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Pessoal na reserva na efectividade do serviço.

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Por vontade própria, ou por imperativos estatutários, o militar do quadro permanente deparar-se-á, inevitavelmente, com a sua transição para a situação de reserva. As Forças Armadas deixarão, naquele momento, de contar com a contribuição activa de elementos detentores de conhecimento acumulado e valiosa experiência, adquiridos ao longo de vários anos de serviço. Independentemente da sujeição dos militares reservistas a uma eventual mobilização, prevista legalmente, os órgãos de gestão dispõem de um universo de pessoal, altamente qualificado, que poderá rentabilizar no desempenho de diversas funções adequadas às valências técnicas e profissionais de cada um, dentro das suas capacidades físicas e psíquicas. A utilização deste núcleo, muito específico, de recursos humanos, poder-se-á orientar quer em funções apropriadas à sua condição, quer como forma de colmatar défices pontuais nos já muito reduzidos quadros aprovados. Por outro lado, uma crescente solicitação externa no âmbito de acordos e compromissos nacionais e internacionais, onde a cooperação técnico-militar é um exemplo reflexivo, deixam em aberto um vasto campo de possibilidades na utilização de pessoal na reserva. Por fim, em situações inopinadas de crise, emergência ou conflito e no crescente empenhamento em missões humanitárias e de apoio à paz, para as quais se venha a tornar necessário e/ou imperativo libertar pessoal operacional a desempenhar funções de natureza mais administrativa, poderão estas vir a ser desempenhadas por militares, na situação de reserva, a convocar à efectividade de serviço. Numa outra perspectiva, a tendência em protelar a passagem à aposentação, face à imperiosa necessidade em salvaguardar o melhor equilíbrio ao nível da assistência social no que diz respeito à ratio trabalhadores activos / reformados, leva a que se encare o recurso, criterioso, ao pessoal da reserva como uma opção válida em termos de aumento da população activa. Neste enquadramento, importa validar a figura da reserva para os militares e definir o seu melhor e mais profícuo conceito de utilização, como fonte de recurso de pessoal com capacidades e potencialidades únicas, e que, por isso mesmo, não devem ser neglicenciadas. Cumprindo o método científico de pesquisa, recorrendo a consulta documental e bibliográfica, com o valioso contributo de opiniões de militares que desempenharam os mais altos cargos na estrutura das Forças Armadas, bem assim como de militares ligados à gestão de recursos humanos, onde, reconhecidamente, detêm uma vasta experiência nesta área, concluiu-se na inquestionável validade da figura da reserva, ainda que a mesma careça de uma reconfiguração, concedendo-lhe uma maior credibilidade, constituindo-se, ainda, segundo o figurino proposto, como um mecanismo facilitador da gestão de carreiras. Abstract: After several years in active duty, military careers don’t necessarily come to an halt on the occasion of the transition to a reserve component. From that moment on, the Armed Forces will no longer benefit from the active contribution of those members’ accumulated knowledge and valuable experience acquired through many years of service. Apart from the possibility of military reserves being called, under the law, to a possible deployment, on the one hand managerial bodies have a pool of highly qualified personnel at their disposal, to be taken full advantage of, to perform several tasks appropriate to each one’s technical and professional skills, according to their physical and psychological capacities. The call to this very specific group of human resources can be oriented both for tasks appropriate to their condition and to fill occasional shortages in the already very small number of approved permanent members. On the other hand, the growing external requests within the scope of national and international agreements and compromises, open up a wide field of possibilities for using military reserves, such as in the technical-military cooperation. Lastly, military reserves can be called back to active duty when the country faces emergency and crisis situations or due to growing needs in humanitarian and peace support missions, releasing combat units from administrative tasks. From another point of view, the trend to postpone retirement due to the compelling needs to keep a balanced ratio between active staff / reserves, when considering social care, leads to mindfully consider the resort to reserves as a valid option for increasing active staff. Bearing this in mind, it is important to stress the value the reserve component and to define the best and most beneficial way of using it, as a resource of unique skills and potentialities, which must not be neglected. Using the scientific research method, researching staff documental and bibliographical sources, and listening to the valuable opinions from military staff who held the highest posts within the armed forces, as well as to the opinions from human resources management members, who undoubtedly have a vast experience in this area, we have come to the conclusion that the reserve component members might perform a valid role, even if this role needs to be updated. Greater credibility should be granted to the reserve component in order to consider it a facilitator in career management, as described above.

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Defesa Nacional Efectividade de serviço Forças Armadas Reserva

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