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- A importância da experiência internacional, para o levantamento da doutrina denominada de “O Exército na Guerra Subversiva”Publication . Ferreira, VictorO presente estudo intitulado de “A importância da experiência internacional, para o levantamento da doutrina denominada de “O Exército na Guerra Subversiva”, tem como principal objetivo, verificar como a doutrina militar de contra subversão portuguesa foi influenciada, principalmente, pelas doutrinas britânica e francesa. Com o final da segunda guerra mundial, o mundo bipolarizou-se, sendo um polo o Comunismo e o outro o Capitalismo. O polo Comunista percebeu no final da Segunda Guerra Mundial que a conquista do mundo não poderia ser feita através de um confronto direto, sob pena de a destruição mútua ser assegurada. Para que isso não acontecesse, as crenças Comunistas à data eram levar à queda do Capitalismo, fazendo com que os seus alicerces ruíssem, ou seja, fomentar um sentimento de revolta e de libertação nas colónias dos países capitalistas. Para que se possa perceber como a doutrina militar de contra subversão portuguesa foi influenciada pelas doutrinas britânica e francesa é necessário ter conhecimento prévio de alguns conceitos como, doutrina, guerra, subversão e guerra subversiva. A doutrina portuguesa de contra subversão, “O Exército na Guerra Subversiva”, é representada por um manual, que se divide em cinco volumes, promulgados no ano de 1963 sendo eles: Generalidade; Operações contra bandos armados e guerrilhas; Ação psicológica; Apoio às autoridades civis e, por fim, Administração e logística. As experiências na Malásia por parte dos britânicos e na Indochina e Argélia por parte dos franceses, revelaram ao mundo em especial a Portugal, a guerra subversiva como ela é e todas as suas diferenças, tendo Portugal absorvido todos os conhecimentos possíveis para que dentro das suas fronteiras nas suas províncias ultramarinas, não se desenvolvessem situações semelhantes. Portugal com os conhecimentos aprendidos através das experiências britânicas e francesas, conseguiu aplicá-los nas suas províncias, desde 1961 até 1974.
- O APOIO LOGÍSTICO AO CEP NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL:Comparação entre a Doutrina Portuguesa e Inglesa e a Adequação do Apoio Logístico às Necessidades do CEPPublication . Medeiros, JoãoO presente Trabalho de Investigação Aplicada, subordinado ao tema “O Apoio Logístico ao Corpo Expedicionário Português (CEP) na primeira Guerra Mundial” e o seu estudo de caso constitui uma comparação entre a doutrina portuguesa e inglesa e a adequação do apoio logístico às necessidades do CEP, inserindo-se na conclusão do mestrado integrado em Ciências Militares, na especialidade de Infantaria, realizado na Academia Militar. O objetivo geral deste trabalho é analisar e descrever o apoio logístico prestado pelas forças inglesas, compará-las com o apoio prestado pelo CEP e verificar se estes atenderam às necessidades do CEP. No decurso deste trabalho foram elaboradas diversas questões derivadas de modo a responder à questão central “O apoio logístico ao CEP foi realizado consoante a doutrina inglesa e adequado à realidade da força?”. Tendo esse objetivo em vista, a metodologia usada assentou na pesquisa de fontes documentais, assim como em obras publicadas e em documentos existentes no Arquivo Histórico Militar. Verificou-se que o envio de forças portuguesas para a Flandres, de modo a proteger os interesses da nação, obrigou a uma reestruturação das forças portuguesas e a uma mudança brusca de hábitos, técnicas, procedimentos e doutrina. Procurámos estudá-los e perceber a influência do apoio logístico inglês na reestruturação, assim como a sua influência nas operações do CEP e a vivência dos militares que o formavam. Neste estudo verificámos o modo como o apoio logístico foi efetuado quer às forças inglesas, quer às forças portuguesas destacadas na Flandres, assim como as limitações deste e a sua influência nas forças do CEP.
