Publication . Carvalho, Rafaela Ferreira; Carolino, Professor Doutor NunoCoxiella burnetii é uma bactéria gram-negativa intracelular obrigatória, responsável pelo aparecimento da Febre Q em humanos e Coxielose nos animais. Os ruminantes domésticos são considerados reservatórios de infeção constituindo a principal fonte de infeção para humanos que ocorre predominantemente através da inalação de aerossóis contaminados. Os animais infetados eliminam a bactéria para o ambiente através dos produtos do parto ou aborto, das fezes, urina e leite. Considerando que a bactéria apresenta elevada estabilidade, mesmo em condições ambientais adversas, a transmissão pode ocorrer não apenas por via direta, como também por via indireta ou mesmo vetorial. Sendo o leite uma via de eliminação importante em ruminantes, e considerando que o leite não pasteurizado e os produtos derivados do mesmo, são consumidos em diferentes partes do mundo; a possibilidade de existir transmissão pela por via oral, nomeadamente através da ingestão de leite não pasteurizado, é possível, mas é ainda um assunto controverso para a comunidade científica. Na Europa, por exemplo, vários tipos de queijo com elevada qualidade gastronómica são confecionados com leite não pasteurizado. Isto gera algumas preocupações acerca do aparecimento de surtos de Febre Q entre a população humana derivado do consumo destes produtos. Apesar de a infeção por via oral em humanos por C. burnetii permanecer um aspeto que requer investigação adicional, vários estudos recentes comprovaram a presença e a viabilidade da bactéria em amostras de leite e queijo. Apesar da evidência não conclusiva da ocorrência de infeção resultante da ingestão de leite não pasteurizado e seus sub-produtos, deve ser dada particular atenção às atividades ocupacionais como a ordenha e outras associadas à manipulação de leite cru. É assim necessário incrementar a perceção da importância da pasteurização na segurança alimentar. O presente trabalho pretende realizar uma reflexão relativamente à Febre Q, suas fontes de infeção e riscos associados à infeção.
- Identificação e gestão da dor em bovinos leiteirosPublication . Bolzer, Margaux Louise; Carolino, NunoExistem poucos métodos objetivos para identificar os diferentes tipos de dor em animais de produção o que torna mais difícil a gestão desta. No entanto, há uma preocupação crescente por parte dos consumidores que está a levar os produtores e os médicos veterinários a considerarem cada vez mais a questão da gestão da dor. No caso dos animais de produção, a identificação da dor é difícil, daí a importância de uma abordagem multiparamétrica. Esta revisão bibliográfica pretende discutir as diferentes manifestações e fenómenos dolorosos em bovinos leiteiros, bem como as moléculas existentes e disponíveis para aliviar os efeitos da dor nas capacidades de produção dos animais.