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Com o presente trabalho pretende-se analisar as relações transatlânticas, o
seu historial, evolução e presente, bem como avaliar o impacto da evolução dessas
relações nas indústrias de defesa e verificar se existe cooperação ou concorrência.
As relações transatlânticas ganharam importância ao longo do século XX
tendo como momentos mais significativos a participação activa e determinante dos
Norte Americanos nas duas Guerras Mundiais.
Após o fim da II Guerra Mundial, perante a ameaça expansionista Soviética
sobre a Europa, os EUA sentindo-se forçados a intervir de novo militarmente na
Europa, promoveram a constituição de uma Aliança transatlântica, a OTAN. Esta
Aliança entre os EUA, o Canadá e a Europa Ocidental, formalizou e tornou
operacionais os laços transatlânticos.
Ao longo dos quarenta anos de conflito latente Leste – Oeste, a par do
equilíbrio nuclear entre as super potências, assistiu-se a uma corrida aos
armamentos entre os blocos antagonistas. O fim da Guerra-Fria provocou uma
alteração radical na cena internacional. Com o fim da ameaça soviética terminou a
corrida aos armamentos, a OTAN deixou de se preocupar com a defesa do seu
território e passou a dar ênfase a um papel de organização de segurança regional
preocupada com a pacificação dos múltiplos conflitos que entretanto eclodiram, os
EUA emergiram como a única super potência global e, simultaneamente na Europa,
os países da CEE decidiram, através do Tratado de Maastricht, transformar-se em
União Europeia e assumir duas novas dimensões, uma no âmbito judicial e da
segurança interna e outra visando a construção de uma Política Externa e de
Segurança Comum.
Estas alterações na cena internacional tiveram consequências determinantes
na evolução das indústrias de defesa dos dois lados do Atlântico.
Durante a Guerra-Fria, apesar das intenções proclamadas no Tratado do
Atlântico Norte e dos sucessos na normalização e inter-operacionalidade do equipamento e armamento no seio da Aliança, a cooperação entre as indústrias
europeias americanas e europeias não foi significativa.
Com o fim da Guerra-Fria, a grande redução da procura de armamentos
tornou excedentária a capacidade de produção instalada no espaço euroatlântico.
Tal facto obrigou as indústrias a levar a cabo alterações profundas na forma de
cooperar e competir. Apesar das limitações impostas pelos estados de um e do
outro lado do Atlântico, as empresas têm explorado as oportunidades de cooperação
e concorrência que face às circunstâncias melhor sirvam os seus interesses.
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Keywords
Relações transatlânticas Indústria de Defesa Evolução Interoperabilidade Equipamento Armamento