- O conflito das Malvinas/Falkland – Aplicabilidade do modelo de desenvolvimento de uma crise internacionalPublication . Carujo, JoséO presente estudo sobre o conflito das ilhas Falkland, que opõem o Reino Unido à Argentina, pretende, analisar os acontecimentos atuais, identificando indícios ou causas que poderão agravar a situação conflituosa e dar origem a uma nova crise internacional como a ocorrida em 1982. A realização da investigação tem como objetivo, efetuar a caracterização geográfica das ilhas Falkland, de forma a realizar, a análise da situação tendo em consideração os conceitos ministrados na âmbito da Teoria Geral da Guerra e na Teoria Geral da Estratégia, nomeadamente o modelo de desenvolvimento de uma crise internacional. Pretende, também, entender a importância e a dinâmica de poder em torno das ilhas, associadas aos acontecimentos atuais e a relevância da região do Atlântico Sul. A metodologia de investigação elencada assenta nas fases conceptual, metodológica e empírica segundo um estudo descritivo, utilizando as técnicas de recolha de dados a partir de dados documentais preexistentes e a entrevistas estruturadas do tipo intensivo. As entrevistas realizadas contribuíram para recolher os dados principais, que após realizada a análise qualitativa, permitiram comparar a informação com as ideias de outros autores. As ilhas Falkland através das infraestruturas e meios permitem a projeção de forças, bem como manter o controlo e segurança das principais rotas marítimas que atravessam a região, nomeadamente as que passam próximas à Antártida, Rio da Prata e grande rota do Cabo. A zona económica exclusiva das ilhas e águas circundantes apresentam uma riqueza considerável, nomeadamente ao nível de recursos energéticos e alimentares, suscetíveis de serem disputados pelos atores presentes na região.
- Qual o papel da ação conjunta de Forças Paraquedistas e Forças Mecanizadas? - Estudo de caso Operação Market-GardenPublication . Conceição, JoãoNa Segunda Guerra Mundial ocorreu a maior operação aeroterrestre da história, a Operação Market-Garden. Com esta operação os Aliados pretendiam acabar a guerra antes do final de 1944. A complexidade da operação, os condicionalismos e imprevistos que surgiram, associados a um incorreto emprego das forças envolvidas conduziram ao insucesso da mesma. É neste sentido que a presente investigação: “Qual o papel da ação conjunta de forças paraquedistas e forças mecanizadas? – estudo de caso Operação MarketGarden”, pretende dar resposta ao fracasso obtido pela conjugação destas duas diferentes tipologias de forças. Nesta época, verificou-se a introdução de novos meios de fazer a guerra. Com o surgimento de forças aerotransportadas, foi possível usar o flanco aéreo para envolver o inimigo, apareceu uma nova forma de manobra ofensiva o envolvimento vertical. A evolução tecnológica permitiu uma mecanização da guerra, tanto a nível naval, terrestre e aéreo. Ao nível terrestre verificou-se uma extraordinária evolução das forças mecanizadas, que permitiu aos meios blindados terem uma preponderância nesta guerra, associada ao movimento, com grandes avanços e conquistas de terreno. Este Trabalho de Investigação Aplicada centra-se no estudo de forças aerotransportadas e mecanizadas britânicas durante a Segunda Guerra Mundial, em particular na Operação Market-Garden. Nesta investigação utilizou-se o método histórico, numa abordagem sincrónica, para caraterizar as variáveis de estudo de forma mais profunda, designadamente o equipamento e armamento, as táticas, as potencialidades/limitações, a tipologia das missões aplicadas às forças aerotransportadas e mecanizadas. Por fim, com esta investigação é possível verificar, que na Operação MarketGarden, o equipamento e armamento eram adequados para a missão mas porém não tiveram o emprego devido. As táticas não foram empregues na forma mais correta e infringiram alguns princípios da guerra, que por esse facto contribuíram para o insucesso da operação. As forças em análise têm potencialidades que se adequam ao tipo de missão efetuada. Contudo, devido às suas limitações, o planeamento usado não foi o mais apropriado. O planeamento deveria ter-se ajustado às limitações do emprego deste tipo de forças e não o contrário. A tipologia das missões destas forças é muito variada. O seu emprego de uma forma independente não é o mais adequado. A ação conjunta de forças aerotransportadas e mecanizadas é verificável em situações específicas e adequadas às suas capacidades. Para a Operação Market-Garden, e em particular no caso britânico, esta ação conjunta não se verificou.
