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FATORES-CHAVE DE INTERNACIONALIZAÇÃO DE DESTINOS TURÍSTICOS: TERRITÓRIO, PRODUTO, GOVERNANÇA E DMO

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Este artigo apresenta a validação empírica de um modelo reflexivo, de terceira ordem, para a internacionalização de destinos turísticos, ancorado em quatro dimensões: território, produto (competitividade do destino e de produto), governança e DMO. O estudo utiliza um inquérito transversal a DMO portuguesas com responsabilidades no turismo e no desenvolvimento local/regional (470 entidades; 47 respostas válidas), aplicado em 2018. O instrumento agregou subescalas previamente validadas e a estimação foi realizada por modelação de equações estruturais. O modelo evidenciou bom ajustamento global e cargas fatoriais robustas nas quatro dimensões, confirmando a validade do constructo e a consistência interna. Os resultados mostram que território e produto ancoram o mapeamento e o posicionamento do destino — via diferenciação, imagem e atratividade —, ao passo que governança e DMO cumprem uma função integradora, assegurando a coordenação em rede, coerência de políticas e capacidade de execução coletiva. Considera-se que a internacionalização de destinos exige, simultaneamente, bases territoriais e de produto sólidas, em simultâneo com arranjos de governança que mobilizem atores, recursos e informação. Em termos de política, recomenda-se o reforço da governança multinível, o investimento na capacitação das DMO e a priorização de instrumentos de inovação, branding e inteligência artificial, que sustentem decisões estratégicas e parcerias público-privadas, visando competitividade e projeção externa.
This article presents the empirical validation of a third-order reflective model for the internationalisation of tourism destinations, anchored in four dimensions: territory, product (competitiveness of the destination and of the product), governance, and DMOs. The study draws on a cross-sectional survey of Portuguese DMOs with responsibilities in tourism and local/regional development (470 entities; 47 valid responses), administered in 2018. The instrument combined previously validated subscales and was estimated using structural equation modelling. The model exhibited good overall fit and robust factor loadings across the four dimensions, confirming construct validity and internal consistency. The results show that territory and product underpin destination mapping and positioning—via differentiation, image, and attractiveness—whereas governance and DMOs play an integrating role, ensuring networked coordination, policy coherence, and collective execution capacity. We argue that destination internationalisation simultaneously requires solid territorial and product foundations alongside governance arrangements that mobilise actors, resources, and information. In policy terms, we recommend strengthening multi-level governance, investing in DMO capacity-building, and prioritising instruments of innovation, branding, and artificial intelligence to support strategic decision-making and public–private partnerships, with a view to competitiveness and external projection.

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Palavras-chave

Internacionalização Destinos turísticos Governança DMO Modelação de equações estruturais Internationalisation Tourism destinations Governance DMOs Structural equation modelling

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