Publicação
Boreout e Estados Afetivos no Trabalho em Portugal
| dc.contributor.advisor | Araújo, Patricia | |
| dc.contributor.author | Maria João Galhardo Frazão | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-23T14:20:01Z | |
| dc.date.available | 2026-07-23T14:20:01Z | |
| dc.date.issued | 2024-09-04 | |
| dc.description.abstract | Introdução: O boreout é um fenómeno que afeta muitas pessoas no ambiente de trabalho e ocorre quando um profissional se sente subestimulado e entediado. A falta de desafios, as tarefas monótonas, repetitivas e a sensação de não estar a utilizar todo o seu potencial, podem causar impacto na motivação e satisfação profissional, o que pode ter consequências negativas não só para o individuo, mas também para as organizações, uma vez que trabalhadores entediados são menos produtivos, menos engajados e mais propensos a procurar oportunidades noutros lugares. Assim, tendo em conta, que as tarefas e as condições em que são realizadas podem desencadear sentimentos negativos ou, pelo contrário, conduzir à realização pessoal, o principal objetivo deste trabalho é compreender a relação entre estados afetivos no trabalho e o boreout. Método: Optou-se por uma abordagem quantitativa, transversal, descritiva e correlacional. Foi aplicado numa amostra de 663 trabalhadores um questionário composto por: (a) dados sociodemográficos; (b) dados profissionais; (c) WBOS de Poirier et al. (2021) para avaliar o boreout; (d) PANAS-VRP de Galinha et al. (2014) para medir os estados afetivos; (e) um conjunto de questões de natureza profissional. Resultados: Os principais resultados obtidos foram: (a) existe uma relação moderada e negativa entre o boreout e o afeto positivo (AP); (b) existe uma relação moderada e positiva entre o boreout e o afeto negativo (AN); (c) a amostra estudada revela níveis baixos de boreout; (d) a amostra apresenta bons níveis de AP e níveis baixos de AN; (e) trabalhadores solteiros, divorciados, viúvos e separados apresentam níveis mais elevados de boreout; (f) trabalhadores sem filhos revelam níveis mais altos de boreout; (g) trabalhadores com níveis de escolaridade mais elevados apresentam valores mais altos de boreout; (h) trabalhadores em regime flexível ou remoto estão mais suscetíveis ao boreout; (i) trabalhadores sem contrato de efetividade revelam valores mais altos de boreout; (j) trabalhadores com rendimento mensal mais baixo estão mais suscetíveis a desenvolver boreout; (k) as mulheres apresentam níveis mais elevados de AN; (l) as gerações mais jovens apresentam níveis mais altos de boreout; m) os baby boomers apresentam níveis mais baixos de AN, quando comparados com as gerações Y e Z. Discussão: Os resultados obtidos revelaram que a amostra estudada apresenta níveis baixos de boreout e, portanto, não se podem considerar trabalhadores entediados, subestimulados e desinteressados. Os estados afetivos demonstraram ter um impacto significativo no bem-estar dos trabalhadores. Conclusão: Sendo o boreout um risco de doença psicossocial, a intervenção preventiva deve ser prioritária. Quando detetado, é importante que se intervenha rapidamente, de modo a diminuir os riscos de saúde para os trabalhadores, assim como os custos financeiros para as organizações. É importante que existam boas práticas de GRH que permitam intervir nos processos-chave e na estratégia da organização, de modo a assegurar ambientes de trabalho mais construtivos, saudáveis e produtivos. | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.26/63912 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ | |
| dc.subject | Boreout | |
| dc.subject | Tédio no trabalho | |
| dc.subject | Estados afetivos no trabalho | |
| dc.subject | Gestão de pessoas | |
| dc.subject | Gerações | |
| dc.title | Boreout e Estados Afetivos no Trabalho em Portugal | por |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| thesis.degree.name | Mestrado em Gestão de Recursos Humanos |
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