- As Campanhas Militares Portuguesas em Angola e Moçambique Durante a 1ª Grande Guerra: Uma Comparação LogísticaPublication . Martins, DiogoO presente trabalho de investigação tem por objetivo caracterizar o apoio logístico prestado às forças militares nas colónias portuguesas de África. Tem como estudo de caso a comparação das campanhas militares de Angola e de Moçambique e a adaptação do apoio logístico às necessidades das várias expedições em combate nos dois teatros de operações durante a 1ª Guerra Mundial. Como objetivo geral deste trabalho pretende-se analisar como foi realizado o apoio logístico nos teatros de operações de Angola e de Moçambique e perceber se este apoio foi ou não o necessário às forças militares empregues nas operações militares durante a 1ª Grande Guerra. Durante o decorrer da investigação foram elaboradas várias questões derivadas com o intuito de responder à questão central “Como foi processado o apoio logístico às forças militares portuguesas em Angola e Moçambique durante a 1ª Grande Guerra?”. Para a elaboração deste trabalho de investigação a metodologia utilizada enquadrase na pesquisa e investigação histórica baseada na consulta e recolha de informação, e consequente tratamento de fontes primárias impressas complementada com outras fontes bibliográficas nacionais, através da pesquisa documental, diretamente relacionadas com o tema a explorar. Desta análise conclui-se que, durante a 1ª Guerra Mundial, apesar dos esforços feitos para que o apoio logístico fosse capaz de assistir a todos os pedidos efetuados pelas forças empenhadas nas operações militares este não conseguiu chegar a todas as frentes, por vezes, pela falta de material, outras, por falta de pessoal, ou ainda devido à desorganização dos serviços administrativos sediados nas colónias. Houve, no entanto, um melhoramento do apoio logístico durante o decorrer das campanhas.
- A Tipologia das Unidades Mobilizadas pela Arma de Cavalaria durante a Guerra de África (1961-1974)Publication . Lopes, PedroO presente Trabalho de Investigação Aplicada encontra-se subordinado ao tema “A Tipologia das Unidades Mobilizadas pela Arma de Cavalaria durante a Guerra de África (1961-1974)”. O principal objetivo é a caracterização da tipologia das unidades de Atiradores, de Reconhecimento e Polícia Militar, mobilizadas pelas unidades territoriais de Cavalaria da metrópole, para os Teatros de Operações de Angola, Guiné e Moçambique, durante a Guerra de África (1961-1974). Numa primeira fase tratamos de contextualizar o leitor com a temática da Guerra de África, começando com a situação Portuguesa de então, no cenário internacional, passando pelas principais características da guerra subversiva e terminando com o papel da Arma de Cavalaria neste conflito. Na segunda fase, relativa à mobilização de unidades de Reconhecimento, inicialmente é apresentado o dispositivo da Arma de Cavalaria, e as principais unidades mobilizadoras. De seguida são apresentados os dados da mobilização de unidades ao longo do tempo para os três Teatros de Operações, juntamente com o esforço relativo de cada unidade mobilizadora. No final são abordadas as principais viaturas que equiparam este tipo de unidades, e é feita uma síntese conclusiva do capítulo. À semelhança do terceiro capítulo, também no quarto são analisados os dados de mobilização e o esforço das unidades mobilizadoras, mas desta, das unidades do tipo Atiradores. Na síntese conclusiva deste capítulo é demonstrado o esforço relativo de mobilização comparativamente às Armas de Infantaria e Artilharia. Em seguida são apresentados os dados de mobilização das unidades de Polícia Militar, de forma semelhante aos capítulos anteriores. Na fase final do trabalho são respondidas as questões derivadas e central, que nos indicam as unidades mobilizadoras, tal como o esforço relativo de cada tipo de unidades, para cada Teatro de Operações.
