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Orientador(es)
Resumo(s)
Este estudo analisou a relação entre o risco climático e os índices de ações do sul da Europa, utilizando o Physical Risk Index (PRI) e o Transition Risk Index (TRI), ambos constituintes do Climate Risk Index (CRI), desenvolvido por Bua et al. (2024). Os dados estão compreendidos entre o período de 2016 a 2023, abrangendo eventos climáticos extremos e mudanças na regulamentação ambiental.
Os resultados revelaram que o risco climático influência os índices de ações, mas de formas distintas. O Physical Risk Index (PRI) teve impacto positivo nos índices IBEX35 e FTSEMIB, possivelmente devido à presença de empresas de energia renovável nesses índices, como Iberdrola, Endesa, Naturgy, Siemens Gamesa, Enel e Terna, que se podem beneficiar de eventos climáticos extremos. Por outro lado, o Transition Risk Index (TRI), apresentou um impacto negativo nesses mesmos índices, refletindo a aversão dos investidores às incertezas associadas à transição para uma economia de baixo carbono. Essa reação pode ser atribuída à presença de grandes empresas de combustíveis fósseis, como Repsol e Saipem, que enfrentam custos operacionais elevados para adaptação tecnológica.
O facto da Bitcoin e a Ethereum, não representarem diretamente uma empresa, faz com que não se enquadre na economia real, sendo movimentado devido à procura e oferta, e à confiança dos investidores, o que faz com que não se verifique impacto do TRI ou do PRI, embora para a mineração destas criptomoedas exista uma pegada de carbono significativa.
Este estudo contribui para a literatura financeira ao demonstrar a relevância de considerar simultaneamente os riscos climáticos e a volatilidade dos criptoativos na análise dos mercados financeiros. As descobertas destacam a importância de estratégias de redução de risco que incorporem variáveis climáticas e digitais.
