Percorrer por autor "Eira, Ana"
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- Forensic Microbiology: challenges in detecting sexually transmitted InfectionsPublication . Eira, Ana; Fadoni, Jennifer; Amorim, António; Cainé, LauraSexual assault crimes consist of acts committed without consent and represent a major global issue with serious implications for victims. These acts have both short- and long-term consequences on the physical, mental, and sexual health of victims, with sexually transmitted infections (STIs) being one of the direct outcomes of such crimes. Sexually transmitted infections constitute a serious global public health problem and can lead to severe consequences. These infections may be caused by bacteria, viruses, or parasites and are transmitted through sexual contact. Some of the most common STIs among the general population and victims of sexual crimes include gonorrhoea, chlamydia, trichomoniasis, and syphilis. In most carriers, these infections are asymptomatic, making their detection particularly challenging. Considering the importance of further research in this field, the primary objectives of this study are to review the existing literature on the incidence of major STIs in victims of sexual crimes, to identify the various risk factors associated with these infections, and to explore their public health implications. Additionally, this study aims to assess different STI detection techniques, analyzing their advantages and disadvantages. Studies on this topic are crucial for better understanding the role of sexually transmitted infections in the context of sexual crimes. However, throughout this work, it was verified that point-of-care methods are a good option to allow the diagnosis to be faster and more accurate, when compared to other methods of detecting sexually transmitted infections.
- Infeções Sexualmente Transmissíveis: deteção molecular de microrganismos em amostras colhidas no âmbito de crimes sexuaisPublication . Eira, Ana; Correia Dias, Maria Helena; Franco, Magda; Fadoni, Jennifer; Amorim, António; Cainé, LauraIntrodução: Os crimes sexuais constituem um dos maiores desafios da Medicina Legal, tanto pela complexidade técnico-científica envolvida como pela sensibilidade das situações. Na maioria dos casos, as análises forenses concentram-se na identificação genética do agressor. Contudo, a deteção de infeções sexualmente transmissíveis (ISTs) nas amostras biológicas recolhidas pode fornecer evidência complementar de elevado valor probatório, permitindo sustentar a existência de contacto sexual e, simultaneamente, assegurar o adequado encaminhamento clínico da vítima. O presente estudo teve como objetivo aplicar a técnica de PCR em tempo real (RT-PCR) para a deteção de microrganismos responsáveis por ISTs, a partir de amostras colhidas a vítimas de agressão sexual. Material e métodos: Analisaram-se 231 amostras biológicas (zaragatoas vaginais, retais e orais) colhidas entre 2004 e 2017 e armazenadas a -20ºC. A deteção e amplificação do material genético foi realizada através de RT-PCR, utilizando primers específicos para os principais agentes etiológicos de ISTs: Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis e Treponema pallidium. Resultados e discussão: Foram detetados 11 casos positivos para Chlamydia trachomatis e 13 para Trichomonas vaginalis. A técnica de RT-PCR revelou-se útil na deteção de DNA de microrganismos responsáveis por ISTs mesmo em amostras antigas e degradadas. A robustez desta técnica é pode ser especialmente útil quando a evidência biológica disponível é escassa ou comprometida. A ausência de deteção de Neisseria gonorrhoeae e Treponema pallidium poderá dever-se à sua menor prevalência na população estudada ou a limitações associadas à degradação das amostras, devido ao tempo de armazenamento e também ao facto de nem todos os microrganismos, mesmo existindo a IST, terem uma distribuição e/ou localização com igual padrão. Os resultados confirmam a utilidade das metodologias moleculares na deteção de microrganismos responsáveis por ISTs como complemento à identificação genética humana, contribuindo para caracterizar o tipo de contacto sexual e apoiar o encaminhamento clínico da vítima. A deteção de ISTs pode ainda constituir prova adicional com relevância jurídica, sobretudo em casos com transmissão comprovada. A aplicação eficaz da técnica a diferentes tipos de amostras (vaginais, retais e orais) reforça o seu valor no em contexto forense. Conclusão: A técnica de RT-PCR demonstrou ser uma ferramenta valiosa na análise de amostras forenses no âmbito de crimes sexuais, contribuindo para a o encaminhamento da vítima. A sua integração nos protocolos forenses para crimes sexuais deve ser considerada uma mais-valia.