- O Emprego Operacional da Polícia Militar PortuguesaPublication . Silva, MarianaEste Trabalho de Investigação Aplicada debruça-se sobre a temática do emprego operacional da Polícia Militar Portuguesa no Teatro de Operações da Guiné entre 1962 e 1975. O emprego de uma força operacional quer seja num exercício ou num teatro de operações, oferece Observações e, posteriormente, Lições Aprendidas que poderão ser úteis para que essa força ou uma outra força qualquer identifique alterações a serem efetuadas ou boas práticas a serem praticadas. A Polícia do Exército tem, entre outras, a missão de auxiliar o Comandante da força, garantindo a manutenção da ordem e disciplina, essenciais ao seu Comando e Controlo. Deste modo, a constante melhoria e evolução dos procedimentos, organização e formas de emprego desta unidade são uma mais-valia. O trabalho de investigação tem, então, como objetivo geral determinar que Observações podem ser retiradas do emprego da Polícia Militar na Guiné aquando da Guerra do Ultramar, entre 1962 e 1975. A primeira fase desta investigação científica centrou-se na pesquisa de literatura acerca dos principais conceitos relacionados com o tema. A segunda fase foi composta pelo trabalho de campo, este resume-se à recolha de informação através de Entrevistas, com o intuito de analisar, comparar e retirar conclusões das opiniões das Entidades entrevistadas. As Observações retiradas desta investigação científica são relativas à preparação da força, cujo tempo era curto para o ideal e era faltosa em aspetos de preparação da força para o tipo de terreno e as características da população; e à atribuição de missões para as quais as Companhias de Polícia Militar não se encontravam preparadas nem possuíam o material adequado para a execução das mesmas.
- A Conversão do Grupo de Esquadrões em Grupo de Ciclistas, na frente ocidental da Grande GuerraPublication . Martins, MiguelO presente trabalho pretende estudar e dar a conhecer o processo da conversão do Grupo de Esquadrões em Grupo de Ciclistas na frente Ocidental da Grande Guerra. Tendo como principal objetivo analisar as principais alterações orgânicas e o emprego tático das unidades de ciclistas. Os objetos de estudo deste trabalho são o processo de conversão do Grupo de Esquadrões em Grupo de Ciclistas e, a organização e emprego tático das unidades de ciclistas. Ao longo do trabalho iremos utilizar uma metodologia com referência a um método de investigação histórico, baseado numa abordagem diacrónica, analisando o processo de conversão da unidade de Cavalaria numa unidade de Ciclistas, a organização e o emprego tático das subunidades de ciclistas do Corpo Expedicionário Português, conjugada com a investigação numa lógica sincrónica, identificando as variáveis atuantes, através da análise de conteúdo de fontes primárias manuscritas e impressas e outras fontes textuais e iconográficas, complementada com uma investigação comparativa, considerando a necessidade de enquadrar esta inovação da atividade militar no âmbito da organização militar portuguesa. Com a quebra do movimento, motivada pelo aumento de poder de fogo no campo de batalha, e com a formação de extensas linhas e trincheiras, o cenário de guerra apresentado pela Grande Guerra não permitia o emprego de unidades de cavalaria na frente da guerra. Desta forma, quando chega à Frente Ocidental o Grupo de Esquadrões do Corpo Expedicionário Português, encontra o seu emprego tático na retaguarda das trincheiras, desempenhando serviços de ligação e de polícia. Contudo, os cavalos careciam de custos e cuidados relativamente à manutenção e alimentação, e eram importantes para a agricultura. Porém os serviços de polícia e ligação podiam ser executados a cavalo ou de bicicleta, e como as bicicletas não carecem dos mesmos problemas que os cavalos levantaram, o Grupo de Esquadrões converte-se em Grupo de Ciclistas. Com a conversão surgem alterações ao nível da estrutura, do pessoal e do equipamento. Sendo que ao nível do pessoal vai se organizar com militares de infantaria e de cavalaria, num efetivo mais reduzido que o do Grupo de Esquadrões. Relativamente à estrutura ao nível do Grupo de Ciclistas passa a ter uma secção de sinaleiros, e dentro das suas companhias ficam com menos um pelotão mas com mais uma secção de metralhadoras. Ao nível do equipamento além do que estava à carga do Grupo de Esquadrões, recebeu ainda bicicletas e metralhadoras Lewis. Enquanto unidade de ciclistas o Grupo de Ciclistas desempenhou missões de serviço de polícia e de ligação. Sendo que para cada um dos serviços se organizada de forma diferente. Abstract The present work aims to study and get to know the process of converting the Group of Squads into Group of Cyclists in Western Front of the Great War. The main objective is to analyze the conversion process and the tactical employment of cyclists units. The objects of study of this work is the process of converting the Group Squads into Group of Cyclists and the organization and tactical employment of cyclists units. Throughout the work we use a methodology used to reference a method of historical research, based on a diachronic approach, analyzing the process of converting a unit of cavalry unit cyclists, organization and tactical employment of cyclists subunits of the Portuguese Expeditionary Corps coupled with research in synchronous logic, identifying the active variables by analyzing the content of manuscript and printed primary sources and other textual and iconographic sources. complemented with a comparative research, onsidering the necessity of-frame this innovation of military activity under the Portuguese military organization. With the breakdown of the movement, motivated by the increased firepower on the battlefield, and the formation of long lines of trenches, the war scenario at the Great War did not allow the use of cavalry units in front of the war. Thus, when it comes to the Group of Squadrons of the Portuguese Expeditionary Force finds its tactical use in the rear of the trenches, performing liaison and police services. However, the horses lacked care costs and levels of service and food, and are important for agriculture. But the police and connection could be performed on horseback or by bike, and how the bikes do not require the same problems as the horse got up, the Group of Squadrons becomes Cyclist Corps. With the conversion changes in structure, personnel and equipment arise. Since the staff level will be organized with military infantry and cavalry, a smaller than the GEsq effective. Regarding the structure of Cyclist Corps level shall be a section of signalers, and within their companies are under a platoon but more a section of machine guns. At the equipment level beyond what was the load Group of Squadrons, also received bicycles and Lewis guns. While unit cyclists Cyclist Corps played for police service and liaison missions. And for each of the services is organized differently.
- As Divisões Panzer na 2ª Guerra Mundial nas Campanhas das Ardenas (1940 e 1944-45)Publication . Almeida, FábioO presente trabalho pretende estudar e conhecer a atuação das Divisões Panzer na Segunda Guerra Mundial, nomeadamente na região de Ardenas. As Divisões Panzer foram desenvolvidas para permitir a manobra preconizada pela Blitzkrieg. Tem também como objetivo fazer uma análise comparativa de duas campanhas, a campanha de 1940, que se saldou por um imenso sucesso, e a campanha de 1944-1945, que terminou com uma clara derrota, analisando os condicionalismos do uso dos meios blindados ao longo da guerra. Para a elaboração deste trabalho de investigação, numa primeira fase, são elencados a metodologia e os procedimentos adotados na realização deste estudo. De seguida, é analisado o conceito de Blitzkrieg, uma vez que a sua compreensão é essencial para o entendimento de todo o trabalho. Também é investigado o conceito de Divisão Panzer, uma vez que se trata da organização principal do trabalho e por último, o as Ardenas, o local onde se efetuaram as campanhas. A terceira fase é constituída pela campanha de 1940, é exposta a constituição orgânica das Divisões Panzer e os carros de combate utilizados na campanha; o emprego tático empregue assenta na manobra da Blitzkrieg e o apoio aéreo alemão num papel essencial para obter a supremacia aérea. Também são integradas nesta fase as informações e as transmissões, pois ambas obtiveram um carácter determinante sobre o domínio do inimigo; a logística direcionada para o apoio às Divisões Panzer e a caracterização do inimigo, numa vertente da sua organização, doutrina, carros de combate e aviação. Na quarta fase, constituída pela campanha de 944/45, é analisada a evolução orgânica das Divisões Panzer até 1944 e apresentados os novos carros de combate. Integra também as mudanças no emprego tático, as informações e as transmissões e o fracasso do processo logístico das Divisões Panzer para esta campanha. Consta desta fase a caraterização do inimigo, na vertente orgânica, doutrina, carros de combate, aviação, informações e logística. Assim, conclui-se que as Divisões Panzer obtiveram sucesso na campanha de 1940 devido ao emprego dos seus meios bélicos de acordo com a manobra preconizada de Blitzkrieg. Na campanha de 1944/45, as Divisões Panzer não obtiveram sucesso no mesmo terreno porque se encontravam em declínio logístico e o inimigo tinha mudado. Abstract This work aims to study and understand the actions of the Panzer Divisions in The Second World War, particularly in the Ardennes. The Panzer Divisions were developed to accomplish the Blitzkrieg maneuver. By analyzing the constraints of the use of armored vehicles during the war, this essay will also make a comparative analysis of two campaigns, the 1940 campaign, which resulted in a huge success, and the 1944-45 campaign, which ended with a clear defeat. When doing this research work, our first step is to list the methodology and procedures adopted in this study. Then, the concept of Blitzkrieg is analyzed, since its understanding is essential for the understanding of all the work. We also investigated the concept of the Panzer Division, since it is the main work and lastly, of the Ardennes, the place where the campaigns took place. The third phase consists of the 1940 campaign, explaining the organic structure of the Panzer Divisions and the tanks used in the campaign; the tactics used, based on the Blitzkrieg maneuver, and the German air support with a vital role in achieving air supremacy. The information and transmissions are also included in this phase, since both had decisive importance on dominating the enemy; the logistics directed towards the support of the Panzer Divisions and the characterization of the enemy, relative to the organization, doctrine, Tanks and aviation. The fourth phase consists of the 1944/45 campaign, it analyzes the organic evolution of the Panzer Divisions until 1944 and presents the new tanks. It also includes the changes in the tactics used, information and transmissions and the failure of the logistics process of Panzer Divisions for this campaign. It is also outlined the characterization of the enemy, relative to the organization, doctrine, tanks, aviation, information and logistics.
- A Introdução da G3 na Guerra de África. Implicação nas Táticas, Técnicas e na Organização do Pelotão de Infantaria no Teatro de Operações AngolanoPublication . Reis, Filipe; Rita, Fernando Manuel Silva; Braz, Celso Jorge P. FreilãoO presente relatório científico aborda uma investigação que se intitula de “A introdução da G3 na Guerra de África; Implicações nas Táticas, Técnicas e na Organização do Pelotão de Infantaria no Teatro de Operações Angolano”, que pretende identificar a importância da G3 no pelotão de infantaria. Visto que o conhecimento histórico é fulcral a qualquer comandante, e sendo a G3 um “símbolo” de base da nossa formação militar e de elevado reconhecimento, procura-se contribuir para o conhecimento da História de Portugal, do Exército Português, podendo cooperar na resolução de problemas atuais. Deste modo pretende-se analisar a passagem da arma ordinária, para a arma automática e as suas implicações no Teatro de Operações angolano. Este relatório está estruturado em três partes. A primeira referente à introdução, expondo uma apresentação do trabalho de investigação. Na segunda é realizado um levantamento documental e consulta crítica de literatura, privilegiando a análise de conteúdo. Por fim, na parte conclusiva testa-se e confirma-se as hipóteses, respondendo às perguntas derivadas. Tais questões e hipóteses desenvolveram-se para responder à questão de partida a fim de atingir os objetivos delineados. A metodologia cingiu-se na análise de forma cronológica e comparativa, de conteúdos bibliográficos, complementada por fontes primárias. Verificou-se que com a introdução da G3 no pelotão de infantaria, no Teatro de Operações de Angola, ocorreram alterações na organização deste, nomeadamente a substituição das metralhadoras ligeiras das secções por G3 com bipé. Esta alteração levou à extinção do grupo a três homens por cada metralhadora ligeira, surgindo mais dois atiradores normais e o atirador bipé em cada esquadra. Por este facto a esquadra de atiradores passa a ser constituída por cinco atiradores, dos quais um de G3 com bipé. Ao nível tático e técnico não houve diretamente alterações, mas sim a possibilidade de as executar na plenitude, tal como foram projetadas.